O DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos apresenta um panorama das greves ocorridas no Brasil em 2020, identificando as principais características desses movimentos. Os dados analisados foram extraídos do Sistema de Acompanhamento de Greves (SAGDIEESE), que reúne informações sobre as paralisações realizadas pelos trabalhadores brasileiros desde 1978 e conta, atualmente, com mais de 40 mil registros. As informações do SAGDIEESE são obtidas por meio de notícias veiculadas em jornais impressos e eletrônicos da grande mídia e da imprensa sindical.
 
O ano de 2020 registrou 649 greves, das quais 89% incluíam itens de caráter defensivo na pauta de reivindicações. O total representa uma queda de 42% em relação às 1.118 greves ocorridas em 2019.
 
Mais da metade das greves referia-se ao descumprimento de direitos e pouco menos da metade à manutenção de condições vigentes. Considerando-se também os 22% de greves propositivas, revela-se, no conjunto, uma pauta reivindicatória simples – em que há pouca sobreposição entre reivindicações diversas – e bastante defensiva.
 
Pouco mais de dois terços, 64%, foram organizadas por trabalhadores da esfera privada e 30% por trabalhadores da esfera pública (funcionalismo público e empresas estatais).
 
Em forte correlação com as greves pela regularização dos vencimentos, há o surgimento de um tipo de mobilização diretamente ligada à pandemia provocada pelo novo coronavírus.
 
Trabalhadores dos Correios, por exemplo, realizaram paralisações em Centros de Distribuição Domiciliar considerados insalubres. Exigiam a desinfecção diária do ambiente, a realização de testes, em caso de suspeita de circulação do vírus no local, e o remanejamento espacial dos postos de trabalho a fim de se evitarem aglomerações.
 
Metalúrgicos cruzaram os braços quase sempre reivindicando licença remunerada para colegas com condições de saúde que os tornavam mais suscetíveis às formas letais da virose.
 
Os trabalhadores do transporte coletivo urbano deixaram de circular, exigindo o fornecimento adequado de máscaras, álcool em gel e desinfecção dos veículos.
 
Em vários estados e municípios, professores refutaram o retorno às salas de aula até que as condições de segurança de toda a comunidade escolar estejam de acordo com as normas sanitárias – e permanecem trabalhando de forma remota.
 
O ano de 2020 também testemunhou, no dia primeiro de julho, o “breque dos Apps”, movimento nacional de paralisação dos trabalhadores dos serviços de entrega por aplicativos, com reivindicações como o reajuste nos valores pagos por serviço, o apoio das empresas em casos de acidentes e o fornecimento EPIs.
 
Leia aqui o estudo completo: Dieese – Balanço das Greves de 2020
O DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos apresenta um panorama das greves ocorridas no Brasil em 2020, identificando as principais características desses movimentos. Os dados analisados foram extraídos do Sistema de Acompanhamento de Greves (SAGDIEESE), que reúne informações sobre as paralisações realizadas pelos trabalhadores brasileiros desde 1978 e conta, atualmente, com mais de 40 mil registros. As informações do SAGDIEESE são obtidas por meio de notícias veiculadas em jornais impressos e eletrônicos da grande mídia e da imprensa sindical.
 
O ano de 2020 registrou 649 greves, das quais 89% incluíam itens de caráter defensivo na pauta de reivindicações. O total representa uma queda de 42% em relação às 1.118 greves ocorridas em 2019.
 
Mais da metade das greves referia-se ao descumprimento de direitos e pouco menos da metade à manutenção de condições vigentes. Considerando-se também os 22% de greves propositivas, revela-se, no conjunto, uma pauta reivindicatória simples – em que há pouca sobreposição entre reivindicações diversas – e bastante defensiva.
 
Pouco mais de dois terços, 64%, foram organizadas por trabalhadores da esfera privada e 30% por trabalhadores da esfera pública (funcionalismo público e empresas estatais).
 
Em forte correlação com as greves pela regularização dos vencimentos, há o surgimento de um tipo de mobilização diretamente ligada à pandemia provocada pelo novo coronavírus.
 
Trabalhadores dos Correios, por exemplo, realizaram paralisações em Centros de Distribuição Domiciliar considerados insalubres. Exigiam a desinfecção diária do ambiente, a realização de testes, em caso de suspeita de circulação do vírus no local, e o remanejamento espacial dos postos de trabalho a fim de se evitarem aglomerações.
 
Metalúrgicos cruzaram os braços quase sempre reivindicando licença remunerada para colegas com condições de saúde que os tornavam mais suscetíveis às formas letais da virose.
 
Os trabalhadores do transporte coletivo urbano deixaram de circular, exigindo o fornecimento adequado de máscaras, álcool em gel e desinfecção dos veículos.
 
Em vários estados e municípios, professores refutaram o retorno às salas de aula até que as condições de segurança de toda a comunidade escolar estejam de acordo com as normas sanitárias – e permanecem trabalhando de forma remota.
 
O ano de 2020 também testemunhou, no dia primeiro de julho, o “breque dos Apps”, movimento nacional de paralisação dos trabalhadores dos serviços de entrega por aplicativos, com reivindicações como o reajuste nos valores pagos por serviço, o apoio das empresas em casos de acidentes e o fornecimento EPIs.
 
Leia aqui o estudo completo: Dieese – Balanço das Greves de 2020