Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
2 JUL 2026

Imagem do dia

Veja fotos 7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

São Paulo (SP): Dissídios têm validade de 4 anos

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Imprensa

São Paulo (SP): Dissídios têm validade de 4 anos

TST orienta juízes a aplicar às sentenças prazo máximo previsto na legislação

As negociações coletivas frustradas entre sindicatos de trabalhadores e empresas, normalmente levadas anualmente ao Judiciário, podem tornar-se esparsas e até comprometer o reajuste salarial de algumas categorias. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicou um precedente normativo pelo qual reconhece o prazo de validade de até quatro anos da sentença normativa, resultado do dissídio coletivo. Apesar de a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já prever esse período, na prática muitos juízes aplicavam o prazo de validade de apenas um ano.

O TST reafirmou agora no precedente normativo nº 120, que deve ser utilizada a validade máxima prevista na lei e que as partes, após um ano, podem pedir revisão do que foi decidido, se assim quiserem. Para isso teriam que entrar com um novo pedido de reconsideração na Justiça, que será avaliado pelo juiz responsável. O precedente, apesar de não possuir efeito vinculante, serve de norte para outros tribunais, segundo o advogado Marcel Cordeiro, sócio do Salusse Marangoni Advogados.

A validade de quatro anos para as sentenças é considerada muito longa para o advogado Túlio de Oliveira Massoni, do Amauri Mascaro Nascimento Advocacia Consultiva. Segundo ele, isso pode trazer dificuldades tanto para empresas quanto para trabalhadores. ‘Como a tendência é respeitar acordos coletivos anteriores, todos terão que ficar muito atentos a isso, já que a validade agora poderá ser maior’.

Massoni afirma assessorar, por exemplo, uma empresa em crise financeira que não teria condições de renovar as cláusulas que tratam do plano de saúde e de cesta básica. ‘Se isso for para dissídio coletivo, a tendência é que o tribunal mantenha por mais quatro anos’, afirma. Para ele, a alteração também não seria benéfica aos trabalhadores porque perderiam o direito de greve enquanto vigorar a sentença normativa, salvo se houver descumprimento de cláusulas. ‘A medida de certa forma engessa a negociação coletiva, que deveria ser mais estimulada’, afirma.

Já o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, em São Paulo, Davi Furtado Meirelles, afirma defender esse prazo de quatro anos há muito tempo na Seção de Dissídios Coletivos da Corte. ‘As cláusulas sociais propostas são sempre as mesmas. Por isso, sempre defendi a duração de quatro anos, com exceção das cláusulas econômicas, que poderiam ser renovadas ano a ano’. Agora, com o precedente normativo do TST, sua argumentação ganhará mais força. ‘Isso racionaliza tempo, serviço e papel’, avalia.

Ainda que o prazo máximo possa ser aplicado com mais frequência, nada impede, segundo o desembargador, que uma das partes entre com pedido de revisão após um ano. ‘Acredito que não será do interesse nem do empregado, nem do empregador, que não haja reajuste por quatro anos. A empresa também quer ter uma previsão dos custos e deve optar pelo reajuste anual’, diz.

Para a assessora sindical do Sindicato da indústria do Açúcar no Estado de São Paulo e do Sindicato da Indústria da Fabricação do Álcool no Estado de São Paulo, Elimara Assad Sallum, o precedente não impacta diretamente o setor. Isso porque, segundo ela, há mais de 15 anos as indústrias e os trabalhadores firmam convenções e acordos coletivos de trabalho sem a necessidade de levar a negociação ao Judiciário para se obter uma sentença normativa. Nos casos de acordos ou convenções, valerá o prazo que as partes determinarem e assinarem no documento.

Elimara Sallum ressalta, porém, que de modo geral o precedente altera a dinâmica dos dissídios coletivos. No entanto, o objetivo da alteração, como avalia, seria evitar que as categorias fiquem sem o respaldo de uma norma, caso não tenham conseguido celebrar a tempo um novo acordo ou convenção coletiva. Ou mesmo chegar a um acordo comum para ajuizar dissídio coletivo para obter uma nova sentença normativa.

Os advogados Ricardo Trotta, sócio do escritório que leva o seu nome, e José Guilherme Mauger, do PLKC Advogados, afirmam que o precedente é importante para acabar com esse lapso temporal. ‘Com a grande quantidade de dissídios sub judice, as decisões dos tribunais trabalhistas não são instantâneas, gastando-se algum tempo até que elas sejam proferidas’, explica Mauger. Para ele, embora o bom senso, em regra geral, prevaleça, sem que tal vácuo crie maiores problemas entre patrões e empregados, o precedente do TST ‘deixou esse cenário um pouco mais claro’.

