Na foto, o presidente do sindicato dos servidores estatutários municipais, Fábio Pimentel, preocupado com expansão do coronavírusCrédito: Arquivo
Na foto, o presidente do sindicato dos servidores estatutários municipais, Fábio Pimentel 
Em assembleia na noite desta quinta-feira (20), os servidores municipais estatutários rejeitaram proposta da prefeitura de reajuste linear de 9% na data-base de fevereiro.
 
A proposta foi encaminhada no meio da tarde ao presidente do sindicato Sindest, Fábio Pimentel, pelos secretários municipais de gestão e finanças, Rogério Custódio de Oliveira e Fremar Gavio (substituto).
 
Prontamente, ainda antes da assembleia, a direção sindical publicou ‘card’, em sua rede social, rejeitando a oferta. ‘Isso não. É mais de 10% pra começar (a negociar). Tem que melhorar’.
 
A propaganda ressaltou a necessidade de aumento também no vale-refeição e na cesta-básica. Fábio acredita que haverá nova negociação na semana que vem a mercou assembleia para quinta-feira (27).
 
A campanha salarial será tema da próxima ‘live’ da entidade, às 19 horas de segunda-feira (24). ‘Nem a fumaça de 7%, nem a proposta de 9%. É mais de 10% o que queremos’, diz o ‘card’ convocatório.
 
Formas de pressão
 
Em reunião na quarta-feira (19) com o sindicato, Custódio não apresentou a nova proposta, em substituição à anterior, que previa reajuste de 7%. Preferiu mandá-la por ofício poucas horas antes da assembleia.
 
Como as negociações não estão encerradas, a assembleia não aprovou nenhum protesto. Em mensagem virtual à categoria, na quarta-feira, intitulada ‘conversa com o presidente’, Fábio abordou o assunto.
 
Ele anunciou que a categoria, formada por 12 mil servidores na ativa e 6 mil aposentados, só definirá protestos e outras formas de pressão após a data-base de 1º de fevereiro, caso não haja proposta satisfatória.
 
Vale-refeição de passar fome
 
O vale-refeição diário da categoria é de R$ 20,77. “É de passar fome”, reclama Fábio. “Onde que alguém consegue almoçar por esse valor? Uma vergonha. E ainda cortaram o vale-transporte da hora do almoço”.
 
O valor cheio do benefício, creditado na folha de pagamento, é de R$ 456,94. Dividido por 22 dias úteis, resulta nos R$ 20,77. A categoria reivindica R$ 1.050 ou R$ 47,72 por dia.
 
“Mesmo que passe para R$ 47”, pondera o sindicalista, “ainda assim será pouco, pois a inflação crescente destruirá o poder de compra do benefício em curto espaço de tempo”.
 
Protesto silencioso
 
A cesta-básica do funcionalismo santista hoje é de R$ 294. “Isso é o que se gasta numa ida ao supermercado”, diz o presidente do Sindest. A reivindicação é de R$ 600.   
 
O sindicalista considera que a campanha salarial “caminha bem” e recomenda que a categoria aumente a pressão sobre a prefeitura, mostrando descontentamento com a proposta nos locais de trabalho.
 
Isso, segundo Fábio, vem sendo feito principalmente com a utilização de broches do sindicato alusivos ao movimento, “num protesto silencioso que vem surtindo efeito, junto com a postura firme da direção sindical”. 
Na foto, o presidente do sindicato dos servidores estatutários municipais, Fábio Pimentel, preocupado com expansão do coronavírusCrédito: Arquivo
Na foto, o presidente do sindicato dos servidores estatutários municipais, Fábio Pimentel 
Em assembleia na noite desta quinta-feira (20), os servidores municipais estatutários rejeitaram proposta da prefeitura de reajuste linear de 9% na data-base de fevereiro.
 
A proposta foi encaminhada no meio da tarde ao presidente do sindicato Sindest, Fábio Pimentel, pelos secretários municipais de gestão e finanças, Rogério Custódio de Oliveira e Fremar Gavio (substituto).
 
Prontamente, ainda antes da assembleia, a direção sindical publicou ‘card’, em sua rede social, rejeitando a oferta. ‘Isso não. É mais de 10% pra começar (a negociar). Tem que melhorar’.
 
A propaganda ressaltou a necessidade de aumento também no vale-refeição e na cesta-básica. Fábio acredita que haverá nova negociação na semana que vem a mercou assembleia para quinta-feira (27).
 
A campanha salarial será tema da próxima ‘live’ da entidade, às 19 horas de segunda-feira (24). ‘Nem a fumaça de 7%, nem a proposta de 9%. É mais de 10% o que queremos’, diz o ‘card’ convocatório.
 
Formas de pressão
 
Em reunião na quarta-feira (19) com o sindicato, Custódio não apresentou a nova proposta, em substituição à anterior, que previa reajuste de 7%. Preferiu mandá-la por ofício poucas horas antes da assembleia.
 
Como as negociações não estão encerradas, a assembleia não aprovou nenhum protesto. Em mensagem virtual à categoria, na quarta-feira, intitulada ‘conversa com o presidente’, Fábio abordou o assunto.
 
Ele anunciou que a categoria, formada por 12 mil servidores na ativa e 6 mil aposentados, só definirá protestos e outras formas de pressão após a data-base de 1º de fevereiro, caso não haja proposta satisfatória.
 
Vale-refeição de passar fome
 
O vale-refeição diário da categoria é de R$ 20,77. “É de passar fome”, reclama Fábio. “Onde que alguém consegue almoçar por esse valor? Uma vergonha. E ainda cortaram o vale-transporte da hora do almoço”.
 
O valor cheio do benefício, creditado na folha de pagamento, é de R$ 456,94. Dividido por 22 dias úteis, resulta nos R$ 20,77. A categoria reivindica R$ 1.050 ou R$ 47,72 por dia.
 
“Mesmo que passe para R$ 47”, pondera o sindicalista, “ainda assim será pouco, pois a inflação crescente destruirá o poder de compra do benefício em curto espaço de tempo”.
 
Protesto silencioso
 
A cesta-básica do funcionalismo santista hoje é de R$ 294. “Isso é o que se gasta numa ida ao supermercado”, diz o presidente do Sindest. A reivindicação é de R$ 600.   
 
O sindicalista considera que a campanha salarial “caminha bem” e recomenda que a categoria aumente a pressão sobre a prefeitura, mostrando descontentamento com a proposta nos locais de trabalho.
 
Isso, segundo Fábio, vem sendo feito principalmente com a utilização de broches do sindicato alusivos ao movimento, “num protesto silencioso que vem surtindo efeito, junto com a postura firme da direção sindical”.