Menu

✖ Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
✖
24 SET 2026

Imagem do dia

https://www.flickr.com/photos/forca_sindical/albums/72177720335807783/

Imagem do dia - Força Sindical
✖

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Comércio perde 11% das empresas e 4,4% dos trabalhadores em cinco anos

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Imprensa

Comércio perde 11% das empresas e 4,4% dos trabalhadores em cinco anos

covid-19 comercioCrédito: Roberto Parizotti/Fotos Públicas
Entre 2014 e 2019, o comércio perdeu 177,3 mil empresas (-11%), 466,1 mil trabalhadores (-4,4%) e 140,6 mil lojas (-8,1%). O varejo, segmento responsável por empregar 74,2% dos trabalhadores da área comercial, teve redução de 4,1% em sua ocupação. Com isso, o comércio empregava, em 2019, 10,2 milhões de trabalhadores, sendo 908,0 mil no comércio de veículos, peças e motocicletas, 1,7 milhão no atacado, e 7,5 milhões no varejo. Os dados são da Pesquisa Anual de Comércio (PAC) 2019, divulgada hoje (29) pelo IBGE.
 
A gerente de Análise e Disseminação, Synthia Santana, explica que a perda no comércio nesse período de cinco anos está ligada ao contexto de crise econômica vivenciada pelo país. “O setor de comércio, especialmente o varejo, tem uma dependência forte do consumo interno do país. Durante o período de crise, percebemos, em vários indicadores macroeconômicos, a ligação entre a queda no setor varejista e os indicadores de desemprego no país, a retração no consumo das famílias e o endividamento”, explica.
 
No entanto, quando comparada a 2010, a população ocupada do comércio cresceu 12,5%. O segmento que mais empregou nesse período foi o varejo, com acréscimo de 931,2 mil trabalhadores (ou mais 14,1%). Dentre as atividades, o maior destaque, em números absolutos, é o setor de hipermercados e supermercados, com 420,0 mil empregados a mais, representando 45% desse crescimento no varejo.
 
“Há um efeito de escala: quando o setor é maior, é mais fácil aumentar o número de trabalhadores. No caso de hipermercados e supermercados, há também a mudança no próprio setor, que tende a aumentar o porte dessas empresas. São estabelecimentos que vêm integrando outras atividades e serviços e essa expansão requer um volume maior de pessoas ocupadas”, diz a pesquisadora.
 
Por outro lado, a maior queda na ocupação, em números absolutos, foi registrada pelo comércio de informática, comunicação e artigos de uso doméstico. O número de postos de trabalhos foi reduzido em 6,1% em nove anos, ou -57,1 mil.
 
“Há uma redução no número de pessoas que estão empregadas em empresas que fazem, majoritariamente, a venda de produtos de informática, como computadores, por exemplo, e também de comunicação e outros artigos. Nesse período, podem ter acontecido mudanças tecnológicas que impuseram transformações também no tipo de produto que é vendido por elas”, explica Synthia.
 
Segundo a pesquisadora, com essas mudanças, algumas lojas menores passaram a atender nichos mais específicos. “Os produtos eletrônicos e de informática passaram a ser vendidos também por outros segmentos, como grandes redes de supermercados e lojas de utilidades para o lar. Então os estabelecimentos menores buscam formas mais eficientes de comercialização, o que pode requerer menos funcionários em lojas”, diz.
 
Outra queda acentuada foi no setor de veículos automotores, que perdeu 12,0% da sua ocupação em nove anos (ou -33,8 mil postos). “Essa perda é grande tanto em termos absolutos quanto em termos relativos, ou seja, comparado ao porte do próprio setor. Essa atividade vem sofrendo crises sucessivas desde 2010 e, no período mais recente, vem contando com subsídios de governos e outras políticas para manter as empresas ativas”, afirma.
 
Na comparação com 2018, houve queda na ocupação (-0,4%) e no número de empresas (-5,0%) e de lojas (-3,0%) no comércio. Já em relação a 2010, são 106,3 mil empresas a menos. O varejo perdeu, em nove anos, 11,1% das empresas e o comércio de veículos, peças e motocicletas, 3,6%. Já no atacado o número de empresas aumentou 21,5%.
 
Atacado é responsável por 45,2% da receita do comércio
Em 2019, havia no país 1,6 milhão de lojas e 1,4 milhão de empresas, que registraram uma receita bruta de R$ 4,4 trilhões. Destes, R$ 423,1 bilhões foram obtidos no comércio de veículos, peças e motocicletas, R$ 2,0 trilhões, no atacado, e outros R$ 2,0 trilhões, no varejo.
 
Quando são retiradas as deduções, como impostos e cancelamentos, há a receita operacional líquida, que foi de aproximadamente R$ 4,0 trilhões. A maior parcela deste valor veio do atacado (45,2%), seguido pelo varejo (44,9%) e comércio de veículos, peças e motocicletas (9,9%). É a primeira vez em cinco anos que o atacado supera o varejo em termos de participação na receita.
 
