Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Proposta de reforma sindical acaba com registro e fiscalização do governo

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Imprensa

Proposta de reforma sindical acaba com registro e fiscalização do governo

Conforme matéria de Thiago Resende e Thais Arbex publicado na Folha de São Paulo, o governo Jair Bolsonaro prepara uma reforma para que os sindicatos passem a funcionar com a lógica de livre mercado. Pela proposta, o Estado deixaria de ter participação na relação entre empregados e empregadores.

A atuação das entidades passaria a ser fiscalizada pelos próprios associados.

Embora a Constituição garanta a liberdade sindical e a livre associação, há uma série de entraves e um trâmite burocrático junto ao Executivo para que uma entidade saia, de fato, do papel.

Hoje, é possível que alguns sindicatos atuem informalmente. Entretanto, somente com o registro dado pelo governo o sindicato pode exercer todas as suas funções, como ter o poder de acionar a Justiça, como uma entidade, contra uma empresa ou para defender uma categoria.

Rogério Marinho, secretário especial de Previdência e Trabalho/Agência Brasil

Membro da Comissão de Direitos Sociais do Conselho Federal da OAB, o advogado trabalhista Mauro Menezes explicou que o registro é também uma forma de garantir o cumprimento da regra de unicidade sindical.

Esse sistema em vigor atualmente veda a existência de mais de uma organização sindical por categoria profissional em uma localidade —seja município ou municípios, seja estado ou estados, seja em todo o território nacional.

“O fato de ter sido eliminado o financiamento obrigatório não elimina a representação única”, afirmou Menezes.

O departamento responsável pelo registro sindical chegou a ser abrigado no Ministério da Justiça, de Sergio Moro, mas voltou para o comando do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Não tem sentido o governo tutelar a relação entre quem trabalha e quem emprega nas questões específicas, que são absolutamente distintas em milhares de empresas no Brasil”, disse o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

Ao contrário do anunciado no início deste ano, o projeto de reforma sindical do governo deve ser apresentado somente após março de 2020.

As mudanças têm de ser feitas por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que, para ser aprovada, precisa dos votos favoráveis de dois terços dos congressistas em duas votações na Câmara e mais duas no Senado.

O envio do projeto do governo ao Congresso estava previsto para este ano, mas o plano foi adiado. “Pela complexidade do tema”, disse Marinho.

Os detalhes estão em discussão entre técnicos da equipe econômica e um grupo de especialistas e juristas.

“Quem quiser fazer um sindicato no futuro não precisará recorrer ao governo. Por outro lado, o sindicato deverá necessariamente ter representatividade e pertinência para existir”, disse o secretário.

Sindicalistas afirmam que não estão participando do debate com o ministério. Por isso, articularam em paralelo o avanço de outra PEC sobre o tema no Congresso.

“Nosso objetivo é dar maior liberdade para a organização sindical, retirar o Estado da relação entre empregado e empregador e permitir uma relação mais leve entre trabalhadores e sindicatos”, afirmou o deputado Marcelo Ramos (PL-AM), autor da proposta.

A ideia é acelerar a tramitação da proposta, enquanto o time de Bolsonaro ainda finaliza o projeto do Executivo.

Paulo Pereira da Silva, deputado federal SD-SP

Paulo Pereira da Silva, deputado federal SD-SP

“Nossa PEC está para votação na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça da Câmara] na terça [10]. Nossa prioridade é fazê-la avançar. A proposta do governo pode ser juntada depois”, disse o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

Nos bastidores, a preocupação dos sindicalistas é que a proposta do governo seja apresentada com amarras que, na prática, acabariam com as entidades. O Brasil tem, hoje, mais de 16 mil sindicatos, aqui incluído de trabalhadores e de empresários.

Ricardo Patah, presidente da UGT/Foto:Arquivo CMS

Ricardo Patah, presidente da UGT/Foto:Arquivo CMS

“O que o governo quer é exterminar o movimento sindical. Essa é a vocação dele”, afirmou Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores).

Embora sindicalistas e governo tenham afinidade em alguns pontos —como o fim da tutela do Estado na relação entre sindicatos e trabalhadores e entre as entidades e as empresas—, os dirigentes das principais centrais do país dizem que há um temor em relação à proposta do Executivo para acabar com a limitação para criação de sindicatos.

A ideia é acabar com a unicidade sindical. Com o objetivo de aumentar a concorrência, a equipe econômica de Bolsonaro quer permitir que mais de uma entidade possa representar uma categoria em uma mesma região específica do país.

“É uma liberdade que precisa de um mínimo de regulação. Não pode ser um libera geral”, afirma Clemente Ganz, diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Técnicos também discutem que seja liberada a criação de sindicatos por empresa. A ideia, porém, ainda terá de passar pelo aval de integrantes da cúpula do Ministério da Economia.

O presidente da comissão especial da Reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos, durante entrevista coletiva para divulgar balanço das atividades da comissão.

Juristas argumentam que a medida elevaria a resolução de conflitos e reduziria o número de processos judiciais. Para os sindicalistas, contudo, a possibilidade de cada empresa ter sua própria entidade de representação enfraqueceria o movimento sindical no país.

No entanto, entidades dizem acreditar que a pulverização da organização, com o fim da unicidade sindical, pode enfraquecer o movimento em prol dos empregados. Algumas centrais defendem uma transição para isso.

Juruna

João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.

