Já imaginou trabalhar no serviço de atendimento móvel de urgência (Samu) e custear a compra e manutenção de seu uniforme? Na verdade, em sentido amplo, um caro equipamento de proteção individual.
indserv, Zoel SiqueiraCrédito: Arquivo
Na foto, presidente do Sindserv, Zoel Siqueira, que enaltece o trabalho da diretoria e dos servidores, ao longo de anos, pelo benefício

Pois isso acontecia no Guarujá até esta quinta-feira (21), quando o prefeito Válter Suman (PSB) publicou, no diário oficial do município, a lei complementar 265-2020.

Aprovada na câmara de vereadores em 24 de março, ela altera a lei complementar 135-2012 e estabelece o auxílio para aquisição e manutenção de uniforme (aamu) de cinco categorias.

São contemplados pela nova lei os profissionais lotados no Samu e os agentes da defesa civil, além dos guardas civis municipais, agentes de trânsito e vigias, que já tinham o benefício.

Do Samu, são beneficiados os médicos, os socorristas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e condutores de veículos, que aguardam essa medida desde a fundação do serviço.

O Samu, acionado pelo telefone de discagem rápida 192, foi normatizado no Brasil em abril de 2004, por decreto presidencial do governo Lula.

Fruto de campanhas

O presidente do sindicato dos servidores (Sindserv), Zoel Garcia Siqueira, diz que a lei “é fruto de diversas campanhas salariais” e que “merece ser comemorada”.

“É uma luta que se arrasta desde a gestão de Márcia Rute (Daniel Augusto, presidenta do sindicato), quando a prefeita era Maria Antonieta de Brito (PMDB). E só agora se concretiza”.

Zoel agradece à câmara de vereadores, pela aprovação da lei, e ao prefeito Suman, por sancioná-la. “A melhoria das condições de trabalho depende muito das autoridades”.

Segundo ele, a luta do sindicato pelo auxílio-uniforme e seu reajuste anual acaba beneficiando cerca de 400 dos 6 mil servidores, entre as categorias citadas na lei aprovada.

Conquista fantástica

O técnico de enfermagem Airton Gonçalves Júnior, delegado sindical, lotado no serviço de ‘motolância’, concorda com Zoel: “É uma conquista fantástica”.

Ele estima que a medida beneficie, no Samu, sei médicos, cinco enfermeiros, 16 técnicos de enfermagem, quatro auxiliares de enfermagem e 22 condutores de veículos.

“Recebemos o uniforme logo no início da gestão do prefeito Suman, após anos seguidos sem o equipamento e outros tantos tirando do bolso para comprá-lo e mantê-lo”, diz Airton.

O delegado sindical José Carlos Briet, da defesa civil, também enaltece a conquista: “Estamos todos de parabéns. O uniforme é fundamental para nos identificar nas ruas”.


Combater o bom combate

Para Alexandre Santos Brito, técnico de enfermagem na unidade de infectologia William Rocha e diretor do Sindserv, “nunca podemos desistir do que acreditamos, sempre combatendo o bom combate”.

“Isso resume a luta no Samu há muito tempo, nessa questão do uniforme e em outras também. A categoria sempre bancou do próprio bolso, mas agora conseguiu o adicional”, diz.

Alexandre enaltece a “sensibilização do prefeito e dos vereadores, assim como a perseverança do sindicato e da categoria. Agora, a luta é para mudar a base do Samu, que é muito insalubre”.


Lutas de classes

O secretário-geral do sindicato, Edler Antônio da Silva, que participou de todo o processo reivindicatório, diz que “essas e outras conquistas são frutos da luta de classes”.

“O mundo do trabalho precisa cada vez mais de representantes que entendam e participem das lutas classistas. E os trabalhadores também precisam ter cada vez mais consciência social”, finaliza Edler.

indserv, Zoel SiqueiraCrédito: Arquivo
Na foto, presidente do Sindserv, Zoel Siqueira, que enaltece o trabalho da diretoria e dos servidores, ao longo de anos, pelo benefício

Pois isso acontecia no Guarujá até esta quinta-feira (21), quando o prefeito Válter Suman (PSB) publicou, no diário oficial do município, a lei complementar 265-2020.

Aprovada na câmara de vereadores em 24 de março, ela altera a lei complementar 135-2012 e estabelece o auxílio para aquisição e manutenção de uniforme (aamu) de cinco categorias.

São contemplados pela nova lei os profissionais lotados no Samu e os agentes da defesa civil, além dos guardas civis municipais, agentes de trânsito e vigias, que já tinham o benefício.

Do Samu, são beneficiados os médicos, os socorristas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e condutores de veículos, que aguardam essa medida desde a fundação do serviço.

O Samu, acionado pelo telefone de discagem rápida 192, foi normatizado no Brasil em abril de 2004, por decreto presidencial do governo Lula.

Fruto de campanhas

O presidente do sindicato dos servidores (Sindserv), Zoel Garcia Siqueira, diz que a lei “é fruto de diversas campanhas salariais” e que “merece ser comemorada”.

“É uma luta que se arrasta desde a gestão de Márcia Rute (Daniel Augusto, presidenta do sindicato), quando a prefeita era Maria Antonieta de Brito (PMDB). E só agora se concretiza”.

Zoel agradece à câmara de vereadores, pela aprovação da lei, e ao prefeito Suman, por sancioná-la. “A melhoria das condições de trabalho depende muito das autoridades”.

Segundo ele, a luta do sindicato pelo auxílio-uniforme e seu reajuste anual acaba beneficiando cerca de 400 dos 6 mil servidores, entre as categorias citadas na lei aprovada.

Conquista fantástica

O técnico de enfermagem Airton Gonçalves Júnior, delegado sindical, lotado no serviço de ‘motolância’, concorda com Zoel: “É uma conquista fantástica”.

Ele estima que a medida beneficie, no Samu, sei médicos, cinco enfermeiros, 16 técnicos de enfermagem, quatro auxiliares de enfermagem e 22 condutores de veículos.

“Recebemos o uniforme logo no início da gestão do prefeito Suman, após anos seguidos sem o equipamento e outros tantos tirando do bolso para comprá-lo e mantê-lo”, diz Airton.

O delegado sindical José Carlos Briet, da defesa civil, também enaltece a conquista: “Estamos todos de parabéns. O uniforme é fundamental para nos identificar nas ruas”.


Combater o bom combate

Para Alexandre Santos Brito, técnico de enfermagem na unidade de infectologia William Rocha e diretor do Sindserv, “nunca podemos desistir do que acreditamos, sempre combatendo o bom combate”.

“Isso resume a luta no Samu há muito tempo, nessa questão do uniforme e em outras também. A categoria sempre bancou do próprio bolso, mas agora conseguiu o adicional”, diz.

Alexandre enaltece a “sensibilização do prefeito e dos vereadores, assim como a perseverança do sindicato e da categoria. Agora, a luta é para mudar a base do Samu, que é muito insalubre”.


Lutas de classes

O secretário-geral do sindicato, Edler Antônio da Silva, que participou de todo o processo reivindicatório, diz que “essas e outras conquistas são frutos da luta de classes”.

“O mundo do trabalho precisa cada vez mais de representantes que entendam e participem das lutas classistas. E os trabalhadores também precisam ter cada vez mais consciência social”, finaliza Edler.