Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Força

Entrevista com Edson Dias Bicalho

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Força

Entrevista com Edson Dias Bicalho

Foto: Arquivo FequimfarEntrevista: Edson Dias Bicalho, secretário de Relação Internacional Adjunto, na Força Sindical, para América Latina, África do Sul e Países de Língua Portuguesa

Jornal da Federação – Conte sobre o seu trabalho na central Força Sindical.

Edson Bicalho – Nós construímos as discussões sobre Mercosul nos países da América Latina, já que como o bloco foi criado com a finalidade única e exclusivamente comercial, buscamos, junto a outras centrais sindicais, uma integração política, social, cultural e trabalhista. Discutimos uma unificação de propostas dos trabalhadores, movimento sindical, ONGs e outras entidades sociais. E para isso, criamos o Fórum Consultivo Político, Social e Econômico do Mercosul, que, de forma tripartite, analisa a possibilidade de geração de emprego decente, com integração social no Mercosul. Também buscamos acordos que visem a livre circulação dos trabalhadores, tanto quanto as garantias de benefícios previdenciários, para fins de aposentadoria.

J. F. – Como o movimento sindical pode interagir com Mercosul?

Edson – Nossa intenção é para que o movimento sindical integre as discussões dos governos, porque tanto o Fórum Consultivo quanto a Coordenadora apresentam propostas e políticas para essa integração. Na 2ª Conferência de Ministros do Trabalho do Mercosul, discutimos a criação de uma comissão sócio-laboral, alto nível de emprego, relações trabalhistas, seguridade, segurança no local de trabalho, trabalho infantil. Ou seja, o movimento sindical já faz parte das discussões do Mercosul, porque todos os presidentes recebem nossas propostas.

J. F. – Como você observa a criação de um parlamento no Mercosul, a exemplo do que já acontece na União Européia?

Edson – O parlamento serviria de interlecutor entre a sociedade e os governos envolvidos no Mercosul. Hoje, o parlamento europeu é indicado, porém, há grandes chances de que até 2012, a eleição ocorra por votação direta. Esse parlamento tem grande peso político, pois é ele quem representa a sociedade, a população, e o que os povos pensam.

J. F. – Existe no Mercosul o Protocolo de Brasília que é um órgão de soluções de controvérsias para questões comerciais. O movimento sindical participa deste órgão? Qual é sua opinião sobre o órgão?

Edson – Temos acompanhado as resoluções deste órgão, mas na prática, ele não tem funcionado. Uma das nossas cobranças é para que haja maior transparência na agenda comercial do Mercosul, para que o Fórum Consultivo seja um órgão efetivamente consultado nestas discussões e pra que a população também tenha participação, porque este fórum representa trabalhadores, empresas e ONGs.

J. F. – Como você vê a entrada da Venezuela no Mercosul?

Edson – Politicamente, a entrada da Venezuela é interessante, porque trata da integração da América Latina como um todo. Por outro lado, o país só entrou no bloco por decisão do presidente Hugo Chavez, sem ter discutido com os empresários, trabalhadores e outras entidades sociais. Ou seja, não houve discussão com a sociedade. Isso é um ponto complicado, porque a sociedade venezuelana não apóia, os países membros do Mercosul tem forte resistência a alguns setores com a participação da Venezuela. O Chile é um dos países que mais possui tratados de livre comércio do mundo, eles têm tratado de livre comércio com quase todos os países. Entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, o Brasil é o país que tem a responsabilidade de alavancar os avanços. Enquanto não houver investimento para diminuir as assimetrias que existem entre os quatros países, dificilmente vamos conseguir caminhar.

J. F. – Existem países europeus que têm interesse em negociar com o Brasil. Como fica, politicamente falando, se o Brasil negociar com estes países fora do Mercosul?

Edson – O Brasil poderia fazer acordos de livre comércio com todos os países do mundo, independente do Mercosul, mas atitude sensata do presidente Lula, que se recusa a negociar como Brasil, acaba fortalecendo ainda mais a negociação como bloco econômico.

J. F. – Os trabalhadores dos outros países têm consciência disso?

Edson – Sim, todos sabem desta situação. Nós conversamos com dirigentes sindicais europeus e eles também têm a consciência de que o Brasil, como maior país da América Latina, investe no fortalecimento do Mercosul e na construção da comunidade sudamericana de nações, para que a região se torne um dos maiores mercados consumidores do mundo.

J. F. – Há quantos anos você desenvolve essa função junto ao Mercosul?

Edson – Eu participo deste trabalho há três anos, quando fui eleito no Congresso da Força Sindical, mas há sete anos eu trabalhava como suplente, com o companheiro Herbert Passos, que era o responsável por esta área. Então, o movimento sindical já adquiriu experiência, elaborando propostas sérias e objetivas.

J. F. – No que diz respeito ao trabalho, quais são os problemas mais comuns?

Edson – A diferença salarial. O piso salarial em dólar tem uma discrepância muito grande entre os quatro países do Mercosul. A nomeação das faixas salariais e das funções, em cada país, também é muito diferente. Estamos solicitando aos governos destes países a criação do Observatório do Mercado de Trabalho do Mercosul, para que possamos construir uma nomenclatura universal, para que a mesma função exercida por um trabalhador em qualquer um destes países tenha o mesmo nome e os salários também sejam os mesmos. Isso vai possibilitar a integração de todos os aspectos trabalhistas.

