Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Artigos

Jogue Limpo

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Artigos

Jogue Limpo

Por: Víctor Báez Mosqueira

O futebol é um grande negócio, todo mundo sabe. Sobretudo por motivos comerciais, equipes ultrapassaram a esfera nacional e se tornaram globais. Na Espanha, me comentaram que os principais clubes são obrigados a jogar partidas sob o sol do meio dia do país ibérico para que os chineses possam assistir aos jogos. As ganancias são multimilionárias.

Quem encabeça a lista dos que se beneficiam dos negócios futebolísticos é a FIFA, que faturou em 2011, primeiro ano depois da Copa Mundial da África do Sul, 1,07 bilhões de dólares. O resultado foi inferior ao de 2010, ano em que a entidade levantou 1,29 bilhões.

Segundo a FIFA, “A venda de direitos para o mundial de 2014, particularmente na área de marketing, gerou ganhos superiores aos do evento de 2010”. Uma vez que os países em desenvolvimento estão atolados em profunda crise, não é de se admirar, então, que os próximos mundiais mirem países em desenvolvimento que crescem de forma dramática: África do Sul (2010), Brasil (2014), Rússia (2018) e Catar (2022).

A entidade futebolística já faturou até agora aproximadamente 800 milhões de dólares apenas em relação à Copa 2014, faltando quase dois anos para que essa se inicie. Também no ano de 2011, a FIFA arrecadou 537 milhões de dólares com a venda de direitos de transmissão para o mundial, contra 520 milhões do ano de 2007. Esses dados foram divulgados no balanço oficial da instituição.

Em suma, a FIFA ganhou mais com a África do Sul do que com a Alemanha e, no Brasil, antes do evento iniciar, faturou mais do que no país africano.

O Fair Play e o Play Fair

O slogan “Fair Play” (Jogo Limpo), da FIFA é bastante conhecido. Por sua vez, o movimento sindical mundial elaborou o “Play Fair” (Jogue Limpo), para realçar a necessidade de que, nos Campeonatos Mundiais e nos Jogos Olímpicos, sejam respeitados os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras envolvidos nos preparativos e no desenvolvimento do torneio. 

A Copa da África do Sul teve muitos problemas prévios por motivo de greves, especialmente no setor da construção. As condições laborais, salariais e de saúde e segurança dos trabalhadores não deixaram alternativa à classe do que essas medidas de protesto.

O Brasil não é exceção. Entre 2011 e abril de 2012, já foram registrados pelo menos vinte mobilizações, paralisações e greves, com reivindicações que incluem pelo menos um dos seguintes aspectos: aumento salarial e melhora das condições de trabalho (especialmente no que se refere à segurança, alimentação e saúde). Reinvindicações

Porém, à FIFA só interessa o Fair Play, não o Play Fair. Ou seja, para ela não é importante que se jogue limpo com os trabalhadores e trabalhadoras e que se respeite seus direitos. No começo de 2012, as lideranças sindicais internacionais se reuniram com a entidade em Genebra para tratar desse assunto. Um dos pedidos foi que se abrisse uma negociação com o movimento sindical brasileiro. No entanto, mesmo com a insistência da CSA diante de Joana Havelange no Brasil (qualquer semelhança com o nome de João Havelange não é mera coincidência), nunca aconteceu sequer uma reunião.

Porque a Copa do Mundo não afeta somente aos trabalhadores da construção, como também os do turismo e comércio, sem se esquecer da área têxtil, da saúde, do transporte, entre muitos outros.

Agora, o combate contra os direitos sindicais chegou ao parlamento brasileiro. Três senadores apresentaram um projeto de lei que anula o direito de greve em treze setores durante os três meses de duração do mundial, até o final da competição. O projeto, inconstitucional, está na comissão sendo analisado. 

Catar 2022

O caso da organização da Copa do Mundo no Catar, em 2022, é ainda mais deplorável. Demonstra que a FIFA não tem dúvida em se associar a governos autoritários que violam sistematicamente os direitos humanos dos trabalhadores e trabalhadoras.

