Em 2020, o orçamento federal foi de R$ 3 trilhões e 535 bilhões. Desse total, o país pagou R$ 1 trilhão e 281 bilhões apenas com juros e amortizações da dívida pública.
Presidente do Sindserv, Zoel Siqueira, dirige a assembleia na noite de sexta-feira (10)Crédito: Arquivo
“Esse é o grande problema do Brasil e não os funcionários públicos municipais, estaduais e federais, contra quem o governo se coloca de maneira covarde, oportunista e mentirosa”.
 
A declaração é do presidente do sindicato dos servidores municipais de Guarujá (Sindserv), Zoel Garcia Siqueira, que tem participado, nos últimos dias, de intensa articulação nacional da categoria.
 
Nesta quarta-feira (3), o senado deverá votar, segundo seu presidente, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a proposta de emenda à constituição (pec) para garantir o chamado auxílio emergencial.
 
O ministro da fazenda, Paulo Guedes, defende que, para conceder o auxílio emergencial, o governo precisa congelar os salários dos servidores de todas as instâncias por mais três anos.
 
Bola de neve
 
“Aí está o absurdo”, reclama Zoel. “Por que tirar dos servidores para garantir essa medida mais do que necessária que é o auxílio emergencial? Por que não suspender o pagamento de juros da dívida?”
 
O sindicalista pondera que a dívida pública gira em torno de R$ 5,5 trilhões e R$ 6 trilhões. E observa que todo ano o governo gasta de R$ 1 trilhão a R$ 1,5 trilhão com juros e amortizações.
 
“Amortizações é modo de dizer, pois ela cresce todo ano e já se tornou uma bola de neve incontrolável. O pior é que os bancos detêm a maior parte dos títulos dessa dívida”, protesta o dirigente.
 
Ele não questiona a urgência do auxílio aos trabalhadores informais com renda mensal de até meio salário mínimo (R$ 522,50). Ou às famílias cuja renda total seja de até três salários mínimos (R$ 3.135,00).
 
Zoel também não é contra a ajuda emergencial aos microempreendedores individuais e contribuintes da previdência social com baixa renda. “O problema é a farra dos bancos”.
 
Greve no final do mês
 
Nas reuniões virtuais de sindicatos de servidores em nível nacional, nos últimos dias, tem sido levantada a possibilidade de paralisação dos serviços, no Brasil inteiro, no final de março.
 
“Se essa greve acontecer, poderá ser o estopim de uma revolta popular sem precedentes, com participação do povo afetado pela suspensão dos serviços públicos na saúde, educação, segurança, entre outras áreas”.
 
O sindicalista afirma ainda que a extinção dos serviços públicos faz parte de outras ‘pecs’ do governo, de números 186-2019 e 32-2020, que já tramitam no congresso nacional.
 
“A nossa luta não é em defesa apenas dos servidores, mas sim da população, principalmente a de baixa renda, que constitui a maioria dos 210 milhões de brasileiros”, finaliza Zoel.
Presidente do Sindserv, Zoel Siqueira, dirige a assembleia na noite de sexta-feira (10)Crédito: Arquivo
“Esse é o grande problema do Brasil e não os funcionários públicos municipais, estaduais e federais, contra quem o governo se coloca de maneira covarde, oportunista e mentirosa”.
 
A declaração é do presidente do sindicato dos servidores municipais de Guarujá (Sindserv), Zoel Garcia Siqueira, que tem participado, nos últimos dias, de intensa articulação nacional da categoria.
 
Nesta quarta-feira (3), o senado deverá votar, segundo seu presidente, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a proposta de emenda à constituição (pec) para garantir o chamado auxílio emergencial.
 
O ministro da fazenda, Paulo Guedes, defende que, para conceder o auxílio emergencial, o governo precisa congelar os salários dos servidores de todas as instâncias por mais três anos.
 
Bola de neve
 
“Aí está o absurdo”, reclama Zoel. “Por que tirar dos servidores para garantir essa medida mais do que necessária que é o auxílio emergencial? Por que não suspender o pagamento de juros da dívida?”
 
O sindicalista pondera que a dívida pública gira em torno de R$ 5,5 trilhões e R$ 6 trilhões. E observa que todo ano o governo gasta de R$ 1 trilhão a R$ 1,5 trilhão com juros e amortizações.
 
“Amortizações é modo de dizer, pois ela cresce todo ano e já se tornou uma bola de neve incontrolável. O pior é que os bancos detêm a maior parte dos títulos dessa dívida”, protesta o dirigente.
 
Ele não questiona a urgência do auxílio aos trabalhadores informais com renda mensal de até meio salário mínimo (R$ 522,50). Ou às famílias cuja renda total seja de até três salários mínimos (R$ 3.135,00).
 
Zoel também não é contra a ajuda emergencial aos microempreendedores individuais e contribuintes da previdência social com baixa renda. “O problema é a farra dos bancos”.
 
Greve no final do mês
 
Nas reuniões virtuais de sindicatos de servidores em nível nacional, nos últimos dias, tem sido levantada a possibilidade de paralisação dos serviços, no Brasil inteiro, no final de março.
 
“Se essa greve acontecer, poderá ser o estopim de uma revolta popular sem precedentes, com participação do povo afetado pela suspensão dos serviços públicos na saúde, educação, segurança, entre outras áreas”.
 
O sindicalista afirma ainda que a extinção dos serviços públicos faz parte de outras ‘pecs’ do governo, de números 186-2019 e 32-2020, que já tramitam no congresso nacional.
 
“A nossa luta não é em defesa apenas dos servidores, mas sim da população, principalmente a de baixa renda, que constitui a maioria dos 210 milhões de brasileiros”, finaliza Zoel.