Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
31 MAR 2025

Imagem do dia

[caption id="attachment_68591" align="aligncenter" width="2560"]Presidente da Força Sindical reúne-se com sindicalistas da Central em Rodônia Presidente da Força Sindical reúne-se com sindicalistas da Central em Rodônia[/caption]

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Ajuste fiscal acima de tudo e o mercado acima de todos

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Artigos

Ajuste fiscal acima de tudo e o mercado acima de todos

Por: Antônio Augusto de Queiroz

O slogan de campanha do presidente da República refletiria melhor a prática governamental se tivesse substituído o “Brasil” pelo “ajuste fiscal” e “Deus” pelo “mercado”, considerando as medidas que propôs ao Congresso recentemente, que incluem:

1) o Plano “Mais Brasil”, com três PECs (propostas de emendas à Constituição);

2) a nova reforma trabalhista, apelidada de Carteira “Verde e Amarelo”; e

3) o projeto de lei que desobriga as empresas de contratar pessoas com deficiência.
Esse conjunto de medidas, se aprovadas, terá o condão de aprofundar outras reformas em bases neoliberais já realizadas, como a trabalhista e a previdenciária, e de reduzir a presença dos pobres no orçamento público, a participação dos trabalhadores na renda nacional e ampliar a desigualdade e a pobreza no Brasil, além de levar ao desmonte do Estado, à desorganização administrativa, à fragilização do serviço público e à priorização da dívida pública e despesas financeiras em detrimento de políticas sociais.

PEC Emergencial

A primeira PEC, 186/19, subscrita pelo líder do governo no Senado, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), também conhecida como PEC Emergencial, traz três mudanças estruturais nas finanças públicas:

1) torna permanente o ajuste fiscal previsto no Teto de Gasto Público, de que trata da Emenda Constitucional 95;

2) estende sua aplicação aos Estados, Distrito Federal e municípios; e

3) vincula a aplicação do Teto de Gastos à chamada “regra de ouro”.

Tendo como relator o senador Oriovisto Guimarães (Pode-PR) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a PEC 186 engessa o gasto governamental, determina a suspensão de direitos e obrigações do Estado, em três hipóteses:

1) se houver descumprimento do Teto de Gastos;

2) se for extrapolado o limite da “regra de ouro”; e

3) se forem ultrapassados os limites de gasto com pessoal, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Assim, se for descumprida qualquer destas três regras, especialmente a chamada “regra de ouro”, que se configura quando “as operações de créditos superarem os investimentos governamentais”, a União e os demais entes federativos ficarão impedidos de reajustar salários, reestruturar carreiras, promover concurso público, pagar qualquer despesa com pessoal em caráter retroativo, além de ser obrigada a reduzir jornada com redução de salário e suspender as promoções e progressões de servidores.

O ajuste previsto na PEC é tão radical que até os direitos sociais inscritos no artigo 6º da Constituição Federal (educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, transporte, lazer, segurança, Previdência Social, proteção à maternidade e à infância, assistência aos desamparados) só serão assegurados pelo Estado se observar “o direito ao equilíbrio fiscal intergeracional”, ou seja, a norma impede que os custos de benefícios em gozo por uma geração sejam transferidos para futuras gerações, rompendo o pacto entre gerações.

Fundos infraconstitucionais

A segunda PEC, 187, igualmente subscrita pelo líder do governo no Senado, que trata dos fundos infraconstitucionais, prevê a extinção de 248 fundos, disponibilizando R$ 219 bilhões para amortização da dívida pública, além de:

1) determinar a transferência dos recursos que hoje formam este fundo ao respectivo poder na esfera federativa que o tenha criado;

2) anular qualquer dispositivo infraconstitucional vinculado aos fundos;

3) autorizar que as receitas desvinculadas poderão ser destinadas a programas voltados à erradicação da pobreza, investimentos em infraestrutura que visem a reconstrução nacional; e
4) destinar as receitas públicas dos fundos, até que esses sejam extintos, à amortização da dívida pública.

Essa PEC tem como relator na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania) do Senado o senador Otto Alencar (PSD-BA).

