O dia 24 de fevereiro marca uma das mais importantes vitórias da história das mulheres brasileiras. Nesta data, celebramos 94 anos da conquista do voto feminino, um marco fundamental para a democracia e para a cidadania no Brasil.
Foi em 24 de fevereiro de 1932 que o direito ao voto das mulheres passou a ser reconhecido legalmente, rompendo uma longa tradição de exclusão política.
Essa conquista não foi um gesto de concessão, mas o resultado de décadas de mobilização, organização e enfrentamento.
Mulheres corajosas desafiaram o conservadorismo, o preconceito e o silenciamento imposto por uma sociedade que insistia em negar sua participação nos espaços de poder e decisão. Ao conquistar o direito ao voto, as mulheres abriram caminho para a construção de uma democracia mais plural e representativa.
O voto feminino simboliza muito mais do que o direito de escolher representantes. Ele representa o reconhecimento das mulheres como sujeitas políticas, capazes de opinar, decidir e influenciar os rumos do país.
A partir dessa vitória histórica, novas lutas se fortaleceram: o direito à educação, ao trabalho digno, à igualdade salarial, à participação política e ao combate a todas as formas de violência e discriminação.
No entanto, ao celebrarmos esses 94 anos, é preciso reconhecer que a democracia brasileira ainda carrega profundas desigualdades de gênero.
As mulheres seguem sub-representadas nos espaços de poder, enfrentam barreiras estruturais para participar da política institucional e continuam sendo vítimas de violência política de gênero. O direito ao voto foi um passo decisivo, mas não suficiente para garantir igualdade plena.
Por isso, a memória da conquista do voto feminino deve nos inspirar à ação. Defender a democracia passa, necessariamente, por ampliar a participação das mulheres na política, fortalecer políticas públicas de igualdade de gênero e garantir condições reais para que todas possam exercer seus direitos, sem medo e sem violência.
O Dia do Voto Feminino nos lembra que nenhum direito foi dado: foi conquistado pela coragem, pela resistência e pela luta incansável das mulheres que enfrentaram o silêncio e a exclusão para ocupar seu lugar na democracia.
Que este 24 de fevereiro seja, mais do que uma data comemorativa, um chamado permanente à mobilização. A luta das mulheres continua, porque a democracia só será plena quando houver igualdade de direitos, de voz e de participação.


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