Menu

✖ Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
✖
27 OUT 2026

Imagem do dia

Presidente Lula celebra 81 anos nesta terça-feira (27), com trajetória marcada pela luta sindical, defesa da democracia e justiça social O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa 81 anos nesta terça-feira (27), celebrando uma trajetória marcada pela liderança sindical, participação política e defesa dos trabalhadores. Ao longo de sua história, Lula construiu uma trajetória política ligada às lutas populares, à valorização do trabalho, à democracia e à promoção da justiça social. Além disso, sua atuação como dirigente sindical no ABC paulista marcou o início de uma caminhada que o levou à Presidência da República . Destaque para sua contribuição à defesa dos direitos trabalhistas, à valorização do salário mínimo e ao combate às desigualdades. Feliz aniversário, presidente Lula! Leia também: Trabalhadores devem seguir mobilizados, defende Miguel Torres https://fsindical.org.br/forca/trabalhadores-devem-seguir-mobilizados-defende-miguel-torres/

Imagem do dia - Força Sindical
✖

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

A pandemia do coronavírus e os seus efeitos sobre as mulheres trabalhadoras

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Artigos

A pandemia do coronavírus e os seus efeitos sobre as mulheres trabalhadoras

Por: Marilane Oliveira Teixeira
Ao analisar os resultados da enquete intitulada Sem parar: a vida das mulheres na pandemia² sob a perspectiva do trabalho, o que nos chama a atenção é a relevância da condição de inserção das mulheres, sobretudo das mulheres negras³, no enfrentamento à crise da covid-19.  Parte-se da constatação de que as condições de inserção e permanência das mulheres no mundo do trabalho nestes últimos cinco anos foram bastante fragilizadas com a crise econômica, e esta fragilização se amplificou com as políticas de austeridade fiscal. Desde 2015, a crise alterou de maneira significativa a condição de vida da maioria da população, promovendo um grande retrocesso econômico e social, particularmente sobre a vida e a autonomia econômica das mulheres. A redução do teto dos gastos públicos imposta pela Emenda Constitucional 95 e a crise econômica sem precedentes resultaram na ampliação do desemprego e da desigualdade.
 
Esse quadro se agravou diante da crise atual, uma vez que milhões de mulheres tiveram suas atividades interrompidas pelas recomendações de isolamento social. Aquelas que se encontravam em condições mais vulneráveis se viram subitamente sem trabalho e sem renda. Trata-se de mulheres majoritariamente inseridas no trabalho informal e por conta própria, trabalhos tradicionalmente mais precários e desprotegidos.
 
A crise também acentuou uma realidade invisibilizada pelo capitalismo, a das pessoas que estão fora da força de trabalho. A divulgação das primeiras estatísticas oficiais pelo IBGE – PNAD covid-19 deu realce a essa realidade ao destacar a presença de 74,5 milhões de pessoas nesta condição, sendo que 26,4 milhões declararam que gostariam de trabalhar. O dado chamou a atenção pela sua magnitude. Contudo, antes da pandemia, os dados da PNADC anual, de 2019, já registrava a presença de 67,3 milhões de pessoas fora da força de trabalho, sendo 64,5% de mulheres, considerando que as mulheres negras são maioria deste grupo. 42,5% residiam em domicílios cuja renda per capta alcançava até ½ salário mínimo. Os dados são compatíveis com os resultados da pesquisa Sem parar…, realizada pela SOF e Gênero e Número, na qual, do total das mulheres nestas condições, 58% são negras. Pela definição das estatísticas oficiais para se referir às pessoas não estão ocupadas em trabalho remunerado e não estão procurando trabalho, diz-se que estão inativas.
 
A pesquisa também identificou um número expressivo de mulheres que se declararam inseridas no autoconsumo – isso se refere à produção para consumo próprio, realidade mais frequente entre as trabalhadoras rurais, mas também com presença nos espaços urbanos. O dado sobre o autoconsumo é revelador da participação das mulheres em esferas não mercantis, ou seja, em que se garante o sustento da vida por meio de outras fontes que não passam pelos circuitos mercantis de produção capitalista. Do total de mulheres que afirmaram estar inseridas no autoconsumo, ⅔ (63,5%) são negras. A pesquisa também identificou a presença na economia solidária em proporção muito semelhante à daquelas que se declararam no autoconsumo. Dentre elas, praticamente ⅔ eram mulheres negras (60,7%).
 
As tarefas de cuidados são um grande limitador para as mulheres mais pobres. Em parte, o afastamento das mulheres do mercado de trabalho está associado à maternidade e à ausência de equipamentos públicos, o que impõe às mais pobres que se afastem temporariamente de alguma atividade remunerada para se dedicarem às atividades de cuidados – que demandam grande quantidade trabalho e não estão restritas ao cuidado das crianças, envolvendo também idosos, enfermos e adultos.
 
