Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Condições de vida são mais baixas em áreas longe dos centros, diz IBGE

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Imprensa

Condições de vida são mais baixas em áreas longe dos centros, diz IBGE

O estudo Tipologia Intraurbana, divulgado hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisou concentrações urbanas com mais de 300 mil habitantes de 435 municípios brasileiros onde residiam mais de 94 milhões de pessoas em 2010, praticamente metade da população à época.

Foram incluídas no estudo as capitais de Roraima (Boa Vista) e Tocantins (Palmas). O trabalho revela uma característica geral no país: quanto mais se afasta do centro das cidades, as condições de vida se tornam mais baixas.

O geógrafo Maurício Gonçalves e Silva, pesquisador do IBGE e um dos técnicos responsáveis pela pesquisa, observou, contudo, que existem subnúcleos que não têm áreas boas, ou regiões afastadas que contribuem com a capital para a produção de riquezas, como o ABC Paulista, por exemplo, no caso de São Paulo.

Brasília mostra padrão de vida do tipo A, porque foi uma cidade planejada, tem renda per capita (por pessoa) elevada, saneamento básico, nível de escolaridade alto e acesso à internet, entre outras variáveis.

“Ela foi planejada para dirigir o país. Tem moradias dos altos escalões”, disse. No Rio de Janeiro, o que se nota é que, perto das praias, o padrão de vida é melhor, e tende a piorar nas áreas mais distantes das regiões costeiras. No subúrbio, centros tradicionais do Rio foram crescendo ao longo da via férrea, como Méier, Madureira e Bangu, e têm condições de vida um pouco melhores do que bairros localizados no seu entorno.

Rio de Janeiro – O terceiro dia de ocupação das tropas federais na Rocinha começou com aparente tranquilidade neste domingo (24). Sem tiroteios desde a tarde de sábado, a população ficou mais confiante e saiu para
No Rio de Janeiro, perto das praias padrão de vida é melhor, mas piora nas áreas mais distantesVladimir Platonow/Agência Brasil

Silva afirmou que o diagnóstico traçado permite identificar o que existe de melhor nas cidades, tanto no que se refere à administração pública, como em termos de oportunidades na área privada, inclusive, na questão do esgotamento sanitário terceirizado pelas prefeituras.

“Tem tanto opções de negócio para identificar as áreas melhores, como nas áreas piores, também, para a iniciativa privada”. Para o setor público, o principal é pensar o que pode ser melhorado na gestão para corrigir as deficiências de maneira que efetivamente se atinja, “no mínimo”, uma média condição de vida nas áreas urbanas. O pesquisador acentuou que um conjunto de fatores leva os gestores a se preocupar com essas áreas e com a população que ali está. “Direciona tanto a visão privada como a pública”, disse.

Tipos intraurbanos

O estudo considerou uma distribuição percentual da população segundo o tipo intraurbano nas concentrações urbanas selecionadas no Brasil e grandes regiões. Foram definidos 11 tipos intraurbanos que vão do A ao K, descritos de acordo com 13 variáveis que incluem percentual de pessoas com domicílio com coleta de lixo, água distribuída por rede geral de abastecimento, esgotamento sanitário, densidade de moradores por dormitório, domicílios de alvenaria com revestimento externo, razão da dependência de menores de 15 anos, computador com acesso à internet, domicílios com máquina de lavar, instrução nível médio e superior completo e renda familiar per capita.

Do tipo F ao A, são consideradas condições de vida médias e boas. Já do G ao K, as condições são baixas, baixíssimas e precárias. O tipo A apresenta o melhor desempenho com áreas com boas condições de vida e B caracteriza-se por ter ótimo desempenho dentre os temas avaliados, mas não superior ao A.

O C tem boas condições de vida, mas perde em relação a outros em termos de existência de computador com acesso à internet no domicílio, em nível de instrução e em rendimento. O tipo D abrange áreas onde predomina bom desempenho na maioria das variáveis, ainda reflete boas condições de vida, estando comumente disposto no entorno de áreas mais ricas.

O tipo E se caracteriza por condições médias de vida, com vários temas mostrando percentuais satisfatórios, mas com alguns ainda por melhorar. E o F também tem condições médias de vida, mas tem pendências em algumas variáveis analisadas.

