Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Os trabalhadores voltam para agenda do governo

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Artigos

Os trabalhadores voltam para agenda do governo

Por: Clemente Ganz Lúcio
A nova política de valorização do salário mínimo
 
Neste 1º de maio, o presidente Lula anuncia a nova política de valorização do salário mínimo (SM), resultado do acordo celebrado entre o governo federal e as Centrais Sindicais no âmbito do Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho.
 
O Brasil implementou uma política de valorização do SM desde o Plano Real e a tornou permanente e regular a partir de 2004, fruto de negociações no primeiro governo Lula com as Centrais Sindicais. Esses acordos anuais foram materializados no governo da presidenta Dilma na Lei 12.328/2011, renovada e em vigor até 2018. O governo Bolsonaro extinguiu essa política.
 
Desde 2004, a política de valorização do SM garantiu um aumento real de mais de 78%, já descontada a inflação. Do atual valor, cerca de R$ 580,00* corresponde ao aumento real, o que incrementa anualmente em mais de 400 bilhões a massa de rendimentos da economia.
 
Desde a instituição do SM no Brasil, em 1934, o critério definido em Lei para indicar seu valor monetário é o de atender às necessidades vitais básicas do trabalhador e de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social. Sua principal função é proteger a renda do trabalho daqueles que estão na base da estrutura produtiva e da pirâmide salarial.
 
A  política de valorização
O novo acordo celebrado com o governo contempla a essência da proposta que as Centrais Sindicais apresentaram, construído depois de muito debate sobre os efeitos econômicos virtuosos e os impactos fiscais para o orçamento público. O acordo retoma a política de valorização anterior, ou seja:
  • Mantem o mês de janeiro como a data base do reajuste do SM.
  • Reajuste anual pela variação do INPC para repor o poder de compra.
  • Aumento real anual segundo o crescimento da economia correspondente à variação do Produto Interno Bruto (PIB). Neste caso, será usada a última variação definitiva do PIB divulgado pelo IBGE. Em janeiro de 2024 será aplicado a variação do PIB de 2022.
  • Neste 1º de maio, o SM passará a valer R$ 1.320,00, um aumento real de 2,81% em relação ao SM de R$ 1.212,00.
Aplicada essa nova regra, estima-se que o SM em 01 de janeiro de 2024 será de aproximadamente R$ 1.430,00. Este valor considera um reajuste estimado de 5,23%, percentual usado pelo governo na Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2024, adicionado o aumento real correspondente ao PIB de 2022 de 2,9%.
 
Em 1º de janeiro de 2024, o SM acumulará um aumento real de 5,8%**, o que corresponde a cerca de R$ 80,00. Esse valor, aplicado aos 54 milhões que têm remuneração vinculada ao SM, gera uma massa salarial anual de cerca de 55 bilhões na economia brasileira.
 
As Centrais Sindicais também apresentaram proposta para acelerar o aumento do SM e aproximá-lo mais rapidamente do valor necessário para cumprir os preceitos constitucionais de atender às necessidades básicas do trabalhador e sua família. Primeiro, nos próximos três anos, implementar o aumento real não aplicado pelo governo anterior de 5,4% e segundo, considerar um piso mínimo de aumento de 2,4% sempre que o PIB for menor que esse percentual.
 
Essa proposta considera que o aumento do SM é parte de uma estratégia de sustentação do crescimento econômico, porque amplia o consumo das famílias ao elevar o salário base da economia, aumentar a participação da renda do trabalho e enfrentar múltiplas formas de desigualdade.
 
Com a definição dessa nova política de valorização do SM, as Centrais Sindicais pactuam, por meio da negociação com o governo federal e depois, com o Congresso Nacional, o maior acordo salarial do país, protegendo 54 milhões de trabalhadores, a maior parte sem a proteção direta de um acordo ou convenção coletiva produzidos pelos sindicatos.
 
A importância da política de valorização
O SM tem funções fundamentais para o mundo do trabalho e para a economia como um todo. Em um estudo produzido pelo DIEESE, estão destacadas as seguintes importantes funções do SM:
 