A outra expressão dos limites e contradições na inserção das mulheres tem relação com a taxa de desocupação. As mulheres já vinham ostentando taxas de desemprego mais elevadas, e isso tende a se acentuar de forma incontrolável com a crise. No 1º trimestre de 2020, o desemprego já registrava níveis elevados: 17,3% entre as mulheres negras e 11,3% entre as mulheres brancas. A taxa de desemprego das mulheres negras representava mais do que o dobro da dos homens brancos (8,4%). Por outro lado, entre aquelas que se inserem no mundo do trabalho, as condições são bastante desfavoráveis. No 1º trimestre de 2020, 52,1% das mulheres negras e 43,8% das mulheres brancas entraram no mercado de trabalho por meio da informalidade, condição que se refere às pessoas que estão no emprego sem carteira, no emprego doméstico sem carteira e no trabalho por conta própria. Esta condição, na maior parte das vezes, se perpetua durante toda a trajetória laboral.
 
Os resultados apresentados pela pesquisa  Sem parar… seguem a mesma direção: entre as que declararam estar desempregadas, 39% eram brancas e 58,5% negras; por outro lado, as brancas ostentavam percentuais superiores entre as empregadas (52,6%) em relação às mulheres negras (45,7%). Os resultados evidenciam que os efeitos da crise afetam, sobremaneira, as pessoas mais pobres, as mulheres, as pessoas negras e, por conseguinte, a intersecção destas três dimensões: mulheres pobres e negras.
 
Ao mesmo tempo em que se amplia o número de pessoas sem ocupação, a casa se converte no centro das rotinas diárias, e é nela que irão se intensificar as exigências sobre as mulheres com os cuidados e as tarefas domésticas, além do acirramento da violência doméstica.
 
A pandemia afetou de forma distinta as atividades econômicas e as ocupações com forte recorte de classe, gênero e raça. As ocupações mais qualificadas tiveram suas atividades suspensas ou direcionadas para o trabalho remoto. Enquanto isso, uma parcela seguiu trabalhando – seja pelas características do trabalho como pertencente aos segmentos considerados essenciais ou por exigência dos empregadores. E, para uma outra parcela, a demissão foi imediata, principalmente em ocupações que não podem ser realizadas remotamente ou tiveram suas atividades completamente paralisadas. Estabeleceu-se uma clivagem entre os que tiveram assegurados os seus rendimentos e a proteção à vida, e os precisaram recorrer ao auxilio emergencial ou seguir trabalhando e colocando em risco a sua existência.
 
As mulheres estão inseridas predominantemente nos serviços pessoais e domiciliares: primeiramente no emprego doméstico, seguida pelas vendedoras a domicilio, balconistas e vendedoras, especialistas em tratamento de beleza e cabeleireiras, escriturárias, cozinheiras, professoras do ensino fundamental, comerciantes de lojas… São mais de 16 milhões de mulheres nestas ocupações. Trata-se de atividades que foram fortemente afetadas pelas orientações de isolamento social. Seu retorno se dará de forma progressiva e lenta, o que traz implicações sérias sobre o trabalho das mulheres no próximo período. Depois do emprego com carteira (33,6%), a segunda forma mais frequente de inserção na ocupação é o trabalho por conta própria (21,1%), seguido pelo emprego doméstico (13,5%).
 
A magnitude e a natureza das mudanças para o período pós-pandemia ainda são elementos de reflexão. Entretanto, os efeitos sobre a pobreza, o aumento do desemprego, da informalidade e das desigualdades sociais são incontestáveis, e trazem consigo reflexos na perda de maior autonomia econômica para as mulheres e impactos perversos para as comunidades e as economias em geral.
 
¹ Marilane Teixeira é economista, pesquisadora do CESIT/IE-Unicamp e presidenta da SOF Sempreviva Organização Feminista
 
² A pesquisa foi realizada por meio da plataforma Survey Monkey e coletou 2.642 respostas em todo o Brasil. Trata-se de uma amostra não probabilística com viés de conveniência em que as respostas foram possíveis para as pessoas que têm acesso a equipamento digital. Acesso a pesquisa completa. 
 
³ Embora a pesquisa separe pessoas pardas e pretas, para efeito de análise e seguindo as recomendações dos movimentos raciais analisaremos conjuntamente.
 
 
Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho
Eduardo Annunciato, Chicão

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas
Nilton Souza da Silva, o Neco

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas

Quando as ditaduras atacam os sindicatos
César Augusto de Mello

Quando as ditaduras atacam os sindicatos

Democracia e trabalho: o que está em jogo nestas eleições
Eusébio Pinto Neto

Democracia e trabalho: o que está em jogo nestas eleições

O assédio eleitoral nas relações de trabalho
José Roberto da Cunha

O assédio eleitoral nas relações de trabalho

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas
Maria Auxiliadora

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica
Carolina Maria Ruy

Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir sua missão histórica

Acontecimento relevante
João Guilherme Vargas Netto

Acontecimento relevante

Saúde mental: responsabilidade de todos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Saúde mental: responsabilidade de todos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Gleberson Jales

