Luiz de Souza Arraes
Luiz de Souza Arraes

No Brasil a Lei nº 9.956/2000 proíbe o funcionamento de bombas de autosserviço nos postos de combustíveis, cabendo multa aos postos e distribuidoras que descumprirem a lei. Assim, são preservados o emprego de cerca de quinhentos mil frentistas no País.

Porém, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei nº 407/14, de autoria do senador Blairo Maggi, que dispõe sobre a instalação de bombas de autosserviço nos postos de abastecimento de combustíveis no País. A proposta está em discussão na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) da Casa.

A redução dos custos é um dos motivos para, mais uma vez, os patrões tentarem introduzir o autosserviço. Só que o custo com a folha de pagamento é é mínimo se comprado ao faturamento dos postos de combustíveis. A massa salarial gira em torno de 0,18% da receita líquida, por exemplo na empresa Ipiranga Produtos.

Na verdade, o maior redutor da receita líquida continua sendo o custo dos produtos. Para os frentistas, o debate não pode ficar restrito ao campo econômico. Precisa levar em conta a segurança do trabalhador e da população.

Diversos tipos de acidentes ocorrem em países que fizeram a opção pelo uso de autoatendimento. Por exemplo, a energia estática adquirida por uma pessoa durante suas atividades diárias pode provocar um incêndio durante o abastecimento do veículo.

No dia 26 de junho de 2014, por exemplo, um homem se feriu gravemente ao ter o carro incendiado durante o abastecimento em uma bomba de autosserviço em Al Nahda, Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Por isto, os riscos à saúde e à vida do trabalhador e da população devem ter prioridade no debate sobre a instalação de bombas de autosserviço nos postos de abastecimento de combustíveis.

Luiz de Souza Arraes, presidente da Fepospetro (Federação dos Empregados em Postos de Combustíveis do Estado de São Paulo)

No Brasil a Lei nº 9.956/2000 proíbe o funcionamento de bombas de autosserviço nos postos de combustíveis, cabendo multa aos postos e distribuidoras que descumprirem a lei. Assim, são preservados o emprego de cerca de quinhentos mil frentistas no País.

Porém, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei nº 407/14, de autoria do senador Blairo Maggi, que dispõe sobre a instalação de bombas de autosserviço nos postos de abastecimento de combustíveis no País. A proposta está em discussão na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) da Casa.

A redução dos custos é um dos motivos para, mais uma vez, os patrões tentarem introduzir o autosserviço. Só que o custo com a folha de pagamento é é mínimo se comprado ao faturamento dos postos de combustíveis. A massa salarial gira em torno de 0,18% da receita líquida, por exemplo na empresa Ipiranga Produtos.

Na verdade, o maior redutor da receita líquida continua sendo o custo dos produtos. Para os frentistas, o debate não pode ficar restrito ao campo econômico. Precisa levar em conta a segurança do trabalhador e da população.

Diversos tipos de acidentes ocorrem em países que fizeram a opção pelo uso de autoatendimento. Por exemplo, a energia estática adquirida por uma pessoa durante suas atividades diárias pode provocar um incêndio durante o abastecimento do veículo.

No dia 26 de junho de 2014, por exemplo, um homem se feriu gravemente ao ter o carro incendiado durante o abastecimento em uma bomba de autosserviço em Al Nahda, Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Por isto, os riscos à saúde e à vida do trabalhador e da população devem ter prioridade no debate sobre a instalação de bombas de autosserviço nos postos de abastecimento de combustíveis.

Luiz de Souza Arraes, presidente da Fepospetro (Federação dos Empregados em Postos de Combustíveis do Estado de São Paulo)