Pacto federativo

A terceira PEC, 188, a última do pacote, igualmente subscrito pelo líder do governo no Senado, é a mais abrangente dentre as propostas, e está classificada em seis eixos:

1) Fiscal – Cria o Conselho Fiscal da República;

2) Transferência de receitas aos entes federativos – Compartilhamento de royalties e participações especiais com entes subnacionais e proíbe que a União possa socorrer entes em dificuldades fiscais a partir de 2026;

3) Desobrigação, desindexação e desvinculação (DDD) – Desindexa despesas obrigatórias (deixa de reajustar) em caso de emergencial fiscal;

4) Pacto federativo – Prevê a extinção de municípios que tenham menos de cinco mil habitantes e possuam arrecadação própria inferior a 10% da receita total;

5) Plano Emergencial – Reprodução da PEC 186; e

6) Além de extinção de municípios, essa PEC também impede o Poder Judiciário de reconhecer direitos se não houver orçamento para pagar a despesa, determinando textualmente: “Decisões judiciais que impliquem despesa em decorrência de obrigação de fazer, não fazer ou entregar coisa, somente serão cumpridas quando houver a respectiva e suficiente dotação orçamentária”.

A PEC 188/19 tem como relator na CCJ do Senado, o senador Márcio Bittar (MDB-AC).

Carteira Verde e Amarela

A MP 905/19, do Plano ou Carteira Verde e Amarela, editada em 13 de novembro de 2019, supostamente para facilitar a contratação de pessoas com idade entre 18 e 29 anos, na verdade aprofunda a precarização das relações de trabalho, dando incentivos ao empregador que contratar trabalhadores para o 1º emprego, e promove centenas de modificações na CLT para retirar direitos e ampliar obrigações dos trabalhadores já empregados.

O 1º emprego será financiado pelos desempregados, com parcela do seguro-desemprego, e o patrão que contratar nessa modalidade ficará livre de alguns encargos trabalhistas, previdenciários e de fiscalização, além da liberdade de negociar direta e individualmente com o empregado as condições de trabalho e remuneração, desde que não supere um salário mínimo e meio, nem ultrapasse 20% de seu quadro funcional.

Entre as vantagens para o patrão, além da ausência ou flexibilização dos mecanismos de registro e de fiscalização do trabalho e da possibilidade de acordo extrajudicial anual para quitação de obrigações, estão:

1) a desoneração da folha;

2) a redução da negociação coletiva e da ação sindical;

3) a redução do valor da remuneração, que fica limitada a um salário mínimo e meio; caso venha a aumentar o salário do empregado, o benefício fiscal continuará sendo calculado com base naquele valor;

4) a redução do depósito do FGTS, que cai de 8% para 2%;

5) a redução do adicional de periculosidade, que é reduzido de 30% para 5%, desde que o patrão contrate seguro de acidente pessoal para o empregado;

6) a redução da multa rescisória, que cai drasticamente, de 40% para 20%;

7) a eliminação, de modo permanente, da contribuição adicional de 10% sobre o salário para o FGTS; e
8) a permissão, por negociação individual, para que o empregador inclua na remuneração mensal do empregado, como forma de evitar passivos futuros, assim como já faz com o empregado doméstico, as parcelas relativas: de férias; do FGTS; do 13º; e da multa rescisória.

Na parte permanente da CLT reduz os custos de demissão, aumenta jornada dos bancários, libera o trabalho aos domingos e feriados, não considera mais como acidente de trabalho o sofrido no percurso entre a residência e a empresa, dispensa a inspeção prévia para instalação de caldeira e forno, retira os Sindicatos da negociação da participação nos lucros e resultados, além de outras agressões aos direitos dos trabalhadores.

Fim das cotas para deficientes

Por fim, o Projeto de Lei (PL) 6.195/19, do Poder Executivo, que, na prática, reduz drasticamente o alcance da lei que garante cota de contratação de pessoas com deficiência nas empresas, ao substituir a não contratação por multa de dois salários mínimos, além de permitir a contagem em dobro na hipótese de contratação de pessoa com deficiência grave.

