Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Crise no mercado de trabalho prosseguirá em 2017

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Imprensa

Crise no mercado de trabalho prosseguirá em 2017

Brasil terá mais um milhão de pessoas sem emprego e 13,7 milhões em busca de uma vaga

RIO – Mais um milhão de trabalhadores brasileiros perderão o emprego em 2017, depois de dois anos de recessão forte. A recuperação só virá no segundo semestre do ano que vem, segundo projeções do Departamento de Pesquisas do Bradesco. O número de desocupados — que chegou ao recorde de 12,1 milhões em novembro, correspondendo a uma taxa de desemprego de 11,9%, segundo o IBGE — deve atingir a marca de 13,7 milhões de pessoas no fim do primeiro semestre. No fim de 2017, o número deve cair para 13,4 milhões de pessoas.

Para os empregos formais, medidos pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, já há algum sopro de esperança em 2017: a previsão é de criação de 150 mil vagas no ano. Em 2018, seriam outros 900 mil postos de trabalho. O número nem de longe compensa a perda de mais de três milhões de vagas em 2015 e 2016 (1,625 milhão em 2015 e projeção de 1,450 milhão de vagas para 2016, também segundo o Bradesco). Em novembro, foram menos 116.747 vagas com carteira assinada, perda um pouco inferior aos 130 mil do mesmo mês do ano passado.

— O desemprego deve chegar a 13,7 milhões de pessoas na virada do primeiro para o segundo semestre, até que comece a melhorar um pouco. Este é o pior momento do mercado de trabalho desde 1991, com a maior taxa de desemprego. Até 2018, o emprego não vai voltar ao nível anterior, de antes de 2015, porque a economia brasileira também não vai voltar — afirma a economista do Bradesco Ariana Zerbinatti.

O banco produziu uma série mais longa de desemprego, desde 1991, que reúne dados da atual Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, da Pesquisa Mensal do Emprego (PME), da Pnad anual, do IBGE e da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Seade/Dieese. O levantamento com base nessas pesquisas mostra que a taxa de desemprego está em 12,3% (dado de outubro, o mais recente). A parcela de desempregados está acima dos cerca de 10% entre 2002 e 2006 e também da faixa entre 8% e 9% entre 2009 e 2010, logo após a crise financeira internacional.

RENDA 2,5% MENOR ESTE ANO

A enorme disputa pelas vagas de um mercado em retração assusta pessoas como Hugo Marcelo Martins, de 23 anos, que até o início do ano trabalhava como carpinteiro nas obras do aeroporto internacional do Galeão. Desde que foi demitido, a família — a mulher Kelly e a filha Manuela, de 3 anos — enfrenta dificuldades. A mulher ganha cerca de R$ 1.200 com a venda de salgados para festas, mas tem que arcar sozinha com o aluguel de R$ 700 da casa em que moram em Santa Teresa.

— De vez em quando, consigo algum bico e minha mãe ajuda com o botijão de gás e alguma comida. Minha mulher tem segurado as pontas, mas está muito difícil. Só dá para viver. A compra de supermercado, que durava o mês inteiro, agora acaba na metade do mês. Não posso mais levar minha filha para passear — conta Hugo, que, em meados de dezembro, esteve no posto do Sistema Nacional de Empregos (Sine), da Secretaria Estadual de Trabalho, em busca de oportunidade.

Com mais pessoas buscando emprego, o trabalhador tem de aceitar salários menores, já corroídos pela inflação de 10,67% em 2015 e de quase 7% este ano. Mesmo na hora que o mercado de trabalho voltar a reagir, a alta da renda será muito lenta, apontam analistas. Na estimativa da LCA Consultores, os salários devem avançar apenas 0,5% em 2017, após queda estimada de 2,5% em 2016.

— A melhora no desempenho da economia agora só se espera no segundo semestre de 2017, o que afeta o mercado de trabalho, que geralmente é o último a responder quando a economia começa a reagir. A renda vai subir 0,5% em 2017. É pouco, mas pelo menos estanca uma sangria — diz o economista da LCA Consultores Fabio Romão.

A taxa de desemprego, que ficou em 6,8% em 2014 e 8,5% em 2015, deve continuar subindo pelo menos até 2018. A estimativa é de 13,4% em 2017 e 13,9% no ano seguinte.

— O desemprego podia até estar maior no momento, só não está por causa do desalento (quando os trabalhadores começam a desistir de procurar uma vaga pela dificuldade de se empregar). Quando o mercado começar a reagir, a população ocupada vai subir, mas também aumentará a procura por emprego, o que pressiona a taxa — explica Romão.

A avaliação de que o mercado de trabalho terá recuperação lenta é unânime entre os economistas, diante da perspectiva de uma economia que também vai reagir a passos lentos. Alguns segmentos da indústria — uma das atividades econômicas que mais fechou vagas nos últimos anos — dão sinais de estabilização, pelos últimos dados do Caged, como é o caso da indústria de alimentos e de calçados. Outros, no entanto, ainda estão enxugando o quadro de pessoal. O Bradesco estima que a indústria de transformação ainda não concluiu o ajuste de mão de obra e estima perda de mais 200 mil postos de trabalho.

