Menu

✖ Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
✖
24 SET 2026

Imagem do dia

https://www.flickr.com/photos/forca_sindical/albums/72177720335807783/

Imagem do dia - Força Sindical
✖

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Em dois anos, setor industrial fecha mais de 200 mil postos de trabalho

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Imprensa

Em dois anos, setor industrial fecha mais de 200 mil postos de trabalho

Emprego. Com indústria desaquecida, trabalhadores migram para o comércio e os serviços, onde ainda há vagas disponíveis; para especialistas, no entanto, o problema dessa migração é a baixa qualidade dos postos de trabalho oferecidos nesses setores

DANIELA AMORIM, IDIANA TOMAZELLI

Os problemas que a indústria brasileira atravessa já fizeram mais de 200 mil funcionários perder o emprego em pouco mais de dois anos. Os trabalhadores industriais estão migrando para setores que ainda têm fôlego para aumentar as contratações, como o comércio e, principalmente, os serviços, firmando os contornos da mobilidade do mercado de trabalho nacional.

Os números da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, em junho de 2011, a força de trabalho da indústria – que inclui os subsetores de transformação, extrativa e distribuição de eletricidade, gás e água – somava 3,769 milhões de empregados. O resultado foi o maior da série histórica, iniciada em março de 2002.

No mês passado, no entanto, esse número caiu para 3,544 milhões de trabalhadores. Só neste ano, são menos 117 mil vagas nas seis principais regiões metropolitanas do País.

‘Hoje se emprega muito menos gente no setor industrial do que há dez anos. Isso é uma tendência de longo prazo. O emprego industrial tende a se reduzir, e a maior parte do emprego disponível é o de baixa qualificação no setor de serviços. Não há nenhuma indicação de que isso possa se reverter (no próximo ano)’, afirmou o presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), Simon Schwartzman.

Desde o auge do emprego na indústria, na metade de 2011, a população ocupada no setor recuou 6%, apontou o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). O cálculo tem como base os dados do IBGE, cuja PME é apurada em seis regiões metropolitanas: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Recife, Salvador e Belo Horizonte.

‘Ou seja, 225 mil postos de trabalho foram extintos. Esse dado bate com o da Pesquisa Industrial Mensal: Empregos e Salários (Pimes), também do IBGE. A indústria desacelerou a produção e mandou gente embora mesmo’, avaliou o economista-chefe do Iedi, Rogério César de Souza.

São Paulo. Na Região Metropolitana de São Paulo, responsável por cerca de 40% da PME, a participação da indústria na população ocupada encolheu 1,1 ponto porcentual em dois anos. O setor detinha 19,2% da população ocupada em novembro de 2011, mas passou a responder por apenas 18,1% em novembro de 2013.

No ápice do emprego industrial na região, verificado em agosto de 2008 – um mês antes da quebra do Lehmann Brothers, que marcou o início da grande crise econômica global -, o setor empregava 1,955 milhão de pessoas. Em novembro deste ano, a indústria local tinha encolhido para 1,762 milhão de funcionários, o equivalente a um corte de 193 mil vagas só em São Paulo.

Por outro lado, a região registrou aumento na participação do comércio, que saiu de uma fatia de 17,7% da população ocupada em novembro de 2011 para 18,1% em novembro último.

Ao mesmo tempo, o setor chamado de outros serviços – segmento que inclui alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais – passou a contar com uma parcela de 18,3% da população ocupada na Região Metropolitana de São Paulo, ante a fatia de 17,2% verificada dois anos antes.

Dessa maneira, a categoria de ‘outros serviços’ ultrapassou a indústria como maior segmento empregador na região, que tem o maior e mais diversificado parque industrial do País.

Adaptação ao setor de serviços nem sempre é tarefa fácil

Por meses, a indústria conseguiu reter trabalhadores mesmo enquanto havia retração na produção. Agora, o quadro é inverso. Nem a ligeira reação da produção nos últimos três meses foi suficiente para evitar novos cortes.

‘A perda na indústria (em novembro) em relação a setembro é significativa. A indústria, por dois meses consecutivos, vem apresentando reduções nos postos de trabalho. Houve queda de 2,4% na população ocupada em outubro (na comparação com o mês anterior) e recuo de 2,5% em novembro’, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

Além do vaivém da produção (desde alta de 2,8% em janeiro até queda de 2,5% em julho), a indústria perde em competitividade. Com o mercado de trabalho aquecido, é inevitável que trabalhadores migrem para outros setores, avalia o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fernando de Holanda Barbosa Filho. Segundo ele, acaba valendo a lógica do ‘quem paga mais’.

João Saboia, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ), pondera, contudo, que trabalhadores da indústria (dispensados ou não) podem até tentar migrar para o setor terciário, mas essa adaptação não é necessariamente fácil.

‘Às vezes, o que ele sabe fazer é algo tipicamente industrial.’ Nesse caso, o trabalhador pode abdicar do mercado formal e se tornar um profissional autônomo, segundo o professor.

