Agora, o IPCA soma 11,73% em 12 meses e se mantém em nível elevado
Passagens aéreas e medicamentos aumentaram em maio, enquanto batata e cenoura caíram
Passagens aéreas e medicamentos aumentaram em maio, enquanto batata e cenoura caíram
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu menos em maio e variou 0,47%, ante 1,06% no mês anterior e 0,83% um ano atrás. Mas ainda é uma inflação generalizada, que atinge a maior parte dos grupos e itens pesquisados pelo IBGE. Agora, pelos dados divulgados nesta quinta-feira (9), o indicador oficial de inflação soma 4,78% no ano e 11,73% em 12 meses.
 
Oito dos nove grupos tiveram alta no mês passado, ainda que menos intensa. O índice de difusão, que aponta a extensão da inflação, atinge 72% dos itens, um pouco abaixo de abril (78%). Entre destaques de aumento, segundo o IBGE, estão remédios, gasolina e passagens aéreas.
 
Energia cai, gás encanado sobe
O único grupo com queda em maio foi Habitação (-1,70%), o que teve impacto de -0,26 ponto percentual no índice total. Esse resultado se deve, principalmente, à energia elétrica (-7,95%), que caiu pelo segundo mês seguido. Em abril, deixou de haver a cobrança extra proporcionada pela bandeira de escassez hídrica. Mas várias regiões fizeram reajustes tarifários. Ainda nesse grupo, o gás de botijão recuou 1,02% e o encanado teve elevação de 2,23%. A taxa de água e esgoto subiu 2,73%, com reajustes em São Paulo e Curitiba.
 
A maior alta de maio foi do grupo Vestuário: 2,11% e impacto de 0,09 ponto. De acordo com o IBGE, subiram os preços médios de roupas masculinas (2,65%), femininas (2,18%) e infantis (2,14%), além de calçados e acessórios (2,06%). Já joias e bijuterias caíram (0,34%).
 
Em Transportes (grupo com alta de 1,34%), as passagens aéreas tiveram aumento de 18,33% (impacto de 0,08 ponto). Os combustíveis, por sua vez, subiram menos (1%). A gasolina, por exemplo, passou de 2,48% para 0,92%, enquanto o preço do etanol caiu 0,43%. O IBGE apurou ainda aumentos no ônibus urbano (0,06%) e na tarifa de táxi (0,72%).
 
Cenoura, batata, tomate e leite
Com 0,48% de variação, Alimentação e Bebidas foi outro grupo que subiu menos. A alimentação no domicílio aumentou 0,43%, com quedas em itens como tomate (-23,72%) e batata inglesa (-3,94%), além da cenoura (-24,07%). Mesmo assim, esse último produto ainda sobe 116,37% em 12 meses. O leite longa vida subiu 4,65%, com impacto de 0,04 impacto e 28,03% de aumento o ano. E a cebola teve aumento de 21,36% apenas em maio. A alimentação fora do domicílio subiu 0,61%, praticamente o mesmo resultado do mês anterior – alta de 1,08% no caso do lanche e de 0,41% para a refeição.
 
No grupo Saúde e Cuidados Pessoais (1,01%), o resultado teve impacto dos produtos farmacêuticos (2,51% e 0,08 ponto). Os planos de saúde tivera queda de 0,69%. “O reajuste de 15,5% aprovado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no dia 26 de maio será incorporado a partir do IPCA-15 de junho, seguindo a metodologia empregada nos anos anteriores”, informa o IBGE.
 
Entre as áreas pesquisadas, só Vitória teve queda em maio (-0,08%). Nas demais, o IPCA variou de 0,21% (Rio Branco) a 1,41% (região metropolitana de Fortaleza). Em 12 meses, vai de 9,52% (Belém) a 14,19% (Grande Curitiba), chegando a 11,58% na região metropolitana de São Paulo.
 
INPC soma 11,90%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,45%, ante 1,04% em abril e 0,96% em maio do ano passado. Com isso, soma 4,96% no ano e 11,90% em 12 meses.
 