A ONU (Organização das Nações Unidas) está investigando o trato que recebem os trabalhadores empregados na construção da infraestrutura do mundial de 2022. Os sindicatos internacionais apresentaram uma queixa formal para OIT (Organização Internacional do Trabalho), provando que o governo catariano se nega a reconhecer os direitos dos trabalhadores migrantes, que são grande maioria no país. Segundo fontes do governo da Índia, há 500 mil trabalhadores indianos trabalhando no Catar.

A lei permite aos trabalhadores catarianos afiliação sindical e o direto a greve com o prévio consentimento do governo. Contudo, nega aos trabalhadores migrantes – que representam 99% da mão de obra do setor privado – ambos os direitos.

Os trabalhadores migrantes não podem mudar de trabalho sem o consentimento do empregador, salvo em casos excepcionais, com a autorização do Ministério do Interior. Se um trabalhador migrante foge de seu empregador por motivo de abuso, este pode acusa-lo de “fugitivo”, fato que leva o empregado para a detenção e deportação para o estrangeiro.

O Catar ganhou a controvérsia candidatura para organizar a Copa do Mundo da FIFA em 2022 e vai gastar mais de 100 bilhões de dólares em estádios e outros projetos para sediá-la. É frustrante pensar que mais trabalhadores podem morrer na construção da infraestrutura do mundial do que o número de atletas que vai jogar no mesmo evento.

Conhecendo tudo isso, a pergunta é: vamos permitir que nossas equipes nacionais joguem em estádios construídos com sangue e repressão?
O movimento sindical internacional está em uma campanha de boicote a Copa do Mundo de 2022 caso não se invertam essas condições infames no Catar.
Faça também sua parte enviando uma mensagem ao Catar, afirmando que não haverá uma Copa do Mundo em 2022 sem direitos laborais: http://act.equaltimes.org/pt/

Víctor Báez, Secretário Geral da Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Andréa Gato

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Alerta de confirmação
João Guilherme Vargas Netto

Alerta de confirmação

1º de Maio: unidade, valorização do trabalho e luta por direitos
Sérgio Luiz Leite, Serginho

1º de Maio: unidade, valorização do trabalho e luta por direitos

Dois projetos de mundo em confronto: uma análise de conjuntura para a classe trabalhadora
Eusébio Pinto Neto

Dois projetos de mundo em confronto: uma análise de conjuntura para a classe trabalhadora

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador
Nilton Souza da Silva, o Neco

Consignado CLT: crédito fácil, juros abusivos e a falta de controle que penaliza o trabalhador

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais
José Roberto da Cunha

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Juntos somos fortes!
Gleberson Jales

Juntos somos fortes!

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)
César Augusto de Mello

Decisão final do STF sobre o Tema 935 (contribuição assistencial)

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir
Eduardo Annunciato, Chicão

Energia, Trabalho e Soberania: o Brasil que queremos construir

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz
Clemente Ganz Lúcio

Tarifaço, Empregos e a Resposta das Centrais Sindicais no Brasil; por Clemente Ganz

Dois anos sem João Inocentini
Milton Cavalo

Dois anos sem João Inocentini

Metalúrgicos em Ação
Josinaldo José de Barros (Cabeça)

Metalúrgicos em Ação

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira
Marilane Oliveira Teixeira

Mercado de Trabalho: Avanços e Persistências; por Marilane Teixeira

Indústria forte é Brasil forte!
Cristina Helena Silva Gomes

Indústria forte é Brasil forte!

Se está na convenção, é lei
Paulo Ferrari

Se está na convenção, é lei

Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026
Força 3 JUN 2026

Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026

TRT mantém direito de greve e eletricitários param
Força 3 JUN 2026

TRT mantém direito de greve e eletricitários param

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer
Força 3 JUN 2026

Feriadão altera atendimento no Sindicato e áreas de lazer

IndustriALL Brasil debate transição energética justa
Força 3 JUN 2026

IndustriALL Brasil debate transição energética justa

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve
Força 3 JUN 2026

Trabalhadores da construção pesada da Bahia entram em greve

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo
Força 3 JUN 2026

Sindicalistas apresentam propostas a Haddad para São Paulo

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento
Artigos 2 JUN 2026

Etarismo na Lapa: quando a conveniência expulsa o direito ao acolhimento

Nota de pesar: Magrão, Presente!
Força 2 JUN 2026

Nota de pesar: Magrão, Presente!

