Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Ministro do TST defende fortalecimento de sindicato

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Imprensa

Ministro do TST defende fortalecimento de sindicato

Em entrevista ao Jornal Valor Econômico, Amaury Rodrigues Pinto Junior defende a reforma trabalhista, mas considera necessários alguns aprimoramentos
Amaury Rodrigues Pinto JuniorCrédito: Divulgação
Amaury Rodrigues Pinto Junior: a legislação trabalhista precisa ser modernizada
Defensor da prevalência do negociado sobre o legislado, previsto na reforma trabalhista de 2017, o curitibano Amaury Rodrigues Pinto Junior assume o cargo de ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) com olhar crítico. Pondera que só poderá haver legitimidade, nos acordos entre empresas e trabalhadores, se for criado algum mecanismo para fortalecer os sindicatos.
 
“Os sindicatos tiveram a sua capacidade econômica reduzida porque ficaram sem fonte de sustento. Como eu vou ter uma capacidade negocial se eu não tenho capacidade econômica?”, questiona o novo ministro, que defende a modernização da legislação trabalhista.
 
Ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Mato Grosso do Sul, Amaury Rodrigues assumiu o cargo ao lado de outro indicado pelo governo de Jair Bolsonaro, o baiano Alberto Bastos Balazeiro, que era procurador-geral do Trabalho.
 
O novo ministro sempre sonhou em ser juiz, antes mesmo de entrar na faculdade. E como julgador defende uma “análise econômica do direito”, ou seja, que juízes também considerem o impacto econômico de suas decisões. “Se determinada decisão causar um desequilíbrio na relação empregado-empregador, vai repercutir nas atitudes futuras de empregados e empregadores”, diz ele, em entrevista ao Valor. A seguir os principais trechos da conversa.
 
Valor: A existência da Justiça do Trabalho está ameaçada?
 
Amaury Rodrigues Pinto Junior: Não. A área trabalhista é absolutamente necessária. A relação entre empregado e empregador nunca vai deixar de existir. Algumas pessoas chegaram a cogitar a extinção da Justiça do Trabalho, mas não pensaram direito nas consequências. As revoluções resultam da opressão. O povo oprimido acaba se revoltando. Por mais que você se sinta oprimido terá uma válvula de escape. Você vai ter a Justiça do Trabalho como um canal em que pode fazer a reclamação, apresentar a indignação e vai ter uma resposta. A Justiça do trabalho é essencial para uma nação livre e democrática. Não vejo riscos.
 
Valor: A reforma trabalhista aprimorou as relações de trabalho ou gerou perdas aos empregados?
 
Amaury Rodrigues: As relações trabalhistas são sempre muito dinâmicas e acompanham a evolução da sociedade e, por isso, a legislação trabalhista precisa ser modernizada. A reforma trabalhista fez uma modernização radical, muito grande. Teve muitos prós e contras também. Há questões que precisam ser aprimoradas, mais trabalhadas, e novas legislações precisam ser edificadas para viabilizar uma melhoria na relação capital-trabalho. Mas também há importantes questões.
 
Valor: Quais?
 
Amaury Rodrigues: Uma questão interessante da reforma trabalhista é a da sucumbência. Isso dá o contrapeso à possibilidade de formular pretensões. Quando não há consequência nenhuma, você pede à vontade. Então, os pedidos eram múltiplos, cada vez mais inchados. Muitas vezes pedidos temerários eram formulados, porque o máximo que pode acontecer é eu não ganhar o que estou pedindo. O que eu escutava do lado empresarial como juiz era que, quando ganhavam a ação, mesmo assim perdiam porque a empresa tinha que pagar os honorários com base no valor da ação que estava na petição inicial. Hoje essa questão se tornou mais adequada à nossa realidade. O advogado trabalhista vai pedir aquilo que ele acha que tem chance de ganhar, senão vai perder na sucumbência. Isso não reduziu a quantidade de ações trabalhistas, mas com certeza reduziu a quantidade de pedidos na ação e os valores.
 
Valor: E o que ainda precisa ser aprimorado?
 
Amaury Rodrigues: A reforma estabeleceu a prevalência do negociado sobre o legislado e atribuiu aos sindicatos um poder muito grande, uma capacidade negocial muito grande. Teoricamente isso é excelente. Negociar é sempre melhor do que legislar. Ao mesmo tempo, os sindicatos tiveram a sua capacidade econômica reduzida porque ficaram sem fonte de sustento. Como eu vou ter uma capacidade negocial se eu não tenho capacidade econômica? Essa é uma dificuldade que eu vislumbro e é clara na relação trabalhista. A hipossuficiência econômica do trabalhador faz com que a sua vontade não seja tão livre quanto seria em relações negociais equilibradas. Parece-me que, ao mesmo tempo que se estabelece o fator negocial como prevalente, deveria se estabelecer mecanismos para garantir aos trabalhadores em entidades coletivas, sindicais ou representativas da categoria força para negociarem em igualdade de condições com o setor empresarial. A negociação coletiva é tanto mais legítima quanto mais o sindicato for representativo da sua categoria e tiver condições de negociar de igual para igual.
 
Valor: A reforma pode ajudar nesse momento de desemprego e dificuldade das empresas?
 
Amaury Rodrigues: Se a proposta era mudar a legislação para aumentar a quantidade de empregos, talvez fosse melhor pensar na alteração da legislação tributária, que onera a folha de pagamentos. Isso talvez proporcionasse maior abertura de emprego que a própria mudança trabalhista. Vieram algumas adequações da legislação que realmente diminuíram o ônus do empresário, como a sucumbência. Se diminuiu o ônus de uma contratação, eventualmente eu posso pensar em contratar em situação que não contrataria. Não que a alteração da legislação por si só cause aumento na quantidade de empregos oferecidos, mas reflexamente isso poderia acontecer.
 
Valor: A análise econômica do direito, que ganha força no Judiciário, se aplica à Justiça do Trabalho?
 
Amaury Rodrigues: A análise econômica do direito é essencial em qualquer ramo jurídico, incluindo o direito do trabalho. Ela faz sentido na medida em que você vai avaliar a própria justiça das decisões e as consequências jurídicas das decisões. O empresário deve pensar sob o ângulo econômico da legislação do direito, mas principalmente os juízes, ao sentenciarem, devem prestar atenção na consequência de suas decisões. A análise econômica do direito é muito interessante porque se determinada decisão causar um desequilíbrio na relação empregado-empregador, vai repercutir nas atitudes futuras de empregados e empregadores.
 
Valor: Dizem que alguns ministros do TST gostam de direito do trabalho e outros de direito da empresa? Vê essa diferença?
 
Amaury Rodrigues: Não. Já escutei várias pessoas dizendo que no direito do trabalho só o empregado ganha. Não é verdade. E não deve ser verdade. Ganha quem tem razão, independentemente de ser empregado ou ser empregador. Por outro lado, também já ouvi que a Justiça está excessivamente empresarial, que o empregado está desamparado e não deve ser assim.
 
Fonte: Valor Econômico

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
Sintrabor rejeita proposta da Titan sobre escala 6×1
Força 15 MAI 2026

