Pergunte a alguns dos 14 milhões de desempregados do Brasil, que dependem de serviços públicos sucateados, e que são diariamente informados pela mídia tradicional, o que acham dos servidores.
Na foto, de camisa listrada, falando e gesticulando, o presidente do Sindserv, Zoel Siqueira, que defende aproximação dos sindicatos de servidores com a população Crédito: Arquivo
Na foto, de camisa listrada, falando e gesticulando, o presidente do Sindserv, Zoel Siqueira, que defende aproximação dos sindicatos de servidores com a população 
Inclua nesse universo os 5,7 milhões de desalentados, que desistiram de procurar emprego e que também utilizam a estrutura precária do estado, e questione o que acham do funcionalismo.
 
Indague à maioria dos brasileiros, que tem como fonte de informação e propaganda as televisões, rádios, jornais e revistas, se está preocupada com os trabalhadores públicos.
 
“A resposta quase unânime será de que eles não são servidores, não são funcionários de estatais e que, portanto, não estão nem aí com a situação das categorias profissionais públicas.”
 
“São vítimas não apenas de um sistema podre, mesquinho, concentrador de renda, mas, paradoxalmente, críticos de trabalhadores do estado que os assistem no dia a dia em suas aflições e mazelas.”
 
É preciso esclarecer
 
O raciocínio e as frases são do presidente do sindicato dos servidores municipais de Guarujá (Sindserv), Zoel Garcia Siqueira. “O povo, induzido pela mídia da elite econômica, à vezes é seu próprio algoz”.
 
Suas reflexões devem-se às palavras do ministro da fazenda, Paulo Guedes, de que, para um auxílio emergencial de aproximadamente R$ 200, precisa congelar os salários do funcionalismo por três anos.
 
“Ao não ser bem atendido num pronto-socorro de péssima estrutura, o paciente e sua família não agridem o governo, mas sim o servidor que está ali prestando o atendimento em condições adversas”, pondera.
 
“E o que você espera dessa pessoa, massacrada dia e noite por informações e propagandas contra o funcionalismo público? Obviamente, a maioria vai dar razão ao ministro”, raciocina Zoel.
 
Por isso, ele defende uma aproximação dos sindicatos de servidores com a população, para esclarecê-la de que precisa dos serviços e dos trabalhadores públicos.
 
Jornalismo da elite só engana
 
“Infelizmente, a esquerda ficou no governo por 14 anos e não construiu um esquema de informação e propaganda para mostrar verdades ao povo. E o jornalismo da elite só engana, mente e aliena”.
 
Ele é a favor da urgência do auxílio aos trabalhadores informais com renda mensal de até meio salário mínimo (R$ 522,50). E às famílias cuja renda total seja de até três salários mínimos (R$ 3.135,00).
 
Zoel também defende a ajuda emergencial aos microempreendedores individuais e contribuintes da previdência social com baixa renda. “Na verdade, somos todos explorados e precisamos estar juntos”.
 
Ele não concorda, porém, que, para conceder o auxílio emergencial, o governo congele os salários dos servidores, propondo que “busque os recursos nas regalias da elite econômica, mais precisamente dos bancos”.
Na foto, de camisa listrada, falando e gesticulando, o presidente do Sindserv, Zoel Siqueira, que defende aproximação dos sindicatos de servidores com a população Crédito: Arquivo
Na foto, de camisa listrada, falando e gesticulando, o presidente do Sindserv, Zoel Siqueira, que defende aproximação dos sindicatos de servidores com a população 
Inclua nesse universo os 5,7 milhões de desalentados, que desistiram de procurar emprego e que também utilizam a estrutura precária do estado, e questione o que acham do funcionalismo.
 
Indague à maioria dos brasileiros, que tem como fonte de informação e propaganda as televisões, rádios, jornais e revistas, se está preocupada com os trabalhadores públicos.
 
“A resposta quase unânime será de que eles não são servidores, não são funcionários de estatais e que, portanto, não estão nem aí com a situação das categorias profissionais públicas.”
 
“São vítimas não apenas de um sistema podre, mesquinho, concentrador de renda, mas, paradoxalmente, críticos de trabalhadores do estado que os assistem no dia a dia em suas aflições e mazelas.”
 
É preciso esclarecer
 
O raciocínio e as frases são do presidente do sindicato dos servidores municipais de Guarujá (Sindserv), Zoel Garcia Siqueira. “O povo, induzido pela mídia da elite econômica, à vezes é seu próprio algoz”.
 
Suas reflexões devem-se às palavras do ministro da fazenda, Paulo Guedes, de que, para um auxílio emergencial de aproximadamente R$ 200, precisa congelar os salários do funcionalismo por três anos.
 
“Ao não ser bem atendido num pronto-socorro de péssima estrutura, o paciente e sua família não agridem o governo, mas sim o servidor que está ali prestando o atendimento em condições adversas”, pondera.
 
“E o que você espera dessa pessoa, massacrada dia e noite por informações e propagandas contra o funcionalismo público? Obviamente, a maioria vai dar razão ao ministro”, raciocina Zoel.
 
Por isso, ele defende uma aproximação dos sindicatos de servidores com a população, para esclarecê-la de que precisa dos serviços e dos trabalhadores públicos.
 
Jornalismo da elite só engana
 
“Infelizmente, a esquerda ficou no governo por 14 anos e não construiu um esquema de informação e propaganda para mostrar verdades ao povo. E o jornalismo da elite só engana, mente e aliena”.
 
Ele é a favor da urgência do auxílio aos trabalhadores informais com renda mensal de até meio salário mínimo (R$ 522,50). E às famílias cuja renda total seja de até três salários mínimos (R$ 3.135,00).
 
Zoel também defende a ajuda emergencial aos microempreendedores individuais e contribuintes da previdência social com baixa renda. “Na verdade, somos todos explorados e precisamos estar juntos”.
 
Ele não concorda, porém, que, para conceder o auxílio emergencial, o governo congele os salários dos servidores, propondo que “busque os recursos nas regalias da elite econômica, mais precisamente dos bancos”.