Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
2 JUL 2026

Imagem do dia

Veja fotos 7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Brasília (DF): Portuários endurecem o jogo contra o governo

segunda-feira, 11 de março de 2013

Imprensa

Brasília (DF): Portuários endurecem o jogo contra o governo

Sindicalistas dão prazo até sexta-feira para Planalto negociar quatro mudanças na MP dos Portos e evitar greve de 24 horas. Paulinho da Força acusa governo de favorecer “amigos” com medida provisória

Fábio Góis

Desde que foi editada, no último dia 7 de dezembro, a Medida Provisória 959/2012, mais conhecida como MP dos Portos, mudou a rotina de empresários, trabalhadores e representantes de classe da atividade portuária. A proposta do governo, que altera regras de funcionamento de portos e abre o setor para o capital privado, provoca uma série de conflitos e promete movimentar, nas próximas semanas, os mais diferentes lobbies no Parlamento. Uma mostra desse embate ficou evidenciada em duas audiências públicas promovidas na semana passada no Congresso. E não sem motivo: especialistas estimam que, pela atividade portuária, passaram cerca de R$ 800 bilhões, entre exportações e importações, em 2012.

À parte as cifras bilionárias, a questão legislativa é a que mais preocupa o governo, que dá uma atenção especial aos investimentos no setor portuário na tentativa de aquecer a economia. O setor ainda é considerado defasado e sem competitividade em relação aos principais atores comerciais do planeta.

Líder da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, avisou ao Planalto: se não o governo não ceder, até a próxima sexta-feira (15), em relação a quatro pontos considerados inegociáveis pelos sindicalistas, uma nova paralisação nacional será realizada na segunda-feira (19), inicialmente por 24 horas. Para que se tenha uma ideia do que uma ação como essa representa, em fevereiro, uma paralisação realizada no Porto de Santos, por apenas seis horas, resultou em prejuízo de R$ 60 milhões, segundo dados do Controle de Segurança dos Portos (Codesp).

O governo e os representantes dos trabalhadores do setor portuário fecharam, em fevereiro, acordo para suspender as greves até o próximo dia 15 de março. Esse período deveria ser usado para negociação da medida provisória. Mas as negociações pouco evoluíram.

Sob ameaça

Depois de participar de audiência pública na comissão mista que analisa a medida, Paulinho da Força explicou quais são os pontos inegociáveis. “Primeiro, não aceitaremos nenhum acordo que não tenha o OGMO [órgãos gestores de mão de obra] fornecendo pessoal para empresas públicas e privadas; em segundo lugar, os portos públicos e privados têm de ter paridade, isonomia de custos; terceiro, é preciso manter a autonomia dos estados nos portos; e quarto, não é possível que o Brasil abra mão da guarda portuária e terceirize a segurança nos portos. É um caminho livre para o tráfico”, observou o deputado.

Integrante da base aliada, Paulinho diz duvidar da construção de um acordo e prevê derrota do governo na votação da MP no Congresso. “O interessante é que vimos que, nesta comissão mista, vamos ter condição de ganhar do governo, caso o governo não mude a sua opinião sobre a medida provisória”, afirmou. Ele diz que, caso não haja sinalização do governo, milhares de caminhões de transporte interromperão o fluxo na Marginal Pinheiros, em São Paulo, e nas vias contíguas ao Porto de Paranaguá, no Paraná. “O governo não levou isso em conta: podemos paralisar os portos brasileiros a qualquer momento”, desafiou.

Líder do governo no Senado e relator da medida provisória, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) reclama da postura dos sindicalistas e cobra mais espaço para o diálogo. “Sinalizar com uma greve não é bom indicativo quando se negocia”, ponderou, depois da audiência pública. Ele reclamou do fato de ter se reunido com representantes do setor e, mesmo assim, não ver afastada a ameaça de paralisação. “Se está na mesa de negociação até o dia 15, como anunciar que há uma paralisação para o dia 19? Com estranheza, portanto, recebi essa informação”, declarou o peemedebista.

