Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
4 JUL 2024

Imagem do dia

Posse da nova diretoria do Sindicato dos Químicos de S j do Rio Preto

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Negociação coletiva para uma economia forte

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Artigos

Negociação coletiva para uma economia forte

Por: Clemente Ganz Lúcio
Como país e nação temos o desafio de promover um crescimento econômico transformador porque deve ser contínuo, industrializante, ambientalmente sustentável, gerador de bons empregos e salários, capaz de superar a pobreza e as desigualdades. O mundo do trabalho que produzirá esse novo Brasil também passa e passará por profundas transformações. Estas deverão ter impactos positivos para o incremento da produtividade virtuosa e um tipo de regulação das relações de trabalho que considere as diferenças econômicas presentes na extensão territorial do país, a diversidade da estrutura produtiva dos setores, o tamanho e tipos de empresas e as especificidades das múltiplas atividades do setor público. Diante do desafio de um processo contínuo de profundas mudanças, como regular as relações de trabalho em tempo real, aqui e agora, na diversidade situações e contextos?
 
A negociação coletiva é o mais eficaz instrumento para tratar em tempo real das profundas mudanças no mundo do trabalho e seus impactos sobre a vida da classe trabalhadora e o sistema produtivo. Responde rápido, permite revisão, gera aprendizado, acolhe a diversidade e as diferenças e dá segurança para as partes atuarem, isso se a negociação coletiva for bem estruturada, articulada e coordenada de forma adequada, assentada em princípios da boa fé e orientada para as melhores práticas. Por isso colocamos em debate a elaboração de um projeto que materialize no Brasil o fortalecimento e a valorização da negociação coletiva.
 
As transformações já em curso decorrem da inovação promovida pelas novas tecnologias, pela inteligência artificial, pela digitalização, pelos novos materiais, entre outros. Há novas estratégias empresariais e surgem novas atividades econômicas. Países e regiões investem para recompor tecidos produtivos industriais nos seus territórios, buscam criar uma economia verde e de baixo carbono, apostam em fontes de energia renovável, tudo junto e ao mesmo tempo, com impactos disruptivos sobre o mundo do trabalho.
 
O fim dos empregos por tecnologia orientadas para a redução do custo do trabalho, regras distributivas que favorecem uma acumulação e concentração de renda e riqueza, aumento das desigualdades e inseguranças múltiplas são aspectos que fazem parte de processos políticos de alta tensão social, de enfraquecimento das democracias e dos seus instrumentos. É urgente pactuar outros sentidos, promover processos que fortaleçam a democracia e a a tolerância com a diferença.
 
A orientação social dessas mudanças exige um sentido que deve ser o de buscar sempre o bem coletivo, a qualidade de vida para todos, a sustentabilidade ambiental, a superação das mazelas da pobreza e desigualdade, assim como promover a participação de todos com trabalho digno, renda que permita financiar adequadamente o orçamento familiar, o incremento da produtividade do trabalho e a adequada distribuição dos frutos do trabalho de todos. A construção deliberativa desse sentido e sua forma de materialização é a essência da atividade política que tem na negociação seu principal instrumento para operar.
 
Localizada no mundo produtivo e nas relações de trabalho, também é política a construção deliberativa do sentido das transformações e de como enfrentar os seus impactos. Há um instrumento amplamente testado e com ótimos resultados para deliberar: a negociação materializada em acordos e convenções coletivas.
 
O desafio de organizar, articular e coordenar uma dinâmica de desenvolvimento econômico e socioambiental requer instrumentos capazes de promover simultâneas e diversificadas micro e macro concertações econômicas e sociais. É com essa finalidade que a negociação coletiva deve ser estruturada e organizada. Deve ser vista como ativo político de alto impacto econômico, capaz de promover arranjos no mundo do trabalho que deem qualidade às transformações em curso, respondam aos desafios das demandas quantitativas e sejam capazes de atender as expectativas de todas as partes interessadas.
 
Mudanças disruptivas exigirão respostas inéditas, muitas desconhecidas, que serão testadas, corrigidas, incrementadas. É um processo de descoberta, que contêm riscos que devem ser compartilhados, realizados com segurança jurídica assentada na boa fé e na determinação de fazer o melhor para todos. Esse produto de alto valor agregado para a vida em sociedade é resultado de uma construção realizada na interação que a negociação coletiva é capaz de promover.
 
Por isso que propomos respostas inovadoras em termos de sistema de relações de trabalho, organizado e integrado às estratégias de desenvolvimento econômico e socioambiental.
 
O sistema de relações de trabalho deve ser fundado na negociação coletiva valorizada, bem estruturada e coordenada para ser capaz de responder a diferentes âmbitos de negociação, desde o local, no chão da empresa, na região, no setor, na cadeia produtiva, nacional e internacional. Negociação coletiva organizada como prática permanente para tratar dos problemas em diversos âmbitos, contextos e situações. Processo negociais capazes de produzir terapias que tratem das dores que o irromper do novo traz. Compartilhar processos contínuos de aprendizado, a partir de perspectivas diferentes, mas com propósitos que podem ser convergentes.
 
