Menu

✖ Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
✖
24 SET 2026

Imagem do dia

https://www.flickr.com/photos/forca_sindical/albums/72177720335807783/

Imagem do dia - Força Sindical
✖

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

40 horas semanais já

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Artigos

40 horas semanais já

Por: Melquíades Araújo

 Em 1877 os ferroviários ingleses entraram em greve exigindo 8 horas de trabalho. O resultado foram 30 mortos. Em 1884 nos Estados Unidos a jornada de 8 horas foi a reivindicação da central AFI. Dois anos depois centenas de milhares de trabalhadores cruzaram os braços. Conforme o registro de José Luiz Del Roio a palavra de ordem era um canto: Oito horas de trabalho! Oito horas de repouso! Oito horas de educação!

 

 Foi quando os lideres sindicais August Spies, Sam Fielden, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Schwab, Louiz Lingg e George Engels foram presos e processados pelo Governo. Parsons, que conseguira escapar mas se apresentou no julgamento, foi condenado a morte e também Engels, Fischer, Lingg e Spies.

No Congresso de 1986 a AFL marcou o dia 1º de maio de 1986 como início da luta pela jornada de 8 horas.

No Brasil o Primeiro Congresso Operário, realizado no Rio de Janeiro em 1906 proclama como uma das bandeiras do operariado a conquista das 8 horas de trabalho.

A reivindicação sentida espalha-se por todo o país, mas no ano 1917, os Companheiros de São Paulo, no belo livro de Paula Belguelman vão à greve e o que mais se queria era exatamente a jornada de 8 horas.

Os patrões gananciosos conseguiram com as horas extras prolongar o regime para 10 horas. A CLT até permitiu que fossem contratadas e sendo homens, nem precisava da intervenção do sindicato, que ficava restrita aos menores e às mulheres. Inventou-se, também, que o trabalho externo, só porque não era controlado podia estender-se ilimitadamente, sem nenhuma compensação. E ainda mais, permitiu-se o trabalho nos dias de folga.

A reação dos sindicatos mais combativos fez com que o Tribunal Superior do Trabalho seguindo o voto do Ministro gaúcho Mozart Victor Russomano, mandasse pagá-las com adicional de 100%. O Ministro dizia que os patrões haviam criado a “indústria da hora extra”, ganhando com isto. Pouco a pouco o Tribunal mudou de rumo e decidiu que o trabalho nos dias de folga seriam pagos em dobro, mais as 8 horas do repouso já adquirido. Intervalo para descanso e refeição inferior a 1 hora passou a ser trabalho extraordinário. Até hoje não se sabe por que, e de quem foi a triste iniciativa, o Tribunal cancelou o Precedente que estabelecia adicional de 100% para as horas extras.

Mas 8 horas era muito e os sindicatos autênticos, de luta, passaram a exigir jornada de 40 horas.

A Constituição de 1988 sensível ao problema e a reivindicação dos trabalhadores não chegou a tanto, mas baixou para 44 horas semanais ou 220 mensais (antes eram 48 horas por semana ou 240 por mês). Fundamental foi a conquista da jornada de 44 horas, mas sem redução dos salários.

Mas a prática da hora extra continuou, se bem que o adicional pulou de 20% para 50%. Inventou-se então o famigerado banco de horas. A partir de então o trabalho extraordinário simplesmente deixou de ser pago, trocado por folgas, prorrogação das férias, entradas mais cedo, tudo de acordo com a vontade dos patrões. Pior, os sindicatos tiveram de engolir e negociar contra seus representados, porque do contrário a convenção não seria assinada e depois da Emenda Constitucional nº 45 de dezembro de 2004, o dissídio coletivo só é admitido de comum acordo entre os adversários. Loucura total; os dois lados, trabalho e capital, ou sindicatos e patrões estão de briga e tem que fazer uma trégua provisória só para irem ao Tribunal, negando o princípio da Constituição que assegura o livre acesso ao Poder Judiciário para a defesa de interesses.

Mas é assim. Não temos até hoje meios de impedir e punir as práticas antissindicais, de modo que o banco de horas entra pela garganta abaixo dos sindicatos e somos nós que temos de prestar contas aos trabalhadores.

