ABRE-DIA10Crédito: Jaélcio Santana

Atos serão realizados no dia 3, em São Paulo, e no dia 8, no Rio de Janeiro.

As Centrais Sindicais decidiram realizar atos e manifestações para combater a crise, destravar investimentos e recuperar empregos, especialmente nos setores do petróleo, gás, indústria naval e construção civil. “Temos que nos mobilizar para garantir os empregos. São setores estratégicos e importantes para a economia”, declara Miguel Torres, presidente da Força Sindical, que participou ontem (dia 9) da reunião com dirigentes de outras Centrais e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) para debater o tema.

Segundo Miguel, será realizado um ato no dia 3 de dezembro, em São Paulo. No dia 8, outra manifestação no Rio de Janeiro. No dia 9, as reivindicações serão entregues ao Congresso e ao governo para tentar abrir diálogo visando a solução da crise.

Os sindicalistas consideram que o desafio será separar a apuração das denúncias de corrupção dos demais negócios da Petrobras. De acordo com técnicos do Dieese, a empresa  representa aproximadamente 12% do PIB (Produto Interno Bruto), e tem um volume de investimento significativo. Desde o início da Operação Lava Jato, que investiga a corrupção na estatal, a empresa sofre restrições de crédito e suspensão de negócios, com impacto na perda de empregos.

“Há um grande avanço no combate à corrupção graças às leis aprovadas nos últimos anos, que fortalecem a investigação e a punição de corruptos e corruptores. A efetividade desse novo arcabouço legal e institucional deve ser apoiada e sustentada pelo poder público e pela sociedade, punindo-se os culpados com base no efetivo estado de direito”, diz a nota.

“A luta contra a corrupção é longa e complexa. Já se observa efeitos extremamente perversos”, de acordo com a nota, “sobre a atividade econômica gerando desemprego, arrocho salarial, inadimplência, crise social e queda no nível de atividade, confirmando um ciclo destrutivo econômica e socialmente”.

“As empresas atingidas pelas investigações empregam milhares de trabalhadores, que reúnem complexas competências de engenharia e de capacidades produtivas acumuladas por décadas de investimento em pesquisa, desenvolvimento de tecnologia e inovação. São empresas de ponta nos seus segmentos, patrimônios brasileiros”, diz a nota.

“Consideramos que, a exemplo de outros países que enfrentaram o mesmo problema, o Brasil precisa ter mecanismos céleres e eficazes de promover, ao mesmo tempo, investigação, julgamento e punição dos culpados, e criar instrumentos complementares que permitam aos órgãos responsáveis liberar e viabilizar a atividade das empresas nas suas finalidades produtivas”, dizem os sindicalistas.
 

ABRE-DIA10Crédito: Jaélcio Santana

Atos serão realizados no dia 3, em São Paulo, e no dia 8, no Rio de Janeiro.

As Centrais Sindicais decidiram realizar atos e manifestações para combater a crise, destravar investimentos e recuperar empregos, especialmente nos setores do petróleo, gás, indústria naval e construção civil. “Temos que nos mobilizar para garantir os empregos. São setores estratégicos e importantes para a economia”, declara Miguel Torres, presidente da Força Sindical, que participou ontem (dia 9) da reunião com dirigentes de outras Centrais e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) para debater o tema.

Segundo Miguel, será realizado um ato no dia 3 de dezembro, em São Paulo. No dia 8, outra manifestação no Rio de Janeiro. No dia 9, as reivindicações serão entregues ao Congresso e ao governo para tentar abrir diálogo visando a solução da crise.

Os sindicalistas consideram que o desafio será separar a apuração das denúncias de corrupção dos demais negócios da Petrobras. De acordo com técnicos do Dieese, a empresa  representa aproximadamente 12% do PIB (Produto Interno Bruto), e tem um volume de investimento significativo. Desde o início da Operação Lava Jato, que investiga a corrupção na estatal, a empresa sofre restrições de crédito e suspensão de negócios, com impacto na perda de empregos.

“Há um grande avanço no combate à corrupção graças às leis aprovadas nos últimos anos, que fortalecem a investigação e a punição de corruptos e corruptores. A efetividade desse novo arcabouço legal e institucional deve ser apoiada e sustentada pelo poder público e pela sociedade, punindo-se os culpados com base no efetivo estado de direito”, diz a nota.

“A luta contra a corrupção é longa e complexa. Já se observa efeitos extremamente perversos”, de acordo com a nota, “sobre a atividade econômica gerando desemprego, arrocho salarial, inadimplência, crise social e queda no nível de atividade, confirmando um ciclo destrutivo econômica e socialmente”.

“As empresas atingidas pelas investigações empregam milhares de trabalhadores, que reúnem complexas competências de engenharia e de capacidades produtivas acumuladas por décadas de investimento em pesquisa, desenvolvimento de tecnologia e inovação. São empresas de ponta nos seus segmentos, patrimônios brasileiros”, diz a nota.

“Consideramos que, a exemplo de outros países que enfrentaram o mesmo problema, o Brasil precisa ter mecanismos céleres e eficazes de promover, ao mesmo tempo, investigação, julgamento e punição dos culpados, e criar instrumentos complementares que permitam aos órgãos responsáveis liberar e viabilizar a atividade das empresas nas suas finalidades produtivas”, dizem os sindicalistas.