Menu

✖ Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
✖
24 SET 2026

Imagem do dia

https://www.flickr.com/photos/forca_sindical/albums/72177720335807783/

Imagem do dia - Força Sindical
✖

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Da MP 927 nada se aproveita, afirmam juízes, parlamentares, advogados e sindicalista

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Imprensa

Da MP 927 nada se aproveita, afirmam juízes, parlamentares, advogados e sindicalista

Aprovada na semana passada na Câmara, a Medida Provisória 927 já pode ser votada no Senado, agora como projeto de lei de conversão (PLV 18). Mas nada se aproveita de seu texto, afirmam sindicalistas, juízes, advogados e parlamentares, que participaram ontem (22) à noite de live promovida pelos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Weverton (PDT-MA).
paimCrédito: Arquivo

“É uma declaração de guerra à classe trabalhadora”, afirmou, por exemplo, a presidenta da Associação Juízes para a Democracia, Valdete Severo. “Não tem salvação para nenhum dos artigos.”

Segundo ela, a proposta se insere em um conjunto sistemático de ataques aos direitos trabalhistas. “Existe um silêncio eloquente em relação a essas medidas provisórias. Do início ao fim (referindo-se à MP 927), é perversa, é um abuso após o outro. Um projeto de destruição de qualquer possibilidade de o Brasil ser uma nação, de ter uma retomada da economia.”

Entre os itens criticados contidos no PLV 18, um dos primeiros a serem lembrados é o chamado “banco de horas negativo” (artigo 14). O período eventualmente não trabalhado durante a pandemia irá para um banco a ser descontado em até 18 meses – um trabalho a ser feito sem pagamento, no limite de duas horas diárias. A medida permite ainda, no artigo 2º, que acordos individuais entre empregado e empregador se sobreponham a leis e acordos coletivos.

“É uma medida provisória perversa”, define o vice-presidente da Comissão Nacional de Direitos Sociais do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Para ele, o principal objetivo da MP é “atacar os direitos sociais e principalmente as organizações sindicais”. Segundo ele, não há nada no texto que justifique sua existência. “Todos os itens são passíveis de negociação coletiva.”

Injustiça e inconstitucionalidade
O secretário de Relações Institucionais do Ministério Público do Trabalho, Márcio Amazonas, também critica a proposta. “Num momento de pandemia, quem menos deveria sofrer os impactos era a classe trabalhadora”, afirma. Ele cita, entre outros, o item que suspende pagamento de acordos trabalhistas, o que “viola a coisa julgada”. E aponta “injustiça, imperfeição técnica e inconstitucionalidade” da matéria em tramitação no Senado.

Vice-presidente da Associação Latino-americana de Advogados Trabalhistas (Alal, na sigla em espanhol), Daniela Muradas aponta desrespeito a convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como a 98, que trata da negociação coletiva, “elemento essencial das relações trabalhistas”. Também não se observou o princípio do diálogo social, acrescenta, manifestando “objeção plena à MP 927” e a intenção de “oficiar a OIT como mais um vilipêndio aos nossos compromissos internacionais”. A organização tem com uma de suas premissas o diálogo tripartite (governo, empresários e trabalhadores), o que não aconteceu no caso da medida provisória.

Pelo contrário, observa Hugo Melo Filho, diretor da Associação Latino-americana de Juízes do Trabalho (ALJT), que fala em “crueldade e, mais do que isso, deslealdade empresarial em relação aos trabalhadores”. Ele afirma que a MP “tem o propósito exclusivo de garantir os interesses empresariais neste momento da pandemia”. E “nada se aproveita” do texto, acrescentando, apontando como destaque mais negativo a prevalência de acordos individuais sobre os coletivos, um artigo que ele classifica de dramático: “Isso significa dizer que pela MP se permite a grande concretização do sonho do capital”.
 

serginhoCrédito: Arquivo
Serginho: "Governo usou a MP 927 para simplesmente “aproveita a crise sanitária para aprofundar a reforma trabalhista do governo anterior”

Lixo legislativo, destruição do Direito
Conduzido pelo secretário de Assuntos Jurídicos da CUT, Valeir Ertle, o debate virtual teve a presença de dirigente de várias centrais, como o primeiro-secretário da Força Sindical, Sérgio Luiz Leite, o Serginho. Segundo ele, se com a MP 936, mesmo com limitações, foi possível assegurar manutenção de empregos, a 927 simplesmente “aproveita a crise sanitária para aprofundar a reforma trabalhista do governo anterior”. “E a Câmara conseguiu piorar”, emendou o dirigente.

“Não tem o que discutir nessa medida”, reforçou Alexandre Caso, da Intersindical. O secretário-geral da CSB, Álvaro Egea, considera o projeto um “lixo legislativo”. E o diretor da CTB Nivaldo Santana foi irônico. “Existe um princípio do Direito de proteção ao hipossuficiente. Aqui no Brasil parece que o hipossuficiente é o capital”, afirmou.

Para a presidenta da Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas (Abrat), Alessandra Camarano, trata-se de uma proposta que inclui “destruição do Direito do Trabalho, direitos constitucionais, flexibilização de processos e normas constitucionais”. Ela observou que o Brasil já esteve na chamada “lista curta” da OIT durante dois anos. A short list inclui os países que devem dar explicações sobre possível desrespeito a normas trabalhistas.

