Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Ocupação supera nível pré-crise em 5 áreas

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Imprensa

Ocupação supera nível pré-crise em 5 áreas

Informalidade sustente criação de postos de trabalho; alimentação e transportes lideram processo
Ocupação supera nível pré-crise em 5 áreasCrédito: Divulgação
A crise econômica que jogou milhões de pessoas na informalidade mudou também a composição do emprego por setor na economia. Em cinco grupamentos de atividade acompanhados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de ocupados superou no segundo trimestre o registrado no período imediatamente anterior à recessão, com destaque para alimentação e transporte.

Foram esses segmentos que receberam parte dos trabalhadores que perderam seus empregos e agora têm uma população ocupada maior que em 2014.

Essa recuperação relativa passa longe da indústria e da construção civil, que cortaram milhões de vagas e ainda têm um número de ocupados bem abaixo daquele ano.

Segundo dados da Pnad Contínua trimestral, do IBGE, a construção civil perdeu 1,25 milhão de trabalhadores na comparação com segundo trimestre deste ano com o mesmo período de 2014. Uma queda de 16% no total de ocupados no setor. A indústria demitiu também 1,25 milhão (-9,5%), a agropecuária, outro 1,27 milhão (-13%). Neste último caso, a queda tem a ver também com o aumento de absorção de tecnologia pelo setor.

Na ponta oposta, o segmento de alojamento e alimentação teve no segundo trimestre deste ano um acréscimo de 1,1 milhão de trabalhadores em relação a quatro anos atrás, num aumento expressivo de 26%. Transporte aumentou seu contingente de ocupados em 9,6%, ou 409 mil pessoas. Outros serviços tinham 607 mil empregados a mais, um aumento de 15% sobre 2014. O serviço doméstico agregou mais 234 mil trabalhadores, num aumento de 4% sobre 2014. O grupo que inclui administração pública, educação, saúde e defesa ganhou mais 990 mil contratados, com aumento de 6,5% no total de empregados.

Completando os dez grupamentos de atividade acompanhados pelo IBGE, comércio e reparação de veículos têm praticamente o mesmo número de ocupados de quatro anos atrás, e o setor financeiro, imobiliário e de administração perdeu 357 mil empregados, ou 3,5% do total de 2014.

Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, diz que o aumento da ocupação em segmentos como alimentação, transportes e outros serviços (manicure, cabeleireiro, manutenção etc.) está relacionado ao trabalho sem carteira assinada. "São os segmentos mais aderentes à informalidade. Parte deles é empregado sem carteira ou por conta própria. Trabalhar com alimentos, como ambulante, é uma das primeiras válvulas de escape para quem perdeu o emprego. Nos transportes, o aumento coincide com a entrada dos aplicativos no Brasil", diz.

É o que o economista Nelson Marconi, da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (EAESP-FGV), chama de "economia das quentinhas". "Setores como a indústria perdem participação na ocupação, enquanto outros, como alojamento e alimentação, que pagam menores salários, contratam proporcionalmente mais. É a economia das quentinhas, a solução de última instância, porque sempre haverá demanda por elas", escreveu ele em artigo publicado pela revista "Conjuntura Econômica", do Ibre-FGV.

Um dos efeitos dessa mudança no mercado de trabalho, além da falta de estabilidade e benefícios sociais como Previdência, seguro-desemprego e FGTS, é a queda de renda nos segmentos que viram seu contingente de trabalhadores aumentar. Segundo dados do IBGE, ao aumento de 26% no número de trabalhadores em alimentação e alojamento, correspondeu uma queda de 9% na renda média em termos reais, no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período em 2014. Em transportes e outros serviços, o recuo foi de 9,5%. Na indústria, houve aumento de 2,6%. Na construção, setor atingido pela crise e pela Lava-Jato, além da perda de vagas o salário médio caiu 9,4%.

Com a recuperação muito lenta da economia, é improvável que indústria e construção retomem os números pré-crise rapidamente. "O emprego na construção vai aumentar à medida que houver estabilidade, quando a população se sentir segura para investir em imóveis e houver a volta dos investimentos em infraestrutura. A indústria sofre com o poder de compra mais baixo", diz Azeredo.

"O que depende do aumento da massa de renda, de carteira de trabalho, de um cenário político mais estável, sofre mais. Visto de outra forma, perdemos 4 milhões de vagas de trabalho formal e até hoje não houve recuperação", afirmou, acrescentando que a queda do emprego formal desacelerou, mas não acabou.

O técnico do IBGE observa que o mercado de trabalho está preso a um círculo vicioso: a falta de estabilidade e os baixos salários levam a menos consumo, que gera menos atividade, que resulta em menos emprego.

Azeredo ainda cita o que, para ele, é o efeito mais perverso dessa ciranda: a subutilização e o desalento. "Há toda uma população que, embora ocupada, está subutilizada e quer trabalhar mais", diz, referindo-se a 5 milhões de pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana.

Há ainda 8 milhões que estão fora da força de trabalho, mas gostariam de obter uma ocupação; 60% delas estão no desalento (desistiram de procurar emprego), o que, segundo Azeredo, dá a falsa ideia de queda do desemprego. Na soma com os mais de 13 milhões de desempregados, o total é de 27 milhões de pessoas subutilizadas.

Para Marconi, o aumento da participação de empregados com carteira no mercado de trabalho passa pela recuperação da economia e, em menor grau, pela redução do encargo sobre a folha das empresas. E ainda é preciso melhorar a estrutura produtiva e uma política educacional que melhore a qualificação dos trabalhadores, diz.

