José Pereira dos Santos
José Pereira dos Santos

Uma das maldades do regime neoliberal é atacar o mundo do trabalho, suas organizações e os direitos. O objetivo é colocar o trabalho em segundo plano, com a desvalorização dos trabalhadores e arrocho da renda assalariada.

Além de cortar direitos, atacar o sindicalismo e rebaixar salários, o neoliberalismo também é uma usina geradora de desemprego. Com mais gente desempregada, subempregada ou nos bicos, fica fácil arrochar os salários dos já contratados.
 
Recente levantamento do IBGE mostra em números a trágica situação. O desemprego bate recorde e chega a 14,4% da mão de obra. Em janeiro estava em 12,2%.
 
O jornal O Globo, ao citar o IBGE, comenta: “A categoria dos empregados no setor privado com Carteira assinada foi estimada em 29,1 milhões de pessoas, menor nível da série histórica, o seja, queda de 6,5% na comparação com o trimestre encerrado em maio e de 12%  ante o mesmo trimestre de 2019”.
 
Duas perguntas devem ser feitas ante o emprego. Primeira: quanto custa gerar um posto de trabalho na indústria, comércio e nos serviços? Esse custo, além da contratação, salários e encargos, requer investimentos pra poder ofertar a vaga, treinamento e qualificação profissional durante o período em que a pessoa estiver empregada.
 
Segunda pergunta: quanto custa um desempregado? Aí fica mais caro, certamente. A começar pelas verbas indenizatórias e as parcelas (até cinco) do seguro-desemprego. Mas isso é apenas parte do custo, pois, ao excluir trabalhadores do mercado de consumo, o País perde mercado interno e enfraquece sua economia.
 
Porém, há outros custos, inclusive sociais. Como a recolocação fica a cada dia mais difícil, é comum a pessoa procurar emprego até desistir; depois tenta se virar num bico; se não der certo, cai no desalento; do desalento para a desagregação é um passo curto, que pode levar a atritos familiares ou às drogas. Um caso tem pouco impacto social. Mas pense em 14 milhões de desempregados. É brutal.
 
O sindicalismo tem clareza sobre essa tragédia. Por isso, a pauta unitária das Centrais reivindica: 1) Retomar as obras paradas; 2) Pagar até dezembro o Auxílio Emergencial de R$ 600,00; 3) Manter a desoneração na folha de pagamento, pra garantir empregos ou quem sabe gerar postos de trabalho.
 
Eleições - Importante votar em candidatos que tenham propostas efetivas de combater o desemprego e gerar postos de trabalho.
 
José Pereira dos Santos - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
e secretário nacional de Formação da Força Sindical

Uma das maldades do regime neoliberal é atacar o mundo do trabalho, suas organizações e os direitos. O objetivo é colocar o trabalho em segundo plano, com a desvalorização dos trabalhadores e arrocho da renda assalariada.

Além de cortar direitos, atacar o sindicalismo e rebaixar salários, o neoliberalismo também é uma usina geradora de desemprego. Com mais gente desempregada, subempregada ou nos bicos, fica fácil arrochar os salários dos já contratados.
 
Recente levantamento do IBGE mostra em números a trágica situação. O desemprego bate recorde e chega a 14,4% da mão de obra. Em janeiro estava em 12,2%.
 
O jornal O Globo, ao citar o IBGE, comenta: “A categoria dos empregados no setor privado com Carteira assinada foi estimada em 29,1 milhões de pessoas, menor nível da série histórica, o seja, queda de 6,5% na comparação com o trimestre encerrado em maio e de 12%  ante o mesmo trimestre de 2019”.
 
Duas perguntas devem ser feitas ante o emprego. Primeira: quanto custa gerar um posto de trabalho na indústria, comércio e nos serviços? Esse custo, além da contratação, salários e encargos, requer investimentos pra poder ofertar a vaga, treinamento e qualificação profissional durante o período em que a pessoa estiver empregada.
 
Segunda pergunta: quanto custa um desempregado? Aí fica mais caro, certamente. A começar pelas verbas indenizatórias e as parcelas (até cinco) do seguro-desemprego. Mas isso é apenas parte do custo, pois, ao excluir trabalhadores do mercado de consumo, o País perde mercado interno e enfraquece sua economia.
 
Porém, há outros custos, inclusive sociais. Como a recolocação fica a cada dia mais difícil, é comum a pessoa procurar emprego até desistir; depois tenta se virar num bico; se não der certo, cai no desalento; do desalento para a desagregação é um passo curto, que pode levar a atritos familiares ou às drogas. Um caso tem pouco impacto social. Mas pense em 14 milhões de desempregados. É brutal.
 
O sindicalismo tem clareza sobre essa tragédia. Por isso, a pauta unitária das Centrais reivindica: 1) Retomar as obras paradas; 2) Pagar até dezembro o Auxílio Emergencial de R$ 600,00; 3) Manter a desoneração na folha de pagamento, pra garantir empregos ou quem sabe gerar postos de trabalho.
 
Eleições - Importante votar em candidatos que tenham propostas efetivas de combater o desemprego e gerar postos de trabalho.
 
José Pereira dos Santos - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
e secretário nacional de Formação da Força Sindical