Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
2 JUL 2026

Imagem do dia

Veja fotos 7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Ocupação supera nível pré-crise em 5 áreas

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Imprensa

Ocupação supera nível pré-crise em 5 áreas

Informalidade sustente criação de postos de trabalho; alimentação e transportes lideram processo
Ocupação supera nível pré-crise em 5 áreasCrédito: Divulgação
A crise econômica que jogou milhões de pessoas na informalidade mudou também a composição do emprego por setor na economia. Em cinco grupamentos de atividade acompanhados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de ocupados superou no segundo trimestre o registrado no período imediatamente anterior à recessão, com destaque para alimentação e transporte.

Foram esses segmentos que receberam parte dos trabalhadores que perderam seus empregos e agora têm uma população ocupada maior que em 2014.

Essa recuperação relativa passa longe da indústria e da construção civil, que cortaram milhões de vagas e ainda têm um número de ocupados bem abaixo daquele ano.

Segundo dados da Pnad Contínua trimestral, do IBGE, a construção civil perdeu 1,25 milhão de trabalhadores na comparação com segundo trimestre deste ano com o mesmo período de 2014. Uma queda de 16% no total de ocupados no setor. A indústria demitiu também 1,25 milhão (-9,5%), a agropecuária, outro 1,27 milhão (-13%). Neste último caso, a queda tem a ver também com o aumento de absorção de tecnologia pelo setor.

Na ponta oposta, o segmento de alojamento e alimentação teve no segundo trimestre deste ano um acréscimo de 1,1 milhão de trabalhadores em relação a quatro anos atrás, num aumento expressivo de 26%. Transporte aumentou seu contingente de ocupados em 9,6%, ou 409 mil pessoas. Outros serviços tinham 607 mil empregados a mais, um aumento de 15% sobre 2014. O serviço doméstico agregou mais 234 mil trabalhadores, num aumento de 4% sobre 2014. O grupo que inclui administração pública, educação, saúde e defesa ganhou mais 990 mil contratados, com aumento de 6,5% no total de empregados.

Completando os dez grupamentos de atividade acompanhados pelo IBGE, comércio e reparação de veículos têm praticamente o mesmo número de ocupados de quatro anos atrás, e o setor financeiro, imobiliário e de administração perdeu 357 mil empregados, ou 3,5% do total de 2014.

Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, diz que o aumento da ocupação em segmentos como alimentação, transportes e outros serviços (manicure, cabeleireiro, manutenção etc.) está relacionado ao trabalho sem carteira assinada. "São os segmentos mais aderentes à informalidade. Parte deles é empregado sem carteira ou por conta própria. Trabalhar com alimentos, como ambulante, é uma das primeiras válvulas de escape para quem perdeu o emprego. Nos transportes, o aumento coincide com a entrada dos aplicativos no Brasil", diz.

É o que o economista Nelson Marconi, da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (EAESP-FGV), chama de "economia das quentinhas". "Setores como a indústria perdem participação na ocupação, enquanto outros, como alojamento e alimentação, que pagam menores salários, contratam proporcionalmente mais. É a economia das quentinhas, a solução de última instância, porque sempre haverá demanda por elas", escreveu ele em artigo publicado pela revista "Conjuntura Econômica", do Ibre-FGV.

Um dos efeitos dessa mudança no mercado de trabalho, além da falta de estabilidade e benefícios sociais como Previdência, seguro-desemprego e FGTS, é a queda de renda nos segmentos que viram seu contingente de trabalhadores aumentar. Segundo dados do IBGE, ao aumento de 26% no número de trabalhadores em alimentação e alojamento, correspondeu uma queda de 9% na renda média em termos reais, no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período em 2014. Em transportes e outros serviços, o recuo foi de 9,5%. Na indústria, houve aumento de 2,6%. Na construção, setor atingido pela crise e pela Lava-Jato, além da perda de vagas o salário médio caiu 9,4%.

Com a recuperação muito lenta da economia, é improvável que indústria e construção retomem os números pré-crise rapidamente. "O emprego na construção vai aumentar à medida que houver estabilidade, quando a população se sentir segura para investir em imóveis e houver a volta dos investimentos em infraestrutura. A indústria sofre com o poder de compra mais baixo", diz Azeredo.

"O que depende do aumento da massa de renda, de carteira de trabalho, de um cenário político mais estável, sofre mais. Visto de outra forma, perdemos 4 milhões de vagas de trabalho formal e até hoje não houve recuperação", afirmou, acrescentando que a queda do emprego formal desacelerou, mas não acabou.

O técnico do IBGE observa que o mercado de trabalho está preso a um círculo vicioso: a falta de estabilidade e os baixos salários levam a menos consumo, que gera menos atividade, que resulta em menos emprego.

Azeredo ainda cita o que, para ele, é o efeito mais perverso dessa ciranda: a subutilização e o desalento. "Há toda uma população que, embora ocupada, está subutilizada e quer trabalhar mais", diz, referindo-se a 5 milhões de pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana.

Há ainda 8 milhões que estão fora da força de trabalho, mas gostariam de obter uma ocupação; 60% delas estão no desalento (desistiram de procurar emprego), o que, segundo Azeredo, dá a falsa ideia de queda do desemprego. Na soma com os mais de 13 milhões de desempregados, o total é de 27 milhões de pessoas subutilizadas.

Para Marconi, o aumento da participação de empregados com carteira no mercado de trabalho passa pela recuperação da economia e, em menor grau, pela redução do encargo sobre a folha das empresas. E ainda é preciso melhorar a estrutura produtiva e uma política educacional que melhore a qualificação dos trabalhadores, diz.

