Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Constituição de 1988: democracia e liberdade

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Artigos

Constituição de 1988: democracia e liberdade

Por: Carolina Maria Ruy

A Constituição Federal de 1988 é a mais democrática que o Brasil já teve, tanto pela participação popular quanto por seu conteúdo. A participação direta do povo na elaboração da carta marcou seu caráter cidadão

Já se vão vinte e sete anos da promulgação da Constituição Cidadã de 1988 que deu início ao período mais longo de democracia política no Brasil, em que as instituições democráticas, partidos políticos, sindicatos, centrais sindicais etc, puderam crescer e se consolidar.

As seis constituições que a antecederam pontuaram períodos importantes da história do Brasil como nação independente. As constituições de 1824 e a de 1891 marcaram, respectivamente, a independência do Brasil, de 1822, e a proclamação da República, em 1889. Em ambas a aristocracia rural assegurou seus interesses e a Carta manteve os privilégios das oligarquias latifundiárias.

Já na Era Vargas a Constituição brasileira de 1934, mais democrática que as anteriores, resultou da articulação de forças da revolução Constitucionalista de 1932. O voto secreto e o voto feminino foram alguns de seus legados.

A Constituição brasileira de 1937, outorgada pelo presidente Getúlio Vargas, foi a mais autoritária até então. Ela centralizou o poder nas mãos do Presidente da República assinalando a “ditadura do Estado Novo”. Entre outras medidas estabeleceu eleições indiretas para presidente, admitiu a pena de morte e destituiu do trabalhador o direito de greve. Mas é desta época a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), contraditoriamente.

Com o fim do Estado Novo, a constituição de 1946, resgatou as liberdades expressas na carta de 1934. O Brasil de então já apresentava cidades desenvolvidas, uma urbanização crescente e a formação de novas forças sociais. Nos 18 anos em que esta Constituição vigorou plenamente o Brasil viveu grande efervescência política, social e cultural. Foram criadas instituições como o Iseb (Instituto de Estudos Brasileiros) e o Dieese (Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio Econômicas) demonstrando uma busca por definição cultural e por organização sócio-política.

Se a Constituição brasileira de 1946 foi um avanço da cidadania e das liberdades individuais, a seguinte, por sua vez, passou a perna na emancipação democrática do povo brasileiro. A sexta Constituição Brasileira entrou em vigor em 1967, em plena vigência do Golpe militar de (1964 – 1985)), resgatando o autoritarismo do Estado Novo.

Nesta época os militares intervieram em sindicatos e instituições democráticas, cassaram direitos políticos de seus opositores, perseguiram toda e qualquer pessoa que levantasse alguma suspeita de conspiração contra o regime e delegaram a si próprios o direito de espionar, intimidar, repreender, torturar e aniquilar quem apresentasse caráter aparentemente progressista ou de esquerda. No que se refere à economia, o governo colocou em prática um projeto desenvolvimentista que beneficiou apenas uma elite e elevou à níveis estratosféricos a dívida externa e a famigerada inflação.

Entre 1987 e 1988 a sociedade brasileira aspirava a restauração das liberdades individuais e a criação de um projeto democrático, ainda que colocá-lo em prática fosse outra história. O grande pacto político contra a ditadura culminou com a Constituição de 1988. Este pacto estava cravado sobre duas prioridades: a democracia e a diminuição da desigualdade social.

A Constituição Federal de 1988 é a mais democrática que o Brasil já teve, tanto pela participação popular quanto por seu conteúdo. A participação direta do povo na elaboração da carta marcou seu caráter cidadão. Nela, 12.277.433 brasileiros colaboraram para a formulação das 122 emendas populares.

A carta é exemplarmente democrática. É acusada de prolixa devido ao seu nível de detalhamento. Porém, a precisão e profundidade com que desdobrou cada item garantiram a consolidação de seus propósitos democráticos, dando conta, de certa forma, da complexidade dos temas. Pode-se dizer que é uma carta de profunda inspiração, que traz em si a paixão dos que lutaram por ela no afã de um Brasil livre.

A partir de 1988 os trabalhadores rurais foram plenamente equiparados aos trabalhadores urbanos, foi criado o seguro desemprego, reduzida a jornada de trabalho de 48 para 44 horas, ampliada a licença maternidade e a licença paternidade, estabelecidas férias remuneradas e direitos trabalhistas a empregados domésticos.

Desde sua promulgação, entretanto, o contexto brasileiro mudou e a Constituição já sofreu 62 reformas. O conteúdo da CLT foi consideravelmente alterado. Dos 12 artigos do título I, sete foram direta ou indiretamente afetados pela Constituição Federal, sendo as modificações mais relevantes, aquelas referentes aos trabalhadores domésticos, aos trabalhadores rurais e ao prazo prescricional do direito de ação. Além disso, a entrada em cena do desemprego estrutural e do trabalho informal fez com que grande massa da população deixasse de ser contemplada pelas leis trabalhistas.

Entre o idealismo e o realismo o saldo da Constituição Cidadã até agora é positivo. Com o peso de séculos de colonização sucedida por anos de governos autoritários, que centralizaram a economia e o desenvolvimento do país disseminando a desigualdade social, nestes últimos vinte anos o Brasil conseguiu se colocar de pé para tentar ser o que sua Constituição quer: uma democracia.

