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Presidente Lula celebra 81 anos nesta terça-feira (27), com trajetória marcada pela luta sindical, defesa da democracia e justiça social O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa 81 anos nesta terça-feira (27), celebrando uma trajetória marcada pela liderança sindical, participação política e defesa dos trabalhadores. Ao longo de sua história, Lula construiu uma trajetória política ligada às lutas populares, à valorização do trabalho, à democracia e à promoção da justiça social. Além disso, sua atuação como dirigente sindical no ABC paulista marcou o início de uma caminhada que o levou à Presidência da República . Destaque para sua contribuição à defesa dos direitos trabalhistas, à valorização do salário mínimo e ao combate às desigualdades. Feliz aniversário, presidente Lula! Leia também: Trabalhadores devem seguir mobilizados, defende Miguel Torres https://fsindical.org.br/forca/trabalhadores-devem-seguir-mobilizados-defende-miguel-torres/

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Imprensa

Pacheco pede que centrais continuem pressionando pela volta do auxílio de R$ 600

terça-feira, 4 de maio de 2021

Imprensa

Pacheco pede que centrais continuem pressionando pela volta do auxílio de R$ 600

Em reunião, presidente do Senado prometeu instituir grupo de trabalho com senadores, deputados, centrais sindicais e setor produtivo para debater medidas de geração de emprego
rodrigo pacheco
Os presidentes das centrais sindicais se reuniram nesta segunda-feira (3), de forma virtual, com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), para tratar de medidas de proteção à vida e ao emprego no Brasil durante a pandemia.
 
Os sindicalistas destacaram o quadro social grave que se desenrola no país, com o aumento da fome nas periferias e a falta de medidas de proteção suficientes. Para as centrais, é urgente um debate para retomar o auxílio emergencial de R$ 600 e mais incentivos às pequenas e médias empresas. Os presidentes das centrais destacaram o drama visto de perto durante a distribuição de cestas básicas no país e alertaram para a possibilidade de um cenário de instabilidade civil nas ruas com o avanço da fome e do desemprego.
 
Participaram da reunião os presidentes Sérgio Nobre (CUT), Miguel Torres (Força Sindical), Ricardo Patah (UGT), Antonio Neto (CSB), Adilson Araújo (CTB), José Reginaldo Inácio (NCST) e Clemente Ganz, ex-diretor do Dieese e representante do Fórum das Centrais Sindicais. Além de Pacheco, também estiveram presentes na reunião os senadores Rogério Carvalho (PT), Zenaide Maia (Pros), Jean Paul Prates (PT) e Jaques Wagner (PT).
 
Miguel Torres, presidente da Força Sindical, ressaltou a urgência do debate e, principalmente, de colocar em votação a medida provisória 1039, caso contrário, de acordo com o sindicalista, esta medida irá caducar e o auxílio ficará como deseja o governo federal. "Nossa luta é para que um número maior da população receba o benefício e não somente quatro parcelas de em média R$ 250, um valor considerado insuficiente para as despesas mensais e diárias das pessoas", completou Torres.
 
Para o senador Rodrigo Pacheco, dificilmente assistiremos a um aumento no valor do auxílio para os patamares de 2020. Porém, o congressista propôs um debate mais amplo sobre a instituição de um programa de renda básica no país, a ser implantado após o pagamento dos quatro meses do auxílio emergencial atual (com valores a partir de R$ 150).
 
“A afirmação da necessidade de um valor maior, feita por vocês e por diversos senadores, talvez sirva muito para um debate construtivo e efetivo de implantação de um programa de renda mínima no Brasil, ao final do auxílio emergencial, ao final do quarto mês. Talvez esteja aí a grande utilidade prática dessa sustentação, dessa afirmação de que as pessoas precisam ser assistidas com um valor digno no Brasil”, afirmou Pacheco.
 
“Então, não deixem de dizê-lo, porque dessa discussão é que nascerá certamente uma solução de perenização de um programa como política de Estado, que possa assistir não 14 milhões de pessoas, mas o número real das pessoas que precisam ser assistidas pelo Estado brasileiro até que possam se auto-sustentar através da sua capacidade, da sua produção do trabalho. Então não vamos desistir dessa discussão, vamos mantê-la, porque ao finalizar o auxílio emergencial nós teremos condição de implantar no Brasil um programa de renda mínima, renda cidadã, com valores quem sabe maiores do que os valores atuais do Bolsa Família.”
 
O senador lembrou também do impacto da inflação nos preços dos alimentos, o que aumenta a necessidade de correção do valor dos benefícios sociais, e da necessidade de discutir a fonte de financiamento desse novo programa.
 
Geração de emprego
Outra proposta dos sindicalistas, já acordada em reunião na semana passada com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), foi a criação de um grupo de trabalho formado por deputados, senadores e representantes das centrais sindicais e do setor produtivo para a elaboração de medidas de geração de emprego. Pacheco prometeu instituir a comissão.
 
O presidente da CSB, Antonio Neto, lamentou a impossibilidade de retomada do auxílio emergencial de R$ 600 neste momento. “Estou triste pelas dificuldades para o aumento do auxílio, pois sabemos que estamos atravessando a pior quadra da nossa história.”
 
As centrais apresentaram as seguintes propostas ao presidente do Congresso Nacional:
  1. Auxílio Emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia (MP 1039).
  2. Proteção dos empregos e salários (MPs 1045 e 1046)
  3. Criação de um Grupo de Trabalho para debater emprego e indústria/desenvolvimento produtivo (Senado e Câmara + Centrais Sindicais + Confederações Empregadores)

Ficaram definidos os seguintes encaminhamentos:

  1. Conduzir debate no Congresso sobre as MPs.
  2. Conduzir debate proposito e deliberativo para instituir um Programa de Renda Básica / Cidadã, como um programa permanente de proteção de renda e combate a pobreza.
  3. Prioridade para as medidas que garantam o acesso às vacinas e proteção à vida, em especial o apoio ao sistema de saúde (equipamentos e medicamentos).
  4. Criar um GT Emprego – Industria/sistema produtivo formado por senadores, deputados, representantes das Centrais Sindicais e Confederações Empresariais (proposta já acorda com o presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira).
  5. Presidente receberá as Centrais para a entrega da Agenda Legislativa 2021 (final de maio).
Fonte: Brasil 247

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