Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Força

Dirigentes das Centrais Sindicais encontram-se com o presidente Lula no Palácio do Planalto

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Força

Dirigentes das Centrais Sindicais encontram-se com o presidente Lula no Palácio do Planalto

sindicalistas com Lula
Miguel Torres, presidente da Força Sindical, da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, no encontro no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira, 18 de janeiro de 2022, do presidente Lula e ministros com as centrais sindicais
Líderes de centrais sindicais apresentaram demandas em encontro com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, 18 de janeiro de 2023, no Palácio do Planalto, Brasília/DF.
 
Em suas falas, os sindicalistas destacaram os temas salário mínimo, reajuste do Imposto de Renda, reforma da estrutura de sindicatos e até mesmo “revogaço” da reforma trabalhista.
 
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, afirmou que os trabalhadores não querem a volta do chamado imposto sindical. Ele defendeu uma reforma da estrutura de sindicatos no Brasil, para combater a “pulverização” das entidades. “Destacamos a necessidade de se resolver definitivamente o financiamento da atividade sindical”, disse Miguel Torres, também presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.
sindicalistas com Lula
“Os trabalhadores não estão pedindo de volta o imposto sindical. Queremos que o trabalhador tenha a negociação valorizada, queremos que trabalhadores decidam em assembleias o que pagam a sindicatos”, disse Miguel Torres
 
Segundo ele, é preciso haver uma união das centrais para evitar a proliferação de entidades. “Propomos uma unidade das centrais sindicais, junto com todo o movimento sindical, porque precisamos fortalecer o movimento sindical”.
 
“Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Senhor Ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho, Demais Ministros de Estado presentes.
 
Queridas companheiras e companheiros, presidentes das centrais sindicais e dirigentes sindicais de todo o país.
 
É significativo o fato de estarmos aqui, no Palácio do Planalto, realizando este Encontro de Sindicalistas com o Presidente Lula. De fato, não é uma novidade ou coisa parecida o presidente Lula receber dirigentes sindicais.
 
É por demais conhecida sua trajetória de dirigente sindical, de presidente dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo, de organizador das Conclat’s, fundador da CUT, trajetória esta fundamental para a conformação da sua personalidade política. Somos testemunhas da permanente abertura que o presidente Lula reserva aos trabalhadores e aos dirigentes sindicais, do seu arraigado tino de sindicalista que trouxe para a política e para suas atividades como estadista.
 
Desta vez, este encontro reveste-se de um caráter especial, é um momento para discutirmos com o presidente nossas reivindicações e propostas, nosso plano de ação em relação ao seu governo. Porém, face ao ocorrido no 8 de janeiro passado, esse nosso Encontro transformou-se, também, num ato de solidariedade ao governo e às demais instituições da República, nomeadamente à Câmara dos Deputados, o Senado Federal e o Supremo Tribunal Federal violentamente maculados pela violência fascista e golpista promovida por radicais inconformados com a vitória eleitoral da chapa Lula-Alckmin, sua diplomação e posse.
 
Da parte da Força Sindical, e creio que falamos aqui pelo conjunto do movimento sindical e dos trabalhadores, não há tergirversação: temos que defender nossa democracia, duramente conquistada, os poderes da República e o Estado Democrático de Direito! É preciso dar um basta, com base na Constituição, nas instituições republicanas e na mobilização e da sociedade civil, para que todos aqueles que atentaram e/ou venham atentar contra nossa democracia sintam a mão pesada da lei, devendo ser, todos, indiciados, acusados, julgados e condenados com a severidade que a situação exige.
 
Além disso, esse Encontro reveste-se de outro significado fundamental: o movimento sindical ficou, nos quatro anos da gestão presidencial passada, sem realizar uma única reunião com o Presidente da República, para discutir suas demandas e reivindicações. É necessário dizer que tal disparate foi da responsabilidade unilateral e exclusiva do Presidente Bolsonaro que sequer dignou-se a responder a carta que as centrais sindicais lhe enviaram em janeiro de 2019, logo de sua posse, pedindo a abertura de negociações sobre a pauta trabalhista e outras questões relativas às relações de trabalho e à organização sindical. A realização deste Encontro é, pois, a retomada de um relacionamento regular, democrático, institucional entre o governo federal e o movimento sindical representado pelas centrais sindicais, que, temos certeza, que avançará e frutificará!
 