Com isto sem custo para os patrões, o trabalho extraordinário cresceu e muito.

Até que as centrais, confederações, federações e sindicatos combativos saíram às ruas defendendo a JORNADA DE 40 HORAS SEM REDUÇÃO DOS SALÁRIOS.

Nossa Federação na linha de frente e com ela todos os sindicatos filiados.

E não arredaremos pé na luta. Vamos cobrar dos deputados e senadores, do Presidente Lula, dos candidatos Dilma Rousseff e José Serra, um compromisso firme e sem rodeios de apoio à medida, como condição de apoio.

Não adianta os defensores do patronato, ai incluída a grande imprensa comprometida apregoar prejuízos, mais desemprego, volta da inflação e coisas mais para assustar. Quando o Governo aposta no avanço tecnológico e as empresas adotam robôs, informatização, comunicação à distância e passam para fusões, exigindo maior produtividade, os trabalhadores têm o direito de participar da evolução e com isto realizar o que a Constituição brasileira colocou como direito social no artigo 6º: o trabalho, quer dizer, o emprego.

Nossa Constituição pôs num plano de igualdade o capital e o trabalho para construir o Estado Democrático de Direito, mas tendo como objetivo construir uma sociedade livre, justa e solidária, sem pobreza e marginalização, sem desigualdade social. Assim está escrito no artigo 3º. A ordem econômica não prestigia só a propriedade, mas também a valorização do trabalho humano, tendo por fim assegurar a todos existência digna, conforme os princípios da justiça social, observado dentre outros princípios a busca do pleno emprego, como se escreveu no artigo 170. Da mesma forma a ordem social, segundo o artigo 193, tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem estar e a justiça social. O salário, ainda que mínimo, deve ser o suficiente para o sustento próprio e familiar, compreendendo, como foi posto no artigo 7º, inciso IV, as necessidades vitais básicas com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte, previdência social, sem esquecer que a saúde e a educação são direitos de todos. É ler os artigos a 196 e 205 da Constituição.

  De modo que o desenvolvimento tecnológico, a produtividade, o crescimento do país, não têm nenhuma importância se a classe trabalhadora não puder participar dos bens produzidos, tendo garantido o emprego e o salário justo. Para tanto, indispensável que a jornada de trabalho não passe de 40 horas, sem redução dos salários.

 É nossa bandeira, da Federação e dos Sindicatos do grupo da alimentação.

Melquíades Araújo, Presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação do Estado de São Paulo

O trabalho que queremos para o comércio de Porto Alegre
Nilton Souza da Silva, o Neco

O trabalho que queremos para o comércio de Porto Alegre

Democracia e trabalho: o que está em jogo nestas eleições
Eusébio Pinto Neto

Democracia e trabalho: o que está em jogo nestas eleições

O assédio eleitoral nas relações de trabalho
José Roberto da Cunha

O assédio eleitoral nas relações de trabalho

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas
Maria Auxiliadora

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica
Carolina Maria Ruy

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica

Acontecimento relevante
João Guilherme Vargas Netto

Acontecimento relevante

Saúde mental: responsabilidade de todos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Saúde mental: responsabilidade de todos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Gleberson Jales

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Metalúrgicos de Cerquilho reelegem Chapa 1
Força 29 SET 2026

Metalúrgicos de Cerquilho reelegem Chapa 1

Encontro no México debate relações de trabalho e diálogo social
Força 29 SET 2026

Encontro no México debate relações de trabalho e diálogo social

Sinmed RN celebra Mês do Médico com programação especial
Força 29 SET 2026

Sinmed RN celebra Mês do Médico com programação especial

Metalúrgicos SP ampliam mobilização na Campanha Salarial 2026
Força 29 SET 2026

Metalúrgicos SP ampliam mobilização na Campanha Salarial 2026

Sinmed-RN e Prefeitura retomam diálogo sobre saúde em Natal
Força 29 SET 2026

Sinmed-RN e Prefeitura retomam diálogo sobre saúde em Natal

Assembleia na Mitsubishi abre Campanha Salarial 2026/2027
Força 28 SET 2026

Assembleia na Mitsubishi abre Campanha Salarial 2026/2027

Sinpospetro RJ mobiliza frentistas na Baixada Fluminense
Força 28 SET 2026

Sinpospetro RJ mobiliza frentistas na Baixada Fluminense

Eletricitários SP preparam parceria para cuidar dos trabalhadores
Força 28 SET 2026