O ex-procurador-geral do Trabalho Ronaldo Curado Fleury disse que o Brasil vive um “extremismo do neoliberalismo”. Esses interesses consideram fundamental “o rompimento de qualquer coletivização da defesa dos interesses do ciadão”. E isso se torna mais claro na área trabalhista. “Simplesmente se desconsidera toda e qualquer entidade sindical em qualquer tipo de negociação e na imposição de qualquer regra. As entidades sindicais são simplesmente desconsideradas, invisibilizadas.”

Fonte: Rede Brasil Atual

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
A luta faz a Lei: a luta vale a pena!
Força 14 OUT 2026

A luta faz a Lei: a luta vale a pena!

Flávio Bolsonaro não defende o trabalhador, ele só quer o seu voto
Força 14 OUT 2026

Flávio Bolsonaro não defende o trabalhador, ele só quer o seu voto

Centrais sindicais acompanham votação do fim da 6×1
Força 14 OUT 2026

Centrais sindicais acompanham votação do fim da 6×1

Miguel Torres destaca votação histórica no Senado
Força 14 OUT 2026

Miguel Torres destaca votação histórica no Senado

Congresso da UGT Portugal debate futuro do trabalho
Força 14 OUT 2026

Congresso da UGT Portugal debate futuro do trabalho

Na Pressão mobiliza pelo fim da escala 6×1
Força 13 OUT 2026

Na Pressão mobiliza pelo fim da escala 6×1

Médicos de UTIs no RN podem restringir atendimentos
Força 13 OUT 2026

Médicos de UTIs no RN podem restringir atendimentos

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora
Palavra do Presidente 13 OUT 2026

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora

Sinpospetro-RJ garante registro de oito frentistas
Força 13 OUT 2026

Sinpospetro-RJ garante registro de oito frentistas

SinSaúdeSP conquista reajuste e benefícios na saúde
Força 13 OUT 2026

SinSaúdeSP conquista reajuste e benefícios na saúde

SinSaúdeSP garante direitos aos trabalhadores do AC Camargo
Força 13 OUT 2026

SinSaúdeSP garante direitos aos trabalhadores do AC Camargo

Centrais ampliam mobilização no Senado pelo fim da 6×1
Força 13 OUT 2026

Centrais ampliam mobilização no Senado pelo fim da 6×1

Sindnapi defende aposentados e declara apoio a Lula
Força 13 OUT 2026

Sindnapi defende aposentados e declara apoio a Lula

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho
Artigos 13 OUT 2026

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho

Senado inicia semana decisiva pelo fim da escala 6×1
Força 13 OUT 2026

Senado inicia semana decisiva pelo fim da escala 6×1

Sindicalistas intensificam mobilização pela vitória de Lula
Força 9 OUT 2026

Sindicalistas intensificam mobilização pela vitória de Lula

Metalúrgicos defendem voto consciente e direitos trabalhistas
Força 8 OUT 2026

Metalúrgicos defendem voto consciente e direitos trabalhistas

ANEEL debate possível caducidade da concessão da Enel
Força 8 OUT 2026

ANEEL debate possível caducidade da concessão da Enel

Encontro internacional debate fortalecimento das redes sindicais
Força 8 OUT 2026

Encontro internacional debate fortalecimento das redes sindicais

Químicos debatem negociações, eleições e fim da escala 6×1
Força 8 OUT 2026

Químicos debatem negociações, eleições e fim da escala 6×1

Resistência à PEC 6×1 acirra disputa por direitos no Senado
Força 7 OUT 2026

Resistência à PEC 6×1 acirra disputa por direitos no Senado

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas
Artigos 7 OUT 2026

Trabalho decente não pode ser privilégio: é o futuro que precisamos construir nas Américas

Quando as ditaduras atacam os sindicatos
Artigos 7 OUT 2026

Quando as ditaduras atacam os sindicatos

Audiência no SMC reforça inclusão e cumprimento de cotas
Força 7 OUT 2026

Audiência no SMC reforça inclusão e cumprimento de cotas

Serginho participa do CONARTS 2026 em São Paulo
Força 7 OUT 2026

Serginho participa do CONARTS 2026 em São Paulo

Centrais acompanham no Senado debate pelo fim da escala 6×1
Força 7 OUT 2026

Centrais acompanham no Senado debate pelo fim da escala 6×1

No México, Neco defende união sindical além das fronteiras
Força 7 OUT 2026

No México, Neco defende união sindical além das fronteiras

Eletricitários reforçam prevenção diante do calor extremo
Força 7 OUT 2026

Eletricitários reforçam prevenção diante do calor extremo

NOTA – Dialogar, ampliar alianças e defender o futuro do Brasil
Força 6 OUT 2026

NOTA – Dialogar, ampliar alianças e defender o futuro do Brasil

Sindicato amplia presença nas bases dos eletricitários
Força 6 OUT 2026

Sindicato amplia presença nas bases dos eletricitários

Aguarde! Carregando mais artigos...