Sintrabor rejeita proposta da Titan sobre escala 6×1

Sintepav-BA intensifica mobilizações salariais
Força 15 MAI 2026

Sintepav-BA intensifica mobilizações salariais

Força Sindical recebe debate nacional sobre jornada
Força 14 MAI 2026

Força Sindical recebe debate nacional sobre jornada

Debate sobre jornada menor mobiliza trabalhadores em SP
Força 14 MAI 2026

Debate sobre jornada menor mobiliza trabalhadores em SP

Regional Alto Tietê da Força Sindical debate eleições de 2026
Força 14 MAI 2026

Regional Alto Tietê da Força Sindical debate eleições de 2026

Sinthoresp amplia instalação de totens informativos
Força 14 MAI 2026

Sinthoresp amplia instalação de totens informativos

Heróis da Saúde 2026 celebra profissionais em SP
Força 14 MAI 2026

Heróis da Saúde 2026 celebra profissionais em SP

Manifestações não costumeiras; por João Guilherme
Artigos 14 MAI 2026

Manifestações não costumeiras; por João Guilherme

Campanha reforça combate ao feminicídio
Força 13 MAI 2026

Campanha reforça combate ao feminicídio

Conselhão debate mudanças e segurança pública
Força 13 MAI 2026

Conselhão debate mudanças e segurança pública

FEQUIMFAR debate desafios sindicais com suecos
Força 13 MAI 2026

FEQUIMFAR debate desafios sindicais com suecos

Audiência sobre redução da jornada terá Hugo Motta e Marinho
Força 13 MAI 2026

Audiência sobre redução da jornada terá Hugo Motta e Marinho

Metalúrgicos da Bonfanti aprovam renovação da PLR, em Leme
Força 13 MAI 2026

Metalúrgicos da Bonfanti aprovam renovação da PLR, em Leme

Metalúrgicos de Guarulhos homenageiam mães com confraternização
Força 13 MAI 2026

Metalúrgicos de Guarulhos homenageiam mães com confraternização

Semana do Trabalhador amplia cidadania na Esplanada
Imprensa 12 MAI 2026

Semana do Trabalhador amplia cidadania na Esplanada

Sindnapi promove oficina financeira para aposentados no RS
Força 12 MAI 2026

Sindnapi promove oficina financeira para aposentados no RS

Sindec-POA desmente acordo com Zaffari e comenta condições de trabalho
Força 12 MAI 2026

Sindec-POA desmente acordo com Zaffari e comenta condições de trabalho

Especialistas debatem redução da jornada na Unicamp
Imprensa 12 MAI 2026

Especialistas debatem redução da jornada na Unicamp

Metalúrgicos da Dex aprovam PLR com mínimo de R$ 24 mil
Força 12 MAI 2026

Metalúrgicos da Dex aprovam PLR com mínimo de R$ 24 mil

Sintrabor alerta sobre renúncia ilegal de direitos
Força 11 MAI 2026

Sintrabor alerta sobre renúncia ilegal de direitos

Campanha salarial mobiliza construção civil em São Paulo
Força 11 MAI 2026

Campanha salarial mobiliza construção civil em São Paulo

Metalúrgicos SP debatem jornada menor e saúde mental
Força 11 MAI 2026

Metalúrgicos SP debatem jornada menor e saúde mental

Homenagem celebra mães metalúrgicas em São Paulo
Força 11 MAI 2026

Homenagem celebra mães metalúrgicas em São Paulo

Diretoria dos Químicos de Lorena toma posse para novo mandato
Força 11 MAI 2026

Diretoria dos Químicos de Lorena toma posse para novo mandato

Comissão amplia debates sobre fim da escala 6×1
Força 11 MAI 2026

Comissão amplia debates sobre fim da escala 6×1

CNS destaca 48 anos da luta antimanicomial
Força 8 MAI 2026

CNS destaca 48 anos da luta antimanicomial

Eletricitários SP sorteiam prêmios e reforçam recadastramento
Força 8 MAI 2026

Eletricitários SP sorteiam prêmios e reforçam recadastramento

Sintepav-BA defende jornada menor e valorização
Força 8 MAI 2026

Sintepav-BA defende jornada menor e valorização

Sinthoresp amplia diálogo e debate valorização feminina
Força 8 MAI 2026

Sinthoresp amplia diálogo e debate valorização feminina

Serginho critica uso do FGTS no Desenrola
Força 8 MAI 2026

Serginho critica uso do FGTS no Desenrola

Aguarde! Carregando mais artigos...