Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

O mercado trabalho na pandemia e seus impactos sobre gênero e raça

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Artigos

O mercado trabalho na pandemia e seus impactos sobre gênero e raça

Por: Marilane Oliveira Teixeira
A divulgação dos dados da PNADC para o 2º Trimestre de 2020 oferece informações importantes sobre os impactos da Covid19 sobre o mundo do trabalho ao mesmo tempo em evidencia características históricas e estruturais marcadas pela precária estruturação do mercado de trabalho brasileiro, características estas que se reforçam diante da instabilidade política e da estagnação econômica, assim, a formalização e a proteção social convivem lado a lado com a ilegalidade, a precariedade e a vulnerabilidade social, são milhões de pessoas que transitam entre o desemprego aberto e oculto e trabalhos com jornadas insuficientes, por conta própria ou informais. A taxa de desemprego aberto (12,2%) somadas ao desalento que correspondia às pessoas que desistiram de procurar trabalho (4,3%) já totalizava 16,0% no 1º Trimestre de 2020, se adicionarmos os subocupados se chega a mais de 20,0%.
 
O impacto sobre o trabalho atingiu, sobretudo, os mais desfavorecidos e vulneráveis. Antes da crise 53,4% das pessoas negras e 45,4% das pessoas brancas estavam inseridas em atividades informais. Seus efeitos também são diferenciados para os sexos. Se estabeleceu uma clivagem entre os que têm seus rendimentos assegurados e a proteção à vida e os precisam seguir trabalhando e colocando em risco a sua existência. Em contraste com as crises anteriores, o emprego das mulheres corre maior risco do que o dos homens, principalmente devido ao impacto da desaceleração no setor de serviços. Ao mesmo tempo, as mulheres representam uma grande proporção de pessoas em ocupações na linha de frente, especialmente nos setores de saúde e assistência social. Além disso, o aumento da carga de cuidados não remunerados, efeito da crise, recai sobre as mulheres.
 
A redução do assalariamento desde 2015 em especial o trabalho com carteira dá lugar a uma expansão da informalidade que se manifesta pelo trabalho sem registro que já alcançava 11,023 milhões de pessoas no início de 2020 e o trabalho por conta própria com mais de 24 milhões de pessoas, sendo que 16,784 milhões não contribuíam para a previdência social. Ou seja, a chegada da pandemia encontra um mercado de trabalho desestruturado com elevado nível de pessoas desempregadas, desalentadas, subocupadas e informais e, precisamente, são as mais afetadas pela crise da Covid19 e o auxílio emergencial se transformou em sua principal fonte de sobrevivência para os meses que se seguiram.
 
Por outro lado, a permanência da crise já havia retirado da força de trabalho em 2019, cerca de 2,0 milhões de pessoas, das quais 61% eram mulheres. Trata-se do maior número de pessoas fora da força de trabalho (67,280 milhões) desde o início da série em 2012 com a crise esse número se elevou para 77,780 milhões. A taxa de atividade chegou a 57,3% em 2013, na pandemia cai para 47,9% e, entre as mulheres, para 39,4%. No período compreendido entre o 1º e o 2º Trimestre de 2020 a população fora da força de trabalho se ampliou em 10,499 milhões de pessoas que perderam sua ocupação e não retornaram ao mercado de trabalho, das quais 58% eram mulheres. Todavia, as mulheres já representavam a ampla maioria de pessoas fora da força de trabalho, no 1ºT 2020 (64,5%) e no 2ºT de 2020 (64,0%). Dessa forma, as taxas de atividade neste momento de crise alcançaram os menores patamares das últimas décadas.
 
A crise gerada pela Covid19 apresenta características distintas das crises econômicas e sociais anteriores, com a paralisação das atividades econômicas e as recomendações das autoridades públicas pelo isolamento social fez com que as pessoas que tivessem seus contratos de trabalho encerrados e diante da impossibilidade de busca por emprego se identificassem como fora da força de trabalho ao invés de desempregadas. Com isso, a taxa de desemprego aberto recuou (-0,45 pp.) entre o 1º e 2º Trimestre de 2020, contudo, os dados por sexo e raça indicam comportamentos distintos: a taxa de desemprego aberta recua entre as mulheres brancas e negras (-6,5 – 7,6 pp) e amplia entre os homens brancos e negros ( 9,0 – 6,5 pp.), enquanto a Força de Trabalho Potencial que corresponde as pessoas que embora fora da força de trabalho tem potencial por ingressarem no mercado de trabalho ampliou consideravelmente para todas as pessoas; entre os homens brancos e negros (81,0 – 64,0 pp.) e para as mulheres brancas e negras (68,6 – 54,7 pp.). As mulheres são ampla maioria entre as pessoas na Força de Trabalho Potencial elas representavam 57,6% e as mulheres negras 39,0%. A pandemia, contudo, reduziu levemente essa diferença sem alterar a distribuição, no 1ºT de 2020 as mulheres equivaliam à 60% da Força de trabalho Potencial.
 
