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[caption id="attachment_68591" align="aligncenter" width="2560"] Presidente da Força Sindical reúne-se com sindicalistas da Central em Rodônia[/caption]
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sábado, 30 de maio de 2009
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Desde que Santa Rita do Sapucaí, MG, passou pela transformação de cidade típica agrícola para tecnológica, nós convivemos com uma situação injusta para a maioria da população local. Quando eram executados programas para alavancar as empresas do chamado Vale da Eletrônica constatávamos que o mesmo tratamento não era dispensado à população, que não tem muitas de suas necessidades atendidas.
Agora parece que vamos superar este problema. Nesta última semana, o superintendente regional do sul de Minas da Caixa Econômica Federal, comunicou que o banco quer estreitar os negócios com o governo municipal e as empresas locais. E o mais importante é que as empresas que usarem o dinheiro público também tenham compromisso social.
O primeiro passo já foi dado com o empréstimo realizado à empresa Linear para a compra dos ativos da antiga Phihong e com isso resolver o problema econômico de mais de mil trabalhadores que foram demitidos em 2008 quando a multinacional fechou.
De acordo com declarações dadas pelo superintendente, o objetivo da Caixa é que ações como esta se amplie no município e que o programa do Governo Federal ‘Minha Casa, Minha Vida’ seja implantado em Santa Rita do Sapucaí.
O compromisso social exigido pela Caixa Econômica Federal é positivo para que os municípios enfrentem a crise econômica mundial e, por extensão, também uma segurança para os trabalhadores e o Sindicato que estão lutando para manter os postos de trabalho.
Está formada assim a via de mão dupla que o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Santa Rita do Sapucaí e Região luta para que aconteça. Cada empresa tem responsabilidade na comunidade em que está inserida e os trabalhadores são também moradores desses locais e precisam que tanto o público quanto o privado trabalhem para que o equilíbrio social aconteça.
Quando o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Santa Rita do Sapucaí e Região sai às ruas e reivindica melhores condições de trabalho, aumento da dignidade para o trabalhador, redução na jornada de trabalho e Trabalho Decente é porque todas essas bandeiras de luta são possíveis de serem realizadas quando há vontade do capital x trabalho. É lógico que há empresários que não se importam com o social, mas parece que pelas sinalizações da Caixa Econômica Federal que esse tipo de empresário está em risco. Afinal o dinheiro público é para o que é público.
Maria Rosângela Lopes, é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Rita Sapucaí