Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
31 MAR 2025

Imagem do dia

[caption id="attachment_68591" align="aligncenter" width="2560"]Presidente da Força Sindical reúne-se com sindicalistas da Central em Rodônia Presidente da Força Sindical reúne-se com sindicalistas da Central em Rodônia[/caption]

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

O mercado trabalho na pandemia e seus impactos sobre gênero e raça

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Artigos

O mercado trabalho na pandemia e seus impactos sobre gênero e raça

Por: Marilane Oliveira Teixeira
A divulgação dos dados da PNADC para o 2º Trimestre de 2020 oferece informações importantes sobre os impactos da Covid19 sobre o mundo do trabalho ao mesmo tempo em evidencia características históricas e estruturais marcadas pela precária estruturação do mercado de trabalho brasileiro, características estas que se reforçam diante da instabilidade política e da estagnação econômica, assim, a formalização e a proteção social convivem lado a lado com a ilegalidade, a precariedade e a vulnerabilidade social, são milhões de pessoas que transitam entre o desemprego aberto e oculto e trabalhos com jornadas insuficientes, por conta própria ou informais. A taxa de desemprego aberto (12,2%) somadas ao desalento que correspondia às pessoas que desistiram de procurar trabalho (4,3%) já totalizava 16,0% no 1º Trimestre de 2020, se adicionarmos os subocupados se chega a mais de 20,0%.
 
O impacto sobre o trabalho atingiu, sobretudo, os mais desfavorecidos e vulneráveis. Antes da crise 53,4% das pessoas negras e 45,4% das pessoas brancas estavam inseridas em atividades informais. Seus efeitos também são diferenciados para os sexos. Se estabeleceu uma clivagem entre os que têm seus rendimentos assegurados e a proteção à vida e os precisam seguir trabalhando e colocando em risco a sua existência. Em contraste com as crises anteriores, o emprego das mulheres corre maior risco do que o dos homens, principalmente devido ao impacto da desaceleração no setor de serviços. Ao mesmo tempo, as mulheres representam uma grande proporção de pessoas em ocupações na linha de frente, especialmente nos setores de saúde e assistência social. Além disso, o aumento da carga de cuidados não remunerados, efeito da crise, recai sobre as mulheres.
 
A redução do assalariamento desde 2015 em especial o trabalho com carteira dá lugar a uma expansão da informalidade que se manifesta pelo trabalho sem registro que já alcançava 11,023 milhões de pessoas no início de 2020 e o trabalho por conta própria com mais de 24 milhões de pessoas, sendo que 16,784 milhões não contribuíam para a previdência social. Ou seja, a chegada da pandemia encontra um mercado de trabalho desestruturado com elevado nível de pessoas desempregadas, desalentadas, subocupadas e informais e, precisamente, são as mais afetadas pela crise da Covid19 e o auxílio emergencial se transformou em sua principal fonte de sobrevivência para os meses que se seguiram.
 
Por outro lado, a permanência da crise já havia retirado da força de trabalho em 2019, cerca de 2,0 milhões de pessoas, das quais 61% eram mulheres. Trata-se do maior número de pessoas fora da força de trabalho (67,280 milhões) desde o início da série em 2012 com a crise esse número se elevou para 77,780 milhões. A taxa de atividade chegou a 57,3% em 2013, na pandemia cai para 47,9% e, entre as mulheres, para 39,4%. No período compreendido entre o 1º e o 2º Trimestre de 2020 a população fora da força de trabalho se ampliou em 10,499 milhões de pessoas que perderam sua ocupação e não retornaram ao mercado de trabalho, das quais 58% eram mulheres. Todavia, as mulheres já representavam a ampla maioria de pessoas fora da força de trabalho, no 1ºT 2020 (64,5%) e no 2ºT de 2020 (64,0%). Dessa forma, as taxas de atividade neste momento de crise alcançaram os menores patamares das últimas décadas.
 
A crise gerada pela Covid19 apresenta características distintas das crises econômicas e sociais anteriores, com a paralisação das atividades econômicas e as recomendações das autoridades públicas pelo isolamento social fez com que as pessoas que tivessem seus contratos de trabalho encerrados e diante da impossibilidade de busca por emprego se identificassem como fora da força de trabalho ao invés de desempregadas. Com isso, a taxa de desemprego aberto recuou (-0,45 pp.) entre o 1º e 2º Trimestre de 2020, contudo, os dados por sexo e raça indicam comportamentos distintos: a taxa de desemprego aberta recua entre as mulheres brancas e negras (-6,5 – 7,6 pp) e amplia entre os homens brancos e negros ( 9,0 – 6,5 pp.), enquanto a Força de Trabalho Potencial que corresponde as pessoas que embora fora da força de trabalho tem potencial por ingressarem no mercado de trabalho ampliou consideravelmente para todas as pessoas; entre os homens brancos e negros (81,0 – 64,0 pp.) e para as mulheres brancas e negras (68,6 – 54,7 pp.). As mulheres são ampla maioria entre as pessoas na Força de Trabalho Potencial elas representavam 57,6% e as mulheres negras 39,0%. A pandemia, contudo, reduziu levemente essa diferença sem alterar a distribuição, no 1ºT de 2020 as mulheres equivaliam à 60% da Força de trabalho Potencial.
 
