“Vivemos um momento muito difícil para os trabalhadores. Coisas de assombrar. Nem na ditadura se viu isso. Temos que ficar atentos para não sermos derrubados. Vislumbro prejuízos para as gerações futuras”.
Sindicalistas fazem duras críticas ao governo durante posse do SintracomosCrédito: Arquivo
Na foto, de Vespasiano Rocha, presidente reeleito Macaé Marcos e diretoria do sindicato empossada na noite de sábado

As duras palavras do presidente nacional da central Força Sindical (FS), Miguel Eduardo Torres, foram ditas na posse da diretoria do Sintracomos de Santos e região, na noite de sábado.

Sintracomos é o sindicato dos trabalhadores na construção civil, montagem e manutenção industrial, cujo presidente reeleito, Macaé Marcos Braz de Oliveira, também não poupou críticas em seu discurso.

“Na atual conjuntura, onde o governo, a mando dos empresários e do capital internacional, ataca os direitos dos trabalhadores, fazer sindicalismo é uma dificuldade”, disse Macaé.

Miguel Torres: “Temos ataques diários aos direitos dos trabalhadores, aos sindicatos, à OAB (ordem dos advogados do Brasil), Anamatra (associação nacional dos magistrados da justiça do trabalho)”.

A própria justiça do trabalho e outras instituições que defendem a sociedade são atacadas pelo governo, disse Miguel Torres, que pregou a unidade das centrais sindicais em defesa da democracia.

Governo restringe atividades sindicais
Macaé emendou: “Assumir a direção de um sindicato é uma festa, mas é também prenúncio de muito trabalho diante de um governo que restringe as atividades sindicais”.

“Hoje, até protestar na porta da fábrica é proibido”, continuou o presidente reeleito. “As multas impostas pela justiça, em caso de desobediência aos interditos proibitórios, são um absurdo”.

Miguel Torres disse que, já nesta semana, as centrais terão muito trabalho no congresso nacional, com o início dos debates sobre a medida provisória (MP) 905-2019.

“Trata-se de nova reforma trabalhista em prejuízo dos trabalhadores”, explicou o presidente da FS. “Ela diz, por exemplo, que acidente de trajeto não é mais acidente de trabalho”.

A medida institui o “famigerado” contrato de trabalho verde e amarelo, lamentou Miguel Torres. “Até o seguro desemprego terá taxação previdenciária, em vez de o governo taxar grandes fortunas”.

Também nesta semana, lembrou o dirigente da FS, haverá debates sobre a proposta de emenda constitucional (pec) 196-2019, que trata da reforma sindical.

Em seu discurso, Macaé disse que “muitos sindicatos não conseguem andar livremente nos locais de trabalho, verificando as condições. São proibidos de convocar suas categorias”.

Os trabalhadores, por sua vez, segundo ele, vivem com “salários miseráveis, em péssimas condições de trabalho, com medo do desemprego e famílias em condições precárias”.

Título de cidadão vicentino
Sindicalistas de outras categorias e vereadores prestigiaram a posse. O presidente da federação estadual dos trabalhadores na construção civil (Feticom), Ademar Rangel, esteve presente.

Ao final da solenidade, antes do baile e da liberação da mesa de frios, Macaé foi surpreendido com a entrega do título de cidadão vicentino outorgado pela câmara municipal.

A surpresa foi feita pelo vereador Alfredo Moura (Pros). Macaé agradeceu “lisonjeado. Nos 81 anos de vida do sindicato, sou o primeiro presidente a receber um título de cidadão de um município”.

A eleição foi em 17 e 18 de outubro e renovou a diretoria em 45%, com 12 novos integrantes. Da atual direção, saíram 11 e um desistiu. Macaé vai para o quarto mandato não consecutivo como presidente.

Seu primeiro mandato no cargo foi de 1998 a 2000, quando assumiu no falecimento do presidente José Luiz de Melo. Em 2012, foi eleito presidente, função que exerce até hoje.

Desde quando entrou na diretoria, em 1989, como suplente, passou por vários cargos, entre eles tesoureiro, vice-presidente e diretor de patrimônio.

A solenidade foi no Esporte Clube Beira Mar Náutica, na Avenida Tupiniquins, 724, bairro Japuí, São Vicente. A diretoria comandará o sindicato até fevereiro de 2024.

