De acordo com a reportagem da CNN Brasil, a varejista admite problema, mas não pede desculpas para os trabalhadores — e supõe que apenas os motoristas passam por essa situação
Amazon
Há pouco mais de uma semana, quando a varejista Amazon foi acusada de fazer com que seus funcionários trabalhassem em horários excessivos a ponto de terem de urinar em garrafas plásticas, a companhia do homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, afirmou que "se isso fosse verdade, ninguém trabalharia conosco".
 
A publicação, feita no perfil oficial da varejista, foi uma resposta ao congressista Mark Pocan que afirmara que "pagar aos trabalhadores US$ 15 por hora não faz de você um 'local de trabalho progressivo' quando você quebra o sindicato e faz os trabalhadores urinarem em garrafas de água".
 
Pouco tempo depois, no dia 26 de março, Alexandria Ocasio-Cortez, membro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, tuitou um e-mail atribuído à Amazon no qual, em um comunicado interno aos seus colaboradores, a empresa afirmava que "havia descoberto fezes humanas em uma sacola que retornou para a estação". 
 
Em outro parágrafo do e-mail, a companhia afirma que "notou um aumento em vários tipos de lixos não-sanitários sendo deixados dentro de sacolas, como máscaras usadas, luvas e garrafas com urina". 
 
Nesta sexta-feira (2), no entanto, a Amazon voltou atrás e pediu desculpas — não aos funcionários — mas sim a Pocan, e acabou admitindo que sim, alguns funcionários não têm tempo de ir ao banheiro e acabam urinando em garrafas de água.
 
"O tuite estava incorreto. Não contemplou nossa grande população de motoristas e, em vez disso, focou erroneamente apenas em nossos centros de atendimento", diz o comunicado da empresa. "Um centro de distribuição típico da Amazon tem dezenas de banheiros, e os funcionários podem se afastar de sua estação de trabalho a qualquer momento. Se algum funcionário em um centro de distribuição tiver uma experiência diferente, nós o encorajamos a falar com seu gerente e trabalharemos para corrigir isso", continua. 
 
O comunicado da empresa cita que o problema acontece com mais frequência com "seus motoristas" e não com seus "funcionários de armazéns".
 
"Sabemos que os motoristas podem e têm dificuldade em encontrar banheiros por causa do tráfego ou, às vezes, das rotas rurais, e esse foi especialmente o caso durante a Covid-19, quando muitos banheiros públicos foram fechados. Esse é um problema antigo que abrange todo o setor e não é específico da Amazon", disse a empresa, comparando a situação com outras empresas de entrega, como o FedEx — sem sugerir algum tipo de solução.
 
Mas, em 2018, um repórter do The Verge descobriu que os trabalhadores dos armazéns eram encorajados a não fazer pausas para irem ao banheiro. Problema que parece permanecer até os dias de hoje. Em entrevista à Vice, uma funcionária da companhia afirmou que "você está sentado lá e tem que 'mijar', mas não quer acumular 'tempo livre da tarefa'", ou seja, não quer perder tempo de trabalho por gastar alguns minutos no banheiro. 
 
Essa não é a primeira acusação de violação trabalhista que a Amazon está enfrentando nos últimos meses. Desde março a varejista de Bezos está sendo processada por "não oferecerem a seus funcionários o horário de pausa para almoçar e descansar". 
Amazon
Há pouco mais de uma semana, quando a varejista Amazon foi acusada de fazer com que seus funcionários trabalhassem em horários excessivos a ponto de terem de urinar em garrafas plásticas, a companhia do homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, afirmou que "se isso fosse verdade, ninguém trabalharia conosco".
 
A publicação, feita no perfil oficial da varejista, foi uma resposta ao congressista Mark Pocan que afirmara que "pagar aos trabalhadores US$ 15 por hora não faz de você um 'local de trabalho progressivo' quando você quebra o sindicato e faz os trabalhadores urinarem em garrafas de água".
 
Pouco tempo depois, no dia 26 de março, Alexandria Ocasio-Cortez, membro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, tuitou um e-mail atribuído à Amazon no qual, em um comunicado interno aos seus colaboradores, a empresa afirmava que "havia descoberto fezes humanas em uma sacola que retornou para a estação". 
 
Em outro parágrafo do e-mail, a companhia afirma que "notou um aumento em vários tipos de lixos não-sanitários sendo deixados dentro de sacolas, como máscaras usadas, luvas e garrafas com urina". 
 
Nesta sexta-feira (2), no entanto, a Amazon voltou atrás e pediu desculpas — não aos funcionários — mas sim a Pocan, e acabou admitindo que sim, alguns funcionários não têm tempo de ir ao banheiro e acabam urinando em garrafas de água.
 
"O tuite estava incorreto. Não contemplou nossa grande população de motoristas e, em vez disso, focou erroneamente apenas em nossos centros de atendimento", diz o comunicado da empresa. "Um centro de distribuição típico da Amazon tem dezenas de banheiros, e os funcionários podem se afastar de sua estação de trabalho a qualquer momento. Se algum funcionário em um centro de distribuição tiver uma experiência diferente, nós o encorajamos a falar com seu gerente e trabalharemos para corrigir isso", continua. 
 
O comunicado da empresa cita que o problema acontece com mais frequência com "seus motoristas" e não com seus "funcionários de armazéns".
 
"Sabemos que os motoristas podem e têm dificuldade em encontrar banheiros por causa do tráfego ou, às vezes, das rotas rurais, e esse foi especialmente o caso durante a Covid-19, quando muitos banheiros públicos foram fechados. Esse é um problema antigo que abrange todo o setor e não é específico da Amazon", disse a empresa, comparando a situação com outras empresas de entrega, como o FedEx — sem sugerir algum tipo de solução.
 
Mas, em 2018, um repórter do The Verge descobriu que os trabalhadores dos armazéns eram encorajados a não fazer pausas para irem ao banheiro. Problema que parece permanecer até os dias de hoje. Em entrevista à Vice, uma funcionária da companhia afirmou que "você está sentado lá e tem que 'mijar', mas não quer acumular 'tempo livre da tarefa'", ou seja, não quer perder tempo de trabalho por gastar alguns minutos no banheiro. 
 
Essa não é a primeira acusação de violação trabalhista que a Amazon está enfrentando nos últimos meses. Desde março a varejista de Bezos está sendo processada por "não oferecerem a seus funcionários o horário de pausa para almoçar e descansar".