Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

E os sindicatos?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Artigos

E os sindicatos?

Por: César Augusto de Mello
 
É preciso encontrar novos caminhos para concretizar um sindicalismo mais representativo e achegado da atual geração de trabalhadores, sobretudo dos jovens.
 
Passados pouco mais de cinco anos da reforma trabalhista promovida pela Lei n.º 13.467/2017, nota-se que a estrutura da organização sindical brasileira, formada por sindicatos, federações, confederações e centrais, sofreu um forte abalo, uma vez que sua principal fonte de custeio, a contribuição sindical, passou a ser facultativa, só podendo ser recolhida mediante prévia autorização.
 
Como se sabe, tal contribuição equivale a 1/30 do salário do trabalhador e, nos termos do art. 589, II, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sua divisão deve ser feita da seguinte maneira: 5% para a confederação, 10% para a central sindical, 15% para a federação, 60% para o sindicato, 10% para a Conta Especial Emprego e Salário, e é importante ressaltar que a estrutura sindical patronal também é beneficiada, mas, neste caso, é paga pelas empresas, na importância proporcional ao seu capital social. Em síntese, os empregadores financiam as entidades sindicais patronais e trabalhadores financiam as entidades sindicais profissionais.
 
Ocorre que a arrecadação compulsória que alcançava os cofres sindicais inegavelmente gerou uma nefasta acomodação de boa parte das entidades, que se afastaram da base de representação. E, com o advento da reforma trabalhista, chancelada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), elas viram minar seu poder econômico em progressão geométrica. E mais, o Precedente Normativo n.º 119 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Súmula Vinculante n.º 40 do STF impedem a cobrança de qualquer tipo de contribuição de trabalhador não associado ao sindicato.
 
Considerando isso, o mais adequado e razoável que hoje se cogita no meio sindical é possibilitar que as assembleias, soberanas e participativas, decidam de forma plausível as questões relacionadas ao custeio das entidades.
 
Além disso, outras alterações legislativas, como a necessidade de autorização da parte contrária para suscitar dissídio (art. 114, § 2.º da Constituição federal), a obrigatoriedade de negociar para toda a categoria e arrecadar somente de associado (art. 8, III, da Constituição federal) e a possibilidade de terceirização de qualquer atividade (art. 4.º-A da Lei 6.019/74), fizeram com que as entidades reduzissem drasticamente seu poder negocial.
 
Ora, a principal função das entidades sindicais é a negocial e, se ela está enfraquecida, os sindicatos não conseguem celebrar normas (convenções e acordos coletivos) que sejam minimamente adequadas aos interesses de seus representados, o que gera natural insatisfação entre estes.
 
Nesse contexto, avança cada vez mais no meio sindical o entendimento de que a velha estrutura está cansada e, diante da constante evolução tecnológica, que se reflete nas relações de trabalho, é preciso encontrar novos caminhos para concretizar um sindicalismo mais representativo e achegado da atual geração de trabalhadores, sobretudo dos jovens.
 
Na conjuntura moderna, é necessário entender que a palavra “obrigatório”, no que se refere a custeio sindical, foi retirada definitivamente do dicionário dos trabalhadores e que a atual estruturação sindical tende a se tornar obsoleta em razão das constantes e irreversíveis inovações do mundo do trabalho.
 
Apesar de verificarmos que entre os deputados e senadores recém-eleitos existe “polarização”, o fato é que a chegada do presidente Lula ao Palácio do Planalto gerou nos dirigentes sindicais a expectativa de algumas alterações na estrutura sindical brasileira, mesmo que se resumam a pontos essenciais, pois trabalhadores e empregadores precisam de segurança jurídica para seguir em frente com um mínimo de solavancos. Aliás, ao receber sindicalistas em Brasília no dia 18/1/2023, o atual presidente sinalizou que pode ser favorável às mudanças e entende serem necessárias.
 
