miguel torresCrédito: Jaélcio Santana
O ano que agora se encerra foi tragicamente marcado pela pandemia do coronavírus, pela persistente crise econômica e social, pelo aumento do desemprego, do desalento, da informalidade, do trabalho intermitente e da precarização nas relações do trabalho.
 
Na política, registramos a estupidez de governos negativistas como Trump e Bolsonaro, mas também algumas esperanças: a eleição do democrata Biden nos Estados Unidos, a retomada de governos populares na América Latina e o repúdio a candidaturas de extrema direita nas eleições municipais do Brasil.
 
Ressaltamos ainda a importância da ciência para o bem comum da humanidade, na produção recorde de vacinas contra a covid-19, e o entendimento de que o Estado deve estar cada vez mais presente na Saúde, nas políticas públicas de transferência de renda e demais áreas sociais.
 
Também merece destaque o sindicalismo brasileiro, unificado e atuante nas campanhas de prevenção ao vírus, nas negociações que mantiveram empregos, renda e atividades produtivas e na conquista do auxílio emergencial - que precisa retornar urgente, de preferência já em janeiro, no valor original de R$ 600 mensais até o fim da pandemia.
 
O auxílio é uma espécie de vacina social. Sem ele, milhões de pessoas não terão nenhuma renda para consumir, nem para adquirir produtos essenciais para a sobrevivência. Um risco social imenso.
 
Neste sentido, a economia também sofrerá um retrocesso muito grande, pois se as pessoas não compram, o comércio não vende, as empresas quebram e não compram da indústria. Vira uma bola de neve.
 
Representatividade - O sindicalismo representativo é fundamental perante às mudanças no mundo do trabalho, nas políticas de transição profissional em relação aos avanços tecnológicos e à indústria 4.0 etc., nas negociações com os setores produtivos, governos e parlamentos, e deve ser respeitado por todos os demais setores da sociedade. 
 
Vamos em 2021 reforçar este nosso protagonismo no País, as campanhas de sindicalização, o diálogo social e a nossa presença permanente junto aos trabalhadores e trabalhadoras nas empresas e portas de fábrica.
 
Devemos continuar reforçando os cuidados para reduzir ao máximo o contágio e as mortes pela covid-19, exigindo um plano nacional e local de vacinação, urgente, seguro e eficaz para todos, gratuitamente, pelo SUS, e agir no Congresso Nacional pela ampliação dos programas de proteção social e de renda.
 
Vamos lutar contra o aumento do custo de vida, dos preços dos alimentos e da energia elétrica.
 
E vamos, com todas as forças progressistas do País, exigir um projeto de governo nacional de desenvolvimento, com apoio aos setores produtivos e às empresas, para que consigam ter mais força para enfrentar a crise e, em contrapartida, garantam renda, benefícios e empregos de qualidade para todos.
 
Nosso objetivo deve ser vencer o desemprego, a pobreza, a miséria, a destruição do meio-ambiente e os ataques aos direitos trabalhistas, sociais, previdenciários e sindicais da classe trabalhadora, à democracia e à soberania nacional.
 
Vamos, enfim, continuar enfrentando os retrocessos, apontando caminhos para o desenvolvimento e a inclusão social e  construir um País justo, solidário, igualitário e soberano. Que venha 2021. Estamos prontos para a luta! A Luta Faz a Lei.
 
Miguel Torres
Presidente da Força Sindical,
da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes
miguel torresCrédito: Jaélcio Santana
O ano que agora se encerra foi tragicamente marcado pela pandemia do coronavírus, pela persistente crise econômica e social, pelo aumento do desemprego, do desalento, da informalidade, do trabalho intermitente e da precarização nas relações do trabalho.
 
Na política, registramos a estupidez de governos negativistas como Trump e Bolsonaro, mas também algumas esperanças: a eleição do democrata Biden nos Estados Unidos, a retomada de governos populares na América Latina e o repúdio a candidaturas de extrema direita nas eleições municipais do Brasil.
 
Ressaltamos ainda a importância da ciência para o bem comum da humanidade, na produção recorde de vacinas contra a covid-19, e o entendimento de que o Estado deve estar cada vez mais presente na Saúde, nas políticas públicas de transferência de renda e demais áreas sociais.
 
Também merece destaque o sindicalismo brasileiro, unificado e atuante nas campanhas de prevenção ao vírus, nas negociações que mantiveram empregos, renda e atividades produtivas e na conquista do auxílio emergencial - que precisa retornar urgente, de preferência já em janeiro, no valor original de R$ 600 mensais até o fim da pandemia.
 
O auxílio é uma espécie de vacina social. Sem ele, milhões de pessoas não terão nenhuma renda para consumir, nem para adquirir produtos essenciais para a sobrevivência. Um risco social imenso.
 
Neste sentido, a economia também sofrerá um retrocesso muito grande, pois se as pessoas não compram, o comércio não vende, as empresas quebram e não compram da indústria. Vira uma bola de neve.
 
Representatividade - O sindicalismo representativo é fundamental perante às mudanças no mundo do trabalho, nas políticas de transição profissional em relação aos avanços tecnológicos e à indústria 4.0 etc., nas negociações com os setores produtivos, governos e parlamentos, e deve ser respeitado por todos os demais setores da sociedade. 
 
Vamos em 2021 reforçar este nosso protagonismo no País, as campanhas de sindicalização, o diálogo social e a nossa presença permanente junto aos trabalhadores e trabalhadoras nas empresas e portas de fábrica.
 
Devemos continuar reforçando os cuidados para reduzir ao máximo o contágio e as mortes pela covid-19, exigindo um plano nacional e local de vacinação, urgente, seguro e eficaz para todos, gratuitamente, pelo SUS, e agir no Congresso Nacional pela ampliação dos programas de proteção social e de renda.
 
Vamos lutar contra o aumento do custo de vida, dos preços dos alimentos e da energia elétrica.
 
E vamos, com todas as forças progressistas do País, exigir um projeto de governo nacional de desenvolvimento, com apoio aos setores produtivos e às empresas, para que consigam ter mais força para enfrentar a crise e, em contrapartida, garantam renda, benefícios e empregos de qualidade para todos.
 
Nosso objetivo deve ser vencer o desemprego, a pobreza, a miséria, a destruição do meio-ambiente e os ataques aos direitos trabalhistas, sociais, previdenciários e sindicais da classe trabalhadora, à democracia e à soberania nacional.
 
Vamos, enfim, continuar enfrentando os retrocessos, apontando caminhos para o desenvolvimento e a inclusão social e  construir um País justo, solidário, igualitário e soberano. Que venha 2021. Estamos prontos para a luta! A Luta Faz a Lei.
 
Miguel Torres
Presidente da Força Sindical,
da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes