O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, abriu a Plenária da II Conferência Nacional do Trabalho defendendo o diálogo como caminho para superar conflitos.
Durante a apresentação do regulamento e das propostas estaduais, Marinho destacou que soluções duradouras exigem cooperação entre trabalhadores, empregadores e governos nos diversos setores produtivos.
De acordo com o ministro, o envolvimento coletivo nos ambientes laborais permite transformar conflitos em oportunidades de entendimento, fortalecendo relações profissionais e contribuindo para reduzir tensões sociais.
Diálogo no trabalho
Ele ressaltou ainda que o diálogo no trabalho influencia positivamente a sociedade, ajudando a enfrentar violências que atingem mulheres, jovens e moradores das periferias.
Ao defender a negociação coletiva, Marinho lembrou que trabalhadores e empregadores historicamente recorrem ao entendimento para construir acordos aprovados em assembleias e reconhecidos pelas representações sindicais.

Marinho defende diálogo na abertura da II Conferência do Trabalho
“O acordo é mais um degrau na grande escada da vida”, afirmou o ministro.
Ele ressaltou que cada pacto simboliza avanços conquistados pela persistência na busca de consensos.
Além disso, Marinho destacou que divergências são naturais, porém devem ser enfrentadas com escuta, respeito e compromisso democrático durante os debates da conferência.
Mercado de trabalho
Ainda nesta etapa da programação, a Organização Internacional do Trabalho apresentará painel sobre o mercado de trabalho brasileiro e sua relação com os temas debatidos.
A II Conferência Nacional do Trabalho segue até quinta-feira, reunindo representantes do governo, centrais sindicais e empresários para definir diretrizes das políticas públicas.
Entre os principais temas discutidos estão qualificação profissional, proteção social, inclusão produtiva, fortalecimento da negociação coletiva e preparação para mudanças tecnológicas e ambientais.
Além disso, a conferência funciona no modelo tripartite, reunindo governo, trabalhadores e empregadores em número igual de delegados para garantir equilíbrio institucional nas decisões.
Esse formato promove negociação direta entre interesses distintos, buscando consensos responsáveis e propostas viáveis para orientar a política nacional de trabalho e renda.
Dois eixos
Organizada em dois eixos centrais, a conferência debate transformações tecnológicas e políticas públicas para promover emprego, trabalho decente e transições justas no mercado laboral.
Entre os subtemas estão relações de trabalho, qualificação profissional, políticas de emprego, financiamento das ações públicas e inclusão produtiva diante das novas tecnologias.
No dia quatro, as três bancadas se reunirão separadamente para organizar posições antes dos debates nos grupos temáticos responsáveis por negociar as propostas.
Por fim, a plenária final ocorrerá no dia cinco, quando os delegados votarão as deliberações consolidadas que orientarão políticas públicas de trabalho nos próximos anos.
Conferências estaduais
Antes da etapa nacional, entre setembro e dezembro de 2025, as conferências estaduais mobilizaram as vinte e sete unidades federativas e apresentaram mais de 386 propostas.
Esse processo reuniu mais de 2.800 delegados de trabalhadores, empregadores e governos, consolidando amplo debate sobre modernização das relações laborais sem perda de direitos.
Matéria publicada originalmente no site Rádio Peão Brasil
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