“O avanço do atacado ainda é tímido, a diferença entre os setores é muito pequena. O varejo é o setor que mais emprega, que tem um volume muito grande e o fato de o atacado ter superado indica ganhos maiores na margem. A venda direta à empresa, sem passar pelo consumidor final, inclui também o comércio exterior, o que explica esse aumento no setor de atacado nos últimos anos”, afirma Synthia.
 
Três atividades foram responsáveis por cerca de um terço da receita operacional líquida gerada em 2019: hipermercados e supermercados (12,9%), comércio por atacado de combustíveis e lubrificantes (11,7%) e comércio varejista de combustíveis e lubrificantes (8,4%).
 
“Nos últimos anos, a participação do setor de hipermercados e supermercados diminuiu, mas, entre 2010 e 2019, foi o setor que mais avançou também em participação na receita. É um setor que vem crescendo em remunerações, faturamento, receita operacional líquida, pessoal ocupado e número de estabelecimentos. Esse avanço tem a ver com o próprio nicho de mercado: há a possibilidade de explorar, em um mesmo estabelecimento, uma gama diversa de produtos”.
 
Setor de tecidos e vestuário tem a maior taxa de margem de comercialização
 
Em 2019, a margem de comercialização, que é a diferença entre a receita líquida de revenda e o custo de mercadorias vendidas, foi de R$ 864,3 bilhões. O varejo foi responsável por 56,1% desse total. Já o atacado respondeu por 36,4%, e o comércio de veículos, peças e motocicletas, por 7,5%. “Esse é um parâmetro muito importante para o comerciante definir se é rentável permanecer nesse mercado”, explica a gerente.
 
Já a taxa de margem de comercialização é a divisão da margem de comercialização pelo custo das mercadorias vendidas. Esse indicador mostra o quanto cada setor é capaz de definir sua receita líquida de vendas acima de seus custos com aquisição de mercadorias e variação de estoques. “Ele indica quanto a empresa consegue determinar o preço acima dos custos de revenda. Não é um indicador de lucro, mas de rentabilidade da operação comercial. Os setores com margem mais alta, em percentual, conseguem determinar o preço em níveis maiores do que os setores em que a concorrência é mais alta e os produtos, mais homogêneos”, explica Synthia.
 
Em nove anos, esse indicador foi de 27,6% para 28,8%. Seis dos nove segmentos do varejo registraram taxas de comercialização acima de 50%. Dentre essas atividades, destacam-se o comércio de tecidos, vestuário, calçados e armarinho (81,8%), o comércio varejista de artigos culturais, recreativos e esportivos (65,5%) e o comércio varejista de produtos novos e usados sem especificação (58,7%).
 
“A taxa mais alta em atividades que comercializam produtos como tecidos, artigos culturais e esportivos é explicada pela sua própria diversidade: são itens muito heterogêneos entre um estabelecimento e outro. Isso faz com que a empresa consiga determinar preços acima dos custos de revenda e obter, portanto, maior rentabilidade na venda desses produtos”, diz a gerente.
 
Nordeste paga o menor salário médio
O Sudeste pagou o maior salário médio entre as regiões (2,0 salários mínimos), seguido pelo Sul (1,9 s.m.), pelo Centro-Oeste e Norte (ambos pagando 1,8 s.m.). O Nordeste pagou o menor: 1,4 salário mínimo. Essa região também perdeu participação (-0,4 p.p.) em relação à distribuição salarial das grandes regiões em nove anos. Em média, as empresas comerciais do país pagaram 1,9 salário mínimo aos seus empregados em 2019.
 
“O Nordeste conta com o salário médio mensal mais baixo entre as regiões do país, ficando, portanto, abaixo da média nacional. Esse resultado é consequência das atividades predominantes nessa região. Em todos os estados do Nordeste, com exceção do Maranhão, há o predomínio da atividade varejista, segmento comercial em que os salários são mais baixos”, afirma Synthia. 
 
Em relação à participação na receita bruta de revenda, o Sudeste foi responsável por 50,0% do total. Embora a região se mantenha na liderança de ranking, a participação da região foi reduzida frente a 2010, quando concentrava 52,4% da receita. Nesse período, o Sul passou de 19,5% para 20,8% e o Centro-Oeste, de 9,1% para 10,3%.
 
O Sudeste foi responsável por quase metade (49,6%) das unidades locais em 2019, mas também perdeu participação (-0,3 p.p.) nos últimos dez anos da pesquisa. Já o Centro-Oeste aumentou sua participação em 0,6 p.p. no período.
 
A maior parte da ocupação no comércio do país também é do Sudeste, que, em 2019, concentrou 51,9% do total, e ganhou participação (0,5 p.p.) frente a 2010. O Sul foi a região com maior perda de participação (-0,5 p.p.).
 