Apostar na negociação coletiva exige responder pela constituição do sujeito, também coletivo, capaz de ampla base de representação dos milhares ou milhões de pessoas presentes no mundo do trabalho e na organização empresarial. Esse sujeito já é constitucionalmente definido e denomina-se sindicato, organizado verticalmente e setorialmente em federações, confederações e, transversalmente, em centrais sindicais, formando o sistema sindical brasileiro, que deve ter condições para ampliar sua representação para todas as formas de ocupação e organização produtiva, buscar sempre alta representatividade, mobilizar interesses e interessados, formatar pautas e propostas para serem aportadas nas mesas de negociação, debatidas e deliberadas em acordos.
 
Negociações coletivas capazes de tratar das diversas questões do mundo do trabalho – salários, jornada, auxílios e benefícios, formação profissional, saúde e segurança, férias, impactos das novas tecnologias, postos de trabalho, teletrabalho, entre inúmeros outros aspectos. Negociações coletivas com capacidade de criar respostas inovadoras para novos problemas, para contextos desconhecidos, para situações inéditas, para os conflitos que fazem parte da vida, com ampla cobertura sindical, protegendo a todos com segurança.
 
As transformações exigirão contínuo aprimoramento das negociações, seja em termos de âmbitos, de cobertura, de inovação, para compartilhar experiências, assim como respostas organizativas capazes de expressar os interesses no mundo novo que emerge. Por isso é fundamental que o sistema de negociação e o sistema sindical sejam capazes de promover investimento contínuos no seu aprimoramento e de inovação em termos de respostas, processos e métodos. O que propomos é organizar o sistema sindical e de negociação coletiva a partir da autorregulação promovida pelas partes interessadas e entre elas. A autorregulação permite que cada parte interessada aprimore de forma autônoma o seu sistema sindical e, as partes em conjunto, invistam na qualidade dos processos negociais.
 
Esse olhar de futuro é para já. Há urgência diante dos desafios e pressa para gerar respostas assertivas. Por isso atuamos na construção de um projeto de modernização do sistema de relações de trabalho, orientado pelas melhores práticas de negociação, pela atualização do nosso sistema sindical a partir da sua cultura e valores, comprometidos com a mudanças, com estrutura organizativa e forma de financiamento adequados, assentado no valor essencial das assembleias como espaço deliberativo aberto à participação de todos.
 
Trata-se de uma oportunidade e de uma exigência: integrar de forma virtuosa o sistema de relações de trabalho à construção do desenvolvimento econômico do Brasil.
 
Clemente Ganz Lúcio, Sociólogo, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, membro do CDESS – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável da Presidência da República, membro do Conselho Deliberativo da Oxfam Brasil, consultor e ex-diretor técnico do DIEESE (2004/2020)
Com a Sabesp privatizada, você vai entrar pelo cano!
Eduardo Annunciato, Chicão

Com a Sabesp privatizada, você vai entrar pelo cano!

Luta pelo fim da violência contra o idoso continua
Milton Cavalo

Luta pelo fim da violência contra o idoso continua

Três indicadores
João Guilherme Vargas Netto

Três indicadores

Revisão dos benefícios dos mais pobres é sentença de morte
Eusébio Pinto Neto

Revisão dos benefícios dos mais pobres é sentença de morte

Prioridades da agenda sindical 2024/25
Clemente Ganz Lúcio

Prioridades da agenda sindical 2024/25

Sobre a Correção do Fundo de Garantia
Eliseu Silva Costa

Sobre a Correção do Fundo de Garantia

Defendemos a criação de um programa emergencial robusto
Nilton Souza da Silva, o Neco

Defendemos a criação de um programa emergencial robusto

Sindicalismo não recua!
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Sindicalismo não recua!

Dia Internacional da Enfermagem: 12 de maio
Jefferson Caproni

Dia Internacional da Enfermagem: 12 de maio

Nossa solidariedade ao Rio Grande do Sul
Gilberto Almazan

Nossa solidariedade ao Rio Grande do Sul

Não ao assédio moral
Paulo Ferrari

Não ao assédio moral

“Combustível do Futuro” e o futuro do trabalho
Sérgio Luiz Leite, Serginho

“Combustível do Futuro” e o futuro do trabalho

Dia Internacional da Mulher: Desafios e compromissos pela igualdade
Maria Auxiliadora

Dia Internacional da Mulher: Desafios e compromissos pela igualdade

Uma questão de gênero
Aparecida Evaristo

Uma questão de gênero

Avanços reais
João Passos

Avanços reais

Comerciário sindicalizado só tem a ganhar
Milton de Araújo

Comerciário sindicalizado só tem a ganhar

Férias escolares mais divertidas nas colônias conveniadas ao SINPOSPETRO-RJ
Força 12 JUL 2024

