Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

São Paulo (SP): Nova economia aumenta risco de estresse

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Imprensa

São Paulo (SP): Nova economia aumenta risco de estresse

A substituição dos sistemas clássicos da industrialização por uma nova economia de serviços criou nos trabalhadores a necessidade de lidar com o público e atuar em equipe. A consequência disso é o aumento dos chamados riscos psicossociais no trabalho como estresse e assédio. Essa é a opinião do psicólogo espanhol Eusebio Rial González, chefe do observatório de risco da Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho.

De acordo com ele, os chefes precisam prestar atenção nos subordinados e encorajá-los a encontrar soluções para os seus problemas. ‘Achar que apenas os líderes sofrem com o estresse é um mito’, afirma. No Brasil para participar de um congresso da International Stress Management Association (Isma-BR), em Porto Alegre, González concedeu ao Valor a seguinte entrevista:

Valor: O que são riscos psicossociais e quais os mais frequentes no trabalho?

Eusebio Rial González: São os riscos à saúde mental dos funcionários que podem surgir da maneira como o trabalho é determinado, gerenciado e organizado. Os principais são o estresse, a violência e o assédio. Eles são considerados ‘riscos emergentes’, mas isso não significa que sejam novos. O fato é que hoje é dedicada mais atenção a esses problemas. Nas últimas décadas, os sistemas clássicos da industrialização foram substituídos por uma nova economia de serviços. Isso criou nos trabalhadores a necessidade de lidar com o público e atuar em equipe. A consequência disso é o aumento dos chamados riscos psicossociais, uma vez que as relações humanas no trabalho ficam cada vez mais complexas e interligadas. Além disso, muitas companhias reestruturaram e reduziram seus quadros, aumentaram sua dependência de práticas como terceirização, trabalho temporário e implementaram métodos como a produção enxuta. Essas estratégias visam aumentar os lucros e cortar os custos, mas também resultam na intensificação do trabalho e na preponderância de contratos precários, que levam à sensação crescente de insegurança no emprego.

Valor: Como esses riscos podem ser minimizados?

González: O líder precisa prestar atenção nos seus subordinados, perguntar a eles quais problemas estão enfrentando e encorajá-los a buscar soluções. Em todos os setores, e especialmente no de serviços, os trabalhadores são o melhor recurso de qualquer companhia. Isso se aplica particularmente às pequenas e médias empresas, pois elas têm uma capacidade menor de redistribuir o trabalho, de treinar novos funcionários e dependem mais das interações pessoais. Quando você perde um funcionário, pode também perder clientes.

Valor: Como o senhor vê esse problema em mercados emergentes como o do Brasil?

González: O Brasil se tornou um participante fundamental no cenário econômico mundial e acredito que ele trará uma conscientização renovada de que não podemos conduzir os negócios ‘como sempre’. O crescimento de uma economia não pode ocorrer em detrimento de seu povo. A segurança e a saúde no trabalho podem, e devem, ter um papel importante no desenvolvimento de uma economia sustentável. Países como o Brasil estão certos por se preocuparem com a sustentabilidade de seus recursos naturais, por razões morais e econômicas. É preciso garantir que essa mesma preocupação exista, e pelas mesmas razões, para se conseguir uma ‘vida no trabalho sustentável’. Caso contrário a economia e a força de trabalho irão florescer, mas também murchar rapidamente.

Valor: Quais níveis da força de trabalho estão mais vulneráveis aos riscos psicossociais?

González: Achar que apenas os líderes sofrem com o estresse é um mito. Esse é um problema que pode afetar qualquer um, independentemente de idade, raça, saúde, condição social, ocupação e setor. É claro que algumas pessoas são mais vulneráveis que outras, mas todos nós temos um ponto de ruptura. Um dos principais fatores de risco é o baixo controle sobre o trabalho. Ou seja, a falta de autonomia para decidir o que fazer, como e quando. E são exatamente os líderes que gozam de mais liberdade, poder, status e recursos para lidar com as demandas do trabalho. Portanto, o presidente-executivo de uma companhia de ônibus não sofre mais estresse que os motoristas. O que muda é o tipo e os fatores que provocam esse estresse.

Valor: Como as companhias vão lidar com os riscos psicossociais nos próximos anos? Elas estão cientes do tamanho do problema?

González: A preocupação está aumentando, mas ainda está longe do ideal, particularmente nas pequenas empresas – que na verdade são a grande maioria. E se elas não sabem que têm um problema, não tomam medidas para solucioná-lo. Quando os riscos psicossociais se tornam visíveis com altas taxas de absenteísmo, por exemplo, já é tarde demais para impedir danos às pessoas e à empresa. Os riscos vão crescer na medida em que o mercado continuar seguindo no rumo da terceirização e das ‘economias do conhecimento’, ainda mais dependentes do bem-estar mental de seus trabalhadores. Grandes empresas que possuem recursos e interesse em detectar os tipos de riscos aos negócios, sejam eles financeiros, ambientais ou relacionados a questões de recursos humanos, estão dando muita atenção à prevenção e gerenciamento do estresse.

Valor: Investir na prevenção desse tipo de risco, então, é essencial para a sobrevivência dos negócios?