Informações obtidas no Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES), atualizadas até 14/12/2022, mostram que temos 13.018 entidades sindicais de trabalhadores, sendo 14 centrais, 37 confederações, 453 federações e 12.514 sindicatos. Ainda, são 5.665 entidades sindicais patronais, a saber: 16 confederações, 188 federações e 5.461 sindicatos. E, se não bastasse, em 2021 o Ministério do Trabalho recebeu 564 pedidos de registro sindical e, em 2022, 758 pedidos. Algo precisa ser feito! Precisamos urgentemente entender o futuro das relações de trabalho e promover mudanças estruturais no sentido de modernizar e equilibrar as negociações coletivas. Para tanto, é imperioso tratarmos da atualização da estrutura sindical, do custeio, da autonomia perante o Estado, do estabelecimento de regras democráticas eleitorais, da transparência na utilização e prestação de recursos e do combate à indústria de “sindicatos de carimbo”.
 
A representação sindical deve ser fortalecida, para que os atores envolvidos possam, com base na autonomia privada coletiva, elaborar normas que reflitam a realidade do segmento, suprindo as necessidades oriundas da célere dinâmica do mundo do trabalho que a norma legal não tem como atender.
 
É preciso entender a força da negociação coletiva como instrumento relevante, célere e adequado para a solução setorial de problemas advindos das relações trabalhistas, e para isso precisamos de uma discussão madura, técnica, despida de ideologias e eventuais rancores de classe, pois a modernidade tende a atropelar quem a desconsidera. O País passa por vários problemas e a reestruturação sindical é apenas mais um deles, sobre o qual precisamos nos debruçar com afinco, pois das relações coletivas de trabalho, quando bem estruturadas, podem surgir mecanismos que nos coloquem num outro patamar relacional entre empresas, trabalhadores e sindicatos, perseguindo sempre as soluções que os novos tempos impõem.
 
Cesar Augusto de Mello – advogado, consultor jurídico da Força Sindical, CNTQ e FEQUIMFAR
A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Juntos somos fortes!
Gleberson Jales

Juntos somos fortes!

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo
Eusébio Pinto Neto

A força do voto e a participação cidadã na construção de um futuro mais justo

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Diretores e dirigentes sindicais
João Guilherme Vargas Netto

Diretores e dirigentes sindicais

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Mulheres por igualdade, democracia e trabalho decente
Maria Auxiliadora

Mulheres por igualdade, democracia e trabalho decente

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Se está na convenção, é lei
Paulo Ferrari

Se está na convenção, é lei

Resistir pelos interesses dos trabalhadores!
Cláudio Magrão

Resistir pelos interesses dos trabalhadores!

PL da Devastação é carta branca para o desmatamento sem limites
Márcio Ferreira

PL da Devastação é carta branca para o desmatamento sem limites

Sindicalistas e movimentos sociais debatem eleições 2026
Força 11 FEV 2026

Sindicalistas e movimentos sociais debatem eleições 2026

Metalúrgicos SP ampliam mobilização sobre isenção do IR
Força 11 FEV 2026

Metalúrgicos SP ampliam mobilização sobre isenção do IR

Pejotização ameaça direitos, alerta Miguel Torres
Força 11 FEV 2026

Pejotização ameaça direitos, alerta Miguel Torres

Centrais debatem jornada e pauta no Congresso
Força 10 FEV 2026

Centrais debatem jornada e pauta no Congresso

Seminário farmacêutico abre negociações coletivas de 2026
Força 10 FEV 2026

Seminário farmacêutico abre negociações coletivas de 2026

Nota Centrais Sindicais – Pela redução da jornada com escala 5×2
Força 10 FEV 2026

Nota Centrais Sindicais – Pela redução da jornada com escala 5×2

Projeto Verão amplia conscientização e prevenção ao HIV/AIDS
Força 10 FEV 2026

Projeto Verão amplia conscientização e prevenção ao HIV/AIDS

Miguel Torres alerta: fim do 6×1 exige redução da jornada
Força 10 FEV 2026

Miguel Torres alerta: fim do 6×1 exige redução da jornada

CONTER/SP avança em diálogo, CBO e qualificação profissional
Força 9 FEV 2026

CONTER/SP avança em diálogo, CBO e qualificação profissional

Sindicalistas da Força Sindical e da CTB debatem conjuntura política e econômica
Força 9 FEV 2026