Férias escolares mais divertidas nas colônias conveniadas ao SINPOSPETRO-RJ

Vídeos 12 JUL 2024

Sinttrar inaugura simulador em parceria com o Sest Senat

Borracheiros marcam presença no Dia da Luta Operária
Força 12 JUL 2024

Borracheiros marcam presença no Dia da Luta Operária

No 9 de Julho, Clemente e Maeno cobram ambientes de trabalho seguros
Força 12 JUL 2024

No 9 de Julho, Clemente e Maeno cobram ambientes de trabalho seguros

Heróis da Saúde: SinSaúdeSP premia Airton Cano, do Sindicato dos Químicos do ABC
Força 12 JUL 2024

Heróis da Saúde: SinSaúdeSP premia Airton Cano, do Sindicato dos Químicos do ABC

Vendas no varejo avançam 1,2% em maio, impulsionadas por hiper e supermercados
Imprensa 12 JUL 2024

Vendas no varejo avançam 1,2% em maio, impulsionadas por hiper e supermercados

Com a Sabesp privatizada, você vai entrar pelo cano!
Artigos 12 JUL 2024

Com a Sabesp privatizada, você vai entrar pelo cano!

Luta pelo fim da violência contra o idoso continua
Artigos 12 JUL 2024

Luta pelo fim da violência contra o idoso continua

Metalúrgicos da Brovind aprovam PLR 2024 de R$ 1750,00
Força 10 JUL 2024

Metalúrgicos da Brovind aprovam PLR 2024 de R$ 1750,00

Frentistas do RJ retomam negociação salarial nesta quarta(10)
Força 10 JUL 2024

Frentistas do RJ retomam negociação salarial nesta quarta(10)

Conselho Nacional do Trabalho realiza reunião tripartite
Força 10 JUL 2024

Conselho Nacional do Trabalho realiza reunião tripartite

Vídeos 10 JUL 2024

Revisão da vida toda. Não para de chegar reforços!

Posse da diretoria dos Condutores de S J do Rio Preto
Força 10 JUL 2024

Posse da diretoria dos Condutores de S J do Rio Preto

Presidente da Força Sindical em Brasília!
Força 10 JUL 2024

Presidente da Força Sindical em Brasília!

Xangai canta: Matança; música
Força 5 JUL 2024

Xangai canta: Matança; música

Industriall debate fortalecimento sindical, negociação coletiva e reestruturação produtiva
Força 5 JUL 2024

Industriall debate fortalecimento sindical, negociação coletiva e reestruturação produtiva

Frentistas traçam estratégia de luta para a negociação no RJ
Força 5 JUL 2024

Frentistas traçam estratégia de luta para a negociação no RJ

Posse da nova diretoria do Sindicato dos Químicos de S j do Rio Preto
Imagem do dia 4 JUL 2024

Posse da nova diretoria do Sindicato dos Químicos de S j do Rio Preto

Mais de 87% dos reajustes negociados acima da inflação em maio
Imprensa 4 JUL 2024

Mais de 87% dos reajustes negociados acima da inflação em maio

Custo da cesta básica aumenta em 11 cidades
Imprensa 4 JUL 2024

Custo da cesta básica aumenta em 11 cidades

Produção industrial recua 0,9% em maio, segundo mês seguido de queda
Imprensa 4 JUL 2024

Produção industrial recua 0,9% em maio, segundo mês seguido de queda

Prazo para pagar 1ª parcela do abono do frentistas do RJ termina amanhã (5)
Força 4 JUL 2024

Prazo para pagar 1ª parcela do abono do frentistas do RJ termina amanhã (5)

Três indicadores
Artigos 4 JUL 2024

Três indicadores

Força participa da comemoração dos 248 anos da independência dos EUA
Força 3 JUL 2024

Força participa da comemoração dos 248 anos da independência dos EUA

Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco recebe VII SICED; participe!
Força 3 JUL 2024

Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco recebe VII SICED; participe!

Sindnapi inclui os idosos no debate sobre População e Desenvolvimento da AL e Caribe na Colômbia
Força 3 JUL 2024

Sindnapi inclui os idosos no debate sobre População e Desenvolvimento da AL e Caribe na Colômbia

Dieese realiza seminário sobre negociação coletiva dia 11 de julho
Força 3 JUL 2024

Dieese realiza seminário sobre negociação coletiva dia 11 de julho

Conscientização da saúde ocular em postos de combustíveis do RJ
Força 3 JUL 2024

Conscientização da saúde ocular em postos de combustíveis do RJ

Metal Mulheres da CNTM será no dia 27 de julho
Mulher 3 JUL 2024

Metal Mulheres da CNTM será no dia 27 de julho

Sindicato negocia e PLR na Mahle chega a R$ 4.150,00
Força 2 JUL 2024

Sindicato negocia e PLR na Mahle chega a R$ 4.150,00

Aguarde! Carregando mais artigos...