O projeto de qualificação profissional para refugiados e migrantes certificou 70 alunos em São Paulo, fortalecendo oportunidades de emprego nos setores de hotelaria, gastronomia e hospitalidade.
A iniciativa reuniu o Sinthoresp, a Missão Paz, a Accor e o ACNUR, que atuaram conjuntamente para promover inclusão social, qualificação profissional e empregabilidade gratuitamente.
Durante a cerimônia, realizada no Leques Brasil Hotel-Escola, os participantes receberam certificados após concluírem cursos nas áreas de cozinha, governança e atendimento ao público.
Além disso, professores da Escola de Hotelaria Professor Aparecido Molitor ministraram aulas práticas utilizando a estrutura do hotel-escola, aproximando os alunos da rotina profissional diária.
Os participantes desenvolveram competências em cozinha profissional, arrumação de quartos, atendimento ao cliente e serviço de salão, ampliando suas possibilidades de inserção no mercado formal.
Enquanto isso, a Missão Paz identificou os participantes, ofereceu acompanhamento social permanente e apoiou todo o processo de acolhimento, integração e preparação profissional dos estudantes.
O Sinthoresp coordenou a qualificação por meio dos cursos de Auxiliar de Cozinha, Camareira e “A Arte de Bem Servir”, voltado ao atendimento especializado.
Por sua vez, a Accor aproximou os formandos das oportunidades de emprego, promovendo processos seletivos para contratação em sua rede de hotéis instalada no Brasil.
Apoio do ACNUR
O ACNUR apoiou institucionalmente a iniciativa, fortalecendo ações voltadas à inclusão socioeconômica de pessoas refugiadas e migrantes que buscam reconstruir suas vidas no país.
“Estamos falando de um momento de transição na vida dessas pessoas, e contribuir com esse processo nos conecta com o propósito da hospitalidade”, afirma Laís Fernanda de Souza, gerente de Diversidade, Equidade e Inclusão da Accor.
De acordo com Marcelo Taniguti, coordenador de Empregabilidade da Missão Paz, a interculturalidade integrou o conteúdo para preparar alunos às situações profissionais brasileiras com acolhimento.
“Neste projeto, colocamos a estrutura e o conhecimento da Escola a serviço de pessoas que estão construindo uma nova trajetória no Brasil. É uma ação que reúne formação, inclusão social e acesso ao trabalho”, afirma Elisabete dos Santos Cordeiro, presidente do Sinthoresp.
O projeto começou em 2024 com uma turma formada por 15 mulheres refugiadas no curso de Camareira, expandindo posteriormente as qualificações para outras áreas profissionais.
Desde então, a parceria ampliou o número de beneficiados, incorporou novos cursos e consolidou um modelo voltado à formação técnica e inclusão produtiva sustentável.
Os resultados também apareceram na empregabilidade. Em mutirão realizado anteriormente pela Missão Paz, metade dos participantes formados conquistou contratação ainda durante o processo seletivo.
Além disso, a Accor manteve seu compromisso de ampliar contratações e programas de qualificação, reforçando políticas corporativas voltadas à diversidade, inclusão e responsabilidade social.
Segundo o relatório Refúgio em Números 2026, o Brasil encerrou 2025 com 165.774 pessoas reconhecidas como refugiadas, reforçando a importância de iniciativas semelhantes.
Dessa forma, o projeto demonstra que acolhimento, capacitação profissional e acesso ao emprego podem transformar vidas, promovendo autonomia, integração social e desenvolvimento econômico para refugiados.
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