J. F. – Como você avalia os problemas trabalhistas no Brasil e nos outros países?

Edson – Toda a discussão trabalhista passa pelo Observatório do Mercado de Trabalho. Algumas questões são melhores na Argentina, mas o melhor lugar ainda é o Brasil. No Uruguai e Paraguai as dificuldades são muito grandes, tanto que eles nem tem um Observatório. O Brasil é o país mais bem assessorado, pois tem o trabalho do Dieese, Fundacentro e outros órgãos que fazem pesquisas. E queremos criar o Observatório do Mercado de Trabalho do Mercosul para que técnicos capacitados possam levantar dados nos quatro países e a partir daí construir uma proposta que seja igual para todos, porque as diferenças ainda são gritantes.

J. F. – Como você observa países como a Argentina, que integra o Mercosul, de repente atrelar junto a OMC, exigindo retaliações junto ao Brasil, buscando soluções de controvérsias e problemas de ordem comercial?

Edson – Isso mostra um pouco que a integração é somente comercial e que nosso tribunal sobre solução de controvérsia não funciona. Além disso, o bloco não está consolidado nem amadurecido para discutir, internamente, seus problemas. Um dos maiores problemas que chegou em nível mundial também é a discussão no setor papeleiro entre Argentina e Uruguai. Isso nos leva a pensar que como a criação deste bloco aconteceu com interesses puramente comerciais e lucrativo, sempre existirá este tipo de conflito. Mas a partir do momento que ele for um bloco cultural, social, comercial e integracionista, essas discussões serão ponderadas e este tribunal fortalecido. Será importante um parlamento fortalecido e sociedade organziada para buscar o consenso, sem precisar.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Fequinfar

Últimas de Força

Todas de Força
Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026
Força 3 JUN 2026

Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026

TRT mantém direito de greve e eletricitários param
Força 3 JUN 2026

TRT mantém direito de greve e eletricitários param

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer
Força 3 JUN 2026

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer

IndustriALL Brasil debate transição energética justa
Força 3 JUN 2026

IndustriALL Brasil debate transição energética justa

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve
Força 3 JUN 2026

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo
Força 3 JUN 2026

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Artigos 2 JUN 2026

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Nota de pesar: Magrão, Presente!
Força 2 JUN 2026

Nota de pesar: Magrão, Presente!

PEC 12/2026 gera alerta sobre direitos trabalhistas
Imprensa 2 JUN 2026

PEC 12/2026 gera alerta sobre direitos trabalhistas

Metalúrgicos SP lançam Campanha do Agasalho e Alimentos 2026
Força 2 JUN 2026

Metalúrgicos SP lançam Campanha do Agasalho e Alimentos 2026

Centrais ampliam mobilização pela jornada de 40 horas
Força 1 JUN 2026

Centrais ampliam mobilização pela jornada de 40 horas

Metalúrgicos SP mantém mobilização por jornada de 40 horas e fim da escala 6×1
Força 1 JUN 2026

Metalúrgicos SP mantém mobilização por jornada de 40 horas e fim da escala 6×1

Para Cláudio Janta, fim da escala 6×1 e redução da jornada geram empregos e melhoram a qualidade de vida
Força 1 JUN 2026

Para Cláudio Janta, fim da escala 6×1 e redução da jornada geram empregos e melhoram a qualidade de vida

SinSaúdeSP garante abono de 12% para trabalhadores da ASF
Força 1 JUN 2026

SinSaúdeSP garante abono de 12% para trabalhadores da ASF

SinSaúdeSP garante indenização no Leforte Liberdade
Força 1 JUN 2026

SinSaúdeSP garante indenização no Leforte Liberdade

Tabela salarial no papel e ganho real no bolso
Força 1 JUN 2026

Tabela salarial no papel e ganho real no bolso

STF retoma em junho julgamento sobre vínculo em aplicativos
Força 1 JUN 2026

STF retoma em junho julgamento sobre vínculo em aplicativos

Líder sindical reforça a importância da luta no Senado
Força 29 MAI 2026

Líder sindical reforça a importância da luta no Senado

Greve é suspensa e eletricitários mantêm mobilização
Força 29 MAI 2026

Greve é suspensa e eletricitários mantêm mobilização

Conferência de Saúde mobiliza sociedade em Joinville
Força 29 MAI 2026

Conferência de Saúde mobiliza sociedade em Joinville

SMC News debate impactos da nova NR-1 no trabalho
Força 29 MAI 2026

SMC News debate impactos da nova NR-1 no trabalho

FEQUIMFAR realiza seminário sobre NRs na prática sindical
Força 29 MAI 2026

FEQUIMFAR realiza seminário sobre NRs na prática sindical

Sindicalista reforça pressão por jornada de 40 horas
Força 29 MAI 2026

Sindicalista reforça pressão por jornada de 40 horas

Centrais definem mobilização no Senado pela jornada de 40 horas
Força 29 MAI 2026

Centrais definem mobilização no Senado pela jornada de 40 horas

Metalúrgicos SP ampliam luta pela jornada de 40 horas
Força 28 MAI 2026

Metalúrgicos SP ampliam luta pela jornada de 40 horas

Miguel Torres pede mobilização após vitória na Câmara
Força 28 MAI 2026

Miguel Torres pede mobilização após vitória na Câmara

Vitória! Centrais Sindicais celebram redução da jornada e fim da escala 6×1
Força 27 MAI 2026

Vitória! Centrais Sindicais celebram redução da jornada e fim da escala 6×1

Químicos da Força acompanham visita de Alckmin à Whirlpool
Força 27 MAI 2026

Químicos da Força acompanham visita de Alckmin à Whirlpool

Unicamp reuniu lideranças pela jornada de 40 horas
Força 27 MAI 2026

Unicamp reuniu lideranças pela jornada de 40 horas

PEC da jornada menor avança na Câmara nessa semana
Força 26 MAI 2026

PEC da jornada menor avança na Câmara nessa semana

Aguarde! Carregando mais artigos...