  • Protege os “perdedores da barganha salarial” – aqueles trabalhadores mais vulneráveis que, muitas vezes, contam com baixa proteção sindical decorrente das convenções coletivas de trabalho.
  • Combate a pobreza, ao proteger a renda e as condições de vida dos trabalhadores mais vulneráveis, política que é potencializada quando articulada com os programas de transferência de renda e de combate à fome e à miséria.
  • Enfrenta a desigualdade salarial com impacto relevante para mulheres e negros/as que vivem múltiplas formas e situações de discriminação.
  • Baliza os salários de ingresso no mercado de trabalho, com maior impacto para a remuneração dos jovens, especialmente quando iniciam a vida laboral.
  • Serve de referência para os baixos rendimentos do trabalho em geral, porque produz um “efeito farol” para a remuneração dos trabalhadores de menor qualificação que estão no setor informal, os assalariados sem carteira assinada e os trabalhadores autônomos; produz o “efeito arrasto” das remunerações que se encontram entre o velho e o novo valor do SM; tem um “efeito numérico”, para aquelas remunerações de autônomos e setor informal que se definem na relação com o valor do SM.
  • Organiza a escala de remunerações, equalizando os salários da base da pirâmide salarial, impactando a estrutura e a amplitude salarial (maior ou menor).
  • Inibe a rotatividade, impedindo o rebaixamento salarial.
  • Equaliza, dinamiza e fortalece o circuito econômico nas regiões com maior presença de trabalhadores com remuneração próxima ao piso mínimo.
  • Define um piso para os benefícios da previdência social e outras políticas públicas de proteção de renda.
Além disso, uma política bem estruturada de valorização do SM proporciona consistência entre o crescimento do agregado econômico e a sua distribuição para a base salarial. Esse aumento da base salarial fica correlacionado ao incremento da produtividade e é levemente redistributivo. A previsibilidade sobre a formação dos custos do sistema produtivo a partir da base salarial é fortalecida com a antecedência devida e sem surpresas.
 
Projeta o incremento da massa salarial envolvendo mais de 54 milhões de trabalhadores, base para o consumo das famílias e indicador do potencial da demanda futura para toda a economia. Essa informação permite ao setor produtivo planejar e sustentar investimentos na produção para atender a demanda, o que contribui para a formação de um círculo virtuoso de crescimento econômico de médio e longo prazo sustentado pelo investimento e pelo consumo.
 
Essa dinâmica virtuosa é incentivo às empresas para o investimento em inovação tecnológica, elemento essencial, junto com a educação, para o incremento da produtividade do trabalho.
 
Orienta a formação da renda do trabalho de milhões de trabalhadores por conta própria, autônomos, cooperados, entre outros. Ao mesmo tempo, elevando a base salarial da economia, atua para diminuir as desigualdades entre os salários.
Sustentando o crescimento econômico, a política de valorização do SM abre caminhos consistentes para a geração de bons empregos e postos de trabalho de qualidade.
 
A valorização da base salarial impacta as regiões com mais trabalhadores que recebem salários referenciados no SM como, por exemplo, as Regiões Norte e Nordeste. Dessa forma, atua para reduzir as desigualdades territoriais e regionais.
Mulheres, negros e jovens são os que mais têm remuneração vinculada ao SM. Valorizá-lo é uma forma de combater as desigualdades de salário entre homens e mulheres, brancos e negros e dar proteção aos jovens que entram no mundo do trabalho.
 
Com esses efeitos benéficos para a dinâmica econômica e a vida em sociedade, uma política de valorização do salário mínimo é parte essencial de um projeto de desenvolvimento econômico e socioambiental e um ótimo instrumento para o Brasil promover transformações estruturais.
 
Notas:
* Sem o aumento real o valor do SM seria de R$ 718,00.
** Considerando R$ 2.212,00 a base e comparando-se com o valor estimado de R$ 1.430,00, depois de descontada a inflação do período
 
Clemente Ganz Lúcio é sociólogo, assessor do Fórum das Centrais Sindicais, consultor sindical e ex-diretor técnico do Dieese (2clemente@uol.com.br)
Reduzir a jornada sem reduzir salários: um avanço necessário
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Reduzir a jornada sem reduzir salários: um avanço necessário

Acabar com a Justiça do Trabalho? – por João Guilherme
João Guilherme Vargas Netto

Acabar com a Justiça do Trabalho? – por João Guilherme

Mais tempo para viver. Mais força para transformar
Nilton Souza da Silva, o Neco

Mais tempo para viver. Mais força para transformar

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Juntos somos fortes!
Gleberson Jales

Juntos somos fortes!

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo
Eusébio Pinto Neto

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Se está na convenção, é lei
Paulo Ferrari

Se está na convenção, é lei

Resistir pelos interesses dos trabalhadores!
Cláudio Magrão

Resistir pelos interesses dos trabalhadores!