Atualmente, a empresa com 100 empregados ou mais é obrigada a preencher de 2% a 5% das vagas disponíveis com trabalhadores reabilitados ou pessoa com deficiência.

A julgar pelas propostas governamentais em curso, incluindo o próprio Plano Plurianual, o objetivo é eliminar os mecanismos de redução das desigualdades e da pobreza, mediante a eliminação dos direitos e garantias constitucionais em favor de pessoas e territórios vulneráveis. Se aprovada essa agenda, a consequência será menos direitos para os cidadãos, menos serviços públicos e menos recursos para projeto de desenvolvimento. É preciso que a sociedade e o Parlamento reajam a esse verdadeiro desmonte do Estado de Proteção Social, sob pena de ameaça à paz social no País.

Antônio Augusto de Queiroz
Jornalista, consultor e analista político, diretor licenciado do Diap e sócio-diretor das empresas “Queiroz Assessoria em Relações Institucionais e Governamentais” e “Diálogo Institucional Assessoria e Análise de Políticas Públicas”

O impacto do aumento dos medicamentos e a luta pela valorização das aposentadorias
Milton Cavalo

O impacto do aumento dos medicamentos e a luta pela valorização das aposentadorias

A volta da viagem e o 1º de maio
João Guilherme Vargas Netto

A volta da viagem e o 1º de maio

Como ganhar a guerra contra o retrocesso e a exploração
Eusébio Pinto Neto

Como ganhar a guerra contra o retrocesso e a exploração

O avanço da extrema-direita
Lineu Mazano

O avanço da extrema-direita

A realidade e o retrocesso no comércio mundial proposto por Trump
Eliseu Silva Costa

A realidade e o retrocesso no comércio mundial proposto por Trump

O Mercado como Entidade Imaterial e o Papel do Consumidor na Moderação da Ganância
Diógenes Sandim Martins

O Mercado como Entidade Imaterial e o Papel do Consumidor na Moderação da Ganância

O impacto do Bolsa Família na economia brasileira. Desafios e soluções propostas
Antônio de Sousa Ramalho

O impacto do Bolsa Família na economia brasileira. Desafios e soluções propostas

Posicionamento sobre a saída dos EUA da OMS
Jefferson Caproni

Posicionamento sobre a saída dos EUA da OMS

Por que o sindicalismo incomoda o capitalismo?
Eduardo Annunciato, Chicão

Por que o sindicalismo incomoda o capitalismo?

Uma Antiga Luta Sindical que Retorna ao Debate
Nilton Souza da Silva, o Neco

Uma Antiga Luta Sindical que Retorna ao Debate

Mudar a jornada!
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Mudar a jornada!

Ir à Greve e Conquistar Direitos; por Clemente Ganz Lúcio
Clemente Ganz Lúcio

Ir à Greve e Conquistar Direitos; por Clemente Ganz Lúcio

MPT: A contribuição assistencial e o exercício de oposição
César Augusto de Mello

MPT: A contribuição assistencial e o exercício de oposição

Porque o Brasil está crescendo; por Airton dos Santos
Airton dos Santos

Porque o Brasil está crescendo; por Airton dos Santos

A cada 10 entregadores de comida, três enfrentam insegurança alimentar
Imprensa 3 ABR 2025

A cada 10 entregadores de comida, três enfrentam insegurança alimentar

Nota das centrais: Repúdio ao tarifaço e apoio à Lei da Reciprocidade
Força 3 ABR 2025

Nota das centrais: Repúdio ao tarifaço e apoio à Lei da Reciprocidade

Força Sindical aprova propostas para 5ª CNSTT
Força 3 ABR 2025

Força Sindical aprova propostas para 5ª CNSTT

Dirigentes fazem reunião para intensificar divulgação do 1º de Maio
1º de Maio 3 ABR 2025

Dirigentes fazem reunião para intensificar divulgação do 1º de Maio

Vídeos 3 ABR 2025

O maior 1º de Maio está de volta

Futebol dos Metalúrgicos de Guarulhos prossegue domingo
Força 3 ABR 2025

Futebol dos Metalúrgicos de Guarulhos prossegue domingo

Aposentados terão antecipação do 13º salário
Força 3 ABR 2025

Aposentados terão antecipação do 13º salário

O impacto do aumento dos medicamentos e a luta pela valorização das aposentadorias
Artigos 3 ABR 2025

