Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Correção da Tabela do Imposto de Renda Já!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Artigos

Correção da Tabela do Imposto de Renda Já!

Por: Sérgio Luiz Leite, Serginho

O governo ainda não sinalizou sobre uma justa correção, e nem sequer existe qualquer sinalização de que será feito algum ajuste na base de cálculo da tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF). E com a defasagem os trabalhadores ainda são os que mais pagam impostos no Brasil
 
 Abordar questões tributárias no Brasil consiste sempre numa tarefa delicada, primeiro porque este é o típico discurso marcado pelas caricaturas, como se fôssemos salvar a economia brasileira caminhando do inferno aos céus simplesmente “reduzindo a carga tributária” e “acabando com o inchaço do governo brasileiro”. Pretendemos aqui ir para além do simplismo com que a grande mídia trata desta questão.
 
Não existem desacordos acerca da necessidade de uma ampla reforma tributária, tudo o que pudemos observar são tentativas desgastantes de “reformas e reformas”. Uma reforma tributária levada a cabo pelo atual Congresso, que tem um caráter mais conservador e empresarial, poderia aprofundar o aspecto regressivo de nossa estrutura tributária. Ou seja, a excessiva tributação do consumo e da produção, que prejudica diretamente a classe trabalhadora e o próprio desenvolvimento, bem como a presença dos impostos indiretos de mais fácil transferência a terceiros, seria acentuada em detrimento dos impostos diretos que incidem sobre a renda e a propriedade.
 
Ou seja, hoje, um operador de máquinas contribui com os mesmos 27,5% de Imposto de Renda que um mega latifundiário do agronegócio.  Desta forma, as pessoas que auferem menores rendimentos são desproporcionalmente sobretaxadas em relação às elites do nosso país, que contam ainda com as mais diversas formas de desoneração da propriedade; vide a emblemática e vergonhosa isenção de impostos em bens de luxo, jóias, helicópteros, aviões e barcos. Com isso a classe trabalhadora continua sendo a que mais paga impostos, e também, nada das grandes fortunas serem taxadas em nosso país.
 
Diferente do que se habitou propagandear no Brasil, a carga tributária de aproximadamente 35% do PIB não é a mais alta do mundo, mas sim uma das mais desiguais do planeta em sua forma de arrecadação e gasto. Como exemplificado, expressão gritante deste quadro se apresenta na crescente defasagem das faixas de recolhimento do Imposto de Renda. Conforme estudo recente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, a defasagem acumulada ao longo dos últimos 20 anos alcançou a casa dos 72%.
 
Entre 1996 e 2015, a correção das faixas do Imposto de Renda foi de 109,6%, em contrapartida, a inflação acumulada no mesmo período foi de 260,9%. Ao longo deste período é possível a identificação de três grandes movimentos. Inicialmente, entre 1996 e 2001, não foi realizado qualquer reajuste na tabela do Imposto de Renda; em 2002 foi criada uma nova tabela com reajuste de 17,5% e nos dois anos seguintes novamente não houve quaisquer reajustes; finalmente, a partir de 2005 a tabela passou a ser corrigida pelo centro da meta de inflação balizada pelo IPCA (Veja a Tabela abaixo).
 

Sem título

Ocorre que ao longo de todo este período a mobilização dos trabalhadores pelo Brasil permitiu que a maioria das negociações coletivas resultasse em reajustes no mínimo iguais à inflação, especialmente a partir de 2004 quando o governo atendeu a reivindicação do Movimento Sindical por uma política de valorização do salário mínimo. Se por um lado a organização trabalhista foi vitoriosa, contribuindo inclusive na redução da pobreza e da desigualdade de renda como comprovam diversos estudos técnicos, por outro lado, tais conquistas foram gradualmente sugadas pela estrutura tributária regressiva e inerte. Os salários reajustados à inflação corrente são içados a faixas de tributação superiores na medida em que a tabela do imposto de renda permanece inalterada ou residualmente ajustada. Sendo assim, ao não corrigir a tabela de IR, o governo, pela receita federal, continua a se apropriar dos reajustes salarial, duramente conquistados pelo movimento sindical, ao longo dos últimos anos.
 
Para 2016, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, indicou que a correção da tabela do Imposto de Renda não se apresenta como prioridade do governo. Na perspectiva do ministro, não há margem para ajuste das faixas em um momento de instabilidade econômica e “recuperação de receitas”. O Imposto de Renda nasce essencialmente enquanto modalidade de imposto direto, elaborado justamente para contribuir com um ideal de estrutura tributária progressiva, que incide de forma mais acentuada sobre os ricos e poupa as camadas mais pobres da população. No entanto, até mesmo um tributo com tais características pode ser deturpado para atender os anseios concentradores de riqueza do capital.
 
Todos os nossos esforços, da Força Sindical e filados, junto ao movimento sindical, com a unidade e o apoio das centrais sindicais, estão voltados para que ocorram avanços no sentido de se realizar um debate público honesto, que paute tanto o reajuste da tabela do Imposto de Renda, e que reivindique uma reforma tributária progressiva, nos distanciando das soluções simplistas e mágicas de redução do Estado, que apenas servem aos interesses dos que defendem uma estrutura tributária ainda mais regressiva, e que também possa finalmente taxar as grandes fortunas, por políticas de combate a desigualdade social, em defesa do emprego, manutenção de direitos sociais e trabalhistas, em beneficio ao próprio desenvolvimento da nação.