Senhor Presidente, senhores Ministros, companheiras e companheiros,
 
Se por um lado o Presidente Bolsonaro desprezou duramente a representação dos trabalhadores, por outro, tratou à pão de ló setores empresariais e políticos interessados em dividir e desorganizar os trabalhadores e suas organizações sindicais, para, por esta via, aumentar seus lucros e poder. O Ministério do Trabalho foi desmantelado, esquartejado. A participação social e trabalhista foi reduzida a quase nada. No diapasão da reforma trabalhista aprovada lá no governo Temer, trataram de reduzir ao máximo o poder e a importância das negociações coletivas, das quais a presença sindical é vital e fundamental, por soluções baseadas em negociações individuais entre empresas e o pobre trabalhador isolado, em desrespeito flagrante das normas internacionais do trabalho ratificadas pelo Brasil e pelo espírito democrático de nossa Constituição Cidadã de 1988.
 
Tal ofensiva contra os direitos sociais, econômicos e sindicais, que coincidiu com a pandemia de Coronavírus, não tardou a mostrar resultados: a queda da massa salarial, o aumento do trabalho precarizado e informal, a pejotização, a disseminação do trabalho via aplicativos, a superexploração dos trabalhadores, o corte das fontes de financiamento dos sindicatos, elemento central para reduzir seu protagonismo e capacidade de resistir à ofensiva ultraliberal e construir alternativas.
 
É fundamental reverter esse quadro, pois é impensável que num país tão desigual como o Brasil, poderá haver desenvolvimento econômico e social alijando-se os trabalhadores dos resultados econômicos e diminuindo o enorme potencial do nosso mercado interno. Não é necessário ir muito longe para citarmos exemplos de que quando houve emprego, aumento da renda do trabalho e melhoria das condições de vida da maioria do povo o país pode crescer diminuindo as desigualdades, como ocorreu durante os mandatos presidenciais de Vossa Excelência, de 2003 a 2011. É no sentido da valorização do trabalho, da conquista de salários justos, de melhores condições de trabalho, de emprego digno para todos, que precisamos fortalecer a negociação coletiva em todos os níveis e atividades econômicas, envolvendo os sindicatos, as federações e confederações, inclusive no serviço público, com a ratificação da Convenção 151 da OIT, reafirmando a negociação coletiva como instrumento de regulação das relações de trabalho que promovem o desenvolvimento econômico e socioambiental.
 
Todos sabemos que não há negociação coletiva verdadeira sem a intensa e obrigatória participação dos sindicatos. Sabemos, ainda, que a negociação coletiva valorizada exige sindicatos fortes e representativos. Para isso estamos verdadeiramente empenhados em promover um grande processo de atualização da estrutura sindical com o objetivo de fortalecer os sindicatos, ampliar sua representatividade, do sindicato unitário de base, passando pelas federações e confederações e chegando às centrais sindicais, preservando sua autonomia em relação ao Estado e ao patronato, avançando no estabelecimento de regras avançadas de democracia sindical, do direito à oposição, da realização de processos eleitorais democráticos, da transparência no relativo à utilização de seus recursos financeiros e do primado da prestação de contas. Devemos combater firmemente a pulverização da estrutura sindical, promovendo a exatamente a agregação, a fusão de sindicatos, combatendo-se a indústria do sindicato de carimbo.
 
Para tanto, dispomo-nos a encarar abertamente o necessário debate com a sociedade, com os trabalhadores, com o governo, com o empresariado, com o parlamento, pois tais mudanças somente se consolidarão a partir de uma solução legislativa e democrática capaz de mudar e aperfeiçoar o arcabouço legal da estrutura sindical brasileira.
 
Dentre estas mudanças, destacamos a necessidade de se resolver definitivamente a questão do financiamento da atividade sindical. O que os trabalhadores pedem não é mais o imposto sindical e sim a legalização de um sistema de financiamento compatível com esta nova e aperfeiçoada estrutura sindical que propomos, baseado numa contribuição aprovada em assembleias representativas e democráticas, devidas por todos os abrangidos pelas normas coletivas acordadas, estipuladas com base em critérios de razoabilidade.
 
Estamos prontos e habilitados para o debate, senhor presidente. Temos certeza que o governo de Vossa Excelência ratificará entusiasticamente o fundamental destas propostas, que marcam um novo e decisivo momento para o movimento sindical do Brasil e porque não dizer, de todo o mundo!
 
Receba nossas fraternais saudações!”.
 
