Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Perfil das ações na Justiça do Trabalho mudou após reforma trabalhista, diz Ipea

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Imprensa

Perfil das ações na Justiça do Trabalho mudou após reforma trabalhista, diz Ipea

De acordo com a reportagem da CNN Brasil, número de ações abertas por trabalhadores com vínculos de trabalho mais longos aumentou, na comparação entre 2012 e 2018
justiça_do_trabalhoCrédito: Arquivo
Objetivo da pesquisa era identificar os efeitos imediatos da reforma trabalhista reunindo os dados de ações na Justiça no ano posterior às mudanças
Com base em estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a reportagem da CNN Brasil destaca que o perfil das pessoas que entram com ações na Justiça do Trabalho mudou depois das alterações impostas pela reforma trabalhista, de julho de 2017.
 
O estudo, produzido pelo Ipea, tomou como base a comparação de dados entre 2012 e 2018 – um ano após a reforma. De acordo com o Ipea, antes de 2012 não havia dados adequados e disponíveis para comparação.
 
O estudo do Ipea analisou 981 processos, distribuídos por 319 circunscrições, nas 24 regiões da Justiça do Trabalho no país. O objetivo da pesquisa era identificar os efeitos imediatos da reforma trabalhista reunindo os dados de ações na Justiça no ano posterior às mudanças.
 
A CNN Brasil destaca em sua reportagem que os números mostram que, em 2012, os vínculos empregatícios dos reclamantes eram, em média, de 3,4 anos, crescendo para 4,6 anos em 2018. No primeiro ano, as disputas abertas por trabalhadores com vínculos de trabalho novos, de até 1 ano, representavam quase metade (49,5%) das ações. Em 2018, esse número cai para 32%.
 
Enquanto isso, no mesmo ano, aumentaram as ações movidas por pessoas com contratos mais longos, de mais de dois anos. A participação de vínculos de 4 a 5 anos nos processos sobe de 9,8% para 14,9%, já as relações de 10 anos ou mais, de 9,1% para 11,3%.
 
Além disso, o estudo mostra que o público que aciona a Justiça do Trabalho está envelhecendo mais do que a média da população brasileira. No geral, a idade média para proposição de ações trabalhistas subiu de 36 para 39 anos entre 2012 e 2018. As ações são movidas, principalmente, por pessoas entre 25 e 59 anos de idade.
 
A participação de jovens menores de 24 anos nessas solicitações caiu de 15,6% para 9,2%. Segundo o Ipea, o processo de envelhecimento também pode ser identificado pelo aumento da presença de reclamantes maiores de 60 anos, que ainda não é expressiva, porém crescente, tendo saltado de 3% para 6,1%.
 
Para Alexandre Cunha, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo ouvido pela reportagem da CNN Brasil, a situação evidencia que a parcela mais jovem da população está ingressando no mercado de trabalho por meio de “modelos mais precários, mais curtos, por projeto”, e por isso, fora da cobertura de proteção trabalhista.
 
“Vemos que quem entra com as ações são pessoas mais velhas e com mais tempo de vínculo empregatício. Trabalhadores em funções mais tradicionais, modelos e mercados mais fixos. E por outro lado, os mais jovens estão ingressando no mercado com vínculos flexíveis, sem proteção da Justiça do Trabalho”, afirma o pesquisador.
 
Efeito da reforma sobre o número de ações
 
Para identificar os efeitos imediatos da reforma trabalhista, o Ipea comparou números da Justiça de Trabalho de 2017 e 2018. O instituto concluiu que, apesar da queda em 19,5% no número de ações abertas, a reforma não teve influência sobre a quantidade de demandas levadas à Justiça, porque a quantidade de pedidos anexados a cada ação cresceu.
 
“Entendemos que houve uma estabilização do número de demandas levadas à Justiça, porque o crescimento do número de pedidos por ação torna elas maiores e mais complexas. Então, a meu ver, não procede o argumento de que antes as pessoas entravam com ações de forma temerária, com pedidos sem sentido, e que depois da reforma, isso é amenizado. O estudo mostra que as pessoas, na realidade, não foram menos à Justiça do Trabalho”, afirma Alexandre Cunha.
 
O professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Paulo Fernandes destaca que a norma que regula as relações entre empregador e empregado, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi criada em 1943 e precisava ser revista para atenuar o “ambiente hostil que se criou nessa esfera da Justiça”.
 
“A reforma de 2017 passou a onerar devidamente os reclamantes que perdem ações na Justiça do Trabalho e isso os obriga a terem mais responsabilidade sobre a abertura dos casos. Acontece que o Estado é excelente empregador, mas se você for olhar, são as estatais que mais tomam processos. Isso porque a legislação ainda não fecha, tem muitas contradições e incompatibilidades, que levam à hostilidade, então os advogados mexem e encontram brechas para ajuizar as ações”, afirma o professor de Direito.
 
Ele cita ainda “outra contradição, já que a Constituição diz que é o setor privado que tem que gerar emprego, mas pelo medo das ações trabalhistas e burocracia, hoje as empresas têm medo de contratar empregados”.
Fonte: CNN Brasil

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026
Força 9 JUN 2026

Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026

Sinpospetro RJ reforça presença nas madrugadas da Zona Sul
Força 9 JUN 2026

Sinpospetro RJ reforça presença nas madrugadas da Zona Sul

Sinpospetro RJ garante desconto em óculos para frentistas
Força 9 JUN 2026

Sinpospetro RJ garante desconto em óculos para frentistas

PEC 12/2026 e a institucionalização do trabalho sob demanda
Artigos 9 JUN 2026

PEC 12/2026 e a institucionalização do trabalho sob demanda

13º Renasttão debate saúde e segurança no trabalho
Força 9 JUN 2026

13º Renasttão debate saúde e segurança no trabalho

A luta continua: agora o foco é o Senado
Palavra do Presidente 9 JUN 2026

A luta continua: agora o foco é o Senado

Metalúrgicos SP avançam em PLR e reforçam luta por direitos
Força 9 JUN 2026

Metalúrgicos SP avançam em PLR e reforçam luta por direitos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Artigos 8 JUN 2026

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Sindnapi promove tradicional Baile Junino para associados em SP
Força 8 JUN 2026

Sindnapi promove tradicional Baile Junino para associados em SP

Força Sindical participa da 114ª Conferência da OIT
Força 8 JUN 2026

Força Sindical participa da 114ª Conferência da OIT

Sinthoresp amplia ações em saúde, educação e lazer para trabalhadores da categoria
Força 8 JUN 2026

Sinthoresp amplia ações em saúde, educação e lazer para trabalhadores da categoria

Escola de Hotelaria Sinthoresp abre matrículas a partir de 15 de junho
Força 8 JUN 2026

Escola de Hotelaria Sinthoresp abre matrículas a partir de 15 de junho

TRT mantém direito de greve e eletricitários param
Força 3 JUN 2026

TRT mantém direito de greve e eletricitários param

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer
Força 3 JUN 2026

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer

IndustriALL Brasil debate transição energética justa
Força 3 JUN 2026

IndustriALL Brasil debate transição energética justa

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve
Força 3 JUN 2026

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo
Força 3 JUN 2026

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Artigos 2 JUN 2026

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Nota de pesar: Magrão, Presente!
Força 2 JUN 2026

Nota de pesar: Magrão, Presente!

PEC 12/2026 gera alerta sobre direitos trabalhistas
Imprensa 2 JUN 2026

PEC 12/2026 gera alerta sobre direitos trabalhistas

Metalúrgicos SP lançam Campanha do Agasalho e Alimentos 2026
Força 2 JUN 2026

Metalúrgicos SP lançam Campanha do Agasalho e Alimentos 2026

Centrais ampliam mobilização pela jornada de 40 horas
Força 1 JUN 2026

Centrais ampliam mobilização pela jornada de 40 horas

Metalúrgicos SP mantém mobilização por jornada de 40 horas e fim da escala 6×1
Força 1 JUN 2026

Metalúrgicos SP mantém mobilização por jornada de 40 horas e fim da escala 6×1

Para Cláudio Janta, fim da escala 6×1 e redução da jornada geram empregos e melhoram a qualidade de vida
Força 1 JUN 2026

Para Cláudio Janta, fim da escala 6×1 e redução da jornada geram empregos e melhoram a qualidade de vida

SinSaúdeSP garante abono de 12% para trabalhadores da ASF
Força 1 JUN 2026

SinSaúdeSP garante abono de 12% para trabalhadores da ASF

SinSaúdeSP garante indenização no Leforte Liberdade
Força 1 JUN 2026

SinSaúdeSP garante indenização no Leforte Liberdade

Tabela salarial no papel e ganho real no bolso
Força 1 JUN 2026

Tabela salarial no papel e ganho real no bolso

STF retoma em junho julgamento sobre vínculo em aplicativos
Força 1 JUN 2026

STF retoma em junho julgamento sobre vínculo em aplicativos

Líder sindical reforça a importância da luta no Senado
Força 29 MAI 2026

Líder sindical reforça a importância da luta no Senado

Greve é suspensa e eletricitários mantêm mobilização
Força 29 MAI 2026

Greve é suspensa e eletricitários mantêm mobilização

Aguarde! Carregando mais artigos...