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Força SP fortalece luta no combate à violência contra a mulher

quarta-feira, 11 de março de 2026

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Força SP fortalece luta no combate à violência contra a mulher

Força SP fortalece luta no combate à violência em SP

Força SP fortalece luta no combate à violência em SP

A Força Sindical São Paulo promoveu, nesta quarta-feira (dia 11), um evento híbrido em celebração ao Dia Internacional da Mulher, fortalecendo o debate político e social.

A iniciativa ocorreu na sede da entidade, no bairro da Liberdade, reunindo lideranças sindicais, especialistas e militantes para reflexões sobre direitos, participação e proteção feminina.

Kátia Rodrigues (Katita), presidente do SISPESP (Sindicato dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo), coordenou o encontro e formou a mesa de abertura que contou com a participação do Danilo Pereira da Silva, presidente da Força SP e vice-presidente da FEQUIMFAR, Sergio Luiz Leite, Serginho, presidente da FEQUIMFAR e vice-presidente da Força Sindical, Laura Pereira Santos, secretária de Políticas para Mulheres da Força Sindical São Paulo, coordenadora do Departamento de Mulheres e Identidade de Gênero da FEQUIMFAR e diretora do Sindicato dos Químicos de Itapetininga e Região, Geraldino dos Santos Silva, secretário de Relações Sindicais da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical e Maria Angélica Lourenço, da Actus Assessoria.

Os sindicalistas foram unanimes ao defender que o movimento sindical tem o dever de atuar de forma firme no combate à violência contra as mulheres.

“Defender trabalho digno também significa garantir respeito, segurança e igualdade dentro e fora do ambiente de trabalho. A luta pela valorização das mulheres é uma luta de toda a sociedade e precisa ser permanente.”

Danilo também ressaltou a gravidade da violência contra as mulheres e a necessidade de ampliar o compromisso coletivo no enfrentamento desse problema.

“Infelizmente, a escalada da violência contra a mulher tem crescido. Só neste ano já foram mais de 20 mil medidas protetivas concedidas. Mesmo com avanços na legislação, precisamos reforçar as ações de proteção e prevenção.”

Ele destacou que o enfrentamento da violência não pode ser responsabilidade apenas das mulheres, mas de toda a sociedade. E que essa é uma questão estrutural, que muitas vezes começa dentro das famílias. Por isso, os homens também precisam refletir e assumir a responsabilidade de combater essa realidade.

“As companheiras são maioria na população e têm papel fundamental nas lutas sociais. Muitas estão na linha de frente, nos sindicatos e nos municípios, defendendo direitos e transformando a realidade das trabalhadoras todos os dias”, concluiu o sindicalista.

Já Serginho, reforçou que este é um momento importante e que diversas categorias têm realizado atividades relacionadas ao Março Mulher.

O sindicalista lembrou que a Força Sindical foi fundada em 8 de março de 1991 e que, portanto, recentemente, foram celebrados 35 anos da Central, uma trajetória marcada por luta, organização e conquistas para os trabalhadores.

O dirigente ressaltou ainda que ao realizar encontros como este, é preciso refletir sobre as tarefas que o movimento sindical tem pela frente.

“É fundamental olhar para o passado e reconhecer os avanços conquistados nas negociações coletivas, especialmente nas pautas relacionadas às mulheres, como a proteção à maternidade e a ampliação de direitos.”

“Algumas categorias já incluíram em suas convenções coletivas programas e campanhas de combate à violência contra a mulher. No entanto, precisamos intensificar esse esforço. O enfrentamento dessa violência deve ser cada vez mais presente nas negociações e nas ações sindicais”, completou.

Unidade das centrais sindicais

Juruna ressaltou a importância da mobilização das centrais sindicais e da unidade dos trabalhadores para avançar nas lutas históricas, como a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Segundo ele, a construção dessa agenda exige organização, diálogo e mobilização permanente das entidades sindicais em todo o país.

“No dia 15 de abril será um dia importantíssimo para nós em Brasília. Os sindicatos estão organizando caravanas unitárias para reunir cerca de 30 mil trabalhadores e fortalecer nossa pauta.”

De acordo com o dirigente, a mobilização contará com participação de diversas centrais sindicais, que atuam de forma conjunta na construção de propostas e reivindicações.

“Será uma atividade unitária das centrais sindicais. Estamos elaborando documentos, definindo o slogan e organizando a participação das entidades para apresentar nossas propostas aos candidatos à Presidência.”

Mulher e política

O encontro teve a contribuição de importantes palestrantes. Angélica Lourenço falou sobre “Mulher e Política: qual a sua importância?”. Ela  destacou a importância da participação feminina na política e alertou que, embora as mulheres representem a maioria da população brasileira, ainda ocupam menos de 20% dos cargos no Congresso Nacional.

De acordo com Angélica, essa desigualdade revela barreiras estruturais que dificultam o acesso das mulheres aos espaços de decisão.

Para ela, ampliar a presença feminina na política é fundamental para garantir políticas públicas que atendam às necessidades das trabalhadoras e enfrentem desigualdades históricas.

“O problema não é falta de mulheres na sociedade. O problema é como o poder é organizado”, afirmou.

Ela também ressaltou o papel do movimento sindical como espaço de formação política e fortalecimento da liderança feminina.

“Mais mulheres devem ocupar posições de decisão para transformar a realidade social e política do país”, defendeu.

Violência contra as mulheres e seus impactos

Já a Delegada Rose falou sobre o tema: “Violência doméstica e impactos psicológicos”. De acordo com ela a violência doméstica não se limita às agressões físicas.

A delegada lembrou que muitas vezes, ela começa com ameaças, humilhações, controle e outras formas de violência psicológica que fragilizam emocionalmente a vítima e comprometem sua autonomia.

“Esses ataques constantes atingem diretamente a autoestima, a confiança e a saúde mental das mulheres, provocando medo, ansiedade, depressão e um profundo sentimento de isolamento”, alertou.

A delegada ressaltou ainda que o impacto psicológico da violência doméstica pode acompanhar a mulher por muitos anos.

“Muitas vítimas desenvolvem traumas, dificuldades de relacionamento e até problemas de saúde física decorrentes do estresse contínuo. Por isso, é fundamental compreender que o enfrentamento à violência exige não apenas ações policiais e jurídicas, mas também acolhimento, escuta qualificada e acompanhamento psicológico”, explicou.

Rede de proteção

Outro ponto importante, de acordo com a delegada Rose, é fortalecer a rede de proteção às mulheres. Delegacias especializadas, serviços de assistência social, atendimento psicológico e campanhas de conscientização são ferramentas essenciais para romper o ciclo da violência e oferecer caminhos seguros para quem precisa denunciar.

“Combater a violência doméstica é uma responsabilidade coletiva. A denúncia, o apoio familiar, a solidariedade da comunidade e políticas públicas eficazes são fundamentais para garantir que as mulheres possam viver com dignidade, segurança e liberdade.”

Leia também: Metalúrgicos SP homenageiam memória do dirigente Newton Cândido

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