Confira as orientações para identificar os ônibus que irão à Brasília
Força 31 MAR 2026

Confira as orientações para identificar os ônibus que irão à Brasília

CONCLAT 2026 E MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA
Força 31 MAR 2026

CONCLAT 2026 E MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA

Centrais convocam Conclat 2026 e marcha em Brasília
Força 31 MAR 2026

Centrais convocam Conclat 2026 e marcha em Brasília

Metalúrgicos SP levam ações sobre saúde, mulheres e PLR
Força 31 MAR 2026

Metalúrgicos SP levam ações sobre saúde, mulheres e PLR

Frente da Pessoa Idosa do RS define pauta para 2026
Força 31 MAR 2026

Frente da Pessoa Idosa do RS define pauta para 2026

Mutirão do Emprego do Sintracon-SP oferece vagas em SP
Força 31 MAR 2026

Mutirão do Emprego do Sintracon-SP oferece vagas em SP

Março Mulher mobiliza sindicatos por direitos e igualdade
Força 31 MAR 2026

Março Mulher mobiliza sindicatos por direitos e igualdade

Reduzir a jornada sem reduzir salários: um avanço necessário
Artigos 31 MAR 2026

Reduzir a jornada sem reduzir salários: um avanço necessário

Força Sindical realiza reunião para organizar 28 de abril
Força 30 MAR 2026

Força Sindical realiza reunião para organizar 28 de abril

Marcha a Brasília exige atenção e mobilização nacional
Força 30 MAR 2026

Marcha a Brasília exige atenção e mobilização nacional

Congresso reúne servidoras para debater direitos na Bahia
Força 30 MAR 2026

Congresso reúne servidoras para debater direitos na Bahia

Dia do Lixo Zero reforça combate ao desperdício
Força 30 MAR 2026

Dia do Lixo Zero reforça combate ao desperdício

Serginho reforça políticas de emprego no FONSET Maranhão
Força 30 MAR 2026

Serginho reforça políticas de emprego no FONSET Maranhão

Sintepav Bahia intensifica ações da Campanha Salarial 2026 em canteiros de obras
Força 30 MAR 2026

Sintepav Bahia intensifica ações da Campanha Salarial 2026 em canteiros de obras

Bolsa de empregos do Sinthoresp facilita oferta de vagas
Força 30 MAR 2026

Bolsa de empregos do Sinthoresp facilita oferta de vagas

Evento Março Mulher do STIAJ destaca protagonismo feminino
Força 27 MAR 2026

Evento Março Mulher do STIAJ destaca protagonismo feminino

Seminário em Praia Grande é adiado para o final do mês de abril
Força 27 MAR 2026

Seminário em Praia Grande é adiado para o final do mês de abril

FEQUIMFAR e DIESAT promovem formação em Praia Grande
Força 27 MAR 2026

FEQUIMFAR e DIESAT promovem formação em Praia Grande

Marcha a Brasília ganha reforço em convocação nacional
Força 27 MAR 2026

Marcha a Brasília ganha reforço em convocação nacional

Miguel Torres destaca Conclat e eleições em podcast
Força 27 MAR 2026

Miguel Torres destaca Conclat e eleições em podcast

FONSET no Maranhão: Vice da Força debate emprego e qualificação
Força 26 MAR 2026

FONSET no Maranhão: Vice da Força debate emprego e qualificação

Baile do Sindnapi reúne aposentados em Americana
Força 26 MAR 2026

Baile do Sindnapi reúne aposentados em Americana

Assembleia geral prorroga mandato da direção da Força Sindical
Força 26 MAR 2026

Assembleia geral prorroga mandato da direção da Força Sindical

DIESAT lança nota técnica sobre mudanças na NR-1
Força 26 MAR 2026

DIESAT lança nota técnica sobre mudanças na NR-1

Químicos da Força avançam em debate de cláusulas sociais
Força 25 MAR 2026

Químicos da Força avançam em debate de cláusulas sociais

Metalúrgicas de Guarulhos realizam Encontro nesta sexta
Força 25 MAR 2026

Metalúrgicas de Guarulhos realizam Encontro nesta sexta

Santos: Sindest denuncia assédio e crise no serviço
Força 25 MAR 2026

Santos: Sindest denuncia assédio e crise no serviço

Guarujá avança no reconhecimento de professoras infantis
Força 25 MAR 2026

Guarujá avança no reconhecimento de professoras infantis

Marcha a Brasília mobiliza trabalhadores para 15 de abril
Força 24 MAR 2026

Marcha a Brasília mobiliza trabalhadores para 15 de abril

Frentistas do Rio avançam em negociação salarial 2026
Força 24 MAR 2026

Frentistas do Rio avançam em negociação salarial 2026

Aguarde! Carregando mais artigos...