O impacto do aumento dos medicamentos e a luta pela valorização das aposentadorias

A volta da viagem e o 1º de maio
Artigos 3 ABR 2025

A volta da viagem e o 1º de maio

Sintrabor divulga Boletim sobre situação da mulher no mercado de trabalho
Força 3 ABR 2025

Sintrabor divulga Boletim sobre situação da mulher no mercado de trabalho

Miguel Torres e Arakém participam de evento com presidente Lula
Força 3 ABR 2025

Miguel Torres e Arakém participam de evento com presidente Lula

Indústria cai 0,1% em fevereiro e soma 5 meses sem crescimento
Imprensa 2 ABR 2025

Indústria cai 0,1% em fevereiro e soma 5 meses sem crescimento

Todo apoio à Mobilização dos professores do Sesi
Força 2 ABR 2025

Todo apoio à Mobilização dos professores do Sesi

Sinttrar conclui atualização estrutural focada em acessibilidade e retoma atendimentos médicos
Força 2 ABR 2025

Sinttrar conclui atualização estrutural focada em acessibilidade e retoma atendimentos médicos

1º de Maio: Jornada de Lutas das Centrais Sindicais
1º de Maio 1 ABR 2025

1º de Maio: Jornada de Lutas das Centrais Sindicais

Centrais sindicais intensificam mobilização para 1º de Maio Unificado
1º de Maio 1 ABR 2025

Centrais sindicais intensificam mobilização para 1º de Maio Unificado

Pedidos de demissão batem recorde em 2024; por Marilene Teixeira
Artigos 1 ABR 2025

Pedidos de demissão batem recorde em 2024; por Marilene Teixeira

Sinttrar se destaca com simulador em parceria com o Sest Senat
Força 1 ABR 2025

Sinttrar se destaca com simulador em parceria com o Sest Senat

1º de Maio Unificado: centrais fazem panfletagem no Brás
1º de Maio 1 ABR 2025

1º de Maio Unificado: centrais fazem panfletagem no Brás

Sindicalistas debatem fortalecimento da luta sindical em Rondônia
Força 1 ABR 2025

Sindicalistas debatem fortalecimento da luta sindical em Rondônia

Presidente da Força Sindical reúne-se com sindicalistas da Central em Rondônia
Imagem do dia 31 MAR 2025

Presidente da Força Sindical reúne-se com sindicalistas da Central em Rondônia

Guarujá: Rodoviários esperam ‘transparência’ na intervenção da prefeitura na City
Força 31 MAR 2025

Guarujá: Rodoviários esperam ‘transparência’ na intervenção da prefeitura na City

Prazo para envio de relatório de transparência salarial termina hoje
Imprensa 31 MAR 2025

Prazo para envio de relatório de transparência salarial termina hoje

Confira o cupom e regulamento dos sorteios
1º de Maio 31 MAR 2025

Confira o cupom e regulamento dos sorteios

Diretoria do Sinticalte toma posse em Teutônia/RS e Central reforça apoio ao setor calçadista
Força 31 MAR 2025

Diretoria do Sinticalte toma posse em Teutônia/RS e Central reforça apoio ao setor calçadista

Dieese: maioria dos trabalhadores se preocupa com segurança no local de trabalho
Força 31 MAR 2025

Dieese: maioria dos trabalhadores se preocupa com segurança no local de trabalho

Um documento histórico
Palavra do Presidente 31 MAR 2025

Um documento histórico

Faça download do panfleto do 1º de Maio Unificado das centrais sindicais
1º de Maio 31 MAR 2025

Faça download do panfleto do 1º de Maio Unificado das centrais sindicais

Vídeos 31 MAR 2025

Acordos com Japão e Vietnã vão gerar empregos no Brasil

Brasil Cria 432 Mil Empregos Formais em Fevereiro
Imprensa 29 MAR 2025

Brasil Cria 432 Mil Empregos Formais em Fevereiro

Aguarde! Carregando mais artigos...