Sindicalistas da Força Sindical e da CTB debatem conjuntura política e econômica

Presidente da Força alerta para semana decisiva em Brasília
Força 9 FEV 2026

Presidente da Força alerta para semana decisiva em Brasília

Miguel Torres se reúne com Murilo Pinheiro na Força Sindical
Força 9 FEV 2026

Miguel Torres se reúne com Murilo Pinheiro na Força Sindical

Sindicato doa 300 mochilas ao CEJA em São Carlos
Força 9 FEV 2026

Sindicato doa 300 mochilas ao CEJA em São Carlos

Jefferson Caproni representa a Força Sindical em Conferência da BMS, na Índia
Força 9 FEV 2026

Jefferson Caproni representa a Força Sindical em Conferência da BMS, na Índia

Campanha da Boa Visão do Sintrabor na empresa Roma foi um sucesso
Força 9 FEV 2026

Campanha da Boa Visão do Sintrabor na empresa Roma foi um sucesso

Justiça por Orelha: Eletricitários de SP abraçam campanha contra maus tratos a animais
Força 9 FEV 2026

Justiça por Orelha: Eletricitários de SP abraçam campanha contra maus tratos a animais

Sinthoresp intensifica trabalho de base e amplia ações de acolhimento à categoria
Força 9 FEV 2026

Sinthoresp intensifica trabalho de base e amplia ações de acolhimento à categoria

Sintracon-SP recebe Alckmin em debate sobre saúde mental
Força 6 FEV 2026

Sintracon-SP recebe Alckmin em debate sobre saúde mental

Sindec vai à Esquina Democrática para divulgar a conquista da isenção do IR
Força 6 FEV 2026

Sindec vai à Esquina Democrática para divulgar a conquista da isenção do IR

Repudio à truculência da Policia Militar do Paraná
Força 6 FEV 2026

Repudio à truculência da Policia Militar do Paraná

Metalúrgicos de SP levam às fábricas a vitória da isenção do IR
Força 6 FEV 2026

Metalúrgicos de SP levam às fábricas a vitória da isenção do IR

Justiça garante insalubridade máxima à saúde de Valinhos
Força 6 FEV 2026

Justiça garante insalubridade máxima à saúde de Valinhos

NOTA: A agressão aos sindicalistas do Paraná é um brutal ataque aos direitos humanos
Força 5 FEV 2026

NOTA: A agressão aos sindicalistas do Paraná é um brutal ataque aos direitos humanos

Isenção do IR alivia orçamento de aposentados e pensionistas
Força 5 FEV 2026

Isenção do IR alivia orçamento de aposentados e pensionistas

Centrais destacam isenção do IR em informe no Estadão
Força 5 FEV 2026

Centrais destacam isenção do IR em informe no Estadão

Assembleia unitária na MWM celebra avanço no Imposto de Renda
Força 5 FEV 2026

Assembleia unitária na MWM celebra avanço no Imposto de Renda

Pensão por morte: Sindnapi alerta para erros comuns nos pedidos
Força 4 FEV 2026

Pensão por morte: Sindnapi alerta para erros comuns nos pedidos

Químicos da Força celebram isenção do IR e novas conquistas
Força 4 FEV 2026

Químicos da Força celebram isenção do IR e novas conquistas

Panfletagem ressalta conquista da isenção do IR
Força 4 FEV 2026

Panfletagem ressalta conquista da isenção do IR

Crise no setor químico pauta encontro de sindicalistas com Alckmin
Força 4 FEV 2026

Crise no setor químico pauta encontro de sindicalistas com Alckmin

Aguarde! Carregando mais artigos...