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Metalúrgicos SP aprovam pauta da Campanha Salarial 2026
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
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Metalúrgicos de SP aprovam pauta da Campanha Salarial 2026, defendem aumento real, jornada menor, direitos, democracia e voto consciente
Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes aprovaram, na sexta-feira, 28 de agosto, a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2026 da categoria.
A assembleia ocorreu na sede do Sindicato e definiu as propostas que serão encaminhadas aos grupos patronais para abertura das negociações coletivas deste ano.
Além disso, a Campanha Salarial possui data-base em primeiro de novembro e será realizada conjuntamente pelos sindicatos filiados à Federação dos Metalúrgicos de São Paulo.
Atualmente, a mobilização unificada reúne 54 sindicatos e representa aproximadamente 700 mil trabalhadores e trabalhadoras metalúrgicas distribuídos por diferentes regiões do Estado de São Paulo.
O presidente Miguel Torres coordenou a assembleia juntamente com o secretário-geral Jorge Carlos de Morais, o Arakém, fortalecendo a organização dos trabalhadores durante a campanha.
Além disso, a diretora Ester, o diretor Pedrinho e o tesoureiro José Luiz enviaram mensagens incentivando participação, mobilização e unidade dos trabalhadores nas próximas negociações coletivas.
Durante a assembleia, José Osmair Polisel, o Jop, assessor técnico do Sindicato, apresentou indicadores econômicos relacionados diretamente ao desenvolvimento da Campanha Salarial deste ano.
Segundo os dados apresentados, até junho, 87% das categorias que realizaram negociações salariais conseguiram conquistar aumentos reais, com reajustes superiores à inflação acumulada no período.
Nesse sentido, os indicadores econômicos servem como referência para fortalecer a reivindicação dos metalúrgicos por reposição das perdas inflacionárias e aumento real nos salários.
O Sindicato também defende a manutenção das conquistas estabelecidas pela Convenção Coletiva de Trabalho, considerada superior à legislação em diversos direitos garantidos aos trabalhadores metalúrgicos.
Entre as reivindicações aprovadas, os trabalhadores defendem reajuste salarial com aumento real e contribuição assistencial ou negocial para sustentar a estrutura sindical durante as negociações coletivas.
Além disso, a pauta busca fortalecer o Sindicato para enfrentar negociações com os grupos patronais e ampliar a capacidade de organização e mobilização dos trabalhadores representados.
A categoria também reivindica igualdade salarial entre homens e mulheres, promoção do cuidado compartilhado e medidas específicas voltadas à proteção da saúde mental no ambiente profissional.
Da mesma forma, os metalúrgicos defendem ações contra misoginia e feminicídio, ampliando o compromisso sindical com igualdade, respeito e proteção das mulheres trabalhadoras na indústria brasileira.
Outro ponto destacado envolveu a luta pela aprovação, no Senado Federal, da redução da jornada de trabalho sem redução salarial e pelo fim da escala 6×1.
“A classe trabalhadora merece e precisa ter mais tempo para o descanso, para o lazer e para o convívio familiar”, afirmou Miguel Torres durante a assembleia.
Além disso, Miguel destacou a mobilização junto aos senadores na reta final das articulações para garantir votos favoráveis às reivindicações defendidas pela classe trabalhadora organizada.
Nesse contexto, mobilizações do movimento Vota, Senado estavam programadas para domingo, 30 de agosto, em diferentes regiões do País, ampliando a pressão pela aprovação.
Em São Paulo, trabalhadores e entidades sindicais programaram manifestação no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista, para defender publicamente as propostas perante a sociedade brasileira.
Além da pauta trabalhista, a assembleia aprovou a defesa do voto consciente nas eleições gerais marcadas para 4 de outubro, envolvendo diferentes cargos políticos nacionais e estaduais.
Os trabalhadores escolherão presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, definindo representantes responsáveis por decisões que influenciam direitos, políticas públicas, empregos e desenvolvimento econômico nacional.
Nesse sentido, o Sindicato defendeu representantes comprometidos com interesses dos trabalhadores e das comunidades, além de projetos relevantes para a maioria da população brasileira economicamente ativa.
A entidade também destacou a importância de eleger representantes fortes nos parlamentos, capazes de defender interesses sociais e trabalhistas no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas.
Além disso, a assembleia defendeu um governo estadual comprometido com causas sociais e populares, capaz de implementar políticas destinadas à melhoria das condições da população trabalhadora.
Os participantes também defenderam a continuidade das políticas federais de valorização da indústria nacional, geração de empregos de qualidade, inclusão social, democracia e soberania do País.
Durante a assembleia, trabalhadores assistiram a um vídeo sobre a perseguição sofrida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes durante a ditadura militar.
O material recordou que a Comissão de Anistia declarou o Sindicato anistiado e reconheceu oficialmente as perseguições e violências praticadas pelo Estado brasileiro contra sindicalistas naquele período.
A declaração ocorreu em 2 de julho de 2026, durante Sessão Plenária Especial da Comissão de Anistia, realizada no Ministério dos Direitos Humanos, em Brasília.
Na ocasião, o Estado brasileiro pediu desculpas pelas atrocidades cometidas durante a ditadura e agradeceu ao Sindicato pelas lutas de resistência que contribuíram para redemocratização nacional.
O reconhecimento também representou pedido oficial de desculpas ao movimento sindical pelas perseguições, violações e violências praticadas contra dirigentes e trabalhadores durante a ditadura militar brasileira.
Outro vídeo apresentou mensagens das diretoras Marta, Ester, Renata e Lucilene, integrantes do coletivo Mulheres em Ação, juntamente com Cristina e Alsira, atualmente licenciada das atividades.
As dirigentes destacaram o Agosto Lilás, campanha dedicada à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar praticada contra mulheres em todo o território brasileiro.
Além disso, o vídeo ressaltou os 20 anos da Lei Maria da Penha e reforçou a importância da conscientização para combater diferentes formas de violência contra mulheres.
Com a pauta aprovada, o Sindicato encaminhará as reivindicações aos grupos patronais e iniciará nova etapa da campanha em defesa dos salários, direitos e condições profissionais.
Por fim, a entidade reforçou a importância da participação dos trabalhadores durante as negociações para fortalecer a mobilização e buscar avanços econômicos e sociais para toda categoria.





