“Hoje, os sindicatos negociam para todos os trabalhadores. Se não tiver um mínimo de organização, pelo menos por categoria, não haverá mais segurança jurídica”, afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

O projeto em elaboração pelo governo também deve permitir que cada sindicato tenha uma estratégia própria para a filiação do trabalhador e contribuição para a atividade sindical, desde que não seja obrigatória.

“Ela [a contribuição] vai acontecer naturalmente em função da qualidade dos serviços prestados por cada entidade, associação, e principalmente pela ocasião da celebração de acordos e convenções coletivas”, afirmou Marinho.

Sem a restrição para criação de sindicatos, o trabalhador poderia escolher qual organização pretende financiar, defende o governo.

Ex-deputado federal, Marinho foi o relator da reforma trabalhista durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), que tornou opcional a contribuição sindical.

Depois que o projeto foi aprovado pelo Congresso, parte das novas regras trabalhistas foi questionada no STF (Supremo Tribunal Federal).

Quando os ministros declararam constitucional o fim da contribuição sindical obrigatória, o ministro Luís Roberto Barroso defendeu que o Congresso desse continuidade à reforma trabalhista e, assim, acabasse com a regra que limita a criação de organizações para representar os trabalhadores.

Fonte: Folha de São Paulo

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
FEQUIMFAR conclui nova etapa do Curso de Formação
Força 12 JUN 2026

FEQUIMFAR conclui nova etapa do Curso de Formação

Sem acordo: eletricitários iniciam greve por tempo indeterminado
Força 12 JUN 2026

Sem acordo: eletricitários iniciam greve por tempo indeterminado

Centrais defendem PIX, empregos e soberania na 25 de Março
Força 12 JUN 2026

Centrais defendem PIX, empregos e soberania na 25 de Março

Metalúrgicos SP ampliam lutas e solidariedade na base
Força 11 JUN 2026

Metalúrgicos SP ampliam lutas e solidariedade na base

OIT declara apoio à luta pelo fim da escala 6X1 no Brasil
Força 11 JUN 2026

OIT declara apoio à luta pelo fim da escala 6X1 no Brasil

Força Sindical intensifica mobilização por jornada menor no Senado
Força 11 JUN 2026

Força Sindical intensifica mobilização por jornada menor no Senado

A verdadeira modernização é a redução da jornada e o fim da escala 6×1
Força 10 JUN 2026

A verdadeira modernização é a redução da jornada e o fim da escala 6×1

Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026
Força 10 JUN 2026

Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026

Força Sindical entra no clima da Copa e reforça mobilização
Força 10 JUN 2026

Força Sindical entra no clima da Copa e reforça mobilização

Semana do Cipeiro reforça prevenção nas fábricas, em Guarulhos
Força 10 JUN 2026

Semana do Cipeiro reforça prevenção nas fábricas, em Guarulhos

Frentistas do RJ iniciam campanha por ganho real
Força 10 JUN 2026

Frentistas do RJ iniciam campanha por ganho real

Sindnapi participa de reunião estratégica do SENAI em Manaus
Força 10 JUN 2026

Sindnapi participa de reunião estratégica do SENAI em Manaus

FEQUIMFAR debate desafios do trabalho e da democracia
Força 10 JUN 2026

FEQUIMFAR debate desafios do trabalho e da democracia

Força Sindical SP debate propostas para governo estadual
Força 9 JUN 2026

Força Sindical SP debate propostas para governo estadual

Sinpospetro RJ reforça presença nas madrugadas da Zona Sul
Força 9 JUN 2026

Sinpospetro RJ reforça presença nas madrugadas da Zona Sul

Sinpospetro RJ garante desconto em óculos para frentistas
Força 9 JUN 2026

Sinpospetro RJ garante desconto em óculos para frentistas

PEC 12/2026 e a institucionalização do trabalho sob demanda
Artigos 9 JUN 2026

PEC 12/2026 e a institucionalização do trabalho sob demanda

13º Renasttão debate saúde e segurança no trabalho
Força 9 JUN 2026

13º Renasttão debate saúde e segurança no trabalho

A luta continua: agora o foco é o Senado
Palavra do Presidente 9 JUN 2026

A luta continua: agora o foco é o Senado

Metalúrgicos SP avançam em PLR e reforçam luta por direitos
Força 9 JUN 2026

Metalúrgicos SP avançam em PLR e reforçam luta por direitos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Artigos 8 JUN 2026

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Sindnapi promove tradicional Baile Junino para associados em SP
Força 8 JUN 2026

Sindnapi promove tradicional Baile Junino para associados em SP

Força Sindical participa da 114ª Conferência da OIT
Força 8 JUN 2026

Força Sindical participa da 114ª Conferência da OIT

Sinthoresp amplia ações em saúde, educação e lazer para trabalhadores da categoria
Força 8 JUN 2026

Sinthoresp amplia ações em saúde, educação e lazer para trabalhadores da categoria

Escola de Hotelaria Sinthoresp abre matrículas a partir de 15 de junho
Força 8 JUN 2026

Escola de Hotelaria Sinthoresp abre matrículas a partir de 15 de junho

TRT mantém direito de greve e eletricitários param
Força 3 JUN 2026

TRT mantém direito de greve e eletricitários param

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer
Força 3 JUN 2026

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer

IndustriALL Brasil debate transição energética justa
Força 3 JUN 2026

IndustriALL Brasil debate transição energética justa

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve
Força 3 JUN 2026

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo
Força 3 JUN 2026

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo

Aguarde! Carregando mais artigos...