Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
2 JUL 2026

Imagem do dia

Veja fotos 7ª Sessão Plenária (Anistia Coletiva) da Comissão de Anistia

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Jogue Limpo

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Artigos

Jogue Limpo

Por: Víctor Báez Mosqueira

O futebol é um grande negócio, todo mundo sabe. Sobretudo por motivos comerciais, equipes ultrapassaram a esfera nacional e se tornaram globais. Na Espanha, me comentaram que os principais clubes são obrigados a jogar partidas sob o sol do meio dia do país ibérico para que os chineses possam assistir aos jogos. As ganancias são multimilionárias.

Quem encabeça a lista dos que se beneficiam dos negócios futebolísticos é a FIFA, que faturou em 2011, primeiro ano depois da Copa Mundial da África do Sul, 1,07 bilhões de dólares. O resultado foi inferior ao de 2010, ano em que a entidade levantou 1,29 bilhões.

Segundo a FIFA, “A venda de direitos para o mundial de 2014, particularmente na área de marketing, gerou ganhos superiores aos do evento de 2010”. Uma vez que os países em desenvolvimento estão atolados em profunda crise, não é de se admirar, então, que os próximos mundiais mirem países em desenvolvimento que crescem de forma dramática: África do Sul (2010), Brasil (2014), Rússia (2018) e Catar (2022).

A entidade futebolística já faturou até agora aproximadamente 800 milhões de dólares apenas em relação à Copa 2014, faltando quase dois anos para que essa se inicie. Também no ano de 2011, a FIFA arrecadou 537 milhões de dólares com a venda de direitos de transmissão para o mundial, contra 520 milhões do ano de 2007. Esses dados foram divulgados no balanço oficial da instituição.

Em suma, a FIFA ganhou mais com a África do Sul do que com a Alemanha e, no Brasil, antes do evento iniciar, faturou mais do que no país africano.

O Fair Play e o Play Fair

O slogan “Fair Play” (Jogo Limpo), da FIFA é bastante conhecido. Por sua vez, o movimento sindical mundial elaborou o “Play Fair” (Jogue Limpo), para realçar a necessidade de que, nos Campeonatos Mundiais e nos Jogos Olímpicos, sejam respeitados os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras envolvidos nos preparativos e no desenvolvimento do torneio. 

A Copa da África do Sul teve muitos problemas prévios por motivo de greves, especialmente no setor da construção. As condições laborais, salariais e de saúde e segurança dos trabalhadores não deixaram alternativa à classe do que essas medidas de protesto.

O Brasil não é exceção. Entre 2011 e abril de 2012, já foram registrados pelo menos vinte mobilizações, paralisações e greves, com reivindicações que incluem pelo menos um dos seguintes aspectos: aumento salarial e melhora das condições de trabalho (especialmente no que se refere à segurança, alimentação e saúde). Reinvindicações

Porém, à FIFA só interessa o Fair Play, não o Play Fair. Ou seja, para ela não é importante que se jogue limpo com os trabalhadores e trabalhadoras e que se respeite seus direitos. No começo de 2012, as lideranças sindicais internacionais se reuniram com a entidade em Genebra para tratar desse assunto. Um dos pedidos foi que se abrisse uma negociação com o movimento sindical brasileiro. No entanto, mesmo com a insistência da CSA diante de Joana Havelange no Brasil (qualquer semelhança com o nome de João Havelange não é mera coincidência), nunca aconteceu sequer uma reunião.

Porque a Copa do Mundo não afeta somente aos trabalhadores da construção, como também os do turismo e comércio, sem se esquecer da área têxtil, da saúde, do transporte, entre muitos outros.

Agora, o combate contra os direitos sindicais chegou ao parlamento brasileiro. Três senadores apresentaram um projeto de lei que anula o direito de greve em treze setores durante os três meses de duração do mundial, até o final da competição. O projeto, inconstitucional, está na comissão sendo analisado. 

Catar 2022

O caso da organização da Copa do Mundo no Catar, em 2022, é ainda mais deplorável. Demonstra que a FIFA não tem dúvida em se associar a governos autoritários que violam sistematicamente os direitos humanos dos trabalhadores e trabalhadoras.

A ONU (Organização das Nações Unidas) está investigando o trato que recebem os trabalhadores empregados na construção da infraestrutura do mundial de 2022. Os sindicatos internacionais apresentaram uma queixa formal para OIT (Organização Internacional do Trabalho), provando que o governo catariano se nega a reconhecer os direitos dos trabalhadores migrantes, que são grande maioria no país. Segundo fontes do governo da Índia, há 500 mil trabalhadores indianos trabalhando no Catar.

A lei permite aos trabalhadores catarianos afiliação sindical e o direto a greve com o prévio consentimento do governo. Contudo, nega aos trabalhadores migrantes – que representam 99% da mão de obra do setor privado – ambos os direitos.

Os trabalhadores migrantes não podem mudar de trabalho sem o consentimento do empregador, salvo em casos excepcionais, com a autorização do Ministério do Interior. Se um trabalhador migrante foge de seu empregador por motivo de abuso, este pode acusa-lo de “fugitivo”, fato que leva o empregado para a detenção e deportação para o estrangeiro.

O Catar ganhou a controvérsia candidatura para organizar a Copa do Mundo da FIFA em 2022 e vai gastar mais de 100 bilhões de dólares em estádios e outros projetos para sediá-la. É frustrante pensar que mais trabalhadores podem morrer na construção da infraestrutura do mundial do que o número de atletas que vai jogar no mesmo evento.