Na indústria, um setor que tradicionalmente gera mais emprego formal, as perspectivas ainda não melhoraram. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) entre maio e junho o setor cortou quase 27 mil empregos com carteira assinada, após quatro meses de saldos positivos.

A greve dos caminhoneiros pode ter influenciado, mas, para o diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Julio Gomes de Almeida, a situação frágil da indústria vai além dos efeitos da paralisação. Há crescimento lento de produção, mas as exportações de manufaturados, que deram fôlego ao setor algum tempo atrás, caem há três meses. Ele avalia que a greve de maio pesou nas expectativas. "Há falta de confiança e a cautela se reflete nos investimentos e no emprego", diz.

 

Fonte: Valor

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
Manifesto reforça luta por saúde no trabalho
Força 24 ABR 2026

Manifesto reforça luta por saúde no trabalho

Centrais convocam ato contra juros altos na Paulista
Força 24 ABR 2026

Centrais convocam ato contra juros altos na Paulista

Centrais ampliam mobilização do 1º de Maio em todo país
1º de Maio 24 ABR 2026

Centrais ampliam mobilização do 1º de Maio em todo país

“Fala Aí Rodrigo” debate saúde e segurança do trabalhador
Força 24 ABR 2026

“Fala Aí Rodrigo” debate saúde e segurança do trabalhador

FEQUIMFAR celebra 68 anos e reafirma compromisso com o futuro da classe trabalhadora
Artigos 24 ABR 2026

FEQUIMFAR celebra 68 anos e reafirma compromisso com o futuro da classe trabalhadora

SinSaúdeSP intensifica atuação na Câmara Municipal
Força 24 ABR 2026

SinSaúdeSP intensifica atuação na Câmara Municipal

Sindec notifica 62 empresas no feriado de Tiradentes
Força 24 ABR 2026

Sindec notifica 62 empresas no feriado de Tiradentes

Sindicalistas debatem pauta trabalhista e eleições 2026
Força 23 ABR 2026

Sindicalistas debatem pauta trabalhista e eleições 2026

1º de Maio mobiliza químicos em todo o estado de SP
1º de Maio 23 ABR 2026

1º de Maio mobiliza químicos em todo o estado de SP

Metalúrgicos SP mobilizam base para o 1º de Maio
1º de Maio 23 ABR 2026

Metalúrgicos SP mobilizam base para o 1º de Maio

Conclat e Marcha evidenciam organização do sindicalismo
Palavra do Presidente 23 ABR 2026

Conclat e Marcha evidenciam organização do sindicalismo

Força Sindical participa de congresso na França
Força 22 ABR 2026

Força Sindical participa de congresso na França

Sindnapi promove tarde de cinema e integração para associados e convidados
Força 17 ABR 2026

Sindnapi promove tarde de cinema e integração para associados e convidados

Presidente da Fequimfar reforça pauta em diálogo com Alckmin
Força 17 ABR 2026

Presidente da Fequimfar reforça pauta em diálogo com Alckmin

Metalúrgicos SP realizam assembleias e retomam direitos
Força 17 ABR 2026

Metalúrgicos SP realizam assembleias e retomam direitos

1º de Maio é nos Metalúrgicos SP com sorteios e premiações
1º de Maio 16 ABR 2026

1º de Maio é nos Metalúrgicos SP com sorteios e premiações

CSPB celebra avanço da negociação coletiva no setor público
Força 16 ABR 2026

CSPB celebra avanço da negociação coletiva no setor público

Miguel Torres agradece participação na marcha em Brasília
Conclat 16 ABR 2026

Miguel Torres agradece participação na marcha em Brasília

Fotos da Conclat 2026
Conclat 16 ABR 2026

Fotos da Conclat 2026

Presidente da Força defende jornada menor em encontro com Lula
Conclat 16 ABR 2026

Presidente da Força defende jornada menor em encontro com Lula

Lula recebe pauta das centrais após marcha em Brasília
Conclat 16 ABR 2026

Lula recebe pauta das centrais após marcha em Brasília

Sindnapi reforça defesa dos aposentados na Marcha em Brasília
Conclat 16 ABR 2026

Sindnapi reforça defesa dos aposentados na Marcha em Brasília

Sinthoresp reforça luta contra escala 6×1 na CONCLAT
Conclat 16 ABR 2026

Sinthoresp reforça luta contra escala 6×1 na CONCLAT

Borracheiros de SP ampliam força na CONCLAT 2026
Conclat 16 ABR 2026

Borracheiros de SP ampliam força na CONCLAT 2026

Centrais entregam pauta a Hugo Motta na Câmara
Conclat 15 ABR 2026

Centrais entregam pauta a Hugo Motta na Câmara

Centrais marcham à Praça dos Três Poderes após CONCLAT
Conclat 15 ABR 2026

Centrais marcham à Praça dos Três Poderes após CONCLAT

Miguel Torres destaca unidade em ato em Brasília
Conclat 15 ABR 2026

Miguel Torres destaca unidade em ato em Brasília

Milhares de trabalhadores fazem grande ato por direitos em Brasília
Conclat 15 ABR 2026

Milhares de trabalhadores fazem grande ato por direitos em Brasília

Flávio Dino recebe pauta jurídica das centrais sindicais
Conclat 15 ABR 2026

Flávio Dino recebe pauta jurídica das centrais sindicais

Centrais divulgam agenda jurídica no STF e TST
Conclat 14 ABR 2026

Centrais divulgam agenda jurídica no STF e TST

Aguarde! Carregando mais artigos...