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

DIESAT leva plenárias sobre saúde do trabalhador a quatro capitais
Força 6 NOV 2026

DIESAT leva plenárias sobre saúde do trabalhador a quatro capitais

Portaria do MTE reforça atualização cadastral dos sindicatos
Força 6 NOV 2026

Portaria do MTE reforça atualização cadastral dos sindicatos

Sindcargas do Amazonas filia-se à Força Sindical
Força 6 NOV 2026

Sindcargas do Amazonas filia-se à Força Sindical

Marinho debate regulamentação do fim da escala 6×1
Força 6 NOV 2026

Marinho debate regulamentação do fim da escala 6×1

Seminário debate trabalho decente e transição justa na energia
Força 6 NOV 2026

Seminário debate trabalho decente e transição justa na energia

IndustriALL debate futuro do trabalho e desafios sindicais
Força 6 NOV 2026

IndustriALL debate futuro do trabalho e desafios sindicais

DIESAT lança plenárias nacionais e livro sobre saúde no trabalho
Força 6 NOV 2026

DIESAT lança plenárias nacionais e livro sobre saúde no trabalho

Miguel Torres convoca metalúrgicos para assembleia decisiva
Força 6 NOV 2026

Miguel Torres convoca metalúrgicos para assembleia decisiva

“Redução da jornada não pode esperar”, alerta Miguel Torres
Força 6 NOV 2026

“Redução da jornada não pode esperar”, alerta Miguel Torres

Comerciários de Porto Alegre conquistam escala 5×2 e ganho real
Força 5 NOV 2026

Comerciários de Porto Alegre conquistam escala 5×2 e ganho real

Trabalhadores da Deltamar aprovam PLR 2026 em assembleia
Força 5 NOV 2026

Trabalhadores da Deltamar aprovam PLR 2026 em assembleia

Sindbrinq realiza assembleia com trabalhadores em Guarulhos
Força 5 NOV 2026

Sindbrinq realiza assembleia com trabalhadores em Guarulhos

“Temos que continuar a mobilização”, alerta Miguel Torres
Força 5 NOV 2026

“Temos que continuar a mobilização”, alerta Miguel Torres

Nota sobre Taxa Básica de Juros
Força 4 NOV 2026

Nota sobre Taxa Básica de Juros

I Simpósio Sinthoresp; assista!
Força 4 NOV 2026

I Simpósio Sinthoresp; assista!

Sindec-POA recebe plenária sobre saúde dos trabalhadores
Força 4 NOV 2026

Sindec-POA recebe plenária sobre saúde dos trabalhadores

Eletricitários de SP ampliam sindicalização com 110 adesões
Força 4 NOV 2026

Eletricitários de SP ampliam sindicalização com 110 adesões

Novembro Azul mobiliza sindicatos pela saúde dos trabalhadores
Força 4 NOV 2026

Novembro Azul mobiliza sindicatos pela saúde dos trabalhadores

FEQUIMFAR debate redução da jornada e fim da escala 6×1
Força 4 NOV 2026

FEQUIMFAR debate redução da jornada e fim da escala 6×1

Baile de Halloween do Sindnapi reúne aposentados em SP
Força 4 NOV 2026

Baile de Halloween do Sindnapi reúne aposentados em SP

FEQUIMFAR recebe dirigentes da Força Sindical do Amazonas
Força 4 NOV 2026

FEQUIMFAR recebe dirigentes da Força Sindical do Amazonas

Miguel Torres debate regulamentação das 40 horas em Brasília
Força 4 NOV 2026

Miguel Torres debate regulamentação das 40 horas em Brasília

Antonio Baylos Grau debate o papel dos sindicatos em SP
Força 3 NOV 2026

Antonio Baylos Grau debate o papel dos sindicatos em SP

Químicos recebem proposta patronal com aumento real
Força 3 NOV 2026

Químicos recebem proposta patronal com aumento real

Presidente do Sinmed RN critica terceirizações na saúde
Força 3 NOV 2026

Presidente do Sinmed RN critica terceirizações na saúde

Lei 9.956/2000 garante empregos e exige mobilização permanente
Força 3 NOV 2026

Lei 9.956/2000 garante empregos e exige mobilização permanente

Dossiê orienta sindicatos sobre fim da escala 6×1 e 40 horas
Força 3 NOV 2026

Dossiê orienta sindicatos sobre fim da escala 6×1 e 40 horas

Miguel Torres alerta contra exceções à jornada de 40 horas
Força 3 NOV 2026

Miguel Torres alerta contra exceções à jornada de 40 horas

NOTA DE REPÚDIO – Servidor público tem voz, direitos e liberdade de expressão!
Força 3 NOV 2026

NOTA DE REPÚDIO – Servidor público tem voz, direitos e liberdade de expressão!

Denúncias de assédio eleitoral crescem 75% após eleições
Imprensa 30 OUT 2026

Denúncias de assédio eleitoral crescem 75% após eleições

Aguarde! Carregando mais artigos...