Os produtos alimentícios passaram de 2,26%, em abril, para 0,63%. Os não alimentícios, de 0,66% para 0,39%.
Passagens aéreas e medicamentos aumentaram em maio, enquanto batata e cenoura caíram
Passagens aéreas e medicamentos aumentaram em maio, enquanto batata e cenoura caíram
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu menos em maio e variou 0,47%, ante 1,06% no mês anterior e 0,83% um ano atrás. Mas ainda é uma inflação generalizada, que atinge a maior parte dos grupos e itens pesquisados pelo IBGE. Agora, pelos dados divulgados nesta quinta-feira (9), o indicador oficial de inflação soma 4,78% no ano e 11,73% em 12 meses.
 
Oito dos nove grupos tiveram alta no mês passado, ainda que menos intensa. O índice de difusão, que aponta a extensão da inflação, atinge 72% dos itens, um pouco abaixo de abril (78%). Entre destaques de aumento, segundo o IBGE, estão remédios, gasolina e passagens aéreas.
 
Energia cai, gás encanado sobe
O único grupo com queda em maio foi Habitação (-1,70%), o que teve impacto de -0,26 ponto percentual no índice total. Esse resultado se deve, principalmente, à energia elétrica (-7,95%), que caiu pelo segundo mês seguido. Em abril, deixou de haver a cobrança extra proporcionada pela bandeira de escassez hídrica. Mas várias regiões fizeram reajustes tarifários. Ainda nesse grupo, o gás de botijão recuou 1,02% e o encanado teve elevação de 2,23%. A taxa de água e esgoto subiu 2,73%, com reajustes em São Paulo e Curitiba.
 
A maior alta de maio foi do grupo Vestuário: 2,11% e impacto de 0,09 ponto. De acordo com o IBGE, subiram os preços médios de roupas masculinas (2,65%), femininas (2,18%) e infantis (2,14%), além de calçados e acessórios (2,06%). Já joias e bijuterias caíram (0,34%).
 
Em Transportes (grupo com alta de 1,34%), as passagens aéreas tiveram aumento de 18,33% (impacto de 0,08 ponto). Os combustíveis, por sua vez, subiram menos (1%). A gasolina, por exemplo, passou de 2,48% para 0,92%, enquanto o preço do etanol caiu 0,43%. O IBGE apurou ainda aumentos no ônibus urbano (0,06%) e na tarifa de táxi (0,72%).
 
Cenoura, batata, tomate e leite
Com 0,48% de variação, Alimentação e Bebidas foi outro grupo que subiu menos. A alimentação no domicílio aumentou 0,43%, com quedas em itens como tomate (-23,72%) e batata inglesa (-3,94%), além da cenoura (-24,07%). Mesmo assim, esse último produto ainda sobe 116,37% em 12 meses. O leite longa vida subiu 4,65%, com impacto de 0,04 impacto e 28,03% de aumento o ano. E a cebola teve aumento de 21,36% apenas em maio. A alimentação fora do domicílio subiu 0,61%, praticamente o mesmo resultado do mês anterior – alta de 1,08% no caso do lanche e de 0,41% para a refeição.
 
No grupo Saúde e Cuidados Pessoais (1,01%), o resultado teve impacto dos produtos farmacêuticos (2,51% e 0,08 ponto). Os planos de saúde tivera queda de 0,69%. “O reajuste de 15,5% aprovado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no dia 26 de maio será incorporado a partir do IPCA-15 de junho, seguindo a metodologia empregada nos anos anteriores”, informa o IBGE.
 
Entre as áreas pesquisadas, só Vitória teve queda em maio (-0,08%). Nas demais, o IPCA variou de 0,21% (Rio Branco) a 1,41% (região metropolitana de Fortaleza). Em 12 meses, vai de 9,52% (Belém) a 14,19% (Grande Curitiba), chegando a 11,58% na região metropolitana de São Paulo.
 
INPC soma 11,90%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,45%, ante 1,04% em abril e 0,96% em maio do ano passado. Com isso, soma 4,96% no ano e 11,90% em 12 meses.
 
Os produtos alimentícios passaram de 2,26%, em abril, para 0,63%. Os não alimentícios, de 0,66% para 0,39%.