Carolina Maria Ruiy é jornalista, coordenadora de projetos do Centro de Cultura e Memória Sindical
 

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Nilton Souza da Silva, o Neco

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

CONCLAT em movimento
João Guilherme Vargas Netto

CONCLAT em movimento

Sem memória não há democracia
André Gato

Sem memória não há democracia

Reduzir a jornada sem reduzir salários: um avanço necessário
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Reduzir a jornada sem reduzir salários: um avanço necessário

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Juntos somos fortes!
Gleberson Jales

Juntos somos fortes!

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo
Eusébio Pinto Neto

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Se está na convenção, é lei
Paulo Ferrari

Se está na convenção, é lei

Confira as orientações para identificar os ônibus que irão à Brasília
Força 6 ABR 2026

Confira as orientações para identificar os ônibus que irão à Brasília

CONCLAT 2026 E MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA
Força 6 ABR 2026

CONCLAT 2026 E MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA

Centrais convocam Conclat 2026 e marcha em Brasília
Força 6 ABR 2026

Centrais convocam Conclat 2026 e marcha em Brasília

Primeira PLR na Hulter é aprovada em Guarulhos
Força 6 ABR 2026

Primeira PLR na Hulter é aprovada em Guarulhos

Frentistas mantêm pressão por ganho real no RJ
Força 6 ABR 2026

Frentistas mantêm pressão por ganho real no RJ

Campanha salarial do etanol mobiliza trabalhadores
Força 6 ABR 2026

Campanha salarial do etanol mobiliza trabalhadores

Avanços na licença-paternidade
Palavra do Presidente 2 ABR 2026

Avanços na licença-paternidade

Negociações garantem ganhos reais no início de 2026
Imprensa 2 ABR 2026

Negociações garantem ganhos reais no início de 2026

Setor público debate regulação da IA
Força 2 ABR 2026

Setor público debate regulação da IA

SINTRABOR realiza campanha de saúde visual na Cooper Standard
Força 2 ABR 2026

SINTRABOR realiza campanha de saúde visual na Cooper Standard

Tributação de gorjetas mobiliza Sinthoresp em São Paulo
Força 2 ABR 2026

Tributação de gorjetas mobiliza Sinthoresp em São Paulo

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Artigos 2 ABR 2026

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

CONCLAT em movimento
Artigos 2 ABR 2026

CONCLAT em movimento

Sem memória não há democracia
Artigos 1 ABR 2026

Sem memória não há democracia

Combate ao Feminícidio marca Encontro nos Metalúrgicos de Guarulhos
Força 1 ABR 2026

Combate ao Feminícidio marca Encontro nos Metalúrgicos de Guarulhos

Metalúrgicos da Industair aprovam PLR e reforçam mobilização nacional
Força 1 ABR 2026

Metalúrgicos da Industair aprovam PLR e reforçam mobilização nacional

FEQUIMFAR reúne mulheres e reforça luta por igualdade
Força 1 ABR 2026

FEQUIMFAR reúne mulheres e reforça luta por igualdade

Farmacêuticos aprovam proposta com aumento real
Força 1 ABR 2026

Farmacêuticos aprovam proposta com aumento real

Centrais lançam marca unificada do 1º de Maio
1º de Maio 31 MAR 2026

Centrais lançam marca unificada do 1º de Maio

62 anos do golpe militar. Ditadura nunca mais!
Força 31 MAR 2026

62 anos do golpe militar. Ditadura nunca mais!

Fequimfar celebra 31 anos do Projeto Verão sem AIDS
Força 31 MAR 2026

Fequimfar celebra 31 anos do Projeto Verão sem AIDS

Metalúrgicos SP levam ações sobre saúde, mulheres e PLR
Força 31 MAR 2026

Metalúrgicos SP levam ações sobre saúde, mulheres e PLR

Frente da Pessoa Idosa do RS define pauta para 2026
Força 31 MAR 2026

Frente da Pessoa Idosa do RS define pauta para 2026

Mutirão do Emprego do Sintracon-SP oferece vagas em SP
Força 31 MAR 2026

Mutirão do Emprego do Sintracon-SP oferece vagas em SP

Março Mulher mobiliza sindicatos por direitos e igualdade
Força 31 MAR 2026

Março Mulher mobiliza sindicatos por direitos e igualdade

Reduzir a jornada sem reduzir salários: um avanço necessário
Artigos 31 MAR 2026

Reduzir a jornada sem reduzir salários: um avanço necessário

Força Sindical realiza reunião para organizar 28 de abril
Força 30 MAR 2026

Força Sindical realiza reunião para organizar 28 de abril

Marcha a Brasília exige atenção e mobilização nacional
Força 30 MAR 2026

Marcha a Brasília exige atenção e mobilização nacional

Congresso reúne servidoras para debater direitos na Bahia
Força 30 MAR 2026

Congresso reúne servidoras para debater direitos na Bahia

Dia do Lixo Zero reforça combate ao desperdício
Força 30 MAR 2026

Dia do Lixo Zero reforça combate ao desperdício

Aguarde! Carregando mais artigos...