Da mesma forma, quando se analisa a subocupação do total de pessoas subocupadas no 1ºT de 2020 (6,409 milhões) a queda em relação ao trimestre seguinte foi de 13%, mais expressiva entre as mulheres e homens negros (16,0 – 15,0pp) na comparação com mulheres e homens brancos (8,0 – 7,0 pp). As ocupações mais afetadas entre as mulheres: trabalhos em serviços domésticos, vendedoras a domicilio, especialistas em tratamento de beleza, professoras de ensino fundamental e cabeleireiras. Já entre os homens temos: trabalhadores em atividades agrícolas, construção civil, pedreiros, condutores de taxi e automóveis e carregadores.
 
Desse modo, a taxa de subutilização para homens brancos e negros passou de (15,4 – 23,7pp. 1ºT para 19,1 – 29,4pp. 2ºT), para as mulheres brancas e negras de (22,5 – 34,7pp.1ºT para 26,3 – 40,5pp. 2ºT). A taxa de subutilização de uma mulher negra é 2,3 vezes superior à de um homem branco. Os resultados sugerem que a taxa de subutilização já mais elevada entre as pessoas negras se ampliou nesta crise com mais intensidade entre os homens, embora as mulheres constituam maioria entre as pessoas desempregadas, desalentadas e subocupadas.
 
Os dados dos últimos três anos já indicavam o crescimento dos trabalhos informais, por conta própria, empregados no setor público e privado sem registro e trabalho doméstico sem registro. Inseridos em setores menos dinâmicos, na ponta das cadeias produtivas ou em pequenos negócios em um encadeamento de atividades e ocupações que constituem formas de sobrevivência e que a crise afetou de maneira direta, são atividades que foram interrompidas e sem previsão de retomada pelo caráter da crise.
 
Com isso, os dados gerais demonstram a queda da participação do emprego no setor privado com registro de 39,3% para 35,6%, ampliação do emprego do setor privado sem registro de 11,3% para 12,5% e do trabalho por conta própria de 23,4% para 26,0%, entre 2014 e 2019. A incorporação da força de trabalho se deu basicamente pelo trabalho informal e precário. Os dados também demonstram que no período investigado não há uma mudança expressiva na distribuição entre homens e mulheres, brancas e negras no que concerne a posição na ocupação. As pessoas estão majoritariamente no emprego com registro, sem registro e no trabalho por conta própria. Contudo, há uma predominância das pessoas negras nos trabalhos mais precários, a exemplo do emprego doméstico sem carteira que corresponde a principal forma de ocupação de 13,3% das mulheres negras e de 7,1% das mulheres brancas, sendo que essa relação se inverte quando se trata do serviço público estatutário.
 
Marilane Oliveira Teixeira, economista, doutora em desenvolvimento econômico e social, pesquisadora e assessora sindical
90 anos do salário mínimo: conquista sindical e redistribuição
Sérgio Luiz Leite, Serginho

90 anos do salário mínimo: conquista sindical e redistribuição

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Juntos somos fortes!
Gleberson Jales

Juntos somos fortes!

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo
Eusébio Pinto Neto

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Diretores e dirigentes sindicais
João Guilherme Vargas Netto

Diretores e dirigentes sindicais

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Se está na convenção, é lei
Paulo Ferrari

Se está na convenção, é lei

Resistir pelos interesses dos trabalhadores!
Cláudio Magrão

Resistir pelos interesses dos trabalhadores!