Diretoria executiva
Macaé Marcos Braz de Oliveira, presidente, Odebrecht, mecânico de manutenção. Ramilson Manoel Elói, vice-presidente, NM, operador de máquinas.
João Brasílio Serragioli, secretário-geral, Votorantim, analista de materiais pleno. Paula Liliane Monteiro Gomes ‘Lika’, secretária, Codesavi, varredora. Geraldino Cruz Nascimento, tesoureiro, aposentado. Roberto Alves de Carvalho ‘Betão’, patrimônio, Codesavi, operador braçal. Laudelino de Oliveira Xavier ‘Gaúcho’, saúde e assistencial, Codesavi, líder de equipe.
Almir Marinho Costa, segurança, higiene e medicina do trabalho, Votorantim, assistente administrativo. Edson dos Santos ‘San’, eventos e lazer, Codesavi, supervisor.
Suplentes da executiva
Leandro César dos Santos, Termaq, operador de máquinas, Eraldo Severino da Silva Filho, Codesavi, vigia. Lindencleber Marcelino Alberto, Comau, eletricista montador. Kleber Antônio Zuanette, Termaq, motorista. João Leandro da Silva, Enesa, mecânico montador. Lauro Pereira de Jesus Júnior, CSE, eletricista montador. Jackson José Gregório, Manserv, caldeireiro.
Jonilson Maia da Silva, Normatel, caldeireiro. Mayra de Almeida, Prodesan, auxiliar de limpeza.
Conselho fiscal efetivo
Clóves Alexandrino de Jesus, Prodesan, fiscal de turma. Roque Tomé de Oliveira Neto, Prodesan, ajudante geral. Francisco Carlos Oliveira Silva, Cohab, montador.
Conselho fiscal suplente
Leilaine Ribeiro da Silva, Codesavi, ajudante geral. Maurizea dos Santos, Prodesan, auxiliar de limpeza. Walquíria das Dores Oliveira do Nascimento, Prodesan, auxiliar de limpeza.
Delegados na federação efetivos
Macaé Marcos Braz de Oliveira, Odebrecht, mecânico de manutenção. Winiston Bitencourt Santos, Prodesan, fiscal de turma.
Delegados na federação suplentes
Fernando Ferreira de Ávila, Codesavi, ajudante geral. Ângela Maria Martins Campanário, Codesavi, varredora.

 

Sindicalistas fazem duras críticas ao governo durante posse do SintracomosCrédito: Arquivo
Na foto, de Vespasiano Rocha, presidente reeleito Macaé Marcos e diretoria do sindicato empossada na noite de sábado

As duras palavras do presidente nacional da central Força Sindical (FS), Miguel Eduardo Torres, foram ditas na posse da diretoria do Sintracomos de Santos e região, na noite de sábado.

Sintracomos é o sindicato dos trabalhadores na construção civil, montagem e manutenção industrial, cujo presidente reeleito, Macaé Marcos Braz de Oliveira, também não poupou críticas em seu discurso.

“Na atual conjuntura, onde o governo, a mando dos empresários e do capital internacional, ataca os direitos dos trabalhadores, fazer sindicalismo é uma dificuldade”, disse Macaé.

Miguel Torres: “Temos ataques diários aos direitos dos trabalhadores, aos sindicatos, à OAB (ordem dos advogados do Brasil), Anamatra (associação nacional dos magistrados da justiça do trabalho)”.

A própria justiça do trabalho e outras instituições que defendem a sociedade são atacadas pelo governo, disse Miguel Torres, que pregou a unidade das centrais sindicais em defesa da democracia.

Governo restringe atividades sindicais
Macaé emendou: “Assumir a direção de um sindicato é uma festa, mas é também prenúncio de muito trabalho diante de um governo que restringe as atividades sindicais”.

“Hoje, até protestar na porta da fábrica é proibido”, continuou o presidente reeleito. “As multas impostas pela justiça, em caso de desobediência aos interditos proibitórios, são um absurdo”.

Miguel Torres disse que, já nesta semana, as centrais terão muito trabalho no congresso nacional, com o início dos debates sobre a medida provisória (MP) 905-2019.

“Trata-se de nova reforma trabalhista em prejuízo dos trabalhadores”, explicou o presidente da FS. “Ela diz, por exemplo, que acidente de trajeto não é mais acidente de trabalho”.

