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Ato na Paulista reforça luta pelo fim da escala 6×1
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
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Trabalhadores ocupam Avenida Paulista pela redução da jornada, sem redução salarial, e fim da escala 6×1, cobrando votação no Senado

Trabalhadores, dirigentes sindicais e representantes de movimentos sociais participaram, neste domingo, 30 de agosto, do Dia Nacional de Mobilização pelo fim da escala 6×1.
Em São Paulo, o ato ocorreu no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista, reunindo diferentes categorias em defesa da redução da jornada semanal trabalhista.
Além disso, a manifestação defendeu jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial, e cobrou dos senadores avanço na votação da proposta atualmente em tramitação.
A mobilização reuniu Força Sindical, CUT, CTB, CSB, Intersindical, NCST, UGT, Pública, Fórum das Centrais Sindicais, frentes populares e movimento Vida Além do Trabalho.
Ao mesmo tempo, manifestações ocorreram em diferentes cidades brasileiras, ampliando nacionalmente a cobrança para que o Senado avance com a reivindicação defendida pelos trabalhadores.
O presidente Miguel Torres, dirigentes da Força Sindical e diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi participaram da manifestação na Avenida Paulista.
Durante o ato, Miguel reforçou a importância da redução da jornada para gerar oportunidades, melhorar condições de vida e proporcionar mais tempo aos trabalhadores brasileiros.
“Jornada menor abre postos de trabalho, melhora a qualidade de vida da classe trabalhadora, traz mais produtividade e beneficia toda a sociedade”, disse Miguel Torres.
Nesse sentido, dirigentes sindicais defenderam que reduzir a jornada representa ampliar o tempo destinado ao descanso, convívio familiar, estudos, lazer e participação social dos trabalhadores.
Além disso, as entidades sustentam que qualquer mudança precisa preservar integralmente os salários e direitos, evitando que trabalhadores arquem economicamente com os custos da redução pretendida.
O Dia Nacional de Mobilização ocorreu às vésperas da semana de esforço concentrado do Congresso, entre 31 de agosto e 4 de setembro deste ano.
Por isso, centrais sindicais e movimentos sociais organizaram os atos buscando transformar a mobilização das ruas em cobrança política diretamente sobre os senadores durante essa semana decisiva.
A palavra de ordem “Vota, Senado!” ganhou destaque na mobilização, expressando a cobrança das entidades para que os parlamentares avancem com a proposta defendida pelos trabalhadores.
A proposta em discussão prevê reduzir gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem diminuir salários, além de garantir dois dias de descanso.
Para o movimento sindical, a mudança permitirá aos trabalhadores conciliar melhor atividades profissionais com descanso, família, estudos, lazer e outras dimensões importantes da vida cotidiana brasileira.
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Entretanto, o ato realizado na Avenida Paulista não encerrou a agenda nacional, pois centrais e sindicatos programaram novas atividades para manter trabalhadores mobilizados durante esta semana.
Em São Paulo, o calendário prevê panfletagens em regiões de grande circulação, ampliando o diálogo diretamente com trabalhadores sobre redução da jornada e fim da escala 6×1.
Nesta segunda-feira, 31 de agosto, dirigentes participaram de panfletagem no Largo da Concórdia e Estação Brás, região que concentra diariamente milhares de trabalhadores na capital paulista.
Já na terça-feira, 1º de setembro, a mobilização continuará no Terminal Parque Dom Pedro e na Rua 25 de Março, importantes regiões comerciais do centro paulistano.
Na quarta-feira, 2 de setembro, as entidades levarão a mobilização ao Largo 13, em Santo Amaro, mantendo a cobrança pela aprovação da proposta no Senado Federal.
Dessa forma, centrais, sindicatos e movimentos pretendem manter a mobilização nas ruas e nos locais de trabalho até conquistar redução da jornada e fim da escala 6×1.
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