PEC 12/2026 gera alerta sobre direitos trabalhistas
Imprensa 2 JUN 2026

PEC 12/2026 gera alerta sobre direitos trabalhistas

Metalúrgicos SP lançam Campanha do Agasalho e Alimentos 2026
Força 2 JUN 2026

Metalúrgicos SP lançam Campanha do Agasalho e Alimentos 2026

Centrais ampliam mobilização pela jornada de 40 horas
Força 1 JUN 2026

Centrais ampliam mobilização pela jornada de 40 horas

Metalúrgicos SP mantém mobilização por jornada de 40 horas e fim da escala 6×1
Força 1 JUN 2026

Metalúrgicos SP mantém mobilização por jornada de 40 horas e fim da escala 6×1

Para Cláudio Janta, fim da escala 6×1 e redução da jornada geram empregos e melhoram a qualidade de vida
Força 1 JUN 2026

Para Cláudio Janta, fim da escala 6×1 e redução da jornada geram empregos e melhoram a qualidade de vida

SinSaúdeSP garante abono de 12% para trabalhadores da ASF
Força 1 JUN 2026

SinSaúdeSP garante abono de 12% para trabalhadores da ASF

SinSaúdeSP garante indenização no Leforte Liberdade
Força 1 JUN 2026

SinSaúdeSP garante indenização no Leforte Liberdade

Tabela salarial no papel e ganho real no bolso
Força 1 JUN 2026

Tabela salarial no papel e ganho real no bolso

STF retoma em junho julgamento sobre vínculo em aplicativos
Força 1 JUN 2026

STF retoma em junho julgamento sobre vínculo em aplicativos

Líder sindical reforça a importância da luta no Senado
Força 29 MAI 2026

Líder sindical reforça a importância da luta no Senado

Greve é suspensa e eletricitários mantêm mobilização
Força 29 MAI 2026

Greve é suspensa e eletricitários mantêm mobilização

Conferência de Saúde mobiliza sociedade em Joinville
Força 29 MAI 2026

Conferência de Saúde mobiliza sociedade em Joinville

SMC News debate impactos da nova NR-1 no trabalho
Força 29 MAI 2026

SMC News debate impactos da nova NR-1 no trabalho

FEQUIMFAR realiza seminário sobre NRs na prática sindical
Força 29 MAI 2026

FEQUIMFAR realiza seminário sobre NRs na prática sindical

Sindicalista reforça pressão por jornada de 40 horas
Força 29 MAI 2026

Sindicalista reforça pressão por jornada de 40 horas

Centrais definem mobilização no Senado pela jornada de 40 horas
Força 29 MAI 2026

Centrais definem mobilização no Senado pela jornada de 40 horas

Metalúrgicos SP ampliam luta pela jornada de 40 horas
Força 28 MAI 2026

Metalúrgicos SP ampliam luta pela jornada de 40 horas

Miguel Torres pede mobilização após vitória na Câmara
Força 28 MAI 2026

Miguel Torres pede mobilização após vitória na Câmara

Vitória! Centrais Sindicais celebram redução da jornada e fim da escala 6×1
Força 27 MAI 2026

Vitória! Centrais Sindicais celebram redução da jornada e fim da escala 6×1

Químicos da Força acompanham visita de Alckmin à Whirlpool
Força 27 MAI 2026

Químicos da Força acompanham visita de Alckmin à Whirlpool

Unicamp reuniu lideranças pela jornada de 40 horas
Força 27 MAI 2026

Unicamp reuniu lideranças pela jornada de 40 horas

PEC da jornada menor avança na Câmara nessa semana
Força 26 MAI 2026

PEC da jornada menor avança na Câmara nessa semana

Aguarde! Carregando mais artigos...