Na indústria, um setor que tradicionalmente gera mais emprego formal, as perspectivas ainda não melhoraram. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) entre maio e junho o setor cortou quase 27 mil empregos com carteira assinada, após quatro meses de saldos positivos.

A greve dos caminhoneiros pode ter influenciado, mas, para o diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Julio Gomes de Almeida, a situação frágil da indústria vai além dos efeitos da paralisação. Há crescimento lento de produção, mas as exportações de manufaturados, que deram fôlego ao setor algum tempo atrás, caem há três meses. Ele avalia que a greve de maio pesou nas expectativas. "Há falta de confiança e a cautela se reflete nos investimentos e no emprego", diz.

 

Fonte: Valor

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
Ato do dia 10 reforça luta pelo fim da escala 6×1
Força 7 AGO 2026

Ato do dia 10 reforça luta pelo fim da escala 6×1

Reunião com Boulos fortalece luta pela redução da jornada
Força 7 AGO 2026

Reunião com Boulos fortalece luta pela redução da jornada

Plano Verão reforça proteção contra calor no trabalho
Força 7 AGO 2026

Plano Verão reforça proteção contra calor no trabalho

SISPESP debate futuro do serviço público no SUBRAC 2026
Força 7 AGO 2026

SISPESP debate futuro do serviço público no SUBRAC 2026

Fiscalização do Sindec-POA garante direitos após denúncias
Força 7 AGO 2026

Fiscalização do Sindec-POA garante direitos após denúncias

Sintepav-BA conquista serviço de telemedicina para trabalhadores da construção pesada
Força 7 AGO 2026

Sintepav-BA conquista serviço de telemedicina para trabalhadores da construção pesada

Aposentados da Pirelli contestam alta no convênio médico
Força 7 AGO 2026

Aposentados da Pirelli contestam alta no convênio médico

FEESSEMG reforça mobilização após assembleia sobre ACT
Força 6 AGO 2026

FEESSEMG reforça mobilização após assembleia sobre ACT

Projeto certifica refugiados para atuar na hospitalidade
Força 6 AGO 2026

Projeto certifica refugiados para atuar na hospitalidade

Força Sindical SP organiza mobilização para ato de 10 de agosto
Força 6 AGO 2026

Força Sindical SP organiza mobilização para ato de 10 de agosto

Dia 10 terá mobilização nacional pela jornada de 40 horas
Força 6 AGO 2026

Dia 10 terá mobilização nacional pela jornada de 40 horas

NOTA SOBRE A TAXA SELIC
Força 5 AGO 2026

NOTA SOBRE A TAXA SELIC

Sindicalistas apresentam pautas a Simone Tebet em São Paulo
Força 5 AGO 2026

Sindicalistas apresentam pautas a Simone Tebet em São Paulo

Eletricitários reforçam mobilização pelo fim da escala 6×1
Força 5 AGO 2026

Eletricitários reforçam mobilização pelo fim da escala 6×1

Sinpospetro RJ reforça saúde mental com curso sobre NR-1
Força 5 AGO 2026

Sinpospetro RJ reforça saúde mental com curso sobre NR-1

CNTM celebra 38 anos e reforça mobilização nacional
Força 5 AGO 2026

CNTM celebra 38 anos e reforça mobilização nacional

Frentistas do RJ intensificam mobilização por ganho real
Força 4 AGO 2026

Frentistas do RJ intensificam mobilização por ganho real

Sintepav-BA divulga tabela salarial atualizada da categoria
Força 4 AGO 2026

Sintepav-BA divulga tabela salarial atualizada da categoria

Força Sindical MG promove seminário sobre Direito do Trabalho
Força 4 AGO 2026

Força Sindical MG promove seminário sobre Direito do Trabalho

Sindicalistas fortalecem pacto contra o feminicídio
Força 4 AGO 2026

Sindicalistas fortalecem pacto contra o feminicídio

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas
Artigos 4 AGO 2026

Agosto Lilás – uma campanha de todos e todas

Centrais alinham panfletagem para o Dia Nacional de Luta
Força 4 AGO 2026

Centrais alinham panfletagem para o Dia Nacional de Luta

Sindicato amplia presença digital e aproxima trabalhadores
Força 4 AGO 2026

Sindicato amplia presença digital e aproxima trabalhadores

Paulinho da Força está e sempre esteve ao lado dos trabalhadores
Força 3 AGO 2026

Paulinho da Força está e sempre esteve ao lado dos trabalhadores

Ganho real prevalece nas negociações salariais em 2026
Força 3 AGO 2026

Ganho real prevalece nas negociações salariais em 2026

Força Sindical reforça mobilização pela redução da jornada
Força 3 AGO 2026

Força Sindical reforça mobilização pela redução da jornada

Brasil e México fortalecem ação sindical das mulheres
Relações Internacionais 3 AGO 2026

Brasil e México fortalecem ação sindical das mulheres

Sinthoresp fortalece lazer para trabalhadores no litoral
Força 3 AGO 2026

Sinthoresp fortalece lazer para trabalhadores no litoral

Nota de pesar pelo falecimento do advogado Arouca
Força 3 AGO 2026

Nota de pesar pelo falecimento do advogado Arouca

Centrais sindicais debatem tarifaço com ministro da Indústria
Força 31 JUL 2026

Centrais sindicais debatem tarifaço com ministro da Indústria

Aguarde! Carregando mais artigos...