Os 1.200 trabalhadores da Prodesan (progresso e desenvolvimento de Santos), empresa de economia mista controlada pela prefeitura, continuam no ‘estado de greve’ decretado em 4 de setembro.
sintracomosCrédito: Arquivo
Em assembleia na sexta-feira, trabalhador da empresa de economia mista acatou conciliação da justiça do trabalho para a data-base
A paralisação será iniciada caso a empresa não cumpra o julgamento do dissídio coletivo econômico que deverá ser marcado em breve pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP).
 
Em assembleia na noite de sexta-feira (25), no sindicato dos trabalhadores na construção civil, montagem e manutenção industrial (Sintracomos), eles aceitaram proposta conciliatória da Justiça do Trabalho.
 
A orientação para a data-base de maio, feita pelo TRT em audiência de instrução e conciliação por videoconferência, na segunda-feira (21), não foi aceita pelos representantes da Prodesan.
 
O presidente do sindicato, ‘Macaé’ Marcos Braz de Oliveira, disse na oportunidade que aceitava, mas que precisava do referendo que aconteceu na assembleia de sexta-feira.
 
O sindicalista comunicará a decisão dos trabalhadores ao TRT já nesta segunda-feira (28). E diz que a categoria resolveu aguardar o julgamento em ‘estado de greve’ para “não desarmar a mobilização”.
 
Segundo o presidente do Sintracomos, os trabalhadores decidiram não paralisar imediatamente os serviços em respeito ao TRT, achando mais ponderado aguardar a decisão final da justiça. 
 
Justiça propôs 2,46% 
 
Segundo Macaé, o TRT tenta evitar que os serviços de saúde da cidade, entre eles nas 30 policlínicas, fiquem sem limpeza por causa da possível greve também no paço municipal e no novo mercado de peixes.
 
O sindicalista destaca que a Prodesan conseguiu mais um contrato de limpeza, desta vez com a estação rodoviária, que teve suas novas instalações inauguradas neste sábado (26).
 
“Com os novos contratos, envolvendo o paço, o mercado de peixes e agora a rodoviária, não há como a direção da Prodesan alegar falta de recursos financeiros para atender a proposta do TRT”, diz.
 
A categoria está em campanha salarial desde março, quando o sindicato enviou as reivindicações à empresa, depois de aprovadas em assembleia no mês anterior.
 
Macaé reclama que a Prodesan chamou apenas duas negociações, quando anunciou a impossibilidade de reajustar os salários, proposta que manteve na audiência da justiça do trabalho.
 
A categoria reivindica reajuste de salários e benefícios em 2,46%, percentual da inflação acumulada entre maio de 2019 e maio de 2020, que foi o índice proposto pelo TRT.
 
O sindicalista pondera que já encerrou os acordos coletivos de trabalho deste ano com todos os segmentos empregadores da categoria, inclusive na Codesavi, similar da Prodesan em São Vicente.
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Em assembleia na sexta-feira, trabalhador da empresa de economia mista acatou conciliação da justiça do trabalho para a data-base
A paralisação será iniciada caso a empresa não cumpra o julgamento do dissídio coletivo econômico que deverá ser marcado em breve pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP).
 
Em assembleia na noite de sexta-feira (25), no sindicato dos trabalhadores na construção civil, montagem e manutenção industrial (Sintracomos), eles aceitaram proposta conciliatória da Justiça do Trabalho.
 
A orientação para a data-base de maio, feita pelo TRT em audiência de instrução e conciliação por videoconferência, na segunda-feira (21), não foi aceita pelos representantes da Prodesan.
 
O presidente do sindicato, ‘Macaé’ Marcos Braz de Oliveira, disse na oportunidade que aceitava, mas que precisava do referendo que aconteceu na assembleia de sexta-feira.
 
O sindicalista comunicará a decisão dos trabalhadores ao TRT já nesta segunda-feira (28). E diz que a categoria resolveu aguardar o julgamento em ‘estado de greve’ para “não desarmar a mobilização”.
 
Segundo o presidente do Sintracomos, os trabalhadores decidiram não paralisar imediatamente os serviços em respeito ao TRT, achando mais ponderado aguardar a decisão final da justiça. 
 
Justiça propôs 2,46% 
 
Segundo Macaé, o TRT tenta evitar que os serviços de saúde da cidade, entre eles nas 30 policlínicas, fiquem sem limpeza por causa da possível greve também no paço municipal e no novo mercado de peixes.
 
O sindicalista destaca que a Prodesan conseguiu mais um contrato de limpeza, desta vez com a estação rodoviária, que teve suas novas instalações inauguradas neste sábado (26).
 
“Com os novos contratos, envolvendo o paço, o mercado de peixes e agora a rodoviária, não há como a direção da Prodesan alegar falta de recursos financeiros para atender a proposta do TRT”, diz.
 
A categoria está em campanha salarial desde março, quando o sindicato enviou as reivindicações à empresa, depois de aprovadas em assembleia no mês anterior.
 
Macaé reclama que a Prodesan chamou apenas duas negociações, quando anunciou a impossibilidade de reajustar os salários, proposta que manteve na audiência da justiça do trabalho.
 
A categoria reivindica reajuste de salários e benefícios em 2,46%, percentual da inflação acumulada entre maio de 2019 e maio de 2020, que foi o índice proposto pelo TRT.
 
O sindicalista pondera que já encerrou os acordos coletivos de trabalho deste ano com todos os segmentos empregadores da categoria, inclusive na Codesavi, similar da Prodesan em São Vicente.