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Centrais comemoram avanço das 40 horas no Senado
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
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Centrais comemoram avanço da PEC 221/2019 na CCJ e ampliam mobilização pela jornada de 40 horas e fim da escala 6×1

Centrais comemoram avanço das 40 horas no Senado
Após a aprovação da PEC 221/2019 na CCJ do Senado, dirigentes das centrais sindicais intensificaram nesta quinta-feira a mobilização pela votação da proposta no plenário.
A comissão aprovou o texto base por 23 votos a quatro, avançando com o fim da escala 6×1 e jornada semanal de quarenta horas sem redução.
Além disso, dirigentes comemoraram o resultado, porém alertaram para resistências empresariais e parlamentares, defendendo maior cobrança aos senadores em Brasília e nas respectivas bases eleitorais.
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, acompanhou articulações em Brasília durante a semana e classificou como uma “vitória inédita” a aprovação obtida na CCJ.
Entretanto, Torres criticou o esvaziamento da sessão de quarta-feira, 2, que, segundo sua avaliação, impediu que a proposta seguisse imediatamente para votação no plenário.
“Os senadores fizeram uma retirada estratégica a pedido, principalmente, do senador Flávio Bolsonaro. Mas o presidente Alcolumbre poderia sim ter colocado na pauta”, afirmou.
Além disso, Torres contestou a possibilidade de adiar a votação para depois das eleições e convocou trabalhadores a cobrarem posicionamentos dos senadores diretamente nos estados.
“Vamos denunciar aquele que é contra. Vamos falar para ele: você é inimigo do trabalhador e da trabalhadora”, declarou. “Não podemos fazer tudo o que fizemos e morrer na praia.”
Nesta sexta-feira, 4, Força Sindical, CUT, UGT, CTB, CSB e Nova Central devem reunir suas lideranças para alinhar ações conjuntas pela aprovação definitiva da proposta.
O encontro buscará organizar atuação nas bases eleitorais dos senadores, nas redes sociais e nas ruas, ampliando a participação dos trabalhadores na mobilização pelo plenário.
Após a conquista na CCJ, as centrais pretendem evitar novos adiamentos e transformar o avanço legislativo em direito efetivo para trabalhadores e trabalhadoras de todo país.
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