Eletricitários SP preparam parceria para cuidar dos trabalhadores

Sintepav-BA destaca conquistas para trabalhadores da categoria
Força 28 SET 2026

Sintepav-BA destaca conquistas para trabalhadores da categoria

Sintepav-BA percorre cidades e fortalece atuação sindical
Força 28 SET 2026

Sintepav-BA percorre cidades e fortalece atuação sindical

Químicos de Goiás realizam 16ª Festa dos Trabalhadores
Força 28 SET 2026

Químicos de Goiás realizam 16ª Festa dos Trabalhadores

SinSaúdeSP promove seminário sobre riscos psicossociais
Força 25 SET 2026

SinSaúdeSP promove seminário sobre riscos psicossociais

O trabalho que queremos para o comércio de Porto Alegre
Artigos 25 SET 2026

O trabalho que queremos para o comércio de Porto Alegre

Encontro Anual reforçará inclusão no mercado de trabalho
Força 25 SET 2026

Encontro Anual reforçará inclusão no mercado de trabalho

Sintrabor cobra melhorias nas condições de trabalho na Prometeon
Força 25 SET 2026

Sintrabor cobra melhorias nas condições de trabalho na Prometeon

SinSaúdeSP: Justiça dá prazo sobre vale-alimentação
Força 25 SET 2026

SinSaúdeSP: Justiça dá prazo sobre vale-alimentação

Campanha Salarial: frentistas rejeitam proposta patronal
Força 25 SET 2026

Campanha Salarial: frentistas rejeitam proposta patronal

Metalúrgicos SP realizam Setembro Amarelo – FOTOS
Força 24 SET 2026

Metalúrgicos SP realizam Setembro Amarelo – FOTOS

Químicos de Rio Claro reelegem diretoria do Sindicato
Força 24 SET 2026

Químicos de Rio Claro reelegem diretoria do Sindicato

Sinmed RN cobra mediação por pagamentos atrasados do Samu
Força 24 SET 2026

Sinmed RN cobra mediação por pagamentos atrasados do Samu

Tarifaço não ameaça Campanha Salarial, aponta Dieese
Força 24 SET 2026

Tarifaço não ameaça Campanha Salarial, aponta Dieese

Metalúrgicos debatem inclusão de pessoas com deficiência
Força 24 SET 2026

Metalúrgicos debatem inclusão de pessoas com deficiência

Sindec reivindica inflação e 2% de ganho real aos comerciários
Força 24 SET 2026

Sindec reivindica inflação e 2% de ganho real aos comerciários

Eletricitários debatem segurança no trabalho na Enel
Força 24 SET 2026

Eletricitários debatem segurança no trabalho na Enel

Sinmed RN oferece curso gratuito de informática a médicos
Força 24 SET 2026

Sinmed RN oferece curso gratuito de informática a médicos

Delegação sindical brasileira participa de intercâmbio na China
Força 23 SET 2026

Delegação sindical brasileira participa de intercâmbio na China

Força reúne setor do comércio para fortalecer ações sindicais
Força 23 SET 2026

Força reúne setor do comércio para fortalecer ações sindicais

Escola Sinthoresp participa da FHORESP Experience
Força 23 SET 2026

Escola Sinthoresp participa da FHORESP Experience

Sétima rodada termina sem acordo para frentistas do Rio
Força 23 SET 2026

Sétima rodada termina sem acordo para frentistas do Rio

STIAM negocia Acordo Coletivo com Bebidas Garça
Força 23 SET 2026

STIAM negocia Acordo Coletivo com Bebidas Garça

Aguarde! Carregando mais artigos...