Conhecendo tudo isso, a pergunta é: vamos permitir que nossas equipes nacionais joguem em estádios construídos com sangue e repressão?
O movimento sindical internacional está em uma campanha de boicote a Copa do Mundo de 2022 caso não se invertam essas condições infames no Catar.
Faça também sua parte enviando uma mensagem ao Catar, afirmando que não haverá uma Copa do Mundo em 2022 sem direitos laborais: http://act.equaltimes.org/pt/

Víctor Báez, Secretário Geral da Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas

A fortaleza do sindicato
Eusébio Pinto Neto

A fortaleza do sindicato

Saúde mental: responsabilidade de todos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

Saúde mental: responsabilidade de todos

Dignidade, equilíbrio e respeito!
Gleberson Jales

Dignidade, equilíbrio e respeito!

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Alerta de confirmação
João Guilherme Vargas Netto

Alerta de confirmação

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Nilton Souza da Silva, o Neco

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Paim espera aprovação do fim da escala 6×1 em agosto
Força 14 JUL 2026

Paim espera aprovação do fim da escala 6×1 em agosto

Metalúrgicos de Mococa fortalecem campanha pela jornada menor
Força 14 JUL 2026

Metalúrgicos de Mococa fortalecem campanha pela jornada menor

Varal Solidário leva agasalhos a famílias em Guarulhos
Força 14 JUL 2026

Varal Solidário leva agasalhos a famílias em Guarulhos

Fepospetro lamenta morte de um dos fundadores da categoria dos frentistas
Força 14 JUL 2026

Fepospetro lamenta morte de um dos fundadores da categoria dos frentistas

Decisão do STF limita avanço das folgas aos domingos
Força 14 JUL 2026

Decisão do STF limita avanço das folgas aos domingos

Trabalhadores da Enel SP aprovam novo Acordo Coletivo
Força 14 JUL 2026

Trabalhadores da Enel SP aprovam novo Acordo Coletivo

Força Mulher convoca mobilização pelo PL da Misoginia
Força 13 JUL 2026

Força Mulher convoca mobilização pelo PL da Misoginia

Dia da Luta Operária: com música e casa cheia, sindicalismo homenageia seus lutadores
Força 13 JUL 2026

Dia da Luta Operária: com música e casa cheia, sindicalismo homenageia seus lutadores

Sinpospetro RJ inicia ciclo sobre saúde mental e NR-1
Força 13 JUL 2026

Sinpospetro RJ inicia ciclo sobre saúde mental e NR-1

Sinpospetro RJ amplia parceria com o MTE por mais segurança
Força 13 JUL 2026

Sinpospetro RJ amplia parceria com o MTE por mais segurança

Sinthoresp, 93 anos de história
Força 13 JUL 2026

Sinthoresp, 93 anos de história

SinSaúdeSP garante acordo com a Prevent Sênior e amplia direitos dos trabalhadores
Força 13 JUL 2026

SinSaúdeSP garante acordo com a Prevent Sênior e amplia direitos dos trabalhadores

Sindnapi RS ensina idosos a evitar golpes virtuais
Força 13 JUL 2026

Sindnapi RS ensina idosos a evitar golpes virtuais

Sindec: 94 anos de união e lutas
Artigos 13 JUL 2026

Sindec: 94 anos de união e lutas

A fortaleza do sindicato
Artigos 13 JUL 2026

A fortaleza do sindicato

Saúde mental: responsabilidade de todos
Artigos 8 JUL 2026

Saúde mental: responsabilidade de todos

Você conhece seus direitos? Confira 5 benefícios garantidos às pessoas idosas no Brasil
Força 8 JUL 2026

Você conhece seus direitos? Confira 5 benefícios garantidos às pessoas idosas no Brasil

Dia da Luta Operária: acompanhe a transmissão ao vivo
Força 8 JUL 2026

Dia da Luta Operária: acompanhe a transmissão ao vivo

Trabalhadores do Biocor/Rede D’OR lutam por reajuste e benefícios
Força 7 JUL 2026

Trabalhadores do Biocor/Rede D’OR lutam por reajuste e benefícios

Força Sindical reúne Regional Recôncavo em Mutuípe
Força 7 JUL 2026

Força Sindical reúne Regional Recôncavo em Mutuípe

Sintrabor amplia cooperação sindical durante Congresso da UIL
Força 7 JUL 2026

Sintrabor amplia cooperação sindical durante Congresso da UIL

Enel apresenta proposta final e assembleia decide acordo
Força 6 JUL 2026

Enel apresenta proposta final e assembleia decide acordo

Sindnapi debate violência e direitos da pessoa idosa
Força 6 JUL 2026

Sindnapi debate violência e direitos da pessoa idosa

Jornada menor pauta entrevista de Serginho na Jovem Pan News
Força 6 JUL 2026

Jornada menor pauta entrevista de Serginho na Jovem Pan News

Diretoras metalúrgicas participam de seminário pela paz
Força 6 JUL 2026

Diretoras metalúrgicas participam de seminário pela paz

Dia da Luta Operária homenageia Nair Goulart fundadora da Força
Força 6 JUL 2026

Dia da Luta Operária homenageia Nair Goulart fundadora da Força

Festa Julina do Sinthoresp reúne trabalhadores e famílias em dia de alegria e confraternização
Força 6 JUL 2026

Festa Julina do Sinthoresp reúne trabalhadores e famílias em dia de alegria e confraternização

Sintrabor reforça solidariedade internacional em congresso na Itália
Força 6 JUL 2026

Sintrabor reforça solidariedade internacional em congresso na Itália

Laerte e Aurélio Peres receberão Troféu José Martinez no Dia da Luta Operária
Força 6 JUL 2026

Laerte e Aurélio Peres receberão Troféu José Martinez no Dia da Luta Operária

“É preciso intensificar mobilização por jornada menor”, disse Miguel
Força 3 JUL 2026

“É preciso intensificar mobilização por jornada menor”, disse Miguel

Aguarde! Carregando mais artigos...