O tipo G engloba áreas onde prevalecem fortes oscilações nos resultados das variáveis pesquisadas, estando presente em todas as grandes regiões do país. O tipo H se caracteriza por ter resultados bons, médios e ruins de acordo com o tema avaliado. O tipo I reúne áreas com deficiências em vários atributos analisados.

O J é o segundo tipo de pior desempenho na classificação e, por fim, o tipo K tem o pior desempenho na classificação de modo geral, sendo as condições de vida definidas como precárias.

Condições de vida

Observando as 13 variáveis, percebe-se que a Região Sul é a que mostra mais condições médias e boas de vida, com os maiores percentuais acumulados, seguida pelo Sudeste. Segundo a pesquisa, 44,6% dos residentes no Sul brasileiro são do tipo E. No Sudeste, o percentual atinge 41,2%.

Na média do Brasil, a maior parte das 435 concentrações urbanas pesquisadas (30,9%) é encontrada no tipo E, com condições medianas de vida. Ótimas condições de vida são registradas por apenas 1,9% da amostra, em nível nacional, enquanto 20,6% estão inseridos no tipo G.

Segundo explicou Maurício Gonçalves da Silva, a região Centro-Oeste é bem parecida com a média do país, com predominância do tipo E (23,2%), embora mostre 22,7% de pessoas com condições de vida baixas (tipo H).

As regiões Norte e Nordeste apresentam peculiaridades na distribuição de suas populações. No Norte, por exemplo, 37% dos habitantes são do tipo F, contra 17,7% no Nordeste. O tipo G prevalece na amostra no Nordeste (34,1%), contra 9% na região Norte.

Considerando que boas condições de vida no país estão entre os tipos A e D (23,9%), constata-se que três quartos da população, ou o correspondente a 76,1%, não dispõem de boas condições de vida em áreas urbanas e se situam entre os tipos E e K.

Segundo o IBGE, entre a população urbana com as piores condições de vida (do tipo G ao K), os maiores percentuais estão no Norte (56,3%) e no Nordeste (59,9%).

A abordagem sobre as capitais revela que Belém, Boa Vista, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Palmas, Porto Velho, Rio Branco e Teresina não possuem população em áreas consideradas ricas (tipos A e B).

Particularidades

Segundo a pesquisa do IBGE, nas concentrações urbanas acima de um milhão e até 2,5 milhões de habitantes, os maiores percentuais de jovens de zero a 14 anos de idade podem ser encontrados nas áreas mais precárias de Manaus e João Pessoa (tipo intraurbano J), em São Luís (tipo K) e Baixada Santista (tipo I), todos com proporções acima de 30%.

Os idosos ultrapassam 14% em áreas com tipologia B, caso de Natal, A e B em Campinas e tipos C e D na Baixada Santista (SP). Nessas concentrações urbanas, predomina o percentual de católicos em quase todos os tipos, com destaque para Natal, São Luís e Maceió (todos tipo B acima de 75%) e Belém (tipo C).

Internet

O pesquisador do IBGE salientou que a inclusão da internet entre as variáveis que nortearam o estudo é importante porque a pessoa conectada está dentro do mundo.

“Ela acaba tendo mais oportunidades porque está [dentro] da discussão do que existe no mundo”. Quando não tem esse meio de comunicação, a pessoa fica em desvantagem em relação a outros grupos. Esse é um dos exemplos de variáveis que podem indicar vantagens e deveres de gestão para serem pensados e corrigidos.

Fonte: Agência Brasil

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
Força Sindical celebra 35 anos de lutas e conquistas
Força 6 MAR 2026

Força Sindical celebra 35 anos de lutas e conquistas

Eunice Luz é reeleita para Conselho da Pessoa Idosa em Porto Alegre
Força 6 MAR 2026

Eunice Luz é reeleita para Conselho da Pessoa Idosa em Porto Alegre

Metalúrgicos de Osasco divulgam 20ª pesquisa sobre Lei de Cotas
Força 6 MAR 2026

Metalúrgicos de Osasco divulgam 20ª pesquisa sobre Lei de Cotas

Mais tempo para viver. Mais força para transformar
Artigos 6 MAR 2026

Mais tempo para viver. Mais força para transformar

Frentistas debatem representação sindical no Ministério do Trabalho
Força 6 MAR 2026

Frentistas debatem representação sindical no Ministério do Trabalho

Miguel Torres alerta para foco na redução da jornada de trabalho
Força 6 MAR 2026

Miguel Torres alerta para foco na redução da jornada de trabalho

II CNT encerra com propostas para o mercado de trabalho
Imprensa 6 MAR 2026

II CNT encerra com propostas para o mercado de trabalho

Força Sindical organiza mobilizações para o 28 de Abril
Força 6 MAR 2026

Força Sindical organiza mobilizações para o 28 de Abril

Força Sindical participa da II Conferência Nacional do Trabalho
Força 5 MAR 2026

Força Sindical participa da II Conferência Nacional do Trabalho

Assembleia na Thyssen reforça sindicalização e PLR 2026
Força 5 MAR 2026

Assembleia na Thyssen reforça sindicalização e PLR 2026

Força Sindical: 35 anos de compromisso com os trabalhadores(as)
Palavra do Presidente 5 MAR 2026

Força Sindical: 35 anos de compromisso com os trabalhadores(as)

Senado aprova licença-paternidade progressiva até 20 dias
Força 5 MAR 2026

Senado aprova licença-paternidade progressiva até 20 dias

II CNT debate futuro do trabalho, com presença do Sindnapi
Força 5 MAR 2026

II CNT debate futuro do trabalho, com presença do Sindnapi

Eletricitários SP convocam ato contra caducidade da Enel
Força 4 MAR 2026

Eletricitários SP convocam ato contra caducidade da Enel

Força Sindical debate valorização dos hoteleiros
Força 4 MAR 2026

Força Sindical debate valorização dos hoteleiros

Lula propõe negociação tripartite para fim da escala 6×1
Força 4 MAR 2026

Lula propõe negociação tripartite para fim da escala 6×1

Planejamento do 28 de Abril reúne dirigentes na Fundacentro
Força 4 MAR 2026

Planejamento do 28 de Abril reúne dirigentes na Fundacentro

Miguel Torres alerta para ataques a direitos no Congresso
Força 4 MAR 2026

Miguel Torres alerta para ataques a direitos no Congresso

Joinville recebe prêmio nacional por segurança alimentar
Força 4 MAR 2026

Joinville recebe prêmio nacional por segurança alimentar

Marinho defende diálogo na abertura da II Conferência do Trabalho
Imprensa 4 MAR 2026

Marinho defende diálogo na abertura da II Conferência do Trabalho

Centrais e OIT alinham agenda antes da II CNT
Força 3 MAR 2026

Centrais e OIT alinham agenda antes da II CNT

CNJ instala Observatório do Trabalho Decente
Força 3 MAR 2026

CNJ instala Observatório do Trabalho Decente

Químicos divulgam isenção do IR em Itapetininga
Força 3 MAR 2026

Químicos divulgam isenção do IR em Itapetininga

Centrais alinham agenda e direitos no Congresso
Força 3 MAR 2026

Centrais alinham agenda e direitos no Congresso

Panfletagem marca abertura do Março Mulher em São Paulo
Força 2 MAR 2026

Panfletagem marca abertura do Março Mulher em São Paulo

Solenidade empossa Federação dos Metalúrgicos SP em Jundiaí
Força 2 MAR 2026

Solenidade empossa Federação dos Metalúrgicos SP em Jundiaí

Carta aberta aos Trabalhadores da Saúde de São Paulo
Força 2 MAR 2026

Carta aberta aos Trabalhadores da Saúde de São Paulo

Março Mulher: Sintrabor divulga Boletim Especial dedicado à luta das trabalhadoras
Força 2 MAR 2026

Março Mulher: Sintrabor divulga Boletim Especial dedicado à luta das trabalhadoras

Sinthoresp participa de SIPAT no Holiday Inn com ações de saúde e prevenção
Força 2 MAR 2026

Sinthoresp participa de SIPAT no Holiday Inn com ações de saúde e prevenção

Sintepav-BA reelege Irailson Gazo para mandato 2026–2030
Força 2 MAR 2026

Sintepav-BA reelege Irailson Gazo para mandato 2026–2030

Aguarde! Carregando mais artigos...