Sindicato dos Ladrões mostra a corrupção em uma organização sindical dos portuários estadunidenses, na década de 1950, e o processo de conscientização social do jovem Terry Malloy.
Divulgação
 

Sindicato de Ladrões (On the Waterfront)

EUA, 1954
Elia Kazan
Com Marlon Brando, Karl Malden, Eva Marie Saint

Sindicato dos Ladrões mostra a corrupção em uma organização sindical dos portuários estadunidenses, na década de 1950, e o processo de conscientização social do jovem Terry Malloy. Desgarrado do grupo, ele compreende a importância da união dos operários e se volta contra o sindicato corrupto.

Terry Malloy é um ex-boxeador que, em queda, se junta à máfia do porto de Nova York. Depois de participar da agressão a um trabalhador, que morre, ele se sente culpado. E seu remorso é agravado quando ele se apaixona pela irmã do trabalhador morto.

O filme foi produzido em meio ao clima de histeria anticomunista que marcou os EUA na época do macarthismo. Nesse sentido, Sindicato de Ladrões está cercado pela lenda da traição, nas telas e fora delas. O protagonista Terry, por exemplo, foi traído pelo irmão advogado, Charlie.

Nos bastidores, o diretor Elia Kazan, que havia sido membro ativo do Partido Comunista dos EUA, foi acusado pelo Comitê de Atividades Antiamericanas no Congresso, que movia o macarthismo anticomunista, e acabou por delatar antigos camaradas do partido. Um deles era o dramaturgo Arthur Miller, que trabalhava no roteiro do filme mas o abandonou quando foi pressionado para descrever como comunistas os vilões e gangsters do filme. Desde então Elia Kazan foi visto e apontado como um dos principais delatores do macarthismo.

Por Carolina Maria Ruy

 

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Sindicato de Ladrões (On the Waterfront)

EUA, 1954
Elia Kazan
Com Marlon Brando, Karl Malden, Eva Marie Saint

Sindicato dos Ladrões mostra a corrupção em uma organização sindical dos portuários estadunidenses, na década de 1950, e o processo de conscientização social do jovem Terry Malloy. Desgarrado do grupo, ele compreende a importância da união dos operários e se volta contra o sindicato corrupto.

Terry Malloy é um ex-boxeador que, em queda, se junta à máfia do porto de Nova York. Depois de participar da agressão a um trabalhador, que morre, ele se sente culpado. E seu remorso é agravado quando ele se apaixona pela irmã do trabalhador morto.

O filme foi produzido em meio ao clima de histeria anticomunista que marcou os EUA na época do macarthismo. Nesse sentido, Sindicato de Ladrões está cercado pela lenda da traição, nas telas e fora delas. O protagonista Terry, por exemplo, foi traído pelo irmão advogado, Charlie.

Nos bastidores, o diretor Elia Kazan, que havia sido membro ativo do Partido Comunista dos EUA, foi acusado pelo Comitê de Atividades Antiamericanas no Congresso, que movia o macarthismo anticomunista, e acabou por delatar antigos camaradas do partido. Um deles era o dramaturgo Arthur Miller, que trabalhava no roteiro do filme mas o abandonou quando foi pressionado para descrever como comunistas os vilões e gangsters do filme. Desde então Elia Kazan foi visto e apontado como um dos principais delatores do macarthismo.

Por Carolina Maria Ruy