Durante anos, a empresa aplicou a chamada “jornada móvel e variável”, deixando trabalhadores sem garantias sobre horários, remuneração mensal e organização de suas vidas pessoais.
Em 2017, após mobilização sindical e disputa judicial, o McDonald’s firmou acordo para pagar diferenças salariais a cerca de cinco mil trabalhadores prejudicados pela prática.
Além disso, o acordo obrigou a empresa a regularizar as jornadas em todo o Brasil, respeitando a legislação trabalhista e garantindo o pagamento das horas extras.
Prejuízos aos trabalhadores
A advogada Ethel Pantuzo explicou que a jornada variável prejudicava especialmente jovens estudantes, que enfrentavam dificuldades para conciliar trabalho, educação e compromissos da vida cotidiana.
Segundo Valdir Farias da Silva, secretário-geral do Sinthoresp, a insegurança salarial também provocava sofrimento emocional. “Além da perda salarial, a incerteza do trabalhador também gerava muita ansiedade e depressão”.
O dirigente destacou que alguns empregados recebiam apenas um terço do salário mínimo. Entretanto, a atuação sindical garantiu reparações financeiras e mudanças nas condições de trabalho.
Sindicato alerta contra retrocessos
Atualmente, Valdir critica propostas de flexibilização trabalhista e associa o pagamento por hora ao plano de governo de Flávio Bolsonaro, alertando para possíveis perdas de direitos.
Para o sindicalista, “esse tipo de jornada e pagamento é como uma doença ruim, que consome a saúde do funcionário”, comprometendo sua qualidade de vida.
Por fim, o Sinthoresp destaca a importância da organização sindical, que garantiu reparações aos trabalhadores sem cobrar pela ação judicial e pelo resultado do processo.
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