A medida institui o “famigerado” contrato de trabalho verde e amarelo, lamentou Miguel Torres. “Até o seguro desemprego terá taxação previdenciária, em vez de o governo taxar grandes fortunas”.

Também nesta semana, lembrou o dirigente da FS, haverá debates sobre a proposta de emenda constitucional (pec) 196-2019, que trata da reforma sindical.

Em seu discurso, Macaé disse que “muitos sindicatos não conseguem andar livremente nos locais de trabalho, verificando as condições. São proibidos de convocar suas categorias”.

Os trabalhadores, por sua vez, segundo ele, vivem com “salários miseráveis, em péssimas condições de trabalho, com medo do desemprego e famílias em condições precárias”.

Título de cidadão vicentino
Sindicalistas de outras categorias e vereadores prestigiaram a posse. O presidente da federação estadual dos trabalhadores na construção civil (Feticom), Ademar Rangel, esteve presente.

Ao final da solenidade, antes do baile e da liberação da mesa de frios, Macaé foi surpreendido com a entrega do título de cidadão vicentino outorgado pela câmara municipal.

A surpresa foi feita pelo vereador Alfredo Moura (Pros). Macaé agradeceu “lisonjeado. Nos 81 anos de vida do sindicato, sou o primeiro presidente a receber um título de cidadão de um município”.

A eleição foi em 17 e 18 de outubro e renovou a diretoria em 45%, com 12 novos integrantes. Da atual direção, saíram 11 e um desistiu. Macaé vai para o quarto mandato não consecutivo como presidente.

Seu primeiro mandato no cargo foi de 1998 a 2000, quando assumiu no falecimento do presidente José Luiz de Melo. Em 2012, foi eleito presidente, função que exerce até hoje.

Desde quando entrou na diretoria, em 1989, como suplente, passou por vários cargos, entre eles tesoureiro, vice-presidente e diretor de patrimônio.

A solenidade foi no Esporte Clube Beira Mar Náutica, na Avenida Tupiniquins, 724, bairro Japuí, São Vicente. A diretoria comandará o sindicato até fevereiro de 2024.

Diretoria executiva
Macaé Marcos Braz de Oliveira, presidente, Odebrecht, mecânico de manutenção. Ramilson Manoel Elói, vice-presidente, NM, operador de máquinas.
João Brasílio Serragioli, secretário-geral, Votorantim, analista de materiais pleno. Paula Liliane Monteiro Gomes ‘Lika’, secretária, Codesavi, varredora. Geraldino Cruz Nascimento, tesoureiro, aposentado. Roberto Alves de Carvalho ‘Betão’, patrimônio, Codesavi, operador braçal. Laudelino de Oliveira Xavier ‘Gaúcho’, saúde e assistencial, Codesavi, líder de equipe.
Almir Marinho Costa, segurança, higiene e medicina do trabalho, Votorantim, assistente administrativo. Edson dos Santos ‘San’, eventos e lazer, Codesavi, supervisor.
Suplentes da executiva
Leandro César dos Santos, Termaq, operador de máquinas, Eraldo Severino da Silva Filho, Codesavi, vigia. Lindencleber Marcelino Alberto, Comau, eletricista montador. Kleber Antônio Zuanette, Termaq, motorista. João Leandro da Silva, Enesa, mecânico montador. Lauro Pereira de Jesus Júnior, CSE, eletricista montador. Jackson José Gregório, Manserv, caldeireiro.
Jonilson Maia da Silva, Normatel, caldeireiro. Mayra de Almeida, Prodesan, auxiliar de limpeza.
Conselho fiscal efetivo
Clóves Alexandrino de Jesus, Prodesan, fiscal de turma. Roque Tomé de Oliveira Neto, Prodesan, ajudante geral. Francisco Carlos Oliveira Silva, Cohab, montador.
Conselho fiscal suplente
Leilaine Ribeiro da Silva, Codesavi, ajudante geral. Maurizea dos Santos, Prodesan, auxiliar de limpeza. Walquíria das Dores Oliveira do Nascimento, Prodesan, auxiliar de limpeza.
Delegados na federação efetivos
Macaé Marcos Braz de Oliveira, Odebrecht, mecânico de manutenção. Winiston Bitencourt Santos, Prodesan, fiscal de turma.
Delegados na federação suplentes
Fernando Ferreira de Ávila, Codesavi, ajudante geral. Ângela Maria Martins Campanário, Codesavi, varredora.