Da mesma forma, quando se analisa a subocupação do total de pessoas subocupadas no 1ºT de 2020 (6,409 milhões) a queda em relação ao trimestre seguinte foi de 13%, mais expressiva entre as mulheres e homens negros (16,0 – 15,0pp) na comparação com mulheres e homens brancos (8,0 – 7,0 pp). As ocupações mais afetadas entre as mulheres: trabalhos em serviços domésticos, vendedoras a domicilio, especialistas em tratamento de beleza, professoras de ensino fundamental e cabeleireiras. Já entre os homens temos: trabalhadores em atividades agrícolas, construção civil, pedreiros, condutores de taxi e automóveis e carregadores.
 
Desse modo, a taxa de subutilização para homens brancos e negros passou de (15,4 – 23,7pp. 1ºT para 19,1 – 29,4pp. 2ºT), para as mulheres brancas e negras de (22,5 – 34,7pp.1ºT para 26,3 – 40,5pp. 2ºT). A taxa de subutilização de uma mulher negra é 2,3 vezes superior à de um homem branco. Os resultados sugerem que a taxa de subutilização já mais elevada entre as pessoas negras se ampliou nesta crise com mais intensidade entre os homens, embora as mulheres constituam maioria entre as pessoas desempregadas, desalentadas e subocupadas.
 
Os dados dos últimos três anos já indicavam o crescimento dos trabalhos informais, por conta própria, empregados no setor público e privado sem registro e trabalho doméstico sem registro. Inseridos em setores menos dinâmicos, na ponta das cadeias produtivas ou em pequenos negócios em um encadeamento de atividades e ocupações que constituem formas de sobrevivência e que a crise afetou de maneira direta, são atividades que foram interrompidas e sem previsão de retomada pelo caráter da crise.
 
Com isso, os dados gerais demonstram a queda da participação do emprego no setor privado com registro de 39,3% para 35,6%, ampliação do emprego do setor privado sem registro de 11,3% para 12,5% e do trabalho por conta própria de 23,4% para 26,0%, entre 2014 e 2019. A incorporação da força de trabalho se deu basicamente pelo trabalho informal e precário. Os dados também demonstram que no período investigado não há uma mudança expressiva na distribuição entre homens e mulheres, brancas e negras no que concerne a posição na ocupação. As pessoas estão majoritariamente no emprego com registro, sem registro e no trabalho por conta própria. Contudo, há uma predominância das pessoas negras nos trabalhos mais precários, a exemplo do emprego doméstico sem carteira que corresponde a principal forma de ocupação de 13,3% das mulheres negras e de 7,1% das mulheres brancas, sendo que essa relação se inverte quando se trata do serviço público estatutário.
 
Marilane Oliveira Teixeira, economista, doutora em desenvolvimento econômico e social, pesquisadora e assessora sindical
O impacto do aumento dos medicamentos e a luta pela valorização das aposentadorias
Milton Cavalo

O impacto do aumento dos medicamentos e a luta pela valorização das aposentadorias

A volta da viagem e o 1º de maio
João Guilherme Vargas Netto

A volta da viagem e o 1º de maio

Como ganhar a guerra contra o retrocesso e a exploração
Eusébio Pinto Neto

Como ganhar a guerra contra o retrocesso e a exploração

O avanço da extrema-direita
Lineu Mazano

O avanço da extrema-direita

A realidade e o retrocesso no comércio mundial proposto por Trump
Eliseu Silva Costa

A realidade e o retrocesso no comércio mundial proposto por Trump

O Mercado como Entidade Imaterial e o Papel do Consumidor na Moderação da Ganância
Diógenes Sandim Martins

O Mercado como Entidade Imaterial e o Papel do Consumidor na Moderação da Ganância

O impacto do Bolsa Família na economia brasileira. Desafios e soluções propostas
Antônio de Sousa Ramalho

O impacto do Bolsa Família na economia brasileira. Desafios e soluções propostas

Posicionamento sobre a saída dos EUA da OMS
Jefferson Caproni

Posicionamento sobre a saída dos EUA da OMS

Por que o sindicalismo incomoda o capitalismo?
Eduardo Annunciato, Chicão

Por que o sindicalismo incomoda o capitalismo?

Uma Antiga Luta Sindical que Retorna ao Debate
Nilton Souza da Silva, o Neco

Uma Antiga Luta Sindical que Retorna ao Debate

Mudar a jornada!
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Mudar a jornada!