PL da Devastação é carta branca para o desmatamento sem limites
Márcio Ferreira

PL da Devastação é carta branca para o desmatamento sem limites

Força Sindical debate valorização dos hoteleiros
Força 4 MAR 2026

Força Sindical debate valorização dos hoteleiros

Lula propõe negociação tripartite para fim da escala 6×1
Força 4 MAR 2026

Lula propõe negociação tripartite para fim da escala 6×1

Planejamento do 28 de Abril reúne dirigentes na Fundacentro
Força 4 MAR 2026

Planejamento do 28 de Abril reúne dirigentes na Fundacentro

Miguel Torres alerta para ataques a direitos no Congresso
Força 4 MAR 2026

Miguel Torres alerta para ataques a direitos no Congresso

Joinville recebe prêmio nacional por segurança alimentar
Força 4 MAR 2026

Joinville recebe prêmio nacional por segurança alimentar

Marinho defende diálogo na abertura da II Conferência do Trabalho
Imprensa 4 MAR 2026

Marinho defende diálogo na abertura da II Conferência do Trabalho

Centrais e OIT alinham agenda antes da II CNT
Força 3 MAR 2026

Centrais e OIT alinham agenda antes da II CNT

CNJ instala Observatório do Trabalho Decente
Força 3 MAR 2026

CNJ instala Observatório do Trabalho Decente

Químicos divulgam isenção do IR em Itapetininga
Força 3 MAR 2026

Químicos divulgam isenção do IR em Itapetininga

Centrais alinham agenda e direitos no Congresso
Força 3 MAR 2026

Centrais alinham agenda e direitos no Congresso

Panfletagem marca abertura do Março Mulher em São Paulo
Força 2 MAR 2026

Panfletagem marca abertura do Março Mulher em São Paulo

Solenidade empossa Federação dos Metalúrgicos SP em Jundiaí
Força 2 MAR 2026

Solenidade empossa Federação dos Metalúrgicos SP em Jundiaí

Carta aberta aos Trabalhadores da Saúde de São Paulo
Força 2 MAR 2026

Carta aberta aos Trabalhadores da Saúde de São Paulo

Março Mulher: Sintrabor divulga Boletim Especial dedicado à luta das trabalhadoras
Força 2 MAR 2026

Março Mulher: Sintrabor divulga Boletim Especial dedicado à luta das trabalhadoras

Sinthoresp participa de SIPAT no Holiday Inn com ações de saúde e prevenção
Força 2 MAR 2026

Sinthoresp participa de SIPAT no Holiday Inn com ações de saúde e prevenção

Sintepav-BA reelege Irailson Gazo para mandato 2026–2030
Força 2 MAR 2026

Sintepav-BA reelege Irailson Gazo para mandato 2026–2030

Nota Oficial do Sindec
Força 27 FEV 2026

Nota Oficial do Sindec

Apoio e solidariedade aos trabalhadores pneumáticos da Argentina
Força 27 FEV 2026

Apoio e solidariedade aos trabalhadores pneumáticos da Argentina

Workshop na FTTRESP reforça voto consciente no movimento sindical
Força 27 FEV 2026

Workshop na FTTRESP reforça voto consciente no movimento sindical

Pesquisa da Unicamp rebate ataques à redução da jornada
Força 27 FEV 2026

Pesquisa da Unicamp rebate ataques à redução da jornada

Reunião esclarece prorrogação de mandato na Força Sindical
Força 26 FEV 2026

Reunião esclarece prorrogação de mandato na Força Sindical

Mobilização mira PEC contra escala 6×1 no Congresso
Força 26 FEV 2026

Mobilização mira PEC contra escala 6×1 no Congresso

Curso sobre Orçamento Municipal segue até sexta (27) no Sindnapi
Força 25 FEV 2026

Curso sobre Orçamento Municipal segue até sexta (27) no Sindnapi

Atletas 60+ disputam Jogos da Melhor Idade 2026 em Araçatuba
Força 25 FEV 2026

Atletas 60+ disputam Jogos da Melhor Idade 2026 em Araçatuba

Sincomerciários mobiliza comércio por escala 5×2 em São Carlos
Força 25 FEV 2026

Sincomerciários mobiliza comércio por escala 5×2 em São Carlos

Sindicalistas debatem conjuntura industrial no setor da borracha
Força 25 FEV 2026

Sindicalistas debatem conjuntura industrial no setor da borracha

Sindicalistas debatem agenda política e sindical
Força 25 FEV 2026

Sindicalistas debatem agenda política e sindical

Congresso Nacional em foco: mobilização pelo fim da escala 6×1
Força 25 FEV 2026

Congresso Nacional em foco: mobilização pelo fim da escala 6×1

94 anos do voto feminino: democracia, luta e compromisso
Artigos 24 FEV 2026

94 anos do voto feminino: democracia, luta e compromisso

Greve na Brose completa 28 dias por melhores condições
Força 24 FEV 2026

Greve na Brose completa 28 dias por melhores condições

Aguarde! Carregando mais artigos...