Reduzir a jornada sem reduzir salários: um avanço necessário
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Reduzir a jornada sem reduzir salários: um avanço necessário

Acabar com a Justiça do Trabalho? – por João Guilherme
João Guilherme Vargas Netto

Acabar com a Justiça do Trabalho? – por João Guilherme

Mais tempo para viver. Mais força para transformar
Nilton Souza da Silva, o Neco

Mais tempo para viver. Mais força para transformar

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Juntos somos fortes!
Gleberson Jales

Juntos somos fortes!

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo
Eusébio Pinto Neto

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Se está na convenção, é lei
Paulo Ferrari

Se está na convenção, é lei

Resistir pelos interesses dos trabalhadores!
Cláudio Magrão

Resistir pelos interesses dos trabalhadores!

Confira as orientações para identificar os ônibus que irão à Brasília
Força 1 ABR 2026

Confira as orientações para identificar os ônibus que irão à Brasília

CONCLAT 2026 E MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA
Força 1 ABR 2026

CONCLAT 2026 E MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA

Centrais convocam Conclat 2026 e marcha em Brasília
Força 1 ABR 2026

Centrais convocam Conclat 2026 e marcha em Brasília

Combate ao Feminícidio marca Encontro nos Metalúrgicos de Guarulhos
Força 1 ABR 2026

Combate ao Feminícidio marca Encontro nos Metalúrgicos de Guarulhos

Metalúrgicos da Industair aprovam PLR e reforçam mobilização nacional
Força 1 ABR 2026

Metalúrgicos da Industair aprovam PLR e reforçam mobilização nacional

FEQUIMFAR reúne mulheres e reforça luta por igualdade
Força 1 ABR 2026

FEQUIMFAR reúne mulheres e reforça luta por igualdade

Farmacêuticos aprovam proposta com aumento real
Força 1 ABR 2026

Farmacêuticos aprovam proposta com aumento real

Centrais lançam marca unificada do 1º de Maio
1º de Maio 31 MAR 2026

Centrais lançam marca unificada do 1º de Maio

62 anos do golpe militar. Ditadura nunca mais!
Força 31 MAR 2026

62 anos do golpe militar. Ditadura nunca mais!

Fequimfar celebra 31 anos do Projeto Verão sem AIDS
Força 31 MAR 2026

Fequimfar celebra 31 anos do Projeto Verão sem AIDS

Metalúrgicos SP levam ações sobre saúde, mulheres e PLR
Força 31 MAR 2026

Metalúrgicos SP levam ações sobre saúde, mulheres e PLR

Frente da Pessoa Idosa do RS define pauta para 2026
Força 31 MAR 2026

Frente da Pessoa Idosa do RS define pauta para 2026

Mutirão do Emprego do Sintracon-SP oferece vagas em SP
Força 31 MAR 2026

Mutirão do Emprego do Sintracon-SP oferece vagas em SP

Março Mulher mobiliza sindicatos por direitos e igualdade
Força 31 MAR 2026

Março Mulher mobiliza sindicatos por direitos e igualdade

Reduzir a jornada sem reduzir salários: um avanço necessário
Artigos 31 MAR 2026

Reduzir a jornada sem reduzir salários: um avanço necessário

Força Sindical realiza reunião para organizar 28 de abril
Força 30 MAR 2026

Força Sindical realiza reunião para organizar 28 de abril

Marcha a Brasília exige atenção e mobilização nacional
Força 30 MAR 2026

Marcha a Brasília exige atenção e mobilização nacional

Congresso reúne servidoras para debater direitos na Bahia
Força 30 MAR 2026

Congresso reúne servidoras para debater direitos na Bahia

Dia do Lixo Zero reforça combate ao desperdício
Força 30 MAR 2026

Dia do Lixo Zero reforça combate ao desperdício

Serginho reforça políticas de emprego no FONSET Maranhão
Força 30 MAR 2026

Serginho reforça políticas de emprego no FONSET Maranhão

Sintepav Bahia intensifica ações da Campanha Salarial 2026 em canteiros de obras
Força 30 MAR 2026

Sintepav Bahia intensifica ações da Campanha Salarial 2026 em canteiros de obras

Bolsa de empregos do Sinthoresp facilita oferta de vagas
Força 30 MAR 2026

Bolsa de empregos do Sinthoresp facilita oferta de vagas

Evento Março Mulher do STIAJ destaca protagonismo feminino
Força 27 MAR 2026

Evento Março Mulher do STIAJ destaca protagonismo feminino

Seminário em Praia Grande é adiado para o final do mês de abril
Força 27 MAR 2026

Seminário em Praia Grande é adiado para o final do mês de abril

FEQUIMFAR e DIESAT promovem formação em Praia Grande
Força 27 MAR 2026

FEQUIMFAR e DIESAT promovem formação em Praia Grande

Marcha a Brasília ganha reforço em convocação nacional
Força 27 MAR 2026

Marcha a Brasília ganha reforço em convocação nacional

Miguel Torres destaca Conclat e eleições em podcast
Força 27 MAR 2026

Miguel Torres destaca Conclat e eleições em podcast

FONSET no Maranhão: Vice da Força debate emprego e qualificação
Força 26 MAR 2026

FONSET no Maranhão: Vice da Força debate emprego e qualificação

Baile do Sindnapi reúne aposentados em Americana
Força 26 MAR 2026

Baile do Sindnapi reúne aposentados em Americana

Assembleia geral prorroga mandato da direção da Força Sindical
Força 26 MAR 2026

Assembleia geral prorroga mandato da direção da Força Sindical

Aguarde! Carregando mais artigos...