González: Cuidar da saúde e segurança dos trabalhadores é uma obrigação legal e um dever, mas não devemos nos esquecer de que isso também faz sentido do ponto e vista dos negócios. Cortar investimentos em saúde e itens ligados às pessoas é um erro pelo qual as companhias vão pagar. Talvez não imediatamente, mas no médio prazo, quando as empresas com equipes mais saudáveis e motivadas seguirão com seus negócios.

Fonte: Informações do jornal Valor

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
Marcha a Brasília ganha reforço em convocação nacional
Força 27 MAR 2026

Marcha a Brasília ganha reforço em convocação nacional

CONCLAT 2026 E MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA
Força 27 MAR 2026

CONCLAT 2026 E MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA

Centrais convocam Conclat 2026 e marcha em Brasília
Força 27 MAR 2026

Centrais convocam Conclat 2026 e marcha em Brasília

Miguel Torres destaca Conclat e eleições em podcast
Força 27 MAR 2026

Miguel Torres destaca Conclat e eleições em podcast

FONSET no Maranhão: Vice da Força debate emprego e qualificação
Força 26 MAR 2026

FONSET no Maranhão: Vice da Força debate emprego e qualificação

Baile do Sindnapi reúne aposentados em Americana
Força 26 MAR 2026

Baile do Sindnapi reúne aposentados em Americana

Assembleia geral prorroga mandato da direção da Força Sindical
Força 26 MAR 2026

Assembleia geral prorroga mandato da direção da Força Sindical

DIESAT lança nota técnica sobre mudanças na NR-1
Força 26 MAR 2026

DIESAT lança nota técnica sobre mudanças na NR-1

Químicos da Força avançam em debate de cláusulas sociais
Força 25 MAR 2026

Químicos da Força avançam em debate de cláusulas sociais

Metalúrgicas de Guarulhos realizam Encontro nesta sexta
Força 25 MAR 2026

Metalúrgicas de Guarulhos realizam Encontro nesta sexta

Santos: Sindest denuncia assédio e crise no serviço
Força 25 MAR 2026

Santos: Sindest denuncia assédio e crise no serviço

Guarujá avança no reconhecimento de professoras infantis
Força 25 MAR 2026

Guarujá avança no reconhecimento de professoras infantis

Marcha a Brasília mobiliza trabalhadores para 15 de abril
Força 24 MAR 2026

Marcha a Brasília mobiliza trabalhadores para 15 de abril

Frentistas do Rio avançam em negociação salarial 2026
Força 24 MAR 2026

Frentistas do Rio avançam em negociação salarial 2026

Eletricitários pressionam ANEEL contra caducidade
Força 24 MAR 2026

Eletricitários pressionam ANEEL contra caducidade

Metalúrgicos SP debatem agenda do trabalho e mobilizações
Força 24 MAR 2026

Metalúrgicos SP debatem agenda do trabalho e mobilizações

Programa leva especialistas itinerantes a Americana
Força 23 MAR 2026

Programa leva especialistas itinerantes a Americana

Sindnapi fortalece debate sobre soberania nacional
Força 23 MAR 2026

Sindnapi fortalece debate sobre soberania nacional

Justiça a Manoel Fiel Filho é justiça aos trabalhadores e força para a democracia
Palavra do Presidente 23 MAR 2026

Justiça a Manoel Fiel Filho é justiça aos trabalhadores e força para a democracia

Químicos participam de caminhada contra violência em Rio Claro
Força 23 MAR 2026

Químicos participam de caminhada contra violência em Rio Claro

“Entre Elas”: Sinthoresp celebra Mês da Mulher durante encontro
Força 23 MAR 2026

“Entre Elas”: Sinthoresp celebra Mês da Mulher durante encontro

Alta do diesel pressiona economia e preocupa trabalhadores
Força 23 MAR 2026

Alta do diesel pressiona economia e preocupa trabalhadores

Força Sindical do Brasil e de Angola fortalecem relações
Força 20 MAR 2026

Força Sindical do Brasil e de Angola fortalecem relações

Dezenas de associados participam de bingo no Sindnapi
Força 20 MAR 2026

Dezenas de associados participam de bingo no Sindnapi

Químicos dialogam com Lula sobre fortalecimento do setor
Força 20 MAR 2026

Químicos dialogam com Lula sobre fortalecimento do setor

Metalúrgicas superaram Lei de Cotas em Osasco
Força 20 MAR 2026

Metalúrgicas superaram Lei de Cotas em Osasco

Metalúrgicas participam de atividades do Março Mulher
Força 20 MAR 2026

Metalúrgicas participam de atividades do Março Mulher

Novos auditores do trabalho fortalecem fiscalização em SP
Força 20 MAR 2026

Novos auditores do trabalho fortalecem fiscalização em SP

Primeiro baile do ano do Sindnapi promete animar aposentados em Americana
Força 20 MAR 2026

Primeiro baile do ano do Sindnapi promete animar aposentados em Americana

Mobilização nacional em Brasília: centrais sindicais organizam ato
Força 19 MAR 2026

Mobilização nacional em Brasília: centrais sindicais organizam ato

Aguarde! Carregando mais artigos...