Mais sobre a pesquisa
A PAC é realizada pelo IBGE desde 1996 e retrata aspectos estruturais do setor comercial do país. As informações divulgadas são significativas para análise e planejamento das empresas do setor privado e dos diferentes níveis de governo. Anualmente, a PAC apresenta os principais resultados das empresas comerciais brasileiras, que são divididas em três segmentos: comércio de veículos, peças e motocicletas; comércio por atacado; e comércio varejista. Para identificar mudanças estruturais, há a comparação entre resultados de uma série de dez anos. Os resultados podem ser consultados para Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação.
 
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias – 29/07/2021
Fonte: IBGE

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
Na Pressão mobiliza pelo fim da escala 6×1
Força 8 OUT 2026

Na Pressão mobiliza pelo fim da escala 6×1

Metalúrgicos defendem voto consciente e direitos trabalhistas
Força 8 OUT 2026

Metalúrgicos defendem voto consciente e direitos trabalhistas

ANEEL debate possível caducidade da concessão da Enel
Força 8 OUT 2026

ANEEL debate possível caducidade da concessão da Enel

Encontro internacional debate fortalecimento das redes sindicais
Força 8 OUT 2026

Encontro internacional debate fortalecimento das redes sindicais

Químicos debatem negociações, eleições e fim da escala 6×1
Força 8 OUT 2026

Químicos debatem negociações, eleições e fim da escala 6×1

Resistência à PEC 6×1 acirra disputa por direitos no Senado
Força 7 OUT 2026

Resistência à PEC 6×1 acirra disputa por direitos no Senado

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas
Artigos 7 OUT 2026

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas

Quando as ditaduras atacam os sindicatos
Artigos 7 OUT 2026

Quando as ditaduras atacam os sindicatos

Audiência no SMC reforça inclusão e cumprimento de cotas
Força 7 OUT 2026

Audiência no SMC reforça inclusão e cumprimento de cotas

Serginho participa do CONARTS 2026 em São Paulo
Força 7 OUT 2026

Serginho participa do CONARTS 2026 em São Paulo

Centrais acompanham no Senado debate pelo fim da escala 6×1
Força 7 OUT 2026

Centrais acompanham no Senado debate pelo fim da escala 6×1

No México, Neco defende união sindical além das fronteiras
Força 7 OUT 2026

No México, Neco defende união sindical além das fronteiras

Eletricitários reforçam prevenção diante do calor extremo
Força 7 OUT 2026

Eletricitários reforçam prevenção diante do calor extremo

NOTA – Dialogar, ampliar alianças e defender o futuro do Brasil
Força 6 OUT 2026

NOTA – Dialogar, ampliar alianças e defender o futuro do Brasil

Sindicato amplia presença nas bases dos eletricitários
Força 6 OUT 2026

Sindicato amplia presença nas bases dos eletricitários

Novo Congresso ameaça avanço do fim da escala 6×1
Imprensa 6 OUT 2026

Novo Congresso ameaça avanço do fim da escala 6×1

CONTER-SP debate emprego, inovação e qualificação na Fiesp
Força 6 OUT 2026

CONTER-SP debate emprego, inovação e qualificação na Fiesp

Fundacentro reforça alerta sobre exposição ao benzeno
Força 5 OUT 2026

Fundacentro reforça alerta sobre exposição ao benzeno

5 de outubro reforça luta contra exposição ao benzeno
Força 5 OUT 2026

5 de outubro reforça luta contra exposição ao benzeno

Constituição Cidadã completa 38 anos de direitos e conquistas
Força 5 OUT 2026

Constituição Cidadã completa 38 anos de direitos e conquistas

Sinpospetro-RJ garante apoio à saúde de frentista
Força 5 OUT 2026

Sinpospetro-RJ garante apoio à saúde de frentista

Sintepav-BA amplia visitas e destaca conquista da cesta básica
Força 5 OUT 2026

Sintepav-BA amplia visitas e destaca conquista da cesta básica

Sinmed RN promove campanha solidária no Mês do Médico
Força 5 OUT 2026

Sinmed RN promove campanha solidária no Mês do Médico

Em defesa da democracia e da soberania brasileira: não interfiram em nossas eleições!
Força 2 OUT 2026

Em defesa da democracia e da soberania brasileira: não interfiram em nossas eleições!

STIAM fecha acordos com CandyMaster e Kicaldo
Força 2 OUT 2026

STIAM fecha acordos com CandyMaster e Kicaldo

Sinthoresp promove convivência e lazer para aposentados
Força 2 OUT 2026

Sinthoresp promove convivência e lazer para aposentados

Sinpospetro-RJ reforça campanha salarial na Baixada
Força 2 OUT 2026

Sinpospetro-RJ reforça campanha salarial na Baixada

Seminário da FIP debate direitos e desafios do sindicalismo
Força 1 OUT 2026

Seminário da FIP debate direitos e desafios do sindicalismo

Sinmed RN lança concurso fotográfico sobre “Vida feliz”
Força 1 OUT 2026

Sinmed RN lança concurso fotográfico sobre “Vida feliz”

MPT registra 463 denúncias de assédio eleitoral em 2026
Força 30 SET 2026

MPT registra 463 denúncias de assédio eleitoral em 2026

Aguarde! Carregando mais artigos...