Ir à Greve e Conquistar Direitos; por Clemente Ganz Lúcio
Clemente Ganz Lúcio

Ir à Greve e Conquistar Direitos; por Clemente Ganz Lúcio

MPT: A contribuição assistencial e o exercício de oposição
César Augusto de Mello

MPT: A contribuição assistencial e o exercício de oposição

Porque o Brasil está crescendo; por Airton dos Santos
Airton dos Santos

Porque o Brasil está crescendo; por Airton dos Santos

A cada 10 entregadores de comida, três enfrentam insegurança alimentar
Imprensa 3 ABR 2025

A cada 10 entregadores de comida, três enfrentam insegurança alimentar

Nota das centrais: Repúdio ao tarifaço e apoio à Lei da Reciprocidade
Força 3 ABR 2025

Nota das centrais: Repúdio ao tarifaço e apoio à Lei da Reciprocidade

Força Sindical aprova propostas para 5ª CNSTT
Força 3 ABR 2025

Força Sindical aprova propostas para 5ª CNSTT

Dirigentes fazem reunião para intensificar divulgação do 1º de Maio
1º de Maio 3 ABR 2025

Dirigentes fazem reunião para intensificar divulgação do 1º de Maio

Vídeos 3 ABR 2025

O maior 1º de Maio está de volta

Futebol dos Metalúrgicos de Guarulhos prossegue domingo
Força 3 ABR 2025

Futebol dos Metalúrgicos de Guarulhos prossegue domingo

Aposentados terão antecipação do 13º salário
Força 3 ABR 2025

Aposentados terão antecipação do 13º salário

O impacto do aumento dos medicamentos e a luta pela valorização das aposentadorias
Artigos 3 ABR 2025

O impacto do aumento dos medicamentos e a luta pela valorização das aposentadorias

A volta da viagem e o 1º de maio
Artigos 3 ABR 2025

A volta da viagem e o 1º de maio

Sintrabor divulga Boletim sobre situação da mulher no mercado de trabalho
Força 3 ABR 2025

Sintrabor divulga Boletim sobre situação da mulher no mercado de trabalho

Miguel Torres e Arakém participam de evento com presidente Lula
Força 3 ABR 2025

Miguel Torres e Arakém participam de evento com presidente Lula

Indústria cai 0,1% em fevereiro e soma 5 meses sem crescimento
Imprensa 2 ABR 2025

Indústria cai 0,1% em fevereiro e soma 5 meses sem crescimento

Todo apoio à Mobilização dos professores do Sesi
Força 2 ABR 2025

Todo apoio à Mobilização dos professores do Sesi

Sinttrar conclui atualização estrutural focada em acessibilidade e retoma atendimentos médicos
Força 2 ABR 2025

Sinttrar conclui atualização estrutural focada em acessibilidade e retoma atendimentos médicos

1º de Maio: Jornada de Lutas das Centrais Sindicais
1º de Maio 1 ABR 2025

1º de Maio: Jornada de Lutas das Centrais Sindicais

Centrais sindicais intensificam mobilização para 1º de Maio Unificado
1º de Maio 1 ABR 2025

Centrais sindicais intensificam mobilização para 1º de Maio Unificado

Pedidos de demissão batem recorde em 2024; por Marilene Teixeira
Artigos 1 ABR 2025

Pedidos de demissão batem recorde em 2024; por Marilene Teixeira

Sinttrar se destaca com simulador em parceria com o Sest Senat
Força 1 ABR 2025

Sinttrar se destaca com simulador em parceria com o Sest Senat

1º de Maio Unificado: centrais fazem panfletagem no Brás
1º de Maio 1 ABR 2025

1º de Maio Unificado: centrais fazem panfletagem no Brás

Sindicalistas debatem fortalecimento da luta sindical em Rondônia
Força 1 ABR 2025

Sindicalistas debatem fortalecimento da luta sindical em Rondônia

Presidente da Força Sindical reúne-se com sindicalistas da Central em Rondônia
Imagem do dia 31 MAR 2025

Presidente da Força Sindical reúne-se com sindicalistas da Central em Rondônia

Guarujá: Rodoviários esperam ‘transparência’ na intervenção da prefeitura na City
Força 31 MAR 2025

Guarujá: Rodoviários esperam ‘transparência’ na intervenção da prefeitura na City

Prazo para envio de relatório de transparência salarial termina hoje
Imprensa 31 MAR 2025

Prazo para envio de relatório de transparência salarial termina hoje

Confira o cupom e regulamento dos sorteios
1º de Maio 31 MAR 2025

Confira o cupom e regulamento dos sorteios

Diretoria do Sinticalte toma posse em Teutônia/RS e Central reforça apoio ao setor calçadista
Força 31 MAR 2025

Diretoria do Sinticalte toma posse em Teutônia/RS e Central reforça apoio ao setor calçadista

Dieese: maioria dos trabalhadores se preocupa com segurança no local de trabalho
Força 31 MAR 2025

Dieese: maioria dos trabalhadores se preocupa com segurança no local de trabalho

Um documento histórico
Palavra do Presidente 31 MAR 2025

Um documento histórico

Faça download do panfleto do 1º de Maio Unificado das centrais sindicais
1º de Maio 31 MAR 2025

Faça download do panfleto do 1º de Maio Unificado das centrais sindicais

Vídeos 31 MAR 2025

Acordos com Japão e Vietnã vão gerar empregos no Brasil

Brasil Cria 432 Mil Empregos Formais em Fevereiro
Imprensa 29 MAR 2025

Brasil Cria 432 Mil Empregos Formais em Fevereiro

Aguarde! Carregando mais artigos...