O problema do setor terciário, para onde esses trabalhadores estão migrando, é que em geral são empregos de baixa produtividade e de rendimento mais baixo, apontou Saboia. ‘A massa das vagas no setor terciário está na base da pirâmide.’ Segundo ele, o setor de serviços responde por dois terços dos empregos no País, e a tendência é de que essa proporção aumente. ‘Nos EUA, 80% dos empregos estão no setor terciário.’

Fonte: O Estado de S.Paulo

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório
Força 16 OUT 2026

Vitória da classe trabalhadora, redução da jornada e fim da escala 6×1 são avanço civilizatório

Simec conquista acordos que ampliam renda dos metalúrgicos
Força 16 OUT 2026

Simec conquista acordos que ampliam renda dos metalúrgicos

Sindicato exige agilidade na concessão de energia no Rio
Força 16 OUT 2026

Sindicato exige agilidade na concessão de energia no Rio

Sinmed RN valoriza arte e talentos durante o Mês do Médico
Força 16 OUT 2026

Sinmed RN valoriza arte e talentos durante o Mês do Médico

Miguel Torres destaca luta sindical pela jornada de 40 horas
Força 16 OUT 2026

Miguel Torres destaca luta sindical pela jornada de 40 horas

Sinthoresp celebra aprovação do fim da escala 6×1
Força 16 OUT 2026

Sinthoresp celebra aprovação do fim da escala 6×1

Sindnapi e Droga Raia promovem ação de saúde em Americana
Força 15 OUT 2026

Sindnapi e Droga Raia promovem ação de saúde em Americana

Vitória das 40 horas é fruto da luta sindical, diz Miguel
Força 15 OUT 2026

Vitória das 40 horas é fruto da luta sindical, diz Miguel

Força Sindical defende direitos no Congresso da FEDUSA
Força 15 OUT 2026

Força Sindical defende direitos no Congresso da FEDUSA

Sinthoresp derrota pagamento por hora e garante direitos
Força 15 OUT 2026

Sinthoresp derrota pagamento por hora e garante direitos

Número de jovens sem trabalho e estudo cai no Brasil
Força 15 OUT 2026

Número de jovens sem trabalho e estudo cai no Brasil

Miguel Torres celebra vitória histórica dos trabalhadores
Força 15 OUT 2026

Miguel Torres celebra vitória histórica dos trabalhadores

A luta faz a Lei: a luta vale a pena!
Força 14 OUT 2026

A luta faz a Lei: a luta vale a pena!

Flávio Bolsonaro não defende o trabalhador, ele só quer o seu voto
Força 14 OUT 2026

Flávio Bolsonaro não defende o trabalhador, ele só quer o seu voto

Centrais sindicais acompanham votação do fim da 6×1
Força 14 OUT 2026

Centrais sindicais acompanham votação do fim da 6×1

Miguel Torres destaca votação histórica no Senado
Força 14 OUT 2026

Miguel Torres destaca votação histórica no Senado

Congresso da UGT Portugal debate futuro do trabalho
Força 14 OUT 2026

Congresso da UGT Portugal debate futuro do trabalho

Na Pressão mobiliza pelo fim da escala 6×1
Força 13 OUT 2026

Na Pressão mobiliza pelo fim da escala 6×1

Médicos de UTIs no RN podem restringir atendimentos
Força 13 OUT 2026

Médicos de UTIs no RN podem restringir atendimentos

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora
Palavra do Presidente 13 OUT 2026

No dia 25, vote pelo Brasil e pelos direitos da classe trabalhadora

Sinpospetro-RJ garante registro de oito frentistas
Força 13 OUT 2026

Sinpospetro-RJ garante registro de oito frentistas

SinSaúdeSP conquista reajuste e benefícios na saúde
Força 13 OUT 2026

SinSaúdeSP conquista reajuste e benefícios na saúde

SinSaúdeSP garante direitos aos trabalhadores do AC Camargo
Força 13 OUT 2026

SinSaúdeSP garante direitos aos trabalhadores do AC Camargo

Centrais ampliam mobilização no Senado pelo fim da 6×1
Força 13 OUT 2026

Centrais ampliam mobilização no Senado pelo fim da 6×1

Sindnapi defende aposentados e declara apoio a Lula
Força 13 OUT 2026

Sindnapi defende aposentados e declara apoio a Lula

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho
Artigos 13 OUT 2026

Progresso de verdade se mede pelo respeito ao trabalho

Senado inicia semana decisiva pelo fim da escala 6×1
Força 13 OUT 2026

Senado inicia semana decisiva pelo fim da escala 6×1

Sindicalistas intensificam mobilização pela vitória de Lula
Força 9 OUT 2026

Sindicalistas intensificam mobilização pela vitória de Lula

Metalúrgicos defendem voto consciente e direitos trabalhistas
Força 8 OUT 2026

Metalúrgicos defendem voto consciente e direitos trabalhistas

ANEEL debate possível caducidade da concessão da Enel
Força 8 OUT 2026

ANEEL debate possível caducidade da concessão da Enel

Aguarde! Carregando mais artigos...