COMÉRCIO DEVE CONTINUAR DEMITINDO

Além disso, o banco acredita que o ajuste em serviços, especialmente em comércio, ainda não acabou. A redução da taxa de juros pode ajudar setores do comércio que dependem mais de crédito, mas a renda do trabalho ainda baixa pode prejudicar outros ramos.

— A recuperação do mercado deve ser bem difusa. A perda foi muito forte na indústria e pode-se ter algo por aí. No comércio, a reativação de crédito tende a facilitar esses segmentos — afirma a economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thaís Marzola Zara.

Fonte: O Globo

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026
Força 9 JUN 2026

Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026

Força Sindical SP debate propostas para governo estadual
Força 9 JUN 2026

Força Sindical SP debate propostas para governo estadual

Sinpospetro RJ reforça presença nas madrugadas da Zona Sul
Força 9 JUN 2026

Sinpospetro RJ reforça presença nas madrugadas da Zona Sul

Sinpospetro RJ garante desconto em óculos para frentistas
Força 9 JUN 2026

Sinpospetro RJ garante desconto em óculos para frentistas

PEC 12/2026 e a institucionalização do trabalho sob demanda
Artigos 9 JUN 2026

PEC 12/2026 e a institucionalização do trabalho sob demanda

13º Renasttão debate saúde e segurança no trabalho
Força 9 JUN 2026

13º Renasttão debate saúde e segurança no trabalho

A luta continua: agora o foco é o Senado
Palavra do Presidente 9 JUN 2026

A luta continua: agora o foco é o Senado

Metalúrgicos SP avançam em PLR e reforçam luta por direitos
Força 9 JUN 2026

Metalúrgicos SP avançam em PLR e reforçam luta por direitos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Artigos 8 JUN 2026

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Sindnapi promove tradicional Baile Junino para associados em SP
Força 8 JUN 2026

Sindnapi promove tradicional Baile Junino para associados em SP

Força Sindical participa da 114ª Conferência da OIT
Força 8 JUN 2026

Força Sindical participa da 114ª Conferência da OIT

Sinthoresp amplia ações em saúde, educação e lazer para trabalhadores da categoria
Força 8 JUN 2026

Sinthoresp amplia ações em saúde, educação e lazer para trabalhadores da categoria

Escola de Hotelaria Sinthoresp abre matrículas a partir de 15 de junho
Força 8 JUN 2026

Escola de Hotelaria Sinthoresp abre matrículas a partir de 15 de junho

TRT mantém direito de greve e eletricitários param
Força 3 JUN 2026

TRT mantém direito de greve e eletricitários param

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer
Força 3 JUN 2026

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer

IndustriALL Brasil debate transição energética justa
Força 3 JUN 2026

IndustriALL Brasil debate transição energética justa

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve
Força 3 JUN 2026

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo
Força 3 JUN 2026

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Artigos 2 JUN 2026

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Nota de pesar: Magrão, Presente!
Força 2 JUN 2026

Nota de pesar: Magrão, Presente!

PEC 12/2026 gera alerta sobre direitos trabalhistas
Imprensa 2 JUN 2026

PEC 12/2026 gera alerta sobre direitos trabalhistas

Metalúrgicos SP lançam Campanha do Agasalho e Alimentos 2026
Força 2 JUN 2026

Metalúrgicos SP lançam Campanha do Agasalho e Alimentos 2026

Centrais ampliam mobilização pela jornada de 40 horas
Força 1 JUN 2026

Centrais ampliam mobilização pela jornada de 40 horas

Metalúrgicos SP mantém mobilização por jornada de 40 horas e fim da escala 6×1
Força 1 JUN 2026

Metalúrgicos SP mantém mobilização por jornada de 40 horas e fim da escala 6×1

Para Cláudio Janta, fim da escala 6×1 e redução da jornada geram empregos e melhoram a qualidade de vida
Força 1 JUN 2026

Para Cláudio Janta, fim da escala 6×1 e redução da jornada geram empregos e melhoram a qualidade de vida

SinSaúdeSP garante abono de 12% para trabalhadores da ASF
Força 1 JUN 2026

SinSaúdeSP garante abono de 12% para trabalhadores da ASF

SinSaúdeSP garante indenização no Leforte Liberdade
Força 1 JUN 2026

SinSaúdeSP garante indenização no Leforte Liberdade

Tabela salarial no papel e ganho real no bolso
Força 1 JUN 2026

Tabela salarial no papel e ganho real no bolso

STF retoma em junho julgamento sobre vínculo em aplicativos
Força 1 JUN 2026

STF retoma em junho julgamento sobre vínculo em aplicativos

Líder sindical reforça a importância da luta no Senado
Força 29 MAI 2026

Líder sindical reforça a importância da luta no Senado

Aguarde! Carregando mais artigos...