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Empresários quebrados. FAT deficitário. MP de Dilma não para em pé!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

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Empresários quebrados. FAT deficitário. MP de Dilma não para em pé!

Por: Antônio de Sousa Ramalho

Antes de virar sindicalista e deputado estadual (PSDB-SP) trabalhei em mais de 700 canteiros de obras.

Portanto, sei, literalmente, quando uma casa está em risco de cair, só de olhar.

Pois bem. A Casa Brasil está com seus alicerces comprometidos pela má administração da presidenta petista Dilma Rousseff.

No último dia 6 de julho, ela, devidamente escondida para evitar panelaços, anunciou uma Medida Provisória permitindo que as empresas reduzam em até 30% a jornada de trabalho com redução proporcional do salário pago pelo empregador.

Ora, quem causou a crise que combina inflação, desemprego e falta de investimento no setor industrial foi o governo da petista.

E o desmonte foi tão bem feito que Roussef não encontra caminhos para fazer o País retornar aos trilhos da normalidade mínima.
Mais uma vez, como de hábito, aliás, a presidenta penitencia o trabalhador.

Qualquer paralelepípedo de boca de mato sabe que se houver redução de salários para quem está empregado, a economia vai se retrair ainda mais e a recessão só fará aumentar.

Dilma propõe uma medida paliativa. Se médica, seria daquelas que apenas procura remediar, em vez de buscar política efetiva de prevenção de doenças.

E mais: em minha opinião quer, com essa MP, tirar o foco da corrupção e da incompetência que a estão engolindo.

Pela MP, a diferença do salário será parcialmente compensada pelo governo, que vai pagar ao trabalhador 50% da perda (15% dos 30%), com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Essa compensação está limitada a R$ 900,84, correspondente a 65% do valor do maior benefício do seguro-desemprego, hoje em R$ 1.385,91.

Ora, todo mundo sabe que o FAT está deficitário. Então, como o governo vai tirar dinheiro de onde não há dinheiro?

Outra coisa. Na Construção Civil, a maioria dos empresários está passando por uma fase de vacas magérrimas. O máximo de lucro que conseguem tirar é de 8%. Como poderão ajudar a bancar parte da diferença? E mais: quando, na história desse País, patrão colocou a mão no bolso de forma voluntária?

Aí entra em cena outro aspecto que vivo alertando que é o do problema da terceirização.

O trabalhador da Construção chegou a ganhar, no tempo das vacas gordas, R$ 5 mil. Mas, na carteira profissional, é registrado com salário de R$ 1,5 mil, quando muito.

Questiono: Essa Medida Provisória incidirá em cima de qual valor? No mais baixo, é claro…

É de se perguntar por que o governo não paga 100% da diferença?

Sim, pois em seus discursos, Dilma sempre ressalta que o Brasil tem dinheiro.

Como 91% dos brasileiros, julgo a administração federal ruim ou péssima.

Com percentual tão negativo, a presidenta e o governo não merecem credibilidade.

Aposto, portanto, que a MP é mais um golpe contra os trabalhadores.

Dilma se aproxima do abismo. E o abismo a quer!

Ramalho da Construção, vice-presidente da Força Sindical, presidente do Sindicato da Construção Civil de São Paulo e deputado estadual (PSDB-SP)

 

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