Cabe a Eduardo Braga receber ou rejeitar as emendas apresentadas ao texto original na comissão mista que analisa a MP. Para se ter uma ideia do interesse que o assunto desperta, 645 sugestões de alteração foram apresentadas. Ele promete analisá-las em blocos temáticos. O relator deve apresentar seu parecer no dia 3 de abril, com previsão de votação para o dia 10. “O interesse do Congresso e do governo é que o Brasil tenha portos eficientes e competitivos na nova realidade da economia brasileira”, declarou o senador peemedebista.

Para amigos

Insatisfeito com as mudanças, Paulinho diz que há outros interesses por trás da MP. Ele acusa o governo de favorecer “amigos” com a medida provisória, sob o pretexto de aprimorar a produção portuária. “Não podemos concordar que um porto que cresceu 1.100%, em 12 anos, seja considerado sucateado. Nossos portos hoje têm a mesma competitividade que o porto de Rotterdam [Holanda], por exemplo. Embarcamos 80 contêineres por hora, produtividade parecida com os portos internacionais. O que há é uma tentativa de mudar o sistema portuário para favorecer amigos”, fustigou Paulinho da Força, referindo-se ao Porto de Santos.

Tão logo foi publicada, a medida provisória foi apelidada por Paulinho e outros sindicalistas como “MP Eike Batista”. “Se querem acabar com os portos públicos e entregar para o Eike, tenham a coragem e assumam que estão dando o porto para Eike. É uma malandragem essa história”, chegou a declarar à Agência Estado. Portuários afirmam que a abertura dos portos foi elaborada para atender aos interesses do megaempresário, que construiu um porto no litoral no estado do Rio de Janeiro e vai construir outro no estado de São Paulo.

Segurança terceirizada

Outra questão reivindicada pelos trabalhadores é que o serviço de segurança nos terminais privados seja função do Estado, e não terceirizado, como previsto no texto original encaminhado pelo Executivo. Os sindicalistas também condenam a retirada dos poderes dos Estados sobre a administração dos portos e se preocupam, ainda, com a isonomia de custos para portos públicos e privados.

Com a MP 595/2012, o governo federal anunciou um investimento de R$ 54,2 bilhões até 2017 (dos quais R$ 44 bilhões para o setor privado), com o planejamento de portos e terminais a cargo da Secretaria de Portos. Diversos pontos da MP ainda causam polêmica. A questão envolve direitos de produção e garantias trabalhistas, além dos óbvios interesses desenvolvimentistas do governo. Os atores envolvidos na questão tentam, até agora em vão, solucionar a difícil matemática das negociações com o Planalto, em procedimento que vai desfigurar o texto da proposição caso fracasse a articulação governista.

Fonte: Congresso em Foco

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
Sindicato amplia diálogo e mobiliza eletricitários nas bases
Força 20 JUL 2026

Sindicato amplia diálogo e mobiliza eletricitários nas bases

Metalúrgicos SP reforçam mobilização por jornada menor
Força 20 JUL 2026

Metalúrgicos SP reforçam mobilização por jornada menor

Sintracon-SP conquista reajuste de 5,15% para categoria
Força 20 JUL 2026

Sintracon-SP conquista reajuste de 5,15% para categoria

Sinthoresp garante aumento real, direitos e benefícios
Força 20 JUL 2026

Sinthoresp garante aumento real, direitos e benefícios

Centrais sindicais do RS protestam em frente à Fiergs pelo fim da escala 6×1
Força 20 JUL 2026

Centrais sindicais do RS protestam em frente à Fiergs pelo fim da escala 6×1

Fórum Sindical dos BRICS aprova declaração unânime
Força 17 JUL 2026

Fórum Sindical dos BRICS aprova declaração unânime

Festival celebra o Dia da Rebeldia Cubana em São Paulo
Força 17 JUL 2026

Festival celebra o Dia da Rebeldia Cubana em São Paulo

Sintracon-SP promove palestra sobre segurança pública
Força 17 JUL 2026

Sintracon-SP promove palestra sobre segurança pública

Sinpospetro RJ amplia mobilização por ganho real
Força 17 JUL 2026

Sinpospetro RJ amplia mobilização por ganho real

Metalúrgicos SP intensificam mobilização por direitos e PLR
Força 17 JUL 2026

Metalúrgicos SP intensificam mobilização por direitos e PLR

Sintrabor destaca fortalecimento da organização sindical após atividade da IndustriALL
Força 17 JUL 2026

Sintrabor destaca fortalecimento da organização sindical após atividade da IndustriALL

Novo tarifaço dos EUA ameaça empregos, a indústria nacional e a soberania brasileira
Força 16 JUL 2026

Novo tarifaço dos EUA ameaça empregos, a indústria nacional e a soberania brasileira

Projetos fortalecem reconhecimento dos frentistas no Congresso
Força 16 JUL 2026

Projetos fortalecem reconhecimento dos frentistas no Congresso

Encontro do FONSET destaca promoção do trabalho decente
Força 16 JUL 2026

Encontro do FONSET destaca promoção do trabalho decente

Sindnapi reforça participação social em defesa do SUS
Força 16 JUL 2026

Sindnapi reforça participação social em defesa do SUS

Acontecimento relevante
Artigos 16 JUL 2026

Acontecimento relevante

Brinquedos e Instrumentos musicais: luta é por aumento real
Força 15 JUL 2026

Brinquedos e Instrumentos musicais: luta é por aumento real

Metalúrgicos SP reforçam mobilização por direitos da categoria
Força 15 JUL 2026

Metalúrgicos SP reforçam mobilização por direitos da categoria

Centrais debatem PEC e agenda de interesse dos trabalhadores
Força 15 JUL 2026

Centrais debatem PEC e agenda de interesse dos trabalhadores

Centrais reforçam defesa dos trabalhadores no Fórum dos BRICS
Força 15 JUL 2026

Centrais reforçam defesa dos trabalhadores no Fórum dos BRICS

Sintracon-SP promove Domingo da Família com prêmios
Força 15 JUL 2026

Sintracon-SP promove Domingo da Família com prêmios

Sindnapi promove tradicional Bingo para associados dia 23
Força 15 JUL 2026

Sindnapi promove tradicional Bingo para associados dia 23

Paim espera aprovação do fim da escala 6×1 em agosto
Força 14 JUL 2026

Paim espera aprovação do fim da escala 6×1 em agosto

Metalúrgicos de Mococa fortalecem campanha pela jornada menor
Força 14 JUL 2026

Metalúrgicos de Mococa fortalecem campanha pela jornada menor

Varal Solidário leva agasalhos a famílias em Guarulhos
Força 14 JUL 2026

Varal Solidário leva agasalhos a famílias em Guarulhos

Fepospetro lamenta morte de um dos fundadores da categoria dos frentistas
Força 14 JUL 2026

Fepospetro lamenta morte de um dos fundadores da categoria dos frentistas

Decisão do STF limita avanço das folgas aos domingos
Força 14 JUL 2026

Decisão do STF limita avanço das folgas aos domingos

Trabalhadores da Enel SP aprovam novo Acordo Coletivo
Força 14 JUL 2026

Trabalhadores da Enel SP aprovam novo Acordo Coletivo

Força Mulher convoca mobilização pelo PL da Misoginia
Força 13 JUL 2026

Força Mulher convoca mobilização pelo PL da Misoginia

Dia da Luta Operária: com música e casa cheia, sindicalismo homenageia seus lutadores
Força 13 JUL 2026

Dia da Luta Operária: com música e casa cheia, sindicalismo homenageia seus lutadores

Aguarde! Carregando mais artigos...