Nilton Souza da Silva, o Neco
Nilton Souza da Silva, o Neco

Se esse fosse um livro onde contássemos todas as mudanças que aconteceram nos últimos três meses e que marcarão para sempre a história da humanidade recente, esse capítulo bem que poderia se chamar “Nós avisamos”. Sim, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre sempre se posicionou presando pela saúde e pela vida dos trabalhadores, ante a economia; deixando claro que considerava a retomada das atividades uma atitude precipitada, indo na contramão de ações eficazes no combate à pandemia da Covid-19.

Quando decretada a quarentena em Porto Alegre, a situação estava sob controle. Após a flexibilização das medidas restritivas, a Prefeitura irresponsavelmente passou um recado equivocado para a população: a mensagem de que estava tudo bem. A vida dos porto-alegrenses voltou ao normal. O trânsito engarrafou novamente, os shoppings lotaram, os parques se encheram de vida nos finais de semana e o chimarrão voltou a ser compartilhado na beira do Guaíba. O problema, é que não está tudo bem.

O Brasil já ultrapassa 42 mil mortos vítimas da Covid-19. Em Porto Alegre os casos aumentam diariamente, assim como a utilização das vagas em leitos de UTI. O Sindicato continua recebendo diariamente denúncias dos setores em funcionamento que, desde o início da pandemia, não respeitam as medidas de proteção, colocando a vida dos trabalhadores e clientes em risco, tornando-se vetores de contaminação.  

Retroceder agora, não irá como num passe de mágica conscientizar as pessoas da real gravidade da situação, tampouco recuperar as vidas que já foram perdidas. A Prefeitura teve a chance de escrever uma história diferente desta que agora se desenha, mas cedeu à pressão econômica em detrimento da saúde. A restrição, que não deveria ter sido liberada precocemente, agora se apresenta como a única esperança de um governo que passa a dividir a população: de um lado, os que temem a pandemia e respeitam o isolamento e as medidas de segurança mesmo tendo que se exporem ao trabalhar; e do outro, os que se apoiaram nas medidas precipitadas e desde então seguem a vida normalmente achando que são imunes ao vírus.

Diante do exposto, o Sindec-POA, como representante de uma categoria que sempre esteve na linha de frente nos setores de supermercados e farmácias, considerados essenciais; avalia de extrema necessidade que a Prefeitura realize teste em todos os trabalhadores dos setores envolvidos para garantir a sua saúde e de seus familiares, bem como da população.  Também exigimos que o retorno total das atividades seja liberado, não somente quando houver desocupação nos leitos de UTI, mas também quando houver clara diminuição na curva de contaminação.

Que esse apelo seja de fato levado em consideração pela Prefeitura que, deverá ser responsabilizada pelas atitudes que expõe a população ao risco, para que felizmente, num futuro bem próximo, não seja o Sindec-POA a proferir novamente a frase “nós avisamos”.

Nilton Neco- Presidente do Sindec-POA

Se esse fosse um livro onde contássemos todas as mudanças que aconteceram nos últimos três meses e que marcarão para sempre a história da humanidade recente, esse capítulo bem que poderia se chamar “Nós avisamos”. Sim, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre sempre se posicionou presando pela saúde e pela vida dos trabalhadores, ante a economia; deixando claro que considerava a retomada das atividades uma atitude precipitada, indo na contramão de ações eficazes no combate à pandemia da Covid-19.

Quando decretada a quarentena em Porto Alegre, a situação estava sob controle. Após a flexibilização das medidas restritivas, a Prefeitura irresponsavelmente passou um recado equivocado para a população: a mensagem de que estava tudo bem. A vida dos porto-alegrenses voltou ao normal. O trânsito engarrafou novamente, os shoppings lotaram, os parques se encheram de vida nos finais de semana e o chimarrão voltou a ser compartilhado na beira do Guaíba. O problema, é que não está tudo bem.

O Brasil já ultrapassa 42 mil mortos vítimas da Covid-19. Em Porto Alegre os casos aumentam diariamente, assim como a utilização das vagas em leitos de UTI. O Sindicato continua recebendo diariamente denúncias dos setores em funcionamento que, desde o início da pandemia, não respeitam as medidas de proteção, colocando a vida dos trabalhadores e clientes em risco, tornando-se vetores de contaminação.  

Retroceder agora, não irá como num passe de mágica conscientizar as pessoas da real gravidade da situação, tampouco recuperar as vidas que já foram perdidas. A Prefeitura teve a chance de escrever uma história diferente desta que agora se desenha, mas cedeu à pressão econômica em detrimento da saúde. A restrição, que não deveria ter sido liberada precocemente, agora se apresenta como a única esperança de um governo que passa a dividir a população: de um lado, os que temem a pandemia e respeitam o isolamento e as medidas de segurança mesmo tendo que se exporem ao trabalhar; e do outro, os que se apoiaram nas medidas precipitadas e desde então seguem a vida normalmente achando que são imunes ao vírus.

Diante do exposto, o Sindec-POA, como representante de uma categoria que sempre esteve na linha de frente nos setores de supermercados e farmácias, considerados essenciais; avalia de extrema necessidade que a Prefeitura realize teste em todos os trabalhadores dos setores envolvidos para garantir a sua saúde e de seus familiares, bem como da população.  Também exigimos que o retorno total das atividades seja liberado, não somente quando houver desocupação nos leitos de UTI, mas também quando houver clara diminuição na curva de contaminação.

Que esse apelo seja de fato levado em consideração pela Prefeitura que, deverá ser responsabilizada pelas atitudes que expõe a população ao risco, para que felizmente, num futuro bem próximo, não seja o Sindec-POA a proferir novamente a frase “nós avisamos”.

Nilton Neco- Presidente do Sindec-POA