Miguel Torres
Presidente da Força Sindical, da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes
Fonte: Rádio Peão Brasil

Últimas de Força

Todas de Força
Sindnapi promove tarde de cinema e integração para associados e convidados
Força 17 ABR 2026

Sindnapi promove tarde de cinema e integração para associados e convidados

Presidente da Fequimfar reforça pauta em diálogo com Alckmin
Força 17 ABR 2026

Presidente da Fequimfar reforça pauta em diálogo com Alckmin

Metalúrgicos SP realizam assembleias e retomam direitos
Força 17 ABR 2026

Metalúrgicos SP realizam assembleias e retomam direitos

1º de Maio é nos Metalúrgicos SP com sorteios e premiações
1º de Maio 16 ABR 2026

1º de Maio é nos Metalúrgicos SP com sorteios e premiações

CSPB celebra avanço da negociação coletiva no setor público
Força 16 ABR 2026

CSPB celebra avanço da negociação coletiva no setor público

Miguel Torres agradece participação na marcha em Brasília
Conclat 16 ABR 2026

Miguel Torres agradece participação na marcha em Brasília

Fotos da Conclat 2026
Conclat 16 ABR 2026

Fotos da Conclat 2026

Presidente da Força defende jornada menor em encontro com Lula
Conclat 16 ABR 2026

Presidente da Força defende jornada menor em encontro com Lula

Lula recebe pauta das centrais após marcha em Brasília
Conclat 16 ABR 2026

Lula recebe pauta das centrais após marcha em Brasília

Sindnapi reforça defesa dos aposentados na Marcha em Brasília
Conclat 16 ABR 2026

Sindnapi reforça defesa dos aposentados na Marcha em Brasília

Sinthoresp reforça luta contra escala 6×1 na CONCLAT
Conclat 16 ABR 2026

Sinthoresp reforça luta contra escala 6×1 na CONCLAT

Borracheiros de SP ampliam força na CONCLAT 2026
Conclat 16 ABR 2026

Borracheiros de SP ampliam força na CONCLAT 2026

Centrais entregam pauta a Hugo Motta na Câmara
Conclat 15 ABR 2026

Centrais entregam pauta a Hugo Motta na Câmara

Centrais marcham à Praça dos Três Poderes após CONCLAT
Conclat 15 ABR 2026

Centrais marcham à Praça dos Três Poderes após CONCLAT

Miguel Torres destaca unidade em ato em Brasília
Conclat 15 ABR 2026

Miguel Torres destaca unidade em ato em Brasília

Milhares de trabalhadores fazem grande ato por direitos em Brasília
Conclat 15 ABR 2026

Milhares de trabalhadores fazem grande ato por direitos em Brasília

Flávio Dino recebe pauta jurídica das centrais sindicais
Conclat 15 ABR 2026

Flávio Dino recebe pauta jurídica das centrais sindicais

Centrais divulgam agenda jurídica no STF e TST
Conclat 14 ABR 2026

Centrais divulgam agenda jurídica no STF e TST

Confira a Pauta da Classe Trabalhadora
Conclat 14 ABR 2026

Confira a Pauta da Classe Trabalhadora

Centrais serão recebidas por Lula após Marcha no dia 15
Conclat 14 ABR 2026

Centrais serão recebidas por Lula após Marcha no dia 15

Confira as orientações para identificar os ônibus que irão à Brasília
Conclat 14 ABR 2026

Confira as orientações para identificar os ônibus que irão à Brasília

Excursão do Sindnapi reúne associados em Caraguatatuba
Força 14 ABR 2026

Excursão do Sindnapi reúne associados em Caraguatatuba

Etanol: trabalhadores aprovam pauta salarial 2026
Força 14 ABR 2026

Etanol: trabalhadores aprovam pauta salarial 2026

1º de Maio: Sindicato dos Metalúrgicos SP vai realizar evento
1º de Maio 14 ABR 2026

1º de Maio: Sindicato dos Metalúrgicos SP vai realizar evento

Frentistas são homenageados no Senado e reforçam luta por direitos
Força 14 ABR 2026

Frentistas são homenageados no Senado e reforçam luta por direitos

Jornal dos Eletricitários SP reforça luta contra caducidade no setor
Força 14 ABR 2026

Jornal dos Eletricitários SP reforça luta contra caducidade no setor

É amanhã! Marcha a Brasília mobiliza trabalhadores
Conclat 14 ABR 2026

É amanhã! Marcha a Brasília mobiliza trabalhadores

Força Sindical promove palestras no 28 de Abril
Força 13 ABR 2026

Força Sindical promove palestras no 28 de Abril

Metalúrgicos SP debatem Marcha, Conclat e agenda sindical 2026
Força 13 ABR 2026

Metalúrgicos SP debatem Marcha, Conclat e agenda sindical 2026

Faltam dois dias para Marcha a Brasília
Conclat 13 ABR 2026

Faltam dois dias para Marcha a Brasília

Aguarde! Carregando mais artigos...