 

Fonte: Informações do jornal Valor

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
“É preciso intensificar mobilização por jornada menor”, disse Miguel
Força 3 JUL 2026

“É preciso intensificar mobilização por jornada menor”, disse Miguel

Mulheres fortalecem negociação sindical em Brasília
Força 3 JUL 2026

Mulheres fortalecem negociação sindical em Brasília

Diretoria dos Químicos de Jaguariúna é reeleita
Força 3 JUL 2026

Diretoria dos Químicos de Jaguariúna é reeleita

Sindicalistas se encontram com Lula no Palácio do Planalto
Força 3 JUL 2026

Sindicalistas se encontram com Lula no Palácio do Planalto

STTI Brinquedos empossa diretoria para gestão 2026–2030
Força 2 JUL 2026

STTI Brinquedos empossa diretoria para gestão 2026–2030

Comissão de Anistia reconhece perseguição ao Sindicato dos Metalúrgicos SP
Força 2 JUL 2026

Comissão de Anistia reconhece perseguição ao Sindicato dos Metalúrgicos SP

Veja fotos 7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia
Imagem do dia 2 JUL 2026

Veja fotos 7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia

Comissão da Câmara aprova criação do Dia Nacional do Frentista
Força 2 JUL 2026

Comissão da Câmara aprova criação do Dia Nacional do Frentista

7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia
Força 2 JUL 2026

7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia

Miguel defende negociação e jornada de 40 horas no Senado
Força 1 JUL 2026

Miguel defende negociação e jornada de 40 horas no Senado

Alcolumbre reúne centrais sindicais antes de audiência sobre jornada
Força 1 JUL 2026

Alcolumbre reúne centrais sindicais antes de audiência sobre jornada

Ato em São Paulo reforça luta pela jornada de 40 horas
Força 1 JUL 2026

Ato em São Paulo reforça luta pela jornada de 40 horas

Porto Alegre une trabalhadores e servidores contra a escala 6×1
Força 1 JUL 2026

Porto Alegre une trabalhadores e servidores contra a escala 6×1

Escola DIEESE forma nova turma em Ciências do Trabalho
Força 1 JUL 2026

Escola DIEESE forma nova turma em Ciências do Trabalho

Laerte e Aurélio Peres recebem Troféu José Martinez
Força 1 JUL 2026

Laerte e Aurélio Peres recebem Troféu José Martinez

Comerciários do RS aprovam prestação de contas do Sindec-POA em assembleia
Força 1 JUL 2026

Comerciários do RS aprovam prestação de contas do Sindec-POA em assembleia

Força Sindical reforça campanha de solidariedade à Venezuela
Força 30 JUN 2026

Força Sindical reforça campanha de solidariedade à Venezuela

SISPESP reforça igualdade de gênero em formação nacional
Força 30 JUN 2026

SISPESP reforça igualdade de gênero em formação nacional

Miguel Torres vai ao Senado defender jornada menor
Força 30 JUN 2026

Miguel Torres vai ao Senado defender jornada menor

Centrais ampliam mobilização por jornada de 40 horas
Imprensa 29 JUN 2026

Centrais ampliam mobilização por jornada de 40 horas

Campinas sedia Encontro dos Comitês Populares de Lutas
Força 29 JUN 2026

Campinas sedia Encontro dos Comitês Populares de Lutas

Sinthoresp faz trabalho de base nas regiões Oeste e Norte da capital
Força 29 JUN 2026

Sinthoresp faz trabalho de base nas regiões Oeste e Norte da capital

PSE encerra greve após aprovação de proposta
Força 29 JUN 2026

PSE encerra greve após aprovação de proposta

Centrais e movimentos sociais convocam atos no dia 30 por jornada menor e pelo fim da escala 6×1
Força 29 JUN 2026

Centrais e movimentos sociais convocam atos no dia 30 por jornada menor e pelo fim da escala 6×1

SOLIDARIEDADE À VENEZUELA
Força 28 JUN 2026

SOLIDARIEDADE À VENEZUELA

FEQUIMFAR recebe dirigentes do Metabase de Catalão
Força 26 JUN 2026

FEQUIMFAR recebe dirigentes do Metabase de Catalão

Pacto fortalece trabalho decente em grandes eventos
Força 26 JUN 2026

Pacto fortalece trabalho decente em grandes eventos

Campanha do etanol garante avanços em acordos coletivos
Força 26 JUN 2026

Campanha do etanol garante avanços em acordos coletivos

Sindicato reforça diálogo com trabalhadores da GM
Força 26 JUN 2026

Sindicato reforça diálogo com trabalhadores da GM

Mendonça suspende multas da NR-1 sobre riscos psicossociais
Imprensa 26 JUN 2026

Mendonça suspende multas da NR-1 